Mosquitos
Foto: Reprodução

Quem poderia imaginar que mosquitos não seriam grandes fãs de dubstep? “Scary Monsters and Nice Sprites”, hit do primeiro EP de Skrillex, lançado pela mau5trap em 2010, foi utilizado por pesquisadores da Universidade Malaysia Sarawak, na Malásia, em teste com mosquitos Aedes Aegypti — o popular “mosquito da dengue”, responsável também por transmitir zika, febre amarela e chikungunya.

Os pesquisadores descobriram que os mosquitos expostos às frequências graves se reproduziam menos em relação ao grupo de mosquitos que não foram expostos ao som. Dá pra acreditar?

“No caso dos mosquitos, o som emitido por eles vem do batimento das asas (o mesmo zumbido que escutamos no ouvido) e o batimento das asas possui uma frequência específica tanto para os machos quanto para as fêmeas. Para a cópula, essas frequências podem ser alteradas e ‘acertadas’ entre machos e fêmeas, para que entrem numa sintonia”, contou Tamara Lima-Câmara, do Departamento de Epidemiologia da USP, à reportagem do G1.

“Segundo Tamara, as antenas dos mosquitos funcionam como órgãos sensoriais que percebem vibração e são sensíveis a ondas sonoras, por isso existe a ideia de repelentes ultrassônicos, que não são perceptíveis aos ouvidos humanos, mas afastariam os mosquitos”, continua a matéria.

“Um desses sons ultrassônicos imitaria, por exemplo, o batimento das asas de predadores de mosquitos. Entretanto, não há confirmação científica da eficiência desse método de repelência”, complementou Lima-Câmara.

O G1 deu mais detalhes de como funcionou a pesquisa:

Os cientistas, criaram dois ambientes: um com e outro sem música e compararam as taxas de visitação, alimentação e reprodução dos mosquitos em cada um.

As fêmeas de Aedes expostas à música visitaram o ambiente mais tarde que o normal, menos vezes e também se alimentaram menos. Além disso, os mosquitos expostos à música copularam muito menos do que os mosquitos no ambiente sem música.

O estudo pode abrir caminho para que novas formas de repelentes ultrassônicos sejam testadas, mas Tamara alerta que é preciso mais avanços.

“Associações entre música e animais já foram feitas anteriormente. No caso dos mosquitos, por perceberem ondas sonoras, talvez a música seja percebida também. Mas é importante lembrar que o experimento foi realizado com a música tocando bem próxima dos mosquitos, o que invalida a ideia de colocar som alto dentro de casa para espantar as picadas”.

Ou seja, ainda é cedo pra apostar no Skrillex pra evitar o mosquito da dengue. Melhor seguir por ora confiando nos repelentes tradicionais.

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