Som alto

Moradores do Rio reclamam de som alto provocado por festa de Chris Lake e FISHER

Segundo reportagem de O Globo, a estreia carioca do "Not Another FKN Festival" causou transtornos na vizinhança da Urca, na Zona Sul da capital

De acordo com uma reportagem de O Globo, na madrugada de sábado para domingo, moradores da Urca, na Zona Sul do Rio, tiveram dificuldades para dormir por conta do som alto vindo da Marina da Glória (que fica a seis quilômetros de distância do bairro). No local, era realizada a estreia carioca da nova label party de FISHER e Chris Lake: Not Another FKN Festival (NAFF), organizada pela Entourage.

Segundo os relatos, janelas, portas e até as paredes dos prédios tremiam. “Foi infernal. Dava para ouvir o som como se estivesse dentro de casa, o som vinha por todos os lados. Eu tive que sair de casa por volta das 2h30 da madrugada porque fui trabalhar em Búzios e simplesmente não consegui dormir”, relatou uma moradora.

Um morador afirmou que o ruído estava acima do normal para os eventos realizados na Marina: “Nas outras festas o som não vinha dessa forma, bastava fechar a janela. O volume de ontem estava muito alto. Liguei para a Marina e me disseram que a festa estava autorizada pela prefeitura, mas isso não dá razão para extrapolar os limites”.

Ele ainda conta que nem mesmo com auxílio da polícia militar foi possível ter sossego:

“Liguei para a polícia e fui para lá acompanhar os policiais, mas eles ficaram de mãos atadas porque não têm medidor de decibéis. Os organizadores chegaram a baixar o som, mas depois que os policiais foram embora, o som aumentou de novo e foi assim até umas 6h20 da manhã. Eu medi o volume com um aplicativo do celular e vou levar isso como prova e fazer queixa na delegacia”.

No vídeo, presente na reportagem, é possível ver que o contador chega a marca dos 77 decibéis dentro do apartamento do morador.

Para O Globo, a assessoria da PM confirmou que esteve no local, mas “constatou a legalidade do evento, conforme documentação apresentada pelo responsável”. Ainda assim, representantes da Associação dos Moradores da Urca avaliam levar o caso para o Ministério Público do Rio.

A Subsecretaria de Eventos do Rio informou à reportagem que a Entourage deve ter dificuldades para conseguir um novo alvará na capital: “Uma das exigências da Prefeitura é a contratação de uma empresa de medição de som, o que não aconteceu. A Subsecretaria de Eventos tomará as medidas cabíveis. Na próxima vez que esta empresa solicitar um alvará para a realização de algum evento estará sujeita a uma negativa, já que as normas não foram cumpridas por parte do produtor”.

Já o Grupo BR Marinas, que administra a Marina da Glória, afirmou ao jornal que todos os eventos são acompanhados por uma empresa especializada em monitoramento sonoro em pontos específicos do Rio de Janeiro. “Estamos analisando as questões técnicas decorrentes do evento de ontem para entender o ocorrido, e, se necessário, fazermos os devidos ajustes”, declarou.

A Phouse procurou a Entourage, mas não teve resposta até este momento. Caso a empresa responda, esta publicação será atualizada.

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