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SP_Urban Digital Festival, anuncia 2º edição

Phouse Staff

Publicado em

29/10/2013 - 12:35

O maior festival de arte multimídia da América Latina, SP_Urban Digital Festival, anuncia 2º edição

São Paulo entrou no mapa mundial das cidades que integram media facade ao seu tecido urbano. Nesta 2ª edição, o festival se expande pela Alameda das Flores e traz à capital paulista as grandes estrelas mundiais das artes multimídia.

Impossível não reparar no prédio da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Inaugurado em 1979, o edifício se sobressai na paisagem urbana da Avenida Paulista com sua fachada piramidal. A produtora Verve Cultural transformou este marco da arquitetura paulistana num canal de arte multimídia que exibe exposições de tempos em tempos. A Galeria de Arte Digital SESI-SP é a maior da América Latina: foram instaladas no prédio mais de 100 mil lâmpadas de LED.

Atribuir uma nova função social a um dos edifícios mais simbólicos de São Paulo e também a outros espaços públicos é a missão do SP_Urban Digital Festival, que anuncia sua segunda edição entre 04 e 28 de novembro de 2013.

Ousado e gigantesco, o projeto colocou a cidade de São Paulo na rede mundial de media facade “Connecting Cities Network”, baseada em Berlim. Em sua segunda empreitada, o festival mais moderno da América do Sul extrapola o limite do edifício FIESP e se espalha pela Alameda das Flores, localizada do outro lado da Avenida Paulista. Numa experiência inédita no Brasil, o festival estabelece um canal de divulgação cultural como parte integrante da cidade, fundindo arquitetura, arte e tecnologia.

A Alameda das Flores, uma passagem de pedestres que liga a Avenida Paulista à Rua São Carlos do Pinhal, vai se tornar um “Mirante”. A travessa vira um espaço “interativo-expositivo” temporário: ganha uma rampa e estará iluminada e colorida. Em cada uma de suas extremidades, haverá um painel de LED. Os skatistas serão privilegiados com a pista multimídia Sonic Skate São Paulo.

O Mirante é a grande novidade da 2ª edição do SP_Urban Digital Festival e pretente dar um uso mais apropriado ao espaço público.

A 2ª edição do SP_Urban Digital Festival explora o tema Cidadão Digital, abordando a participação dos cidadãos na realidade digital. Questiona o engajamento social na Internet e como a cultura digital afeta o modo de viver e de agirmos uns com os outros.

Desta vez, o festival traz as maiores estrelas mundiais das artes multimídia. A programação é composta por obras de arte interativas e performances integradas com dispositivos visuais. Confira abaixo.

Obras interativas:

Onirical Reflections 2013 – Anaísa Franco (Brasil)

urban2

A obra usa a imagem dos rostos dos participantes como uma paisagem arquitetônica que é projetada na fachada do prédio. De acordo com a “topografia” do rosto de cada pessoa, é criada uma animação colorida em cima dele.

A artista criou um software de rastreamento de rosto, para mapear e exibir as animações, permitindo que o participante visualize-as em sua própria imagem, transmitida em larga escala. A preocupação da artista é ter o rosto como um recurso de projeção de imagens e re-projeção da realidade.

Anaísa Franco é destaque na cena digital no Brasil. Formada em Artes Plásticas na FAAP em São Paulo e com mestrado em Arte Digital e Tecnologia da Universidade de Plymouth, na Inglaterra. Desde 2006 desenvolve seu trabalho com residências em renomados centros como o Medialab Prado, Mecad, MIS, Hangar, Taipei Artist Village, Mediaestruch, Cité des Arts em Paris e ZKU em Berlim.

http://www.anaisafranco.com/project_onirical.html

Sonic Skate São Paulo 2013 – Pablo Ena, Reza Safavi e Sergio Galán (Espanha / Canadá)

skate canada

Sonic Skate São Paulo é uma obra/experiência de intervenção no espaço público. A Alameda das Flores vai abrir espaço para uma “Skate Orquestra”. Ali, será montado um pequeno circuito de street skate, com duas mini ramps e um corrimão. Através de sensores, cada manobra será sonorizada, ou seja, a pista vira uma interface que produz peças sonoras a partir das rodinhas. Acima da pistinha, haverá uma câmera que vai captar os movimentos dos skatistas e transformá-los em imagens coloridas e geométricas que serão projetadas in loco tanto nos dois telões de LED instalados na Alameda das Flores, quanto na fachada do edifício SESI-SP.

Pablo Serret de Ena (ESP) vive e trabalha entre Espanha e Suécia, interessado principalmente em torno de temas como identidade, poder, políticas ou trânsito. Na maioria de seus projetos, o público tende a ser parte da obra, completando e participando dela.

Reza Michael Safavi (CAN) é um artista e educador radicado nos Estados Unidos. Sua pesquisa examina a presença da tecnologia na experiência humana: percepção, comportamento social, economia, entretenimento e a forma como satisfazer as nossas necessidades básicas.

Sergio Galán Nieto (ESP) é um engenheiro criativo e designer de interação. Estudou Engenharia de Telecomunicações em Madri e Mestre em Design de Interação da Universidade de Malmö. Inevitavelmente, se move entre áreas como design de software, informática urbana, computação física e arte digital.

http://comunidad.medialab-prado.es/en/groups/sonic-skate-plaza

It’s You 2013 – Karolina Sobecka (Polônia)

It’s You 2013 – Karolina Sobecka

A obra mostra como as nossas ações individuais são afetadas quando temos um espectador. Na parede, em frente ao público, é projetada uma plateia virtual, que reconhece cada pessoa que por ali passa. Os personagens digitais reagem, olham, aplaudem, fazendo com que o público do festival se torne um objeto de análise. A atenção provocada pelos gestos dos personagens convida o espectador a preencher a situação e provoca curiosidade. Assim, é discutido o anonimato no espaço público.

Karolina Sobecka trabalha com animação, design, interatividade, jogos de computador e outras mídias. Seu trabalho muitas vezes envolve o espaço público e explora a maneira como interagimos com o mundo que criamos. Recebeu seu BFA da Escola do Instituto de Arte de Chicago e seu MFA de Calarts em Animação Experimental / Integrated Media. Seu trabalho tem sido exibido internacionalmente, inclusive no Victoria & Albert Museum, MOMA, Beall Center for Art + Tecnologia, ISEA e Medialab Prado.

http://www.gravitytrap.com/artwork/its-you

DesenhAR 2013 – United VJs (Brasil / Europa / EUA / Japão)

DesenhAR 2013 - United VJs

 

Hoje a integração homem-máquina já aconteceu e a proposta do coletivo internacional United VJs é realizar uma interação com a Galeria Digital do SESI-SP.

O prédio se torna uma grande tela onde o participante pode desenhar no ar e visualizar os traços na fachada do edifício.

O projeto é composto por instalações que se utilizam da tecnologia oferecida pelo Leap Motion, uma interface de captura de movimentos da mão. Em muito se assemelha às ideias de filmes científicos como Minority Report e tantos outros com interfaces naturais.

UNITED VJs é um coletivo que integra criativamente as artes digitais usando ilusão de ótica, 3D e Vídeo Mapping, arquitetura, software de programação, som e vídeo. São um coletivo internacional com atuação global e representantes na América do Sul, EUA, Japão e Europa. Esta equipe multidisciplinar jovem e pró-ativa de VJs e artistas, realiza projetos em todo o mundo como Budapeste, La Paz (Bolívia), Londres, Berlim, Buenos Aires, Transilvânia (Romênia), Bogotá, Madri, Lisboa e muitas outras cidades.

http://www.unitedvjs.org

Obras Visuais

Spectacle of Change 2012-2013 – James George(EUA)

Spectacle of Change 2012-2013 – James George

A obra será construída sob medida para a Galeria de arte digital SESI-SP. Na fachada do edifício George irá criar retratos mapeados dos outros artistas que participam do SP_Urban Digital Festival. As imagens aparecerão nos três lados da fachada.

O conceito do projeto é retratar uma reflexão de como os artistas pensam criticamente sobre sua produção de obras digitais e interativas. E como os artistas se refletem nas obras de modo a expressar mais que um espetáculo.

James George é um artista americano que usa linguagem de programação de software para se engajar com a tecnologia emergente. Seus trabalhos em vídeo exploram as fronteiras entre ser humano e o “indivíduo pixel” numa tentativa de demonstrar como podemos nos estabelecer no espaço de dados.

http://jamesgeorge.org/works/spectacle.html

Recent Works – Julian Opie (Inglaterra)

Recent Works – Julian Opie

 

A grande estrela das artes traz não apenas uma, mas três obras recentes, que formam uma instalação: “People Walking”, “Promenade” e “Galloping Horse” estarão expostas, cada uma num display diferente.

As duas primeiras obras refletem pessoas caminhando num ritmo hipnótico, sem começo nem fim discernível. Os personagens digitais possuem uma característica pictórica: cada figura tem rosto e roupas genéricos. Apesar dos elementos mínimos utilizados em sua representação, eles marcham com posturas e características únicas. “People Walking” será exposta na fachada do prédio do SESI e “Promenade” estará no display da Alameda das Flores, de frente para a Paulista. Desta forma os personagens digitais também caminharão pela Avenida. Já a terceira, “Galloping Horse” estará no display dentro da Alameda das Flores. Como diz seu próprio nome, a obra mostra um cavalo galopante, que acompanha a ideia de movimento das outras duas obras.

Famoso no Brasil pelos fãs do Blur, Julian Opie é muito mais do que o criador da capa do “The Best Of” da banda de Damon Albarn. Ele é uma verdadeira estrela das artes multimídia, conhecido por sua linguagem visual altamente simplificada e eficaz. Em sua prática, Opie procura refletir sobre o tema realidade, abusando de retratos e paisagens, assim como da linguagem tridimensional.

http://www.julianopie.com/#/artwork/film/2010/2773

Touch 2013 – VJ Vigas (Brasil)

 Touch 2013 – VJ Vigas

A obra visual questiona a liquidez dos relacionamentos entre pessoas nas redes sociais. Touch é composta por um personagem central que manipula sua vida virtual através de uma grande tela. Ele cria um universo artificial que passa a influenciar diretamente em sua vida real fundindo a realidade e ficção.

Leandro Mendes – VIGAS é artista audiovisual formado em design e cinema. Atuando desde 2005, acumula apresentações em diversos países e prêmios em importantes festivais como o VJ Torna Internacional. É idealizador do projeto “Projeção Mapeada – Organismos Públicos” onde busca a utilização de prédios públicos para contar a história de seu entorno e exaltar sua importância histórica para com a cidade.

http://www.vigas.art.br/

The Artist is not Present 2013 – Rune Madsen (Dinamarca)
The Artist is not Present 2013

A peça reflete como nossas vidas são controladas por programas de computador e como estes mecanismos também influenciam no nosso poder de poder de decisão. Madsen criou um software que gera imagens gráficas baseado na mesma programação algoritmo em redes sociais. Como por exemplo, no Facebook quando o programa sugere amigos que possamos conhecer, ou no Netflix quando o sistema sugere filmes de acordo com seleções anteriores. O sistema criado pelo artista se alimenta de dados que são preferências estéticas (cor, forma, composição). Serão transmitidas obras únicas a cada segundo. Simultaneamente essas imagens serão enviadas para uma galeria online. Este site servirá como documentação final para a obra de arte.

O trabalho de Rune Madsen é inspirado na “cultura do instante” e em projetos de criação de imagens para impressão através de códigos computacionais.

http://geometrydaily.tumblr.com/

Obra Interativa Performática

Monomito 2013 – Paloma Oliveira e Matheus Knelsen (Brasil)
Monomito 2013 – Paloma Oliveira e Matheus Knelsen

Nas redes estamos sempre tratando de “outredades”: seguindo, monitorando, compartilhando. Tratamos ali de arquétipos, de “eu” coletivos. Quando retornamos ao plano físico, as experiências desses espaços digitais fazem com que nossas relações interpessoais físicas sejam outras.

A obra baseia-se numa teoria de Joseph Campbell na qual o “herói” é um arquétipo que acompanha a humanidade por meio de contos e mitologias. É através do Monomito (o performer virtual) que os participantes poderão fazer parte da obra.

Ao trocar olhares com o performer, um sistema de reconhecimento facial capta a imagem do participante e envia para um banco de dados. Estas faces são projetadas no rosto do performer. Desse modo o performer (Monomito) passa a ser o herói enclausurado num constante processo de transfiguração. O sistema permite capturar e projetar imagens de pessoas em seu próprio rosto e nos displays, aludindo a esses processos de relações virtuais e interpessoais em um mesmo plano de performance artística.

Paloma Oliveira é desenvolvedora multimídia, BASE jumper, pesquisadora, educadora e produtora cultural. Busca convergências e aplicações das tecnologias digitais no corpo humano, nas artes e no espaço urbano.

Matheus Knelsen é formado em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi, pesquisador em interfaces interativas e programador de aplicações multimídia. Integrou a equipe vencedora do prêmio Mídias Locativas do VivoArte.mov.09. Em 2011, foi um dos idealizadores do Club de Jaqueo, o primeiro hackespace de Buenos Aires.

SP_Urban Digital Festival – 2a edição
De 04 a 28 de Novembro de 2013
Locais:
Prédio da FIESP/ SESI-SP – Av. Paulista, 1313
Alameda das Flores – travessa de pedestres entre Av. Paulista e Rua São Carlos do Pinhal.
Programação com todas as obras das 20h às 06h.
www.spurban.com.br
Facebook: SPUrbanDigitalFestival
Twitter: @spurban
Instagram: @spurban
#spurban

Créditos:
Idealização: Verve Cultural
Realização: SESI-SP
Produção Executiva: Verve Cultural
Curadoria: Marília Pasculli e Tanya Toft (Dinamarca)
Patrocínio: SESI-SP

A VERVE CULTURAL
Formada em Agosto de 2011 por Marília Pasculli (especializada em curadoria de arte de novas mídias) e João Frugiuele (produtor cultural e relações públicas), consiste numa plataforma de criação interdisciplinar voltada para a inserção de arte em espaços públicos e criação e de instalações participativas. Vervesp.com.br

 

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“O Mojjo me mandou a música com o draft do que ela era, e eu sempre curti muito a original. Resolvemos fazer pra tocar mesmo nos shows, nisso mandamos pros amigos DJs e todos tocaram. A galera pediu muito e a gente soltou”, disse o mineiro, em contato com a Phouse.

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