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SPACE: O CLUB DOS CLUBS

Phouse Staff

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Pepe Roselló, amante da música e da dança, começou suas atividades abrindo restaurantes em Ibiza até se aventurar em 1963 com um Playboy club, em San Antonio, quando a ilha ainda era paraíso hippie que servia de refúgio para pessoas que fugiam das guerras do Vietnã e Coréia.

Durante a ditadura de Franco na Espanha, regime que restringiu atividades artísticas, inclusive a música, Ibiza transformou-se no local ideal para os artistas colocarem sua arte em movimento. E foi nessa atmosfera repressiva que alguns homens de negócios como Pepe apostaram na música e clubs, abrindo na ilha a Pacha em 73, seguida do Es Paradis, Amnesia, Ku (atual Privilege) e a Space.

 

(Foto: Pepe Rosello com Nic Fanciulli e Carl Cox na festa de abertura da Space Balneário Camboriú em dezembro de 2012)

Em 1989 Pepe assumiu o local que seria o club Space em Playa d’en Bossa, transformando a região até então conhecida como resort familiar, em um dos mais agitados da ilha. Ele acabou revolucionando a noite local ao abrir o club em dois períodos do dia, vendo oportunidades nas imposições das leis espanholas que exigiam que os estabelecimentos fechassem por duas horas diárias, no mínimo. A programação abrangia desde concursos de misses, bandas ao vivo, performances flamencas até…a música eletrônica.

Em 1991 chegaram os primeiros da geração pós ‘Verão do Amor’ (ápice da música eletrônica em Ibiza). Os ingleses Alex P – inaugurando o som do bar, depois convertido em terraza, com um som mais lounge -, e dois anos mais tarde, Brandon Block, que virou lenda com seus sets na pista e depois na terraza. O resto, é história.

No club, a cultura do som do DJ e o culto a esse personagem foi inevitável. O Space, a partir de 1994, foi o primeiro club a convidar em grande escala DJs internacionais para tocar. Alemães como Sven Vath e o falecido Marc Spoon (que levava muitas broncas de Pepe ao telefone, por seus atrasos e estripulias no hotel), traçaram o perfil da cena eletrônica existente até hoje na ilha.

Começaram à surgir noites como a Up Yer Jonson, com Sasha, Renaissance, com Dave Seaman e John Digweed, React, com Carl Cox, e shows ao vivo (Live Acts e Live P.A ́s) com Erick Morillo e seu Reel 2 Reel. Tudo isso, sem contar as grandes festas de abertura e encerramento de temporadas. Até os domingos se tornaram festivos e intensos ao comando de Brandon Block e Alex P., fazendo deste dia da semana um dos melhores da ilha até hoje.

O club Space envolve diversos segmentos musicais da EDM (Electronic Dance Music), e este trabalho foi plantado a partir de residentes versáteis como Reche, José de Divina e Tania Vulcano (que logo tornou-se residente do CircoLoco), até as mais recentes contratações: Jonathan Ulysses e Steve Lawler.

O brasileiro DJ Marky já tocou drum ́n ́bass na pista principal do Space à convite de Carl Cox, em uma das noites em que era residente. Marky estava um tanto nervoso ao olhar a pista do club, nisso Carl Cox disse: “Você está aqui para fazer o seu som, por isso o convidei”.

A Space procura entender todos os que a visitam anualmente. Celebridades e pessoas comuns se misturam na pista sem distinções, todos em busca de diversão. A relação do club com os DJs e managers é diferenciada e geraram ótimos relacionamentos onde as partes se unem a exemplo de Carl Cox, Sasha, John Digweed, Steve Lawler, Erick Morillo e muitos outros.

 

(Foto Space Ibiza: divulgação)

Após 23 anos de Space, muitos DJs simplesmente amam tocar no club. E o club surpreendeu novamente ao anunciar que um dia de sua temporada funcionaria por 22 horas ininterruptas. Voltando a 1999, os domingos não terminavam antes das oito hoiras da noite. Darren Hughes e Danny Whitte faziam a maratona de 22 horas, das oito da noite de domingo às seis da tarde de segunda-feira, começando na pista e culminando com um sunset na terraza. Nascia então a festa “We Love Sundays”, que acontece por 14 semanas durante o verão, e que receberia em 2002 o prêmio de melhor noite de Ibiza no Dancestar Awards.

A Space, acompanhando a revolução da cultura clubber, remodelou as cabines dos DJs entre 1999 e 2000. Antes, os DJs tocavam muito próximos aos bares internos e externos, e com as mudanças, os DJs começaram a aparecer de frente para o público e não mais “escondidos”. E a explosão veio em agosto de 1999, quando em uma festa da BBC Radio 1, os DJs Carl Cox, Mousse T e Boris Dlugosh tocaram para um público em delírio. As cabines tornaram-se o local sagrado para os clubbers e o Space ganhou o prêmio de melhor club do mundo no Dance Star Awards, em 2001.

Entre os anos de 2000 e 2010 o club consolidou-se pelo mix de gêneros da música eletrônica e, com a mudança das leis, o club passou a fazer mais festas durante o dia, tornando-se referência mundial com cinco diferentes pistas. Seu soundsystem impecável foi indicado durante anos como o melhor do mundo no IDMA (International Dance Music Awards), virando uma espécie de meca da música eletrônica.

Em 2010 a Space abriu franquias da marca, após ser procurada por empresários da localidade de Sharm, no Egito. Depois vieram Dubai, nos Emirados Árabes Unidos e no final de 2012, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Com seus 23 anos o Space é o club com maior número de premiações no mundo e com uma audiência ímpar a cada temporada.

COMMENTS:

 

Jonathan Ulysses (Space Ibiza resident)
“Têm sido muito divertido tocar na Space por essas 15 temporadas. O sistema de som não fica devendo ao de nenhum outro club e o público que frequenta parece ser mágico. Cada vez mais artistas tocam ao vivo no club. Além disso, Ibiza está se tornando o local número 1 pra quem quiser se divertir pra valer. Tive sorte em ver os projetos da Space Brasil que estavam em Ibiza. É de tirar o fôlego, com espaço para shows ao vivo e para os melhores DJs que tocarão no país. Acho que será muito empolgante para os brasileiros, que poderão desfrutar daquela dimensão diferente, com aquele sabor que se espera do Space.”

 

Elio Riso (Space Ibiza resident)
“A Space tem algo especial, um som excelente e pessoas muito legais. Por isso, a Space B. Camboriú tem que ser algo mágico!

 

Raul Boesel (DJ e ex-piloto)
“A primeira vez que conheci foi em 2005, e desde então, vou todo ano. Nesses últimos 8 anos vi os melhores DJs do mundo se apresentarem lá. O club é incrível, o sistema de som um dos melhores que conheço, assim como a vibe do público. Nos últimos dois anos fui para o fechamento da temporada e, claro, para a festa do Carl Cox. Fui para assistir a abertura da noite com a DJ tINI e o B2B do Loco Dice com o Carl Cox. Simplesmente impossível de
se descrever. Eu e minha esposa Deborah voltaremos esse ano, com certeza.”

NO BRASIL

A vinda do Space para Balneário Camboriú é fruto do empreendedorismo de Herlon Hamm e de General. Os dois foram pioneiros na organização de eventos de música eletrônica na região, festas como ‘Gastronic e Fullgas’, que contratavam DJs como MauMau, Nude e George ACTV (SP), Anderson Noise (BH) e a dupla Leozinho & Paciornik (PR). Esta é a terceira franquia da marca no mundo, a primeira nas Américas. Empreendimentos de sucesso como o Djunn Music Place e o Parador Beach Club pareciam antever toda a movimentação clubbing que Balneário Camboriú viveria, se tornando uma espécie de ‘Nova Ibiza’.

Com o que existe de mais moderno em som, como o sistema Funktion One, e iluminação, a estrutura da Space brasileira privilegia o conforto do público ocupando uma área de 158 mil metros quadrados cercado pelo verde local, tudo com aval da marca Space, que acompanhou o projeto desde o início.

O line-up de inauguração teve shows de nomes como Carl Cox, Mark Knight, Camilo Franco (Space Ibiza resident), Yousef, Nic Fanciulli, Robert Dietz, Ali Tiefschwarz, Josh Wink, Stefano Noferini e o brasileiro Carlo Dall’Anese.

Veja as fotos da festa de inauguração da Space B. Camboriú aqui.

CURIOSIDADES:

PLATAFORMA PARA DJs
O club Space, ainda que fora da rota New York – Londres, foi responsável por catapultar e consolidar ainda mais as carreiras de DJs como Sasha, o primeiro a desfrutar de uma residência no club, seguido por John Digweed e Carl Cox, com residências de mais de dez anos de sucesso. Ainda tocaram no club pioneiros da cena como Paul Oakenfold e Tom Middleton. E surgiram DJs residentes como Jonathan Ulysses (residente do Mob Festival no Brasil) e o argentino Elio Riso, que desembarca por aqui com frequência.

DIVERSIFICAÇÃO
O grupo Space, até hoje regido por Pepe Roselló, diversificou-se e além do club, abriu sua própria gravadora e agência de DJs (que promove as tours da Space pelo mundo afora). No Brasil, o club Anzu de Itú/SP foi o primeiro a promover essas festas, criando um intercâmbio entre os clubs. Além disso, criou-se a Space Entertainment (uma divisão em Barcelona, voltada a outros empreendimentos), como patrocínio de um time de futebol que estampa
no uniforme a marca Space.

PIONEIRISMO
Entre algumas curiosidades, o club Space foi responsável pela introdução das bebidas energéticas em Ibiza. A logomarca da Red Bull logo invadiu os after hours e as tradicionais domingueiras ‘We Love Sundays’ na terraza.

GRAVADORA
O Space também descobriu o poder de afirmação de sua marca no mercado fonográfico, lançando seu selo e distribuindo mundialmente. São compilações assinadas pelos seus residentes, como a ‘Global’ de Carl Cox e outros convidados escolhidos a dedo a cada temporada. São mais de 70 compilações, que vendem milhares de cópias mundo afora. O brasileiro Júlio Torres (dos projetos Crossover e Dexters) teve uma de suas faixas lançadas em um CD duplo da Space em 2001.

Visite os links abaixo:
www.spaceibiza.com
www.spacebcamboriu.com.br

Publicado na Mixmag Brasil #15
Words: Gonçalo Vinha e Beto Borges Photos Divulgação Space Ibiza press
Fotos Space Balneário Camboriú: Guilherme Ramos, Fábio Lancini
Fotos artistas: divulgação

 

Fonte: Mixmag

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Defected celebra conquista do CamelPhat no topo da Tower Bridge

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Tower Bridge
Foto: Reprodução
Sets do duo e de Sam Divine sobre o Rio Tamisa celebram sucesso do selo londrino

A Defected Records atualizou as definições de evento na última quarta-feira, 23, em Londres. A label produziu um show exclusivo do topo de um dos famosos cartões postais da cidade, a Tower Bridge. O som ficou por conta do duo CamelPhat e a DJ Sam Divine. A dupla tocou por 45 minutos, um de cada lado das torres a 60 metros de altura, antes de Sam comandar o set durante o pôr do sol.

O evento celebrou um dia de comemorações devido ao sucesso de “Cola”,  faixa de CamelPhat & Elderbrook com a Defected, que foi tocada por praticamente todos os DJs do mundo, esteve em incontáveis aftermovies e foi até indicada ao GRAMMY. A track vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo, alcançando discos de platina em três países, e ouro em outros cinco.

A gravadora elaborou a façanha também para celebrar o novo contrato com o CamelPhat e honrar a capital britânica onde foi fundada e se mantém há quase 20 anos. “Podemos ser um selo com raízes globais, mas esta será sempre a nossa casa. Vamos vê-los na pista de dança em algum lugar do mundo neste verão”, diz texto no site oficial, endossando as palavras do fundador da label, Simon Dunmore: “A música soa melhor com a vista!”.

Confira como foi o evento na íntegra:

+ CamelPhat lança remix de clássico do Fatboy Slim

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Escute a música oficial da Copa do Mundo da Rússia

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Live it Up
Foto: Reprodução
Faixa foi produzida por Diplo, e traz vocais de Will Smith, Nicky Jam e Era Istrefi

Como informamos há dois dias, Diplo foi recrutado para produzir a música oficial desta Copa do Mundo de 2018, na Rússia; o lançamento foi anunciado para esta sexta-feira (25), com vocais de Will Smith, do cantor americano de reggaeton Nicky Jam e da jovem cantora pop albanesa Era Istrefi.

Agora, via Sony Music, a canção já está entre nós. Chamada “Live It Up”, tem a tradicional embalagem das faixas dos mundiais: pop, enérgica, bastante animada, remetendo à festa e empolgação, em um caldeirão de referências que vai do reggaeton à dance music. Curiosamente, entretanto, não percebemos nenhuma referência à música ou à cultura do país-sede da Copa — algo normalmente presente nos hinos anteriores do principal torneio da Fifa.

Além do lançamento, o canal do YouTube de Will Smith publicou um making of de cinco minutos com cenas dos bastidores no estúdio. Confira:

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre futebol e música eletrônica

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“Enrolado”, Scorsi faz parceria vingar com Sandeville

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Scorsi Sandeville
Scorsi. Foto: Divulgação
Produtores brincam com a demora da collab

Poucos dias depois de colaborar com o Alok em remix para “Ocean”, Scorsi já pintou com música nova. Através de nova colaboração com o colega Sandeville, “Something Better” é um electropop que mescla pitadas de “future bass, deep house, soulful e funky, em uma jornada musical vocalizada e pautada em 115 BPM”, como dizem os próprios artistas, que também alegam terem se inspirado na house music clássica para este single. Na esteira de “So Simple”, a letra fala sobre superar relacionamentos ruins com música.

“O Sandeville ficou meses me torrando pra ir no estúdio dele. A gente não se conhecia muito, eu tava sempre enrolado. Uma dia ele falou: ‘vem amanhã ou nem vem mais’. Fui pro estúdio dele sem muita pretensão, por nossos sons serem muito diferentes. No fim das contas, descobri que o cara era um ótimo produtor e passamos algumas horas ouvindo ideias e projetos um do outro. Ele me mostrou um riff bem house, melódico. Fiquei doido com aquilo, e criamos o resto. Beats mais inspirados nos anos 80, e BPM fora de todas fórmulas comuns, e depois fomos atrás de um vocalista que casasse com isso. Foi longo o processo, mas foi ótimo dividir o estúdio com ele”, diz Scorsi. O vocalista em questão é o americano Tempo Strokes.

Scorsi Sandeville

Sandeville. Foto: Divulgação

“Cara, o Scorsi é muito enrolado. Sério! Demorou muito para que ao menos fosse uma primeira vez no meu estúdio. Acabou dando certo. Processo criativo foi ótimo; depois que achamos um caminho, fluiu muito rápido. A cabeça dele funciona de um jeito diferente, não é tão fácil de entender a primeiro momento, mas vendo o resultado, não tem o que questionar. E de uma maneira bizarra, isso casou bem com o meu workflow”, complementa o parceiro de collab.

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