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SPACE: O CLUB DOS CLUBS

Phouse Staff

Publicado em

04/04/2013 - 19:59

Pepe Roselló, amante da música e da dança, começou suas atividades abrindo restaurantes em Ibiza até se aventurar em 1963 com um Playboy club, em San Antonio, quando a ilha ainda era paraíso hippie que servia de refúgio para pessoas que fugiam das guerras do Vietnã e Coréia.

Durante a ditadura de Franco na Espanha, regime que restringiu atividades artísticas, inclusive a música, Ibiza transformou-se no local ideal para os artistas colocarem sua arte em movimento. E foi nessa atmosfera repressiva que alguns homens de negócios como Pepe apostaram na música e clubs, abrindo na ilha a Pacha em 73, seguida do Es Paradis, Amnesia, Ku (atual Privilege) e a Space.

 

(Foto: Pepe Rosello com Nic Fanciulli e Carl Cox na festa de abertura da Space Balneário Camboriú em dezembro de 2012)

Em 1989 Pepe assumiu o local que seria o club Space em Playa d’en Bossa, transformando a região até então conhecida como resort familiar, em um dos mais agitados da ilha. Ele acabou revolucionando a noite local ao abrir o club em dois períodos do dia, vendo oportunidades nas imposições das leis espanholas que exigiam que os estabelecimentos fechassem por duas horas diárias, no mínimo. A programação abrangia desde concursos de misses, bandas ao vivo, performances flamencas até…a música eletrônica.

Em 1991 chegaram os primeiros da geração pós ‘Verão do Amor’ (ápice da música eletrônica em Ibiza). Os ingleses Alex P – inaugurando o som do bar, depois convertido em terraza, com um som mais lounge -, e dois anos mais tarde, Brandon Block, que virou lenda com seus sets na pista e depois na terraza. O resto, é história.

No club, a cultura do som do DJ e o culto a esse personagem foi inevitável. O Space, a partir de 1994, foi o primeiro club a convidar em grande escala DJs internacionais para tocar. Alemães como Sven Vath e o falecido Marc Spoon (que levava muitas broncas de Pepe ao telefone, por seus atrasos e estripulias no hotel), traçaram o perfil da cena eletrônica existente até hoje na ilha.

Começaram à surgir noites como a Up Yer Jonson, com Sasha, Renaissance, com Dave Seaman e John Digweed, React, com Carl Cox, e shows ao vivo (Live Acts e Live P.A ́s) com Erick Morillo e seu Reel 2 Reel. Tudo isso, sem contar as grandes festas de abertura e encerramento de temporadas. Até os domingos se tornaram festivos e intensos ao comando de Brandon Block e Alex P., fazendo deste dia da semana um dos melhores da ilha até hoje.

O club Space envolve diversos segmentos musicais da EDM (Electronic Dance Music), e este trabalho foi plantado a partir de residentes versáteis como Reche, José de Divina e Tania Vulcano (que logo tornou-se residente do CircoLoco), até as mais recentes contratações: Jonathan Ulysses e Steve Lawler.

O brasileiro DJ Marky já tocou drum ́n ́bass na pista principal do Space à convite de Carl Cox, em uma das noites em que era residente. Marky estava um tanto nervoso ao olhar a pista do club, nisso Carl Cox disse: “Você está aqui para fazer o seu som, por isso o convidei”.

A Space procura entender todos os que a visitam anualmente. Celebridades e pessoas comuns se misturam na pista sem distinções, todos em busca de diversão. A relação do club com os DJs e managers é diferenciada e geraram ótimos relacionamentos onde as partes se unem a exemplo de Carl Cox, Sasha, John Digweed, Steve Lawler, Erick Morillo e muitos outros.

 

(Foto Space Ibiza: divulgação)

Após 23 anos de Space, muitos DJs simplesmente amam tocar no club. E o club surpreendeu novamente ao anunciar que um dia de sua temporada funcionaria por 22 horas ininterruptas. Voltando a 1999, os domingos não terminavam antes das oito hoiras da noite. Darren Hughes e Danny Whitte faziam a maratona de 22 horas, das oito da noite de domingo às seis da tarde de segunda-feira, começando na pista e culminando com um sunset na terraza. Nascia então a festa “We Love Sundays”, que acontece por 14 semanas durante o verão, e que receberia em 2002 o prêmio de melhor noite de Ibiza no Dancestar Awards.

A Space, acompanhando a revolução da cultura clubber, remodelou as cabines dos DJs entre 1999 e 2000. Antes, os DJs tocavam muito próximos aos bares internos e externos, e com as mudanças, os DJs começaram a aparecer de frente para o público e não mais “escondidos”. E a explosão veio em agosto de 1999, quando em uma festa da BBC Radio 1, os DJs Carl Cox, Mousse T e Boris Dlugosh tocaram para um público em delírio. As cabines tornaram-se o local sagrado para os clubbers e o Space ganhou o prêmio de melhor club do mundo no Dance Star Awards, em 2001.

Entre os anos de 2000 e 2010 o club consolidou-se pelo mix de gêneros da música eletrônica e, com a mudança das leis, o club passou a fazer mais festas durante o dia, tornando-se referência mundial com cinco diferentes pistas. Seu soundsystem impecável foi indicado durante anos como o melhor do mundo no IDMA (International Dance Music Awards), virando uma espécie de meca da música eletrônica.

Em 2010 a Space abriu franquias da marca, após ser procurada por empresários da localidade de Sharm, no Egito. Depois vieram Dubai, nos Emirados Árabes Unidos e no final de 2012, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Com seus 23 anos o Space é o club com maior número de premiações no mundo e com uma audiência ímpar a cada temporada.

COMMENTS:

 

Jonathan Ulysses (Space Ibiza resident)
“Têm sido muito divertido tocar na Space por essas 15 temporadas. O sistema de som não fica devendo ao de nenhum outro club e o público que frequenta parece ser mágico. Cada vez mais artistas tocam ao vivo no club. Além disso, Ibiza está se tornando o local número 1 pra quem quiser se divertir pra valer. Tive sorte em ver os projetos da Space Brasil que estavam em Ibiza. É de tirar o fôlego, com espaço para shows ao vivo e para os melhores DJs que tocarão no país. Acho que será muito empolgante para os brasileiros, que poderão desfrutar daquela dimensão diferente, com aquele sabor que se espera do Space.”

 

Elio Riso (Space Ibiza resident)
“A Space tem algo especial, um som excelente e pessoas muito legais. Por isso, a Space B. Camboriú tem que ser algo mágico!

 

Raul Boesel (DJ e ex-piloto)
“A primeira vez que conheci foi em 2005, e desde então, vou todo ano. Nesses últimos 8 anos vi os melhores DJs do mundo se apresentarem lá. O club é incrível, o sistema de som um dos melhores que conheço, assim como a vibe do público. Nos últimos dois anos fui para o fechamento da temporada e, claro, para a festa do Carl Cox. Fui para assistir a abertura da noite com a DJ tINI e o B2B do Loco Dice com o Carl Cox. Simplesmente impossível de
se descrever. Eu e minha esposa Deborah voltaremos esse ano, com certeza.”

NO BRASIL

A vinda do Space para Balneário Camboriú é fruto do empreendedorismo de Herlon Hamm e de General. Os dois foram pioneiros na organização de eventos de música eletrônica na região, festas como ‘Gastronic e Fullgas’, que contratavam DJs como MauMau, Nude e George ACTV (SP), Anderson Noise (BH) e a dupla Leozinho & Paciornik (PR). Esta é a terceira franquia da marca no mundo, a primeira nas Américas. Empreendimentos de sucesso como o Djunn Music Place e o Parador Beach Club pareciam antever toda a movimentação clubbing que Balneário Camboriú viveria, se tornando uma espécie de ‘Nova Ibiza’.

Com o que existe de mais moderno em som, como o sistema Funktion One, e iluminação, a estrutura da Space brasileira privilegia o conforto do público ocupando uma área de 158 mil metros quadrados cercado pelo verde local, tudo com aval da marca Space, que acompanhou o projeto desde o início.

O line-up de inauguração teve shows de nomes como Carl Cox, Mark Knight, Camilo Franco (Space Ibiza resident), Yousef, Nic Fanciulli, Robert Dietz, Ali Tiefschwarz, Josh Wink, Stefano Noferini e o brasileiro Carlo Dall’Anese.

Veja as fotos da festa de inauguração da Space B. Camboriú aqui.

CURIOSIDADES:

PLATAFORMA PARA DJs
O club Space, ainda que fora da rota New York – Londres, foi responsável por catapultar e consolidar ainda mais as carreiras de DJs como Sasha, o primeiro a desfrutar de uma residência no club, seguido por John Digweed e Carl Cox, com residências de mais de dez anos de sucesso. Ainda tocaram no club pioneiros da cena como Paul Oakenfold e Tom Middleton. E surgiram DJs residentes como Jonathan Ulysses (residente do Mob Festival no Brasil) e o argentino Elio Riso, que desembarca por aqui com frequência.

DIVERSIFICAÇÃO
O grupo Space, até hoje regido por Pepe Roselló, diversificou-se e além do club, abriu sua própria gravadora e agência de DJs (que promove as tours da Space pelo mundo afora). No Brasil, o club Anzu de Itú/SP foi o primeiro a promover essas festas, criando um intercâmbio entre os clubs. Além disso, criou-se a Space Entertainment (uma divisão em Barcelona, voltada a outros empreendimentos), como patrocínio de um time de futebol que estampa
no uniforme a marca Space.

PIONEIRISMO
Entre algumas curiosidades, o club Space foi responsável pela introdução das bebidas energéticas em Ibiza. A logomarca da Red Bull logo invadiu os after hours e as tradicionais domingueiras ‘We Love Sundays’ na terraza.

GRAVADORA
O Space também descobriu o poder de afirmação de sua marca no mercado fonográfico, lançando seu selo e distribuindo mundialmente. São compilações assinadas pelos seus residentes, como a ‘Global’ de Carl Cox e outros convidados escolhidos a dedo a cada temporada. São mais de 70 compilações, que vendem milhares de cópias mundo afora. O brasileiro Júlio Torres (dos projetos Crossover e Dexters) teve uma de suas faixas lançadas em um CD duplo da Space em 2001.

Visite os links abaixo:
www.spaceibiza.com
www.spacebcamboriu.com.br

Publicado na Mixmag Brasil #15
Words: Gonçalo Vinha e Beto Borges Photos Divulgação Space Ibiza press
Fotos Space Balneário Camboriú: Guilherme Ramos, Fábio Lancini
Fotos artistas: divulgação

 

Fonte: Mixmag

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Tomorrowland solta cronograma completo da transmissão do primeiro final de semana

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Depois de anunciar a transmissão ao vivo deste ano e posteriormente entregar mais alguns detalhes, como os palcos e alguns dos principais nomes, a produção do Tomorrowland divulgou hoje o programa completo do live streaming deste primeiro final de semana.

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Em cartão postal de SP, Rodrigo Ferrari estreia projeto de disco music

Alan Medeiros

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Rodrigo Ferrari
Foto: Flashbang/Divulgação
Quinzenal, a 78 rola na cobertura do Museu de Arte Contemporânea

DJ Koze, Session Victim, Mano Le Tough, Kink. Nomes consagrados da dance music internacional passam por um momento em que as raízes da disco music do século passado exercem uma influência importante na construção de trabalhos atuais. Obviamente, isso não se limita a eles. Artistas da chamada “geração lo-fi house” também são bastante influenciados por nomes clássicos da disco, e essa onda internacional também reflete no Brasil.

Durante muito tempo, festas do gênero tinham um certo ar retrô/flashback. O jogo tem começado a mudar com uma interpretação mais contemporânea, charmosa e até mesmo futurista do estilo, sem deixar de lado as bases históricas, claro. Aqui no Brasil, grandes label parties têm bebido diretamente da fonte, entre elas Gop Tun, Selvagem e RARA, apenas para citar alguns. Nessa sexta-feira, Rodrigo Ferrari, DJ e produtor com longo currículo frente à cena paulistana, estreia seu novo projeto 78 no Bar Obelisco do Restaurante Vista, localizado na cobertura do Museu de Arte Contemporânea da capital paulista. A festa começa a partir das 21h.

Rodrigo terá uma residência quinzenal no projeto, que apresentará a vasta pesquisa musical do DJ frente ao estilo, passando também por house, soul, jazz e boogie. Para o primeiro encontro, Ferrari soma forças ao residente do Warung, Boghosian.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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Relembre os lançamentos de música eletrônica que arrepiaram a última sexta-feira 13

Phouse Staff

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Lançamentos
Foto: Reprodução
Antes de “sextar”, revisitamos os lançamentos da semana anterior

Amanhã, como vocês já sabem, é dia de sextar com várias sonzeiras novas que vão pintar no cenário eletrônico. Enquanto o “Dia D” não chega, bóra relembrar dez dos lançamentos que mais se destacaram nessa última sexta-feira, 13, que foi bastante especial. Além da coletânea do deadmau5 e do novo single do Dillon Francis, também tivemos pérolas como remix pra trilha de clássico do cinema, ode ao big room, mais uma nova collab entre os BFFs Diplo e , pedrada techno, som tropical, epopéia trance e future house à brasileira.

Pra começar a lista cinematograficamente, vamos de remix de Maceo Plex para a clássica “Blade Runner”, do Remake. Lançado em 1992, o “Original Mix” de Remake é um cover da trilha original do compositor grego Vangelis para o clássico do cinema Blade Runner (1982), dirigido por Ridley Scott. Agora, 26 anos depois, o cover foi remixado por Plex como parte da série “Remix Collection” da Renaissance Records, que se propõe justamente a recrutar grandes produtores contemporâneos para darem repaginadas em clássicos da dance music.

Em declaração à imprensa, Maceo Plex falou justamente sobre como a obra original de Vangelis é sua trilha cinematográfica favorita de todos os tempos, assim como o cover do Remake é um dos sons que mais curte dos anos 90.

Seguindo na zona conceitual, o DJ e produtor Boys Noize se juntou ao DJ e fashion designer Virgil Abloh em ORVNGE. Com três faixas, o EP de techno foi disponibilizado para streaming depois de sido lançado inicialmente em vinil.

Do techno, fazemos um giro em 180 graus pra aterrisar na EDM. E como que pra provar que o som não morreu, Hardwell e Blasterjaxx se uniram para lançar “Big Room Never Dies”, pela Revealed. A música, como o nome sugere, é um big room clássico, produzido com todos os elementos para ser um grande hino de festival.

Galantis também pintou com EP novo. Pela Atlantic/Warner Music, o produtor trouxe duas pérolas pop contagiantes: “Satisfied”, em parceria com MAX, e “Mama Look At Me Now”.

Já o Diplo lançou mais uma música em parceria com a amiga . Via Sony Music, “Sun in Our Eyes” é a sétima música produzida pelo artista com os vocais da dinamarquesa — mas esta é possívelmente a melhor delas, segundo o próprio DJ declarou no Twitter. Como aposta para o verão americano, a track também será o single principal do próximo álbum da MØ, Forever Neverland, agendado para 19 de outubro.

Mais recente trabalho do produtor estoniano Mord Fustang, “Fabricated” foi lançada pela Dawn of Light e caracteriza mais um sinal da seu retorno definitivo ao cenário. Com um som entre a disco house e o future house, a faixa soa refrescante e deve empolgar os fãs de uma dance music mais alternativa.

Numa onda mais calminha e tropical, Sam Feldt também lançou sua nova música de verão, mostrando que mesmo impossibilitado de tocar por um tempinho, ainda pode trazer novidades. “Just To Feel Alive”, com JRM, saiu pela Spinnin’ Records com um videoclipe oficial que mostra bem a vibe “beach club”.

E pra quem curte um “trance raiz”, Ferry Corsten está de volta com a terceira parte do projeto Unity lançando mais um hino, “Rosetta”. A produção saiu pela Flashover Recordings e contou com vocal de Jordan Suckleymostrando que o old school é eterno.

Com Fiora, Seven Lions surgiu com “Dreamin’”. O single, liberado por sua própria label Ophelia, traz uma combinação dos vocais de Fiora com um fundo melódico bastante emotivo.

E pra fechar, os brasileiros Beowülf e LOthief se uniram para lançar track “Gypsy”, pela HUB Records. Com a voz de Emy Perez (também presente em “Plomo”) e na pegada oriental, a música é uma homenagem clubber ao “espírito renovador e adaptável dos ciganos”. Além da versão que você ouve abaixo, um “Extended Mix” está disponível para free download no SoundCloud.

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