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Spotify se defende das acusações de fraudar playlists para poupar gastos

Depois de ser acusado pela imprensa internacional de inserir artistas falsos em playlists para reduzir os gastos com o pagamento de royalties, o Spotify se defendeu. À Billboard, um representante da empresa respondeu um e-mail declarando que “nós nunca criamos artistas ‘fake’ para colocá-los em playlists do Spotify”. “Nós pagamos royalties por todas as faixas no Spotify, e para tudo que entra em nossas playlists. Não detemos nenhum direito autoral, não somos um selo, todas as nossas músicas são licenciadas pelos titulares dos direitos, e nós os pagamos — nós não pagamos a nós mesmos”.

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As acusações partiram do jornalista Adam K. Raymond, em reportagem para a Vulture (na verdade, Raymond se baseou em matéria da World Business Online, feita no ano passado, mas foi o seu texto que reacendeu a polêmica recente). Segundo o jornalista, o Spotify cria artistas falsos para emplacar em suas playlists mais populares de músicas instrumentais, feitas para situações específicas, como aumentar a produtividade ou relaxar. A cada execução, o serviço precisa remunerar os respectivos titulares dos direitos dessas obras — logo, ao criar seus próprios artistas, o gasto com esses royalties é zero.

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A investigação de Raymond — bem como de outros jornalistas — aponta que há nomes com grande quantidade de plays no serviço, mas que não parecem existir na vida real. “Essa estratégia poupa a companhia de ter que escrever cheques gordos para os artistas, e engana os usuários ao fazê-los pensar que esses nomes existem de verdade, além de limitar as oportunidades de mercado a músicos profissionais”, escreveu.

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Se verdadeiras, essas acusações devem trazer sérios problemas legais ao Spotify — cuja ética já vinha sendo colocada em cheque a partir do seu novo sistema de “jabá” em playlists. A companhia pode vir a ser processada por fraude.

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