ANNA é escalada na 1ª rodada de artistas do ADE 2019

Mais de uma centena de DJs já estão confirmados para agitar Amsterdã em outubro

O Amsterdam Dance Event anunciou hoje suas primeiras atrações para a edição deste ano. Na primeira leva, ANNA já está escalada como representante brasileira; a DJ faz parte do lineup holandês pelo segundo ano consecutivo.

Além dela, é claro, há diversos outros nomes gigantes do cenário global, como Afrojack, Alesso, Âme, Amelie Lens, Armin van Buuren, Ben Klock, Bonobo, Carl Cox, Derrick May, Helena Hauff, Joseph Capriati, Kölsch, Martin Garrix, Modeselektor, Nastia, New Order, Richie Hawtin, RÜFÜS DU SOL e Seth Troxler. Assim como em 2018, o ADE espera receber 400 mil pessoas.

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Confira a primeira fase no vídeo ou na imagem abaixo:

Foto: Reprodução

“Quando disserem que seu sonho é impossível, você está no caminho certo”

Depois de estágio com o antigo manager de Afrojack, Sunroi é a nova aposta da Artist Factory

Jovem, natural de Goiânia, com estágio no estúdio do ex-manager de Afrojack, DNA musical, dedicação ao trabalho e, claro, apaixonado por música eletrônica. A Phouse conversou com Sunroi, produtor de 26 anos que está se lançando ao mercado brasileiro depois de uma importante vivência na Europa, para investigar por que ele se transformou na mais nova aposta da Artist Factory, que agencia nomes como Alok, Liu e Bhaskar.

Neto do compositor sertanejo Don Bira, o artista revela que a música sempre esteve em seu sangue, mas que foi na infância, nas rádios de Bruxelas, que descobriu a dance music. “Por ter essa influência na família, sempre fui eclético, gosto de música boa. Mas lá pelos oito, nove anos, descobri essa música diferente, que ainda não era tão conhecida, e viria a se tornar minha paixão”, conta Hójjamaz de Melo Moreira, o Sunroi.

Lançada em maio com Wolsh e Bahsi, “On My Way” é o principal single de Sunroi até então

“Meu pai só coloca nome louco nos filhos. Tenho uma irmã chamada Hamany e outra que se chama Hadarah”, brinca. Depois de conhecer a nova paixão em solo belga, Hójjamaz — ou Roger, para os amigos — começou a estudar produção musical na caruda, aos 16 anos. “Quando entendi que existia todo um mundo por trás disso, entrei numa escola de produção, mas saí muito cedo. Tudo o que ensinavam ali eu já sabia. Comecei a tocar nos bares de Bruxelas, e aí achei que a Bélgica tava pequena”, continua.

Foi então que, aos 19, resolveu visitar a Dancefair, em Amsterdã — tradicional encontro do mercado da música eletrônica, mais ou menos como o ADE, mas mais voltado aos profissionais da indústria —, e sair entregando pendrive com suas primeiras produções. Nisso, conseguiu chamar a atenção de Bobby Burns, chefão da Wall Recordings e manager do Afrojack à época. “Entreguei o pendrive a ele, passou uma semana e ele me ligou. Convidou pro estúdio, queria ouvir meu som”, narra.

Fã de Avicii, Sunroi lançou bootleg para “S.O.S”, em parceria com o MOJJO

O que parecia um simples convite despretensioso se transformou numa realidade que o jovem Hójjamaz sequer poderia sonhar: acabou largando o emprego que tinha na prefeitura de Bruxelas para morar na capital holandesa, meca da música eletrônica, em um quarto anexo por quase três anos. “O Bobby tinha um estúdio onde todo mundo passava, então foi uma grande oportunidade de aprender e expandir meu trabalho. Eu não era amigo dele, não falava inglês nem holandês; nossa comunicação era a música. Mas aos poucos aprendi as línguas e comecei a abrir várias portas”, segue.

Assim, o garoto foi se profissionalizando, a ponto de produzir com destaque, nos bastidores, para vários artistas. Depois de mais uns anos morando novamente na Bélgica, sentiu-se pronto para enfim lançar seu próprio projeto. No ano passado, conheceu a turma da Artist Factory no ADE, e a química não demorou a acontecer. Os executivos viram um grande potencial para ser trabalhado, e já o convidaram para fazer parte do time e morar em São Paulo.

Remix para o Valentine saiu em EP pela Armada Music, em 2018

“Acreditar e apostar em novos artistas é um dos alicerces da Artist Factory Management, porque entendemos a importância de fomentar o crescimento do cenário da música eletrônica nacional. E isso só é possível apostando em novos artistas nacionais, bem como valorizando artistas internacionais que estão começando e despontando”, explica o CEO da Artist Factory, Felipe Lobo. “Tivemos a oportunidade de conhecer o Sunroi em Amsterdã durante nossa participação no ADE e, de imediato, percebemos sua paixão pela música, que fica claramente representada em suas produções. Ele, que já vinha produzindo em colaboração com outros artistas, tem uma qualidade técnica impressionante e acreditamos muito no seu potencial como DJ e produtor.”

Para Hójjamaz, entretanto, não foi apenas o seu talento que despertou a atenção de Bobby Burns e da AF. “Muitos têm talento, mas não pegam duro, não fazem acontecer, ficam reclamado. Acho que o que viram em mim foi mais a vontade de fazer acontecer. Eu chego e falo: ‘quero trabalhar, fazer música, criar uma história’. Acredito que isso desperta um interesse maior nas pessoas. Me falavam que era impossível, e eu fui acreditando até fazer dar certo. Por isso, quando lhe disserem que seu sonho é impossível, é porque você está no caminho certo”, reflete o artista, que se mostra muito feliz com a nova rotina como Sunroi.

“We Rolling”: outra collab com Wolshi, lançada pela Heldeep de Oliver Heldens

“Desde que cheguei, tem sido muito bom. Quando vi aquele escritório enorme da Artist Factory, pensei: ‘é lá que quero estar’. No Carnaval fiz cinco datas, já cheguei tocando, tenho rodado bastante pelo Brasil em diversos eventos. A gente nunca para”, diz o músico, que se inspira em Lost Frequencies, Avicii, R3HAB e Calvin Harris. “Gosto muito dessa vertente mais pop — canções com melodias alegres e misturando o orgânico com a música eletrônica. Mas entendo a importância de, como DJ, lançar tracks para clubs”, complementa.

Agora, com collabs com nomes nacionais importantes no horizonte — entre eles, Bhaskar e Rooftime —, uma agenda intensa promovida pela Box Talents e a volta de uma convivência mais próxima com a família [os pais voltaram para Goiânia], Hójjamaz está em casa, e o Sunroi tem todos os ingredientes para brilhar no cenário eletrônico nacional.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

Confira as primeiras atrações confirmadas para o AMF Festival 2019

Quatro grandes DJs foram revelados neste momento

Alesso, Armin van Buuren, Jonas Blue e Tiësto são os primeiros nomes confirmados para esta edição do AMF Festival, em Amsterdã. O evento será no dia 19 de outubro — durante o ADE, como de praxe —, na Johan Cruijff Arena, e promete entregar em breve muitos outros nomes estelares da EDM.

Confira o teaser:

Em 2017 e 2018, o AMF teve como destaque a Two is One, série de B2Bs exclusiva entre duas atrações de renome. No primeiro ano, o back to back foi entre Hardwell e Armin van Buuren, enquanto no segundo, Amsterdã pôde conferir de perto David Guetta B2B Dimitri Vegas & Like Mike. Para 2019, não está claro se haverá sequência do projeto.

Os ingressos já estão à venda pelo site oficial.

Tomorrowland terá edição especial no ADE

“OUR STORY – 15 Years of Tomorrowland” vai rolar nos dias 17 e 18 de outubro

Além do Tomorrowland Winter — que começa neste final de semana — e da One World Radio (que fica no ar até o fim de agosto), a organização do Tomorrowland anunciou ontem a terceira surpresa comemorativa de seu 15º ano: uma edição no Amsterdam Dance Event, chamada OUR STORY – 15 Years of Tomorrowland (NOSSA HISTÓRIA – 15 anos de Tomorrowland).

O anúncio foi feito através de um vídeo que conseguiu compilar grandes momentos desses 15 anos de história — incluindo apresentações de Avicii, Swedish House Mafia, David Guetta, Afrojack, Skrillex, Martin Garrix, Carl Cox, Fatboy Slim e outros colossos, além dos diversos temas já utilizados.

Os únicos detalhes revelados até agora, porém, são data e local: 17 e 18 de outubro, na arena Ziggo Dome, em Amsterdã; o que exatamente o Tomorrowland entregará no ADE permanece um mistério.

Se levarmos em conta o histórico do festival e o vídeo abaixo, podemos apostar que algo épico vem por aí…

Os ingressos para o evento serão vendidos a partir das 13h (de Brasília) do dia 25 de maio.

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Amsterdam Dance Event divulga as datas para 2019

Organizadores esperam repetir desempenho de 2018

Maior encontro de música eletrônica do mundo, o Amsterdam Dance Event anunciou nesta quarta-feira suas datas para este ano: 16, 17, 18, 19 e 20 de outubro.

Os organizadores esperam repetir o número recorde de 2018 e receber mais de 400 mil pessoas, de cem países diferentes. No último ano, cerca de 2.500 artistas e 600 palestrantes se distribuíram em incontáveis atividades na capital da Holanda, e os números devem ser semelhantes para a 24ª edição do evento.

Como de praxe, a programação será revelada aos poucos, durante os próximos meses.

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“Fazíamos por amor e para os amigos, e foi o que fez a Dance Paradise ser o que é hoje”; a história e o legado de Richard Weber

Investigamos a trajetória do empresário curitibano que faleceu aos 42 anos

* Por Felicio Marmo
** Edição e revisão: Flávio Lerner

No dia 31 de outubro, perdemos um dos pioneiros da música eletrônica no Brasil. Ricardo Duarte de Mattos, mais conhecido como Richard Weber, faleceu em Curitiba, aos 42 anos, por complicações em uma cirurgia para corrigir um caso severo de apneia, deixando um legado histórico para a cena nacional: a rádio Dance Paradise, bem como suas ramificações DPmusic e DPmovie.

Do insight no trance ao programa piloto feito em casa, a postura de um líder e sua empatia são marcas registradas do cara que foi de DJ e empreendedor da cena local ao cargo mais atarefado daquele que veio a ser o programa de rádio sobre música eletrônica mais expressivo do país.

+ URGENTE: Fundador da Dance Paradise, Richard Weber morre em Curitiba

A paixão de Richard Weber pela música começou desde cedo, com um pai que ouvia de A-ha a Nat King Cole em casa. Na juventude, sua diversão foi regada aos melhores clubes da região de onde morava com seu irmão e sua família. Em casa, também tinha acesso a equipamentos da Technics. “Escutávamos música todo o santo dia. Richard gostava muito de Red Hot Chili Peppers, no meio dos anos 80”, conta à Phouse o irmão Flavio Noronha, que esteve presente na hora em que os sonhos se misturaram com realidade pelas primeiras vezes na carreira de Richard.

No estúdio da Jovem Pan. Foto: Reprodução

Com o levante da dance music no início dos anos 1990, as coisas mudaram de rumo, do rock para as pistas. “Pra sorte nossa, morávamos muito perto dos maiores clubes que a cidade e o Brasil já tiveram, o Studio 1250 e o Moustache. Naquela época, a música eletrônica dominou o meu irmão. Ele ia todo final de semana e ficava atrás da cabine dos DJs, só observando. Quando dava pra me levar, ele me levava”, lembra, citando que Richard gostava muito de Masterboy, DJ Bobo, Dr Album e Mr. Van, e que chegou a montar uma coleção de discos absurda — “temos até hoje na Dance Paradise”.

A família sempre apoiou os irmãos de dia ou de noite — não tinha tempo ruim. Por alguns anos, era apenas Flavio e Richard correndo atrás do rolê, pegando dinheiro emprestado da mãe pra colocar gasolina pra sair e divulgar as festas, ou contando com ajuda de parentes. “Minha cunhada nos ajudou muito também, comprou um fone v700 da Sony pra ele de Natal”, segue Noronha. “As festas quase não davam lucro, mas sempre bombavam. Fazíamos realmente por amor e para os amigos, e foi isso que fez a Dance Paradise crescer e ser o que é hoje, com certeza.”

O mindset da dupla sempre foi começar pequeno pensando grande, e assim o programa começou como uma web radio caseira, idealizada por Richard. O insight veio importado de uma viagem que os dois irmãos fizeram a um dos países de origem do trance. “A Dance Paradise começou mesmo com uma ideia que eu e ele tivemos em ver a Street Parade na Holanda. Esse evento era anual, rolava nas ruas de dia e os DJs tocavam nas carrocerias dos caminhões. Era uma mini Love Parade, mas só de trance. Aí pensamos: ‘temos que fazer alguma coisa de dia pro povo’”, continua Flavio.

Com Armin van Buuren, em 2011. Foto: Reprodução

Se hoje ainda não é das tarefas mais fáceis, imaginem nos anos 90. Nunca foi simples de trampar com órgãos públicos da cidade, mas a dupla foi bastante insistente, pra sorte do rebolado de muito curitibano. “Mandamos um projeto pra prefeitura e ficamos quase sete meses pra conseguir a resposta. Graça a Deus, a autorização veio. O evento no Barigui rolava das 14h até as 20h no parque, mas foi dureza. A prefeitura exigiu algumas coisas, e eu e meu irmão fomos de casa em casa ao redor do parque pra pegar autorização dos moradores. Foram mais de 50 casas, mais de cem assinaturas, ali foi o verdadeiro boom”, segue.

“Alguns artistas nacionais e internacionais de passagem em Curitiba passavam para dar uma palinha lá por saber que era muito legal. Uma pena que após dois ou três anos a prefeitura mudou tudo. Nunca mais aprovaram o projeto, que chegou a receber de duas mil a três mil pessoas”, explica em detalhes. Na época, Flavio retoma, já existia o evento do Eletrogralha nas ruas de Curitiba. “Era muito legal, mas a nossa ambição era promover algo no parque.”

Curtindo Paris. Foto: Reprodução

Em contato com a natureza, como a ideologia sugere, o som que mexeu com a cabeça dos irmãos na Holanda sempre esteve à tona nesse embrião. Fãs de Tiësto, Paul Oakenfold, Paul van Dyk e Armin van Buuren em um momento em que Curitiba era dominada pelo techno e o psytrance, os DJs educaram o público a gostar do som europeu — e “educar” é mesmo a palavra-chave que esteve presente na veia de Weber.

Nazen Carneiro, relações públicas curitibano que foi amigo do comunicador, o define como a representação do que é, de fato, um DJ. “O Richard representa ser DJ: um apaixonado pela música, um guia para muitos profissionais. Uma pessoa que foi sempre inovadora e líder do seu meio”, explica. Sérgio Maslowsky, relações internacionais, curador musical e cinegrafista, destaca a personalidade bem-humorada do colega:

“O Richard sempre foi uma pessoa de extremos. Ou ele amava muito algo, ou aquilo não prestava. Ele sempre foi muito bom em demonstrar do que ele gostava e do porquê ele gostava de algo, e fazia com que você quisesse fazer parte, viver o mesmo sonho que ele. Participar da magia, como ele gostava de dizer: ‘isso aqui é MAGIA, olha isso aqui lóóórde!’. E sempre era assim, com bom humor, muita piada de mau gosto (risos) e as melhores comparações possíveis: ‘meus deus cara, o que vocês comeram? Tá um cheiro de sela de cavalo aqui na sala!'”.

Com Tony McGuiness, do Above & Beyond. Foto: Reprodução

A apresentadora Juliana Faria, que trabalhou por dez anos ao lado de Weber ajudando no crescimento da Dance Paradise, segue uma linha parecida com a de Nazen, destacando o carinho que Richard tinha pela cultura eletrônica. “Ele sempre foi muito primoroso quando se trata de música eletrônica. Sempre o ouvia sobre reverenciar os clássicos e os mestres, conhecer a história. Em 2012, o programa de rádio estreou para todo o Brasil. Depois dessa conquista, justamente nasceu aí o interesse pelos vídeos, e em 2013 estávamos em quatro pessoas na Bélgica para gravar o Tomorrowland, que veio a ser o primeiro episódio do programa pro Canal BIS da Globosat”, resume.

“O que posso dizer é que o Richard é a cola de tudo. As pessoas muitas vezes projetam a imagem da Dance Paradise em mim, por ser a voz e estar na linha de frente, mas em todos esses anos, a minha voz só projetou a energia e as idealizações dele. Eu sempre fui um canal, mas a mensagem sempre foi dele. Ele realmente fez tudo que dava com a marca que teve na mão, explorou todas as possibilidades, está deixando muita coisa boa pra cena e pra muita gente, e não tem como deixar isso se perder”, continua.

Juliana conclui falando da importância de manter o projeto vivo, em honra ao seu criador. “O time está abalado, mas temos esse compromisso. O Richard esteve no rádio, na TV, nos maiores festivais do Brasil e do mundo, viveu a música, conheceu os seus ídolos, contribuiu com a cena. É muito claro o tanto que a Dance Paradise se tornou um canal relevante. Um dos grandes medos dele era perder tudo isso — o sonho e a magia, como ele falava —, mas ainda bem que, na verdade, ele viveu tudo isso intensamente.” 

No ADE em 2014, com os DJs Dave Clark e Chuckie. Foto: Reprodução

Um projeto que nasceu em Curitiba, e que hoje é transmitido em mais de 60 emissoras por todo o Brasil. Que evoluiu para uma produtora audiovisual e chegou à TV. Que começou voltando ao trance, mas hoje abrange as mais variadas vertentes do cenário nacional. A Dance Paradise perde seu diretor de comunicação, fundador e idealizador, mas o show precisa continuar.

“A família está em luto. Ainda não decidimos o que vai ser sem ele. A DP cresceu demais, tem sócios e faz parte de um grupo grande de uma rede de rádio FM nacional, então tem muita coisa a ser conversada. Mas tenho certeza que tudo vai dar certo, pelo bem do meu irmão”, conclui Noronha.

*Felicio Marmo é colaborador da Phouse.

23ª edição do ADE quebra recorde de público

Conferência recebeu 400 mil visitantes de cem países diferentes em 2018

Mais uma vez, o Amsterdam Dance Event superou seus próprios números. A edição deste ano, que se encerrou nesse domingo, quebrou o recorde de audiência do evento (395 mil pessoas, em 2017), ao receber mais de 400 mil visitantes de mais de cem países diferentes. As informações são da assessoria de imprensa do evento.

O público se dividiu em 200 rolês de quarta a domingo, e pôde se jogar em mais de mil eventos oficiais do calendário que movimentou a região, com mais de 2.500 artistas. Entre as atividades diurnas, que são o forte do ADE, cerca de 600 palestrantes conduziram workshops e painéis, incluindo um dia inteiro voltado para a sustentabilidade e meio ambiente. A Coreia do Sul foi o país em foco, revelando a crescente cena musical do país.

Durante a ocasião, a conferência homenageou os 30 anos de história da música de pista da indústria de Amsterdã e também condecorou o jornalista holandês, músico e organizador do ADE, Gert van Veen, com o “Amsterdam Dance Event Lifetime Achievement Award” (prêmio de realização de vida).

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SoundCloud e Beatport terão novas ferramentas para DJs

ADE reverbera boas novas pra discotecagem digital em 2019

De acordo com os anúncios bombásticos feitos durante o ADE na última semana, a cultura musical borbulha mais uma vez com uma verdadeira revolução envolvendo os maiores players do mercado. Desde conferir comodidade e segurança para quem gosta de ter tudo na nuvem até novas possibilidades de monetização para artistas e selos nas plataformas, o streaming continua firme na pauta da cena eletrônica.

Os lançamentos tecnológicos apontam para um novo estilo de vida dos DJs digitais daqui pra frente; quem nunca quis manejar suas tracks diretamente de seu servidor favorito de streaming que atire a primeira pedra.

O SoundCloud, uma das plataformas mais queridas no meio DJ, anunciou que em breve vai poder rodar suas mais de 200 milhões de músicas — em 256kbps — em diferentes programas de DJ, ainda sem data prevista. O acesso será feito pela inscrição “Premium GO+”, e será possível de ser testado através de um trial de 30 dias.

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Já estão no pool de parceiros-chave do SoundCloud as companhias DEX3Mixvibes, DJuced/Hercules, Native Instuments, Virtual DJ e Serato. Este último, predileto de muitos artistas dos toca-discos, também prepara conexão com o serviço de distribuição digital de música do Jay-Z, o Tidal.

Além disso, o Beatport também traz novidades para 2019. Uma delas, o Beatport Link, será o serviço de streaming que vai transmitir suas músicas diretamente para os programas de discotecagem, seja Traktor (Native Instuments), Pioneer DJ, entre outros.

Antes do Link, a empresa deve lançar o Beatport Cloud, servidor em nuvem também pensado para atrair os DJs, em diferentes modalidades. A parada é semelhante a um Spotify da vida, mas seus planos serão limitados e as taxas não serão fixas por mês — todas fornecendo um formato de qualidade sem perdas, como .wav ou .aiff.

O nível mais alto, o Beatport Cloud Pro, oferecerá 20 faixas por mês com uma assinatura de 40 dólares (aproximadamente R$ 150,00, na cotação atual). Ao associar-se, o usuário terá todas as suas tracks .mp3 no Beatport atualizadas para um formato sem perdas. O Beatport Cloud permitirá ainda a opção do “re-download”, em que será possível baixar compras e garimpos mais antigos.

Festas de techno em antiga prisão holandesa são canceladas

As noites faziam parte da programação do ADE

O cenário estava pronto para a realização de três sucessivas festas de techno em uma prisão desativada e reformada na cidade de Amsterdã nesse final de semana — como você leu aqui —, mas a sinistra aposta de ocupar a antiga prisão Bijlmerbajes pra dançar sets de Seth Troxler, Honey Dijon, Rødhåd ou Nina Kraviz, vai ter que ficar pra uma próxima vez.

O projeto que ia proporcionar a inusitada experiência durante o ADE teve que ser cancelado por, ironicamente, questões de segurança, conforme a Audio Obscura, label party responsável pelo rolê.

+ Antiga prisão de Amsterdã será cenário de festas de techno no ADE

“Devido a problemas recentes durante o processo de requerimento de alvará, as coisas saíram de nosso controle, nós e as autoridades locais não somos capazes de garantir a segurança na prisão de Bijlmer”, publicaram, no evento do Facebook. As festas estavam programadas para começar nesta quinta-feira, 18, e iriam até o sábado, 20.

Para reacomodar os fãs de techno, a label tem outros planos com artístico diferente para as próximas noites de ADE, tanto no clube Loft como no Central Station.

Último show de Hardwell antes do hiato será transmitido pela web

DJ tocará clássicos da dance music ao lado de orquestra holandesa

Os fãs de Hardwell no mundo todo vão poder assistir à última apresentação do DJ antes de sair em período sabático. A chamada “Symphony: The Global Revolution of Dance” rola na próxima semana, em Amsterdã, como parte do ADE.

No show, o artista será acompanhado pela Metropole Orkest — orquestra famosa por tocar clássicos da música pop e do jazz —, para apresentar uma “viagem musical pela história da dance music”, como destaca o release de imprensa do evento. Serão tocados hits dos anos 80 até os dias de hoje, de nomes como Donna Summer, Tiësto, Carl Cox e Daft Punk.

A performance será no Ziggo Dome Amsterdam, no dia 18 de outubro, a partir das 20h do horário local (15h em Brasília), e poderá ser vista no mundo inteiro a partir das redes sociais do Hardwell. Na China, haverá ainda uma transmissão especial pela HUYA no dia seguinte, com conteúdo extra.

              

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Maior conferência de música eletrônica revelou todas as suas atrações

A programação completa do ADE já está entre nós. Nesta 23ª edição da “Meca” da música eletrônica, uma seleção recorde com 2.500 artistas e 600 palestrantes vai comandar Amsterdã em 200 picos espalhados por toda a cidade.

Entre os artistas anunciados nesta última etapa estão Jean-Michel Jarre, Nile Rodgers, Carl Craig, Cassy, Juan Atkins, Marcel Fengler, Marco Carola, Sam Feldt e Virginia. O evento também engloba atrações brasileiras, entre elas os produtores Gui Boratto, ANNA e Eli Iwasa, além das empresárias Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti.

A edição promete focar nos 30 anos da dança holandesa, incluindo o lançamento do livro Dança Holandesa: como a Holanda assumiu a liderança na cultura da música eletrônica, e uma performance de Hardwell com a Metropole Orkest Symphony — no que será a última apresentação do astro antes de seu período sabático. Outro tema que também faz parte das discussões é o cenário eletrônico da Coreia do Sul.

O ADE começa no dia 17 de outubro, com um show de abertura de Colin Benders e a Metropole Orkest, e engloba uma extensa lista de atividades envolvendo tendências tecnológicas e sociais, crossovers com outros gêneros, design, cinema e fotografia. A programação termina com o ADE Hangover, um festival gratuito no NDSM Wharf. 

Você pode conferir o lineup e a programação completos no site oficial.

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Às vésperas de show, Armin revela novidades para o Gaia

Projeto paralelo do astro holandês faz parte da programação do ADE

Em sua última edição do podcast A State of Trance, Armin van Buuren revelou algumas novidades sobre seu projeto paralelo Gaia, que toca há anos com Benno de Goeij.

Às vésperas de uma apresentação no Paradiso, em Amsterdã, em 17/10, como parte da programação do ADE, o astro promoveu o recém-lançado Instagram do projeto e, sem entrar em muitos detalhes, falou sobre o primeiro álbum, novos teasers e datas para 2019.

+ Armin van Buuren anuncia novidades no projeto Gaia

“Estou trabalhando em muita música nova para o Gaia neste momento. O álbum tem que sair, antes tarde do que nunca. O projeto está agora no Instagram também, já que eu definitivamente quero avançar com ele”, declarou Armin.

“Eu vou seguir lançando teasers no Instagram, então fiquem de olho. Há apenas um show marcado neste momento, durante o ADE, que está completamente esgotado. Espero que no ano que vem teremos algumas datas novas, mas serão apenas sete ou oito shows, se tanto…”.

ASOT #882 começa com faixa de Armin com Vini Vici e Alok

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Seth Troxler, Nina Kraviz, Rødhåd e Honey Dijon são algumas das atrações

O techno é uma vertente com uma vibe soturna. Assim, um espaço que já foi usado como presídio não parece uma escolha inapropriada para uma balada. É o caso do antigo complexo prisional Bijlmerbajes, na Holanda, que receberá em breve três festas da label party Audio Obscura, durante o calendário do ADE.

Pode parecer meio estranho pensar em ir numa balada em uma cadeia, porém a Bijlmerbajes está desativada já há um tempinho. Inaugurada em 1978, ela foi projetada para ser um presídio “humanizado”. Como a população carcerária da Holanda tem diminuído, o Estado fechou a prisão em 2016 por desuso e manutenção. A partir daí, o local foi reformado e transformado em espaço público, e utilizado para diversas atividades.

Vídeo em 360º da emissora de notícias holandesa NOS

A cidade de Amsterdã contratou a fundação LOLA para redesenhar o espaço como o centro criativo Lola Lik, com ambientes para startups, estúdios de arte, escritórios e até um hotel. Hoje, a ex-prisão também é utilizada para auxiliar refugiados de diversos países em guerra.

Agora, a Audio Obscura vai realizar três noites de techno consecutivas em Bijlmerbajes. No dia 18 de outubro, Seth Troxler e Honey Dijon vão conduzir a festa; no dia 19, a label soma forças com o selo Electric Deluxe, trazendo Rødhåd, Clouds e Jon Hester; e no dia 20, é a vez de Nina Kraviz comandar a prisão com o seu selo трип.

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Programação deve reunir mais de 2,5 mil artistas

O Amsterdam Dance Event pintou com a segunda fase da seleção de artistas que vai fazer parte do maior encontro mundial da indústria da música eletrônica. A super conferência holandesa engordou ainda mais o seu lineup de feras, que deve reunir mais de 2.500 artistas para esta edição.

Além dos nomes já anunciados na primeira fase, o ADE terá 808 State, Adam BeyerAmelie Lens, Axwell λ Ingrosso, Bob Sinclar, Detroit SwindleHernan Cattaneo, Honey Dijon, Kevin SaundersonKiasmosKSHMR, Lena Willikens, Loco Dice, NetskyOliver Heldens, Red AxesRicardo Villalobos, Sasha, Loco Dice, San HoloSeth Troxler, Tiga e muitos outros gringos. Mas também tem Brasil nessa escalação, com Gui Boratto e ANNA. Confira a lista dos nomes anunciados agora:

Imagem: Divulgação

Com este anúncio, a Buma, realizadora do evento, quase completou o programa do festival, que vai de 17 a 21 de outubro. A programação prevê mais de 400 mil participantes entre festas, conferências, festivais e demais eventos em 200 locais diferentes de Amsterdã.

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Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti falam sobre convite e expectativas

Não são só as DJs brasileiras que estão chamando a atenção dos holandeses neste ADE. Duas importantes mulheres dos bastidores do cenário nacional, Monique Dardenne e Juliana Cavalcanti, estão confirmadas como speakers na conferência deste ano.

Produtora cultural, empresária, ex-diretora do Boiler Room no Brasil e cofundadora do Women’s Music Event, Dardenne vai participar de um painel sobre managers, com diversos outros executivos do mundo todo. Tanto ela quanto Cavalcanti relatam ter sido convidadas por Gary Smith — um dos curadores do ADE —, quando o encontraram no BRMC.

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“Eu fiquei muito feliz pelo convite, pois vou ao ADE há cinco anos como espectadora, e agora vou poder passar a minha experiência de anos de estrada. Sinto o meu trabalho muito valorizado”, contou Dardenne, em contato com a Phouse. “Achei incrível da curadoria essa amplitude no olhar por ter mais profissionais que saem no eixo Europa–EUA, e ainda mais sendo mulheres! Alguns anos atrás cheguei a contar a proporção de mulheres participando da conferência, e não chegaram a 25%, o que mostra também nesse ano um cuidado da conferência nessa mudança.”

Também empresária e produtora cultural, Cavalcanti seguiu linha parecida em seu comentário: “É super importante cada vez mais as mulheres terem um espaço pra falar. No meu caso é mais importante ainda porque eu sou do Nordeste, onde a cultura não é de música eletrônica. A gente tem uma questão cultural muito forte, e é sempre uma luta pra colocarmos eventos aqui. Acho que vai ser uma experiência muito legal e vamos ter muito pra contribuir”. Produtora do King Festival e idealizadora da primeira convenção de música eletrônica em Recife, Juliana participa de mesa sobre cenas eletrônicas em países periféricos.

Os painéis devem ser divulgados oficialmente pelo Amsterdam Dance Event em breve.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Confirmado no AMF, KSHMR lança single com 7 Skies

DJ é o segundo headliner confirmado para o evento

Duas grandes novidades envolvendo KSHMR saíram praticamente ao mesmo tempo: além de lançar sua mais nova música, “Neverland”, foi confirmado como headliner do Amsterdam Music Festival.

“Neverland” é o resultado da união oficial de KSHMR com o produtor italiano 7 Skies e foi lançada ontem, pelo próprio selo, Dharma. Repleto de energia, como de costume, o single tem tudo para agradar àqueles que já são fãs da sonoridade vibrante do americano. A dupla já havia trabalhado em conjunto num pacote de samples para a Splice Sounds, mas esta é sua primeira coprodução.

Além disso, o artista foi a segunda atração a ser anunciada para o AMF no dia 20 de outubro, na Johan Cruijff Arena (antiga Amsterdam Arena), que faz parte da programação do Amsterdam Dance Event. O evento é um dos mais importantes da dance music na Europa.

KSHMR se junta agora ao B2B entre David Guetta e Dimitri Vegas & Like Mike  para a performance Two Is One deste ano —, que já havia sido revelado em junho.

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Evento é produzido pelo selo Ipso, de Kölsch, e pelo selo holandês straf_werk
* Atualizado em 20/07/2018, às 11h44

O DJ Kölsch e a label holandesa straf_werk estão no comando de uma das baladas mais esperadas do circuito do ADE neste ano. Chamada “straf_werk x Kölsch presents Ipso”, a festa traz uma grande novidade para os brasileiros: a presença das nossas DJs ANNA e Eli Iwasa no lineup, o que evidencia o crescimento da representatividade brasileira na cena internacional.

O Amsterdam Dance Event é a semana mais importante da dance music mundial, e já recebeu muitos artistas do Brasil. Muitos costumam tocar em festas de labels nacionais, como Warung e D-EDGE, e alguns poucos já conquistaram seu lugar ao sol em showcases e festivais de marcas gringas, como L_cio e Gui Boratto pela Kompakt, por exemplo. Esta, no entanto, é a primeira vez que artistas brasileiros são chamados para um evento da Ipso (label de Kölsch) e da straf_werk no ADE — a ANNA já tocou em noites do selo holandês, mas em outros países.

“Senti uma alegria tremenda, e também bateu o sentimento de responsabilidade, a vontade de entregar um baita set. O straf_werk é um dos selos do grupo que também organiza o DGTL — onde toquei em 2017, na edição de SP —, e sou muito grata a todas pessoas envolvidas em fazer isto acontecer”, comentou Eli, em contato com a Phouse, sem deixar de destacar a evolução da cena brazuca no mundo. “A produção musical e a cena no Brasil amadureceram muito, e isso reflete no mercado internacional. Sempre tivemos grandes talentos por aqui, e naturalmente, os artistas nacionais começaram a ganhar mais e mais espaço, tanto na Europa quanto nos EUA”, acrescentou.

Não é a primeira vez que elas tocam na gringa, entretanto. Residente de Barcelona já há alguns anos, ANNA tem a maior parte de seu campo de atuação centralizado na Europa. Já a Eli acaba de voltar de mais uma temporada no continente, onde tocou em clubs importantes do techno mundial, como Egg, em Londres, Watergate, em Berlim, e na Pacha de Barcelona, em uma turnê de showcases do Warung — clube em que ela se tornou residente recentemente.

Além das duas e de um super set de Kölsch, a noite ainda conta com um grande time de astros do techno: Tiga, Recondite num B2B com Marcus Worgull, Denis Horvat e Bas Dobbelaer. A “Straf_Werk x Kölsch presents Ipso” está marcada para 19 de outubro, no Centro de Convenções De Kromhouthal, em Amsterdã. Os ingressos já estão disponíveis a partir de €27,50.

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O evento espera reunir até 400 mil pessoas

Maior conferência mundial de festivais e negócios para música eletrônica, o Amsterdam Dance Event anunciou a primeira seleção de artistas para 2018. A lista é grande, já que a programação de eventos inclui baladas e eventos em mais de cem lugares.

Entre os nomes já divulgados estão Bonobo, Charlotte de Witte, Ben Klock, Chris Liebing, Jeff Mills, Derrick May, Joseph Capriati, Laurent Garnier, Solomun, Martin Garrix, David Guetta, Hardwell, Nicky Romero, Paul Oakenfold, Nina Kraviz, Luciano, Orbital, Claptone, Peggy Gou, Dubfire, Dixon, DJ Koze, Helena Hauff, Floating Ponts, Sven Väth, Tom Trago, Leon Vynehall, Maya Jane Coles e Richie Hawtin. Confira a lista:

ADE 2018

Nesta 23ª edição, os organizadores esperam receber um número recorde de 400 mil visitantes. Programado para outubro, o encontro oferece arte, cinema e fotografia, além, claro, de muita música, networking e conversas sobre as últimas tendências do mercado.

O Amsterdam Dance Event 2018 engloba vários locais, assim como programações simultâneas, mas a maioria dos painéis e palestras acontecem pelo segundo ano no Teatro Nieuwe DeLaMar, entre 17 e 21 de outubro.

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Amsterdam Dance Event anuncia datas para 2018

Crescendo a cada ano, a maior conferência de música eletrônica do mundo espera manter o ritmo nesta próxima edição

A organização do Amsterdam Dance Event anunciou as datas para a edição de 2018. A conferência vai acontecer entre os dias 17 e 21 de outubro, e os organizadores estão esperando um público em torno de 400 mil pessoas do mundo inteiro.

Nesta edição, haverá atividades voltadas para a conscientização sobre a cena de música eletrônica na Coréia do Sul, que segundo o diretor do evento, Tichard Zijlma, “está crescendo rapidamente, graças à inovação tecnológica e a misturas inteligentes.”

O ADE é o maior festival de clubs e conferências do mundo e vem crescendo a cada ano, sendo que em 2017 participaram mais de 2500 artistas e 550 palestrantes em 160 locais diferentes de Amsterdã.

A última edição aconteceu no teatro Nieuwe DeLaMar, um dos locais mais populares e bem-estruturados da Holanda, visto que o Felix Meritis — o QG tradicional do ADE — estava passando por reformas.

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Notícias sobre os locais da cidade que irão receber o a conferência ainda serão divulgados nos próximos meses. Você pode conferir mais detalhes e se pré-registrar para a compra de ingressos no site oficial do ADE.

Albuquerque: “Faço questão de inovar sempre; cada cenário, cada estação do ano requer um som diferente”

Um dos DJs mais conceituados no Brasil, o curitibano Albuquerque fala com a Phouse sobre ascensão e gestão da carreira, Warung Recordings, Radiola, ADE e a cena de Curitiba

É inegável, hoje ele é um dos DJs mais ativos e requisitados do país. Seu talento sempre foi a força motriz por trás do sucesso que o leva a se apresentar em clubs como Warung, em Itajaí, onde é residente, até o Watergate em Berlim.

Porém, para ser um DJ que gere influência e seja uma marca reconhecida no cenário, existem outros fatores que fazem a diferença para se destacar em um mercado tão competitivo como o nosso, e Ricardo Albuquerque é um especialista nesse quesito.

Neste ano, ele assinou um remix para o respeitado produtor Christoph pela Warung Recordings, gravadora que ajuda a gerir ao lado de Leo Janeiro. Ao mesmo tempo, esteve em tour por países como EUA, Espanha e Portugal, onde se apresentou no consagrado BPM Festival.

Esse equilíbrio de se fazer relevante atrás dos decks e no estúdio, aliado a uma agência de respeito e a pessoas que cuidam de sua imagem com o máximo profissionalismo, o fazem estar sempre sendo cotado para os horários nobres dos eventos em que se apresenta, vivendo o que ele mesmo considera seu melhor momento. Nesta entrevista, fomos buscar saber do artista todos os segredos do seu sucesso, além da evolução da cena eletrônica em sua cidade, Curitiba.

O talento sempre foi e sempre será a força motriz por trás do sucesso de um artista, porém existem outros fatores que fazem a diferença para se destacar em um mercado tão competitivo como o nosso. No que um DJ precisa estar mais atento para que seu nome esteja sempre relevante e ao mesmo tempo não se torne cansativo?

Acredito que não exista uma ciência exata para se alcançar destaque, mas com certeza, num mercado tão cheio e concorrido, é mais do que necessário que o artista esteja bem assessorado. Sozinho, é muito difícil fazer qualquer coisa. Eu procuro contar com ótimos profissionais e isso vai de management à assessoria de imprensa e agência, todos muito bem capacitados e que convergem as ideias com as minhas. É muito importante falarmos a mesma língua quando o assunto é a carreira; todos da equipe têm que entender a peculiaridade de um trabalho artístico, que vai muito além de cada gig.

Sobre não se tornar cansativo, me preocupo muito com isso. Procuro sempre criar temas novos para nossas festas, buscar inspirações em áreas diferentes e, claro, variar meu repertório. Não sou o tipo de DJ que é escalado pra fazer warmup e toca o mesmo set do peak time. Faço questão de inovar sempre — cada cenário, cada estação do ano requer um som diferente. Quem acompanha meu Soundcloud sabe muito bem disso. Surpreender o público faz parte do meu dia a dia e eu curto muito, me dá vontade de fazer mais!

Você esteve participando mais uma vez do ADE neste ano. Quais foram suas impressões? O artista que não esta lá está um passo atrás do mercado?

Sim, foi nosso quarto ADE. Fico impressionado com a quantidade de pessoas que vão pra Amsterdã nesse período e não participam da conferência. Claro que a cidade é fantástica, os coffee shops são iradíssimos e as festas surreais, mas ir até lá e não ouvir o que os mestres têm a dizer? Mancada!

Não acho que seja necessário estar lá todos os anos, é um programa bem oneroso, mas com certeza minha evolução como gerenciador da minha carreira e do meu selo se deve a esse encontro anual. Os temas são totalmente relevantes à nossa profissão, portanto é mais que claro pra mim que estar lá me faz crescer a longo prazo. Surgem novas ideias, novas percepções, constatações, tudo nos agrega muito — a longo prazo, repito.

“Num mercado tão cheio e concorrido, é mais do que necessário que o artista esteja bem assessorado. Sozinho, é muito difícil fazer qualquer coisa.”

Em sua tour pela Europa, você se apresentou na edição portuguesa do BPM Festival, fazendo um B2B muito comentado com o Chaim. Como surgiu essa parceria? 

Eu e meus amigos somos fãs do Chaim há cerca de seis anos. Nos conhecemos pessoalmente no BPM México de janeiro — na ocasião conheci a esposa dele, que também trabalha na indústria de festas. Ela nos apresentou, e quando nos reencontramos em Portugal eu fiz questão de chegar cedo pra acompanhar o set dele. Devido aos atentados recorrentes na Europa, a fiscalização da entrada do club estava demorando muito e vi que ele acabou tocando pra bem pouca gente.

Quando ele terminou o set, o convidei pra tocar comigo mais tarde, tendo em vista também que era um showcase do Warung, nós éramos os anfitriões e ele o convidado. Ele topou e tocamos juntos no meu slot. Claro que por conhecer o trabalho dele há tempos, foi mais fácil adaptar a linha; acabamos cedendo um pouquinho cada um. É desafiador, claro, mas muito legal!

Na próxima semana você se apresentará na tour da Kubik em Curitiba — festa que busca uma proposta audiovisual diferente. Qual a expectativa de receber o evento em sua cidade?

A Radiola Kubik será a única noite do projeto com 16 horas de festa, e com algumas surpresas também. Queríamos um diferencial e isso se reverte em bônus para o público. Eu me apresentei na Kubik São Paulo em 2015 e achei muito legal a conexão entre o som e o disparo das luzes nos cubos. O local será o mesmo do Tribaltech e tenho certeza que todos irão sair satisfeitos. Me apresento à meia-noite, e nosso convidado internacional, Guti, se apresenta às 02h.

“Corremos atrás de patrocínios, licenças, alvarás e toda burocracia necessária pra levar qualidade pro público. Se depender do Estado, não sai nada, e se sai é mal feito.”

Parece ser uma tendência Curitiba receber eventos de música eletrônica em lugares antes não imaginados. O Tribaltech agora tem um novo local muito elogiado dentro da cidade, o Warung está marcando época na pedreira Paulo Leminski. Você acredita que é apenas uma fase ou o poder público como um  todo tem concedido maior abertura a diferentes culturas musicais?

Eu acredito ser só o começo. O público quer o novo e nós também. Com certeza esses locais novos e inusitados surgem por mérito dos organizadores e produtores de eventos. A festa dos cinco anos da Radiola, por exemplo, foi no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, por nosso esforço. É triste dizer, mas se depender do Estado não sai nada, e se sai é mal feito. Corremos atrás de patrocínios, licenças, alvarás e toda burocracia necessária pra levar qualidade pro público. Quando o evento tem envolvimento das secretarias é feito por obrigação. Eu nunca vi um que preste, nem quando quem está lá no comando se esforça. Mas enfim, Curitiba tem essa chama diferenciada por parte dos núcleos. Aqui o som fala mais alto, e espero que continue assim.

Há algum tempo você anunciou que a Radiola Records estava tirando um tempo nos lançamentos para buscar aprimoramento musical. Em que fase se encontra a gravadora agora? Podemos esperar lançamentos em breve?

Mais que musical, esse aprimoramento foi profissional. Uma label, assim como qualquer empresa, precisa se organizar. Essa pausa fizemos há mais de um ano. No momento, temos 27 lançamentos disponíveis nas lojas e mais quatro até janeiro na agulha. O último foi o Lost Souls EP, uma bomba que toco sempre e quase derrubou o Watergate [risos]. Todos vieram me perguntar o que era aquela faixa, e era minha e do [produtor argentino] Tomy Wahl feita aqui na Radiola, quando ele veio pra tour. Essa track também saiu com um remix do romeno JUST2.

Pela frente nos releases, teremos mais uma faixa minha com remix do Dionigi, Caoak com remix do Ronnie Spiteri, Ariel Merisio com remix do Boghosian e algumas surpresas pro primeiro semestre de 2018. Aumentamos a equipe e vamos pra cima!

Você tem realizado seus próprios eventos, levando a Radiola para esse meio também. Existe um interesse em consolidar a marca também como um evento musical, ou são festas pontuais?

A Radiola Label Night é a festa temática do nosso selo e já tem seis anos. Nesse período estivemos nos principais clubs e festas do país, como Warung, Beehive, D-EDGE, Place Lounge e Colours. São mais de 40 eventos realizados em que já tivemos em nossos lineups diversos artistas internacionais relevantes, como Nick Curly, Djebali, Hot Since 82, David Glass, Oli Furness, Tomy Wahl, Jesse Perez, Joyce Muniz, Jamie Trench, Emanuel Satie, Dorian Paic, Russ Yallop, Gallya, Shosho, Ricky Ryan, entre outros. A marca de festas sem dúvida tem o foco musical e de entretenimento.

Em 2018 estamos lançando nosso novo website para facilitar pros contratantes. Além disso, teremos as festas Jardim Elétrico e Sonido Profundo, que dependem da disposição do lugar pra realização. Respondendo a pergunta, sim, pretendemos consolidar ainda mais a marca Radiola.

Como tem sido conciliar uma agenda carregada de shows, produzir música, eventos e ainda gerir juntamente com o Leo Janeiro a Warung Recordings? Você acredita que está vivendo a melhor fase da sua carreira?

A cada ano que entra, percebo estar vivendo o melhor momento da carreira — tudo isso devido a muito trabalho e força de vontade, de todos da equipe. É complicado conciliar tudo o que quero fazer, mas sinto que lidar com isso é o que eu mais gosto. As gigs são basicamente nos finais de semana, então o que eu faria da vida se não fosse fazer música e festa? Estou curtido muito produzir e tenho muita coisa pra lançar nos próximos meses.

Tenho um álbum em um projeto novo em que já tenho dez músicas prontas e alguns esqueletos pra desenvolver. Sobre a Warung Recordings, evidentemente é o selo do club. Como já disse em outras ocasiões, eu e o Leo gerenciamos hoje e nos dividimos em diversas funções do selo, mas ele não nos pertence — pertence à empresa Warung. Podemos opinar e indicar alguns artistas, mas tudo é passado pra direção, que opta pela quantidade de lançamentos e pelo material que quer fazer. Muita gente me manda demos sem nunca ter tocado lá ou sem ter vinculo algum com o espaço; eu tento explicar que não mando nas diretrizes do selo, fazemos esse trabalho por amor ao club e a música.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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