5 momentos-chave da carreira de Rodrigo Ferrari

Artista relembra fatos marcantes de uma trajetória de mais de 25 anos de pista

Para um artista que possui uma extensa trajetória na cena house/techno, pode ser um pouco difícil de resumir apenas cinco momentos marcantes da carreira. No caso do DJ Rodrigo Ferrari, essa tarefa tornou-se ainda mais árdua, afinal, seu histórico marca passagem pelos maiores clubs do Brasil e do mundo, inclusive sendo o primeiro brasileiro a tocar no main room da Pacha, em Ibiza.

Rodrigo também pode ser considerado um exímio garimpador musical, tarefa que vai além do simples hábito que compete a qualquer DJ, lhe rendendo um profundo conhecimento dentro desse universo. Hoje, além de ser uma das mentes por trás do conceituado label de festas de São Paulo, Sailor Goes House, o brasileiro lidera o projeto 78’, sua festa/alter ego que percorre os mais variados caminhos da disco music.

+ Em cartão postal de SP, Rodrigo Ferrari estreia projeto de disco music

Assim, RF reservou um tempo exclusivo para a Phouse para recordar quais foram os cinco momentos-chave de sua carreira que o ajudaram a projetar seu nome no mercado nacional e internacional:

1994 – Campeonato de DJs Apple Music no Clube Ipê em São Paulo

Foto: Acervo pessoal

“Numa final em que me apresentava pela primeira vez para um público de três mil pessoas, o evento acabou revelando três nomes atuantes da cena. O primeiro colocado foi Santiago; eu fiquei em segundo lugar e fui convidado a assumir minha primeira residência, e o terceiro lugar ficou com o DJ Tahira.”

1997 – Residência no Anzu Club

Foto: Acervo pessoal

“A produtora de eventos Marcelo Conde, onde eu trabalhava na época, assumiu a cabine do então club mais desejado do momento, o Anzu. Convidado pelo grande DJ e curador musical do projeto, Silvio Calmon, participei do grupo de residentes semanais. Ali tive contato com os primeiros artistas internacionais, como a dupla Deep Dish, formada por Sharam e Dubfire.”

1999–2004 – Estudo de produção musical

Foto: Acervo pessoal

“Os primeiros passos foram dados no IAV – Instituto de Áudio e Vídeo, em São Paulo. Na falta de cursos de engenharia de áudio no país na época, fiz minha mudança para Londres em 2003, onde me formei no final de 2004 na mundialmente reconhecida SAE – School of Audio Engineering. Logo após a volta ao Brasil, em 2005, minha primeira faixa foi lançada.”

2006–2012 – Residência na Pacha São Paulo & Latin America

“O convite à residência veio após alguns testes em eventos e pistas assinadas pelas famosas cerejas espanholas antes da abertura do club, em 2006. Do primeiro ao último dia de abertura, em 2012, recebi na cabine praticamente todos os grandes DJs internacionais da época, incluindo nomes como Sven Väth, Erick Morillo e Nic Fanciulli. Durante a residência, que se estendia ao tour de festas da marca em todo o Brasil e América Latina, também vieram os convites internacionais mais significativos, como as apresentações na sua franquia mais famosa, a Pacha Ibiza, ao lado de nomes como Pete Tong e Tiefschwarz.”

Rodrigo Ferrari com companhias ilustres no livro sobre os 40 anos da Pacha. Foto: Acervo Pessoal

2012–Presente: Sailor Goes House

Foto: Flashbang/Divulgação

“Em um momento triste da cena, no qual a Pacha e outros clubes fechavam a porta, um novo ciclo se iniciou. Por uma necessidade que sentia de tocar boa música e reunir os amigos, surgiu o Sailor Goes House. Sem pretensão alguma, o label que recebia nas festas cerca de 200 pessoas, recebe hoje 1.500, e se tornou mais um dos pilares da minha carreira. Entre festas e novos projetos, como 78’, Vies, Tocaia e muitas horas de estúdio, seguimos em frente!”

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Anzu completa 18 anos e prepara uma grande festa

Nos primeiros estágios da vida, o sonho de todos é atingir a maioridade. Com 18 anos, vêm a maturidade, a liberdade e todas as possibilidades de decidir o próprio destino. Podemos não estar falando de uma pessoa, mas quem comemora neste ano este aniversário tão marcante é o Anzuclub, um dos melhores e mais queridos clubs do país. Eleito o 19o melhor club de todo o planeta pela DJ Mag, o Anzuclub já esteve presente em nada menos do que seis edições do prestigiado ranking.

Abrindo todos os sábados há 18 anos, o  Anzuclub é dividido em três ambientes. Sua lendária pista principal, que conta até com um sushi bar, uma pista secundária conhecida como Mezanino e a pista outdoor Bar de Verão,  que é nada mais nada menos do que a mítica Pistinha Externa, carinhosamente chamada de Pistinha Meu Amor. Pelos diversos ambientes, já passaram os maiores nomes da cena nacional e internacional. Para citar alguns, o AnzuClub já recebeu Deadmau5 Skrillex, Armin van Buuren, Steve Angello, Solomun, Jamie Jones, Kaskade, Fatboy Slim, Dimitri Vegas & Like Mike e muitos outros nomes de primeira linha de todos os cantos do mundo.

Na memória de quem fez parte dessa história, muitos momentos marcantes. O diretor de Programação e Marketing Felipe Gaspar, há mais de 10 anos na equipe, conta qual foi o dele: “Acredito que ano passado no aniversário de 17 anos tenha sido uma das noites mais marcantes da história. A Cortina ainda não tinha aberto e as pessoas já cantavam junto com a música. Quando finalmente abriu, todos saíram correndo pra ver o vídeo de abertura que fazemos todos os anos, pessoas gritando, interagindo, filmando. Quando o vídeo acabou, vieram a música, os efeitos etc. Foi emocionante, lembro que estava ao lado do Soldera no palco e mais algumas pessoas que trabalham conosco e todo mundo estava emocionado.”

Para comemorar esta data tão especial, o Anzuclub preparou uma festa histórica, a ser realizada no próximo sábado, dia 26 de setembro. A casa recebe o excelente e sempre querido duo Lee Foss e Anabel Englund para uma noite inesquecível. Aos americanos, juntam-se nomes como Viktor Mora, Soldera e vários outros, a partir das 22h. Maiores informações podem ser conferidas no evento da festa, mas a grande certeza é que o aniversário deste ano não deixará de entrar para a galeria de momentos marcantes do Anzuclub.

Confira aqui algumas fotos do club:

Pistinha 02

Pistinha 03Pistinha 04Mezanino 01Main Stage 04Main Stage 02AnzuClub 02AnzuClub 01

Conheça os melhores Clubs do Brasil, segundo os DJ’s

Na última semana foi divulgado pela publicação inglesa DJ MAG, a famosa lista dos 100 melhores clubs do mundo, onde sem nenhuma surpresa, tivemos o Green Valley nos representando com a primeira posição. Além de outros 8 super clubs brasileiros inclusos na lista.

Embora a nossa opinião seja controversa – em partes – à estes rankings, assim  como a opinião de muitos leitores que já acompanham a ação da publicação inglesa há muitos anos, ficamos empolgados por ver o destaque que o Brasil vem ganhando lá fora, e por isso fizemos a cobertura em tempo real, divulgando para os nossos seguidores, o resultado da polêmica lista.

Para quem não entendeu a parte da “polêmica lista”, estamos nos referindo a exatamente diversas opiniões contrárias em relação ao também famoso ranking “Top 100 DJ’s”, que pertence a mesma publicação em questão, qual diversos artistas renomados como Gareth Emery, Deadmau5, 3lau e muitos outros fazem campanha contra.

No mais, não viemos aqui para reclamar ou para assim como muitos afirmar que tal lista é “comprada”, até porque já era de se esperar que teríamos merecidamente os nossos queridos clubs brasileiros Green Valley e Sirena no topo da lista mundial. Porém, como já era de esperar também, alguma polêmica tinha que estar envolvida no meio do famoso ranking, que listou o Warung Beach Club, considerado uma grande referência mundial, tanto para artistas, quanto para o público, na posição #26. Estranho, não? Se não fosse querer demais, e por puro mérito, assim como nossos leitores e diversos internautas que reclamaram pelas redes sociais, esperávamos vê-lo entre os 5 ou 10 primeiros.

Após se tornar o assunto do momento, isso nos trouxe um insight bem bacana para descomplicar e bolar a nossa própria lista com os melhores clubs brasileiros, ou os favoritos dos artistas.  Mas claro, de uma forma  justa – sem votações manipuláveis – , o mais transparente possível!  E para isso, na última semana fomos atrás dos principais DJ’s do nosso país, que são quem melhor pode nos dizer quais são os melhores clubs do Brasil, já que estão sempre viajando pelos quatros cantos do país para se apresentar em lugares diferentes. Para alguns, a pergunta  dos “03 melhores/favoritos” foi bastante difícil de responder, já que contamos com bastante clubs de qualidade espalhados pelo nosso país.

Pensando numa forma mais justa possível, decidimos também dividir a lista por dois tipos de clubs e artistas, um que abrange o público mais comercial/mainstream e outro um público menos comercial/underground.

A nossa apuração foi  da seguinte forma: cada artistas indica 3 clubes favoritos: 1º club indicado pelo artista = 3 pontos, 2º indicado = 2 Pontos, 3º indicado = 1 ponto + soma final das três posições indicadas com resultado total.

CLUBS COMERCIAIS / MAINSTREAM

Entre os artistas renomados e influentes que nos deram feedback, colaborando para esta lista estão Marcelo CIC, Repow, Mario Fischetti, Senne, Jakko, Rodrigo Vieira, Roger Lyra, Olin Batista, Adriano Pagani, Ferris, Nakaratti, A Liga, Diego Moura, Raul Mendes, The Kickstarts, Johnny Glovez, Press Kit,Paniek, Bruno Barudi, E-Cologyk, Dirtyloud, Klauss & Turino, Daii Ferreira, Dyve, D-Stroyer, Filipe Guerra, John Failly, Joe K, Rafael Diefentaler, e Dabox.

#1 – Green Valley – Camboriú/SC (52 Pontos)

Green valley melhor club do mundo - santa catarina
Foto: Divulgação/Google

#2 – Anzu Club – Itu/SP (32 Pontos)

Anzu Club - Itu - São Paulo
Foto: Eder Leandro

#3 – Sirena – Maresias/SP (26 Pontos)

Sirena Maresias - Phouse
Foto: Alisson Demetrio

#4 – Clash Club – São Paulo/SP (14 Pontos)

clash club são paulo phouse
Foto: Image Dealers

#5 – Milk Club (4 Pontos)

Milk club Jurere Florianipolis
Foto: Divulgação/Facebook

 CLUBS MENOS COMERCIAIS / UNDERGROUND

Entre os artistas renomados e influentes que nos deram feedback, colaborando para esta lista estão Vintage Culture, Volkoder, Leo Janeiro, Flow & Zeo, Meme, Eddie M, DJ Ingrid, Jéssica Tribst, Eli Iwasa, Groove Delight, Doriva Rozek, Gabriel Boni, Mateus B, Groove Delight, Gromma,  Adnam Sharif, Dado Prisco e Berbush.

#1 – Warung Beach Club – Itajaí/SC (31 Pontos)

Warung Beach Club - Itajai
Foto: Divulgação/Google

#2 – D-Edge – São Paulo/SP (30 Pontos)

D-Edge São Paulo
Foto: Divulgação/Google

 #3 – Club Vibe – Curitiba/PR (11 Pontos)

Club Vibe
Foto: Divulgação/ Google

 #4 –  Terraza – Florianópolis/SC (06 Pontos)

Terraza
Foto: Divulgação/Google

Beehive / Privilége Buzios (Empatados)

#5  – Beehive (04 Pontos)

Beehive
Foto: Divulgação/Google

 

#6 – Privilége Buzios (04 Pontos)

Privilege Buzios
Foto: Divulgação/Google

Devido ao tempo recorde em que essa matéria foi pensada e colocada em prática, não conseguimos contato com alguns artistas devido a agenda etc.

TODOS OS CLUBS INDICADOS PELOS ARTISTAS:

Adore
Ânima Pipa
Anzu Club
Ballroom
Beehive
Bielle Club
Broadway
Café de la Musique (Jurerê)
Cervejaria do Gordo
Clash Club
Club 88
Danghai
D-Edge
Deputamadre
El Fortin
Green Valley
Kingdom 2800
Maori
Matahari
Milk
Miroir
Move Club
Na Sala
P12
Pacha Floripa
Palaphita Privé
Place Lounge
Posh – Jurerê Internacional
Privilége Buzios
Privilège de Juiz Fora
Provocateur – Porto Alegre
Sirena Club
Terraza
The Week Rio
The Week São Paulo
Vibe
Warung
Yves Club

 

Destaque em festivais nacionais, Phouse entrevista E-cologyk

e-cologyk brasil

O Brasil vem se tornando um país recheado de influências para novos produtores, pois está trazendo grandes festivais, como Tomorrowland, Ultra Music Festival e Creamfields, fato que estimula a produção de novos talentos, um país com boas referências sempre o fará um criador. Uma mostra disso é o produtor E-cologyk, natural de São Paulo, o jovem concedeu entrevista para a revista Phouse e contou alguns detalhes de sua carreira, que já vem sendo observada e elogiada por grandes festivais e clubs, o garoto já tocou na Tribe, em São Paulo, Federal Music, em Brasilia, entre outros, e é residente de um dos maiores clubs de SP, o Clash Club.

E mais, E-cologyk deu sua opinião sobre Tomorrowland no Brasil e contou que seu maior sonho é tocar no lendário Red Rocks, nos Estados Unidos. Veja tudo abaixo:

1 – Como foi tocar ao lado de grandes nomes, nos festivais Tribe, Federal Music, por exemplo?
R.: É bem difícil de expressar isso (risos). Nos dois festivais quando eu subi no palco e vi toda aquela galera olhando pra mim, veio um filme na cabeça de tudo o que eu passei pra chegar onde cheguei, e estar do lado desses grandes nomes! Foi algo inesquecível!

2 – Como você iniciou as produções? Teve muitas dificuldades?
R.: Iniciei com 15 anos, ao invés de ir jogar bola na rua depois do colégio, eu ficava em casa assistindo todos os tutoriais possíveis do Youtube sobre Fruity Loops (risos). Foi bem difícil no começo, mas eu era muito empenhado!

3 – O Clash Club vem trazendo grandes nomes da EDM atual, como um residente da casa, o que faz esse club diferente dos demais?
R.: A conexão DJ e Público é fora do comum! Eu sou suspeito pra falar, mas quem já foi lá, sabe do que estou falando!

4 – Quais são seus próximos projetos?
R.: Estou com várias colaborações prontas e algumas em progresso com muitos amigos brasileiros! Acho que, quanto mais nos unirmos, mais vamos crescer lá fora e aqui! O mercado é gigantesco e tem espaço para todos, acho que o segredo é todos se ajudarem pra ninguém parar!

5 – Se você pudesse indicar um novo produtor nacional, quem seria?
R.: Um é muito pouco, pode ser 2? Flame City (Luciano Ferreira), de MG, que é um incrível produtor, mas pouco conhecido ainda! Big Room e Melbourne Bounce é a marca dele e eu tenho tocado muito as músicas dele! Além do projeto Morden Dealer, dos meus amigos de SP (Gabriel Dassisti e Felipe Barros), que sou fã e fazem Electro, Dubstep e Glitch Hop! Vale a pena procurar pra ouvir!

6 – Você sonha em tocar em algum club do mundo ou algum lugar? Qual é?
R.: Aqui no Brasil ainda sonho com a Anzu Club e o Green Valley! E no mundo sonho em tocar no anfiteatro Red Rocks nos EUA, deve ser surreal.

7 – Em quem você se inspirou para começar a produzir?
R.: Dirtyloud, Felguk, Klaas, Miles Dyson, Lazy Rich e vários outros.

8 – Atualmente você é visto como um dos principais nomes do Brasil e do Electro. Além do talento, o que é preciso para fazer sucesso no país?
R.: Pô, muito obrigado! Infelizmente ter talento não é tudo, mas é a BASE para o sucesso.
Acho que uma boa agência e um manager (ou algum amigo experiente na cena) ajudando a trilhar o caminho ainda são essenciais. As agências estão sempre antenadas nos novos talentos, e na hora certa as coisas acontecem. Só não vence quem desiste.

9 – Fuck Status foi eleita Top 1 do mês de Julho por nossa revista, como se sentiu?
R.: Nem acreditei quando me falaram, tive conferir mais de uma vez. Fiquei muito feliz e honrado. Ainda mais por ter sido Top 1 (risos). Muito obrigado!

10 – Qual sua opinião sobre o Tomorrowland no Brasil? E você estará lá?
R.: Com certeza será algo muito marcante para o nosso país e para todos apaixonados por música eletrônica. Acho que vai agitar muito o mercado por aqui. Espero que muitos artistas brasileiros façam parte disso e que tenham destaque como os estrangeiros. Estou trabalhando pesado para talvez (se merecidamente) estar em um dos stages.