Ben Klock inspirado, artistas e público em sintonia; saiba como foi o 1º aniversário do Caos

Alan Medeiros descreve sua primeira experiência na casa campineira, que recebeu o alemão como headliner para celebrar seu primeiro ano

* Edição e revisão: Flávio Lerner

A primeira sexta-feira de dezembro marcou o aniversário de um ano do Caos. Nesse primeiro ano de jornada, nomes como Laurent Garnier, Recondite, Guy J, Ryan Elliott, Efdemin e um timaço de artistas nacionais ajudaram a posicionar o club como um dos expoentes máximos do underground eletrônico nacional. Na linha de frente, Eli Iwasa e seus sócios não mediram esforços para colocar a cidade de Campinas na rota oficial dos principais artistas internacionais.

Quando confirmaram minha viagem, confesso que busquei não criar grandes expectativas, a fim de fazer a melhor observação possível da noite e dos acontecimentos. Sou um grande fã dos artistas do Berghain, mas até então tinha uma aptidão maior por outros residentes, apesar de admirar muito toda obra do Ben Klock, headliner da noite.

Ben Klock. Foto: Image Dealers/Reprodução

O que mais me chama atenção em seu perfil artístico é a regularidade frente a uma intensa tour mundial que ele já está envolvido há pelo menos uma década. A parte nacional do lineup também me chamou bastante atenção — isso porque estavam confirmados dois dos meus DJs preferidos no Brasil, Caio T e Eli Iwasa, além do Lucas Freire, reconhecido por amigos próximos e referências da cena como um precursor do hard techno no país.

Cheguei em Campinas à tarde, aproveitei o tempo livre no hotel para finalizar alguns trabalhos e encontrei o grande Andre Salata para um jantar antes da noite. Parti para o club um pouco mais tarde do que gostaria, o que me fez perder a primeira metade do set do Caio T, DJ parte do coletivo paulistano Gop Tun. O fim do sua apresentação estava bem melódico, com faixas que se confundiam entre as linhas da house e do techno — uma atmosfera de princípio de caos que, como o próprio nome já sugere, casou super bem com a noite.

Caio T. Foto: Image Dealers/Reprodução

Eli Iwasa entrou na sequência e mostrou por que a figura do DJ residente é tão importante para a construção do perfil sonoro de um club. Concentrada no momento e vivendo a pista do Caos de maneira intensa, Eli passeou por diferentes linhas do techno ao decorrer das suas duas horas e meia de set. Momentos de introspecção e melodia se alternaram com alguns picos de pressão de pista. Um set de quem é protagonista, mas com a devida construção de um ótimo warmup.

Com a entrega de Eli, Ben não precisou “recomeçar” a noite, contando uma história do zero. O DJ e produtor berlinense apenas deu a devida continuidade ao que estava sendo proposto; claro que com uma notável diferença que se dá por conta de seu estilo de discotecagem. Em pouco mais de quatro horas de set, Ben Klock mostrou por que é um dos grandes nomes da história contemporânea do techno — e olha que eu não gosto de usar esse tipo de clichê afirmativo, mas nesse caso se faz necessário.

Eli Iwasa. Foto: Image Dealers/Reprodução

Seu set pode ser dividido em momentos. Na primeira parte, ele preparou o terreno para o que viria a seguir, com intensidade, poucos breaks longos e um som mais limpo. Na sequência, vieram os efeitos, uma construção um pouco mais suja, breaks mais trabalhados e, novamente, pressão. A penúltima parte foi destinada a uma abordagem do techno bastante precisa e contundente, aquele estilo de faixas que você sabe que não é todo artista que consegue desenvolver. Já com o dia amanhecendo, ele tocou sua clássica “Subzero”, mixada com o vocal chiclete de “Freak Like Me”.

Antes de se despedir do público e já com os raios de sol na pista, Klock pisou no acelerador e entregou a melhor hora de sua apresentação — mental e vibrante, um closing perfeito para um set brilhante até ali. Era nítida a animação do artista com a pista que se construiu a sua frente. Lucas Freire assumiu a missão de dar números finais à noite, uma tarefa difícil após a excelente performance do alemão.

Lucas Freire. Foto: Image Dealers/Reprodução

Seu set iniciou com uma linha densa e criativa, com BPM acelerado e uma busca constante pela conexão com a pista. Acompanhei a fase inicial e resisti no dancefloor até que o cansaço me venceu. Saí do Caos com a sensação de ter pego uma das melhores pistas do ano, com sets bem executados, amigos na pista e aquele clima de coletividade que é tão importante para o desenvolvimento sustentável da cena.

Confira mais cliques da noite:

Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Eli Iwasa fará seu primeiro set “open to close” nesta sexta-feira

“Esta é a chance de ter todas as minhas versões em uma só noite.”

Sócia-fundadora e residente do Club 88, a Eli Iwasa já tem quase 20 anos de estrada, mas ainda assim sempre sobra uma espaço pra se fazer algo pela primeira vez. Nesta sexta-feira, 23, a DJ vai comandar sozinha a pista do próprio clube campineiro com um long set de sete horas, transitando por sons do passado e do presente, e gêneros que marcaram sua carreira, como disco, house e techno. Além de ser seu primeiro set “open to close”, este será o primeiro long set da Eli numa de suas próprias casas.

Segundo a assessoria de imprensa da Eli, fazer um long set desse tamanho na cidade que ela escolheu pra morar e onde fundou seus dois clubes estava nos planos há muito tempo e era um pedido de muitos fãs, mas estava difícil encontrar uma data neste ano. Agora, enfim, vai rolar.

“Como muita gente sabe, amo fazer long sets — e para alguém como eu, que é essencialmente uma DJ, esses sets permitem criar uma narrativa e contar um pouco de minha própria história musical”, conta Iwasa, em contato com a Phouse. “Alguns dos DJs que me inspiraram são justamente aqueles conhecidos por tocar muitas horas e criar verdadeiras jornadas sonoras. Fiz long sets de cinco, seis, sete, oito horas que foram bem marcantes na minha carreira: no Warung, no Club Vibe, no D-EDGE, e injustamente, nunca tinha feito em meus próprios clubs”, continua.

“Tava difícil de achar uma data neste ano, mas agora deu certo. ‘Open to close’ literalmente; de italo, electro, house, techno e tudo que me der na telha. Li algumas vezes na internet: ‘a Eli de warmup não é a Eli de closing’. Esta é a chance de ter todas as minhas versões em uma só noite. Vai ser bom demais compartilhar isso com o público em casa”, conclui a DJ.

Um ano de Caos com astro alemão

Irmão mais novo do Club 88, o Caos vai completar um ano de vida muito em breve. O headliner da festa, que será no dia 07 de dezembro, é um dos pesos-pesados do techno: o alemão Ben Klock. Além dele, os paulistas Caio T, Lucas Freire e, claro, a própria Eli Iwasa, fecham esse line especial.

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Nevoeiro desfalca XXXPERIENCE e TribalTech; entenda o caso

Artistas que iriam de um festival para o outro acabaram não conseguindo viajar

Nesse sábado, 22, dois dos mais aguardados festivais da cena eletrônica nacional aconteceram simultaneamente: XXXPERIENCE e TribalTech. Tentando evitar o mau tempo que atrapalhou anos anteriores de ambos os eventos — o que justamente motivou a XXX para transferir sua data de novembro para setembro —, os dois rolaram numa boa, sem temporal nenhum pra acabar com a vibe. Mesmo assim, a zica climática atacou por outro lado, e acabou desfalcando as duas festas.

Por causa do forte nevoeiro que atingiu Curitiba, os dois aeroportos da capital [Afonso Pena e Bacacheri] fecharam, além do Aeroporto Municipal de Ponta Grossa e do Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina. Com isso, a aeronave particular — contratada em parceria entre os dois festivais — que sairia no começo da madrugada de São Paulo para levar Len Faki, Dubfire e Tessuto ao TribalTech, e posteriormente Ben Klock e Gabe para São Paulo, não conseguiu decolar.

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Além deles, Guy Gerber cancelou anteriormente com os dois festivais, alegando na última quinta-feira que teve sua casa invadida e pertences roubados, incluindo seu passaporte. Já o voo comercial que levava o sueco Gaudium, atração do palco de trance 3DTTRIP, do TribalTech, atrasou, o que fez com o que o artista não chegasse a tempo para tocar. 

A XXX contornou o problema colocando Renato Ratier para estender o seu set, que já encerraria o Union Stage, por quatro horas, assumindo também o horário de Ben Klock, enquanto o Joy Stage, que fecharia com o Gabe, acabou terminando mais cedo; já o Guy Gerber foi substituído por um B2B entre ANNA e Patrice Bäumel, que já eram atrações do Union. 

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No TribalTech, Len Faki e Dubfire, que seriam as últimas atrações do TribalTech Stage, foram substituídos por Ben Klock [que estendeu seu set em meia hora] e Anthony Parasole, que originalmente tocaria no Timetech [e acabou sendo substituído por um segundo set do alemão Sammy Dee]. Já no Secret Stage, um B2B entre Renato Cohen e RHR fechou o palco, no lugar de Tessuto. O festival acabou sendo encerrado uma hora antes do programado.

Em contato com a Phouse, a assessoria do TT afirmou que já está em contato com as agências dos artistas para tentar trazê-los novamente a Curitiba. Enquanto isso, a produção da XXX afirma também ter a intenção de trazer Ben Klock para a edição do ano que vem.

Antes, ambas as labels já haviam pedido desculpas ao público e explicado o problema em suas respectivas redes sociais.

NOTA OFICIAL.

Posted by Tribaltech on Sunday, September 23, 2018

Flávio Lerner é editor da Phouse.

BBC lança documentário sobre “rave protesto” da Geórgia

Filme traz depoimentos de DJs como Nina Kraviz, Marcel Dettmann e Ben Klock

A grande “rave protesto” na Georgia, que ganhou o noticiário internacional em maio, agora tem seu próprio documentário curta-metragem. Produzido pela BBC, o filme, baseado em entrevistas, mostra a opinião de todos os lados envolvidos no conflito em Tbilisi, que teve forte repressão policial contra os clubes Bassiani e Café Gallery. A jornalista Rayhan Demytrie investiga a história mais a fundo, em conversas tanto com os representantes políticos quanto com a polícia e com o responsável pelo Bassiani. O doc aborda fatores políticos, sociais e religiosos para o ocorrido.

+ CLIQUE AQUI para relembrar o caso

No decorrer da obra, são mostradas imagens exclusivas da ação policial no clube, dos protestos que a seguiram em frente ao parlamento, e declarações da comunidade. Ainda há um panorama sobre como os integrantes da cena eletrônica estão se unindo politicamente contra repressão, a homofobia e o preconceito. Através do slogan que ganhou fama “nós dançamos juntos, nós lutamos juntos”, o filme finaliza com mensagens de apoio de DJs famosos, como Nina Kraviz, Ben Klock, Dixon e Marcel Dettmann.

Amsterdam Dance Event revela primeiros artistas para 2018

O evento espera reunir até 400 mil pessoas

Maior conferência mundial de festivais e negócios para música eletrônica, o Amsterdam Dance Event anunciou a primeira seleção de artistas para 2018. A lista é grande, já que a programação de eventos inclui baladas e eventos em mais de cem lugares.

Entre os nomes já divulgados estão Bonobo, Charlotte de Witte, Ben Klock, Chris Liebing, Jeff Mills, Derrick May, Joseph Capriati, Laurent Garnier, Solomun, Martin Garrix, David Guetta, Hardwell, Nicky Romero, Paul Oakenfold, Nina Kraviz, Luciano, Orbital, Claptone, Peggy Gou, Dubfire, Dixon, DJ Koze, Helena Hauff, Floating Ponts, Sven Väth, Tom Trago, Leon Vynehall, Maya Jane Coles e Richie Hawtin. Confira a lista:

ADE 2018

Nesta 23ª edição, os organizadores esperam receber um número recorde de 400 mil visitantes. Programado para outubro, o encontro oferece arte, cinema e fotografia, além, claro, de muita música, networking e conversas sobre as últimas tendências do mercado.

O Amsterdam Dance Event 2018 engloba vários locais, assim como programações simultâneas, mas a maioria dos painéis e palestras acontecem pelo segundo ano no Teatro Nieuwe DeLaMar, entre 17 e 21 de outubro.

+ Amsterdam Music Festival terá novo B2B inédito entre estrelas da EDM

Four Tet toca de Ben Klock a Britney Spears em novo Essential Mix

Tão underground que toca música pop ironicamente — ou não?

Four Tet é um cara tão underground, mas tão underground, que além de subverter a música de pista a ambiências experimentais e cabeçudas, chega a lançar faixas no Spotify com caracteres naquelas fontes indecifráveis do Microsoft Word.

Agora, o expoente da IDM voltou com tudo em um novo Essential Mix — sua quarta participação na conceituadíssima série da BBC Radio 1.

+ Nome impronunciável e marca registrada: confira o novo som do Four Tet

No mix, além de algumas de suas autorais (incluindo a inesquecível “̸ ̡ ҉ ҉.·๑ඕั ҉ ̸ ̡ ҉ ҉.·๑ඕั ҉ ̸ ̡ ҉ ҉.·๑ඕั ҉ ̸ ̡ ҉ ҉.·๑ඕั ҉ ̸ ̡ ҉ ҉.·๑ඕั ҉ ̸ ̡ ҉ ҉.·๑ඕั ҉ ̸ ̡ ҉ ҉.·๑ඕั ҉,”), o Four Tet lançou músicas de nomes aclamados da dance music underground, como Ben Klock, Bicep, Anthony Naples e Basement Jaxx. Além disso, conseguiu achar um espacinho pro pop, com canções do saudoso grupo Destiny’s Child e até de Britney Spears — que não conseguimos precisar com que grau de ironia foi encaixada na mixtape do músico britânico.

Mas não se empolguem muito: é só uma acapella breve de “Slumber Party”, música de 2016 da Britney com a Tinashe. Já a antiga banda da Beyoncé roda por bem mais tempo no que parece ser um mashup do hit “Lose My Breath” com outra batida do produtor. Definitivamente interessante.

Você pode escutar o novo Essential Mix do Four Tet diretamente no site da BBC Radio 1.

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre a série Essential Mix

DGTL anuncia lineup completo para sua segunda edição em São Paulo

O DGTL São Paulo rola em maio, numa antiga fábrica de livros abandonada

O festival holandês DGTL vai desembarcar pela segunda vez em São Paulo. O rolê será na Fábrica 619, uma antiga fábrica de livros em Jaguaré, no dia 05 de maio.

Hoje, a organização do evento divulgou o lineup completo, que promete mais uma vez muitas horas de techno e house com grandes nomes gringos e brazucas — Dixon, Ben Klock, Red Axes, Prins Thomas, Len Faki, Honey Dijon, Adriatique, Linda Green, um B2B entre Daniel Avery e Rødhåd e os brasileiros Zopelar, Cashu, Vermelho e Carrot Green são algumas das atrações.

A seleção vai trazer para o público desde ritmos mais marcados, com sintetizadores melódicos, a batidas mais funkeadas e sonoridades vintage. Um dos grandes motes do evento, no entanto, é o olhar da sustentabilidade. Desde suas origens, a ideia do DGTL é combater o desperdício e a emissão de CO2, além de buscar o aumento da conscientização e participação dos visitantes nesse processo — esse tipo de iniciativa tem rendido prêmios ao redor do planeta para a label.

Os ingressos “early bird” para o DGTL São Paulo estarão disponíveis a partir do meio-dia desta quinta-feira, dia 08, através do site oficial; a meia-entrada (R$ 120,00) também estará disponível para quem doar um livro.

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Com surpresa, Tomorrowland revela primeiros artistas de 2018

Depois de ficar de fora das últimas duas edições, Hardwell volta a integrar o lineup do festival belga

O Tomorrowland anunciou as primeiras atrações de sua edição deste em ano, em Boom, na Bélgica. A primeira fase traz nomes como Armin van Buuren, Axwell λ Ingrosso, REZZ, Claptone, Solomun, Sven Väth, Ben Klock e Stephan Bodzin, mas a principal surpresa fica pela presença de Hardwell.

O DJ ficou de fora das últimas duas edições do festival, depois de tretar com Dimitri Vegas & Like Mike em 2015, quando a dupla tomou o primeiro lugar do astro holandês no controverso Top 100 da DJ Mag. Como Vegas e Mike são residentes e têm proximidade com os produtores do Tomorrowland, teriam boicotado a presença de Hardwell nas edições de 2016 e 2017, segundo informações de bastidores.

Em junho do ano passado, porém, Like Mike publicou uma foto de um almoço com seu parceiro de projeto e o próprio Hardwell, indicando que os três haviam se acertado. Em dezembro, o DJ chegou a dividir palco com a dupla — o que ajuda a entender a sua ao Tomorrowland em 2018.

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Com faixa de Trevino, Ben Klock anuncia nova compilação pela Klockworks

O DJ Ben Klock, cabeça do selo Klockworks, acaba de finalizar a curadoria de Klockworks 20, uma compilação com 20 faixas, prevista como vigésimo lançamento da label.

+ De David Guetta a Ben Klock, confira 100 nomes já anunciados para o ADE

Na tracklist, o produtor alemão incluiu um som de cada artista do selo. Também está presente a última faixa produzida por Marcus Intalex, conhecido como Trevino, que faleceu de forma inesperada em maio. Nomes como Etapp Kyle, Vincent e Jay Clarke garantem um disco que aposta em sons cuidadosamente selecionados.

+ Morre o DJ Marcus Intalex, também conhecido como Trevino

O lançamento está programado para 25 de setembro, e virá distribuído em três EPs duplos. Confira a tracklist:

A1 / 1. Etapp Kyle – Essay
A2 / 2. Jon Hester – Let’s Go
B1 / 3. Adam Craft – Aphite 49
B2 / 4. Sterac – Lately
C1 / 5. Ben Klock – Twenty
D1 / 6. DVS1 – In The Middle
D2 / 7. Trevino – Sombre Tones
E1 / 8. Newa – Dance Of The Warrior
F1 / 9. Dax J – Late Night Mistress
F2 / 10. ROD – Extra
G1 / 11. Sterac – Scientific Methods
H1 / 12. Troy – Flux
H2 / 13. Heiko Laux – Dark Fader
I1 / 14. Jay Clarke – Perdita
I2 / 15. Ritzi Lee – Substract
J1 / 16. Reus – Acid Modo
J2 / 17. High Position – Cops
K1 / 18. Yoikol – Dense
K2 / 19. Adam Craft – Pacelane
L1 / 20. Vincent – How I Feel

Este cara coletou e lançou dados dos últimos 7 anos de Berghain

O Berghain é um dos clubes mais conceituados do mundo. Situado em Berlim, capital que exala música eletrônica 24 horas por dia, fica em uma central de energia nuclear desativada, tendo uma pista central com um pé direito de dezoito metros de altura, e também outros ambientes como Panorama Bar, Lab.oratory, e Säule. As festividades iniciam na sexta a noite e se estendem até a segunda pela manhã, sendo que a casa permite que você fique lá pelo tempo que quiser.

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Como os lineups são altamente selecionados, o israelense Artiom Dashinsky costumava olhar quem estava bookado para descobrir novos nomes e pesquisar música. Então lhe veio a ideia de compilar as informações dos sete anos de casa em um só lugar, e lançou um site com dados do clube que datam de novembro de 2009 a abril deste ano.

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Dashinsky estabeleceu seções e gráficos superdetalhados sobre as pistas do Berghain e do Panorama Bar, os nomes mais bookados de todos os tempos, os mais bookados de 2016, as pistas que mais trouxeram nomes, porcentagem de lives, nomes em ascensão, entre outros. No total foram 8.253 bookings em sete anos, sendo o DJ local Boris o artista que mais se apresentou: 96 vezes. Outros nomes figuram no topo das listas, como Len Faki, Ben Klock e Norman Nodge, que lidera a lista de bookings da pista Berghain, enquanto Sammy Dee lidera a lista do Panorama Bar.

Você pode conferir todos esses dados no site de Dashinsky.

De David Guetta a Ben Klock, confira 100 nomes já anunciados para o ADE

O Amsterdam Music Festival já mostra que será um dos eventos do ano somente com a revelação de pouco mais de cem artistas, de um total de 2500 que irão se apresentar em 140 localidades.

Os nomes divulgados representam estilos variados, como Ben Klock, Paul Oakenfold, Dimitri Vegas & Like Mike, Joseph Capriati, Solomun, Stephan Bodzin, David Guetta, Seth Troxler, o recentemente constrangido Konstantin, Don Diablo, Dubfire, Joris Voorn, Nastia, Recondite, Tale Of Us, e também os lives já confirmados de Fatima Yamaha, Vessels, Hercules & Love Affair, entre outros.

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Martin Garrix também irá repetir a dose do seu show sem restrições de idade, e se diz muito feliz com isso acontecendo de novo, pois nem sempre seus fãs mais novos podem vê-lo. A outra grande novidade para este ano é que as conferências acontecerão em um local diferente, no Teatro Nieuwe DeLaMar, e nos 16 anos anteriores a casa foi o Felix Meritis, que está em processo de renovação.

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Confira o lineup completo:

Dekmantel Festival anuncia primeiros artistas para edição em São Paulo

Com data marcada para acontecer no dia 4 de fevereiro, o Dekmantel anunciou hoje os primeiros artistas para sua edição em em solo brasileiro.

Entre os nomes já confirmados está o grande alemão Ben Klock, que recentemente se apresentou na XXXPerience e mais DVS1, Mike Servido, Vakula, Veronica Vasicka, Orpheu The Wizard, L_cio, Tessuto, Luisa Puterman, Cashu e EXZ.

O festival holandês acontecerá na Fabriketa, uma antiga fábrica no bairro Brás, em São Paulo.

 

Radio BBC 1 elege o melhor ”Essential Mix Of The Year”: Ben Klock

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2016 já começou e a nossa mente ainda tenta tirar do automático o “15” na hora de falar ou escrever enquanto ainda relembra dos acontecimentos marcantes do ano. Neste período também temos as grandes premiações para os destaques dentre diferentes áreas como esporte,cinema, televisão e claro, música.

Na próxima semana acontece a votação do melhor jogador de futebol do mundo pela FIFA e a premiação do Golden Globe Awards, elegendo os melhores profissionais do cinema e da televisão dentro e fora dos Estados Unidos. Em fevereiro é a vez do Oscar premiando atores, filmes, diretores etc.  e o Grammy Awards com melhor Album, single, cantor revelação, entre outros.

Vale ressaltar que todo tipo de premiação seja por escolha crítica ou popular é apenas um parâmetro médio que tenta reconhecer as personalidades que realmente fizeram a diferença, porém não é uma verdade absoluta e nunca irá agradar a todos. Os resultados sempre geram polêmicas e discussões quentes aos descontentes dos eleitos. Na música eletrônica, desde a década de 90 através de revistas como DJMAG e Mixmag tem sido feito listas com os supostos melhores DJs e clubs do mundo. Nos últimos anos a primeira citada tem caído em descredito por se deixar iludir com as cifras milionárias da explosão da EDM nos EUA e no resto do mundo consequentemente. Suspeitas e acusações do vencedor através de ”quem paga mais” tem polemizado nas redes socias. Até mesmo por aqui parece que algumas revistas tem entrado nessa… Infelizmente.

Ainda assim, existem premiações que tem se sustentando com credibilidade como a do Resident Advisor e da Radio BBC 1 elegendo o ”Essential Mix Of The Year” desde 1995. O programa da rádio inglesa comandado pela lenda Pete Tong sem duvidas é o mais respeitado e ouvido do mundo, abrangendo todos os gêneros e estilos da dance music.

No final de cada ano, a rádio convida seus ouvintes para votar no seu mix favorito e no dia 1 de janeiro o canal através de seu Website e página no Facebook anunciou o grande vencedor de 2015; Ben Klock.

Cada vencedor acaba sendo mais votado pelas pessoas não só pela excelência do set exibido na rádio, mas também pelo ano que ele teve, grandes apresentações, e lançamentos acabam influenciando a opinião de cada um. Quanto a isso, o ano que o ícone alemão e residente do templo do techno mundial Berghain fez é inquestionável. Presente em todos os principais festivais do verão europeu e EUA como Coachella, além de sua Label ”Klockworks” ter se estabelecido como uma das principais referências do industrial techno de Berlim com artistas como Trevino, DVS1 e Rod. Lançamentos pontuais e certeiros em VA’s das Labels OVUM records remixando ”Are you there” de Josh Wink e  Ostgut Ton records com a autoral ”Sirens” e também um remix de ”Is this Insanity?” para o EP de Martyn pela 3014 records.

Ben Klock emergiu da escuridão de seus longsets de mais de 10 horas no Berghain, para se tornar um dos expoentes do techno alemão contemporâneo e nos últimos anos, também mundial. Existem historias de fãs se ajoelhando na pista após uma de sua maratonas sem fim no club, o cara definitivamente já alcançou o e status de mestre na arte de discotecar.

Ele trouxe para seu debut na rádio um set gravado no club MMA de Munich com 36 tracks, onde um dos segredos do sucesso foi ter conseguido reunir nas duas horas lendas como Josh Wink, Green Velvet aka Cajmere, Carl Craig remixando Inner City e nomes novos como Mathew Jonson, Barem e Ambivalent. Essa mistura aliada a sua genialidade mixando e colocando cada música no seu melhor lugar, o fez  vencer os finalistas DJ EZ, Maceo Plex, Tale of Us e Nero, isso sem contar que o ano teve sets de peso de nomes como Jamie xx, Four Tet, Floating Points e Eric Prydz.  Confira o mix com tracklist no link:

Em sua introdução Ben Klock sintetiza em uma frase o que sente sobre o trabalho: ” being spontaneous, going with the flow and playing whatever feels right for me in the moment ”.

Todos os vencedores do essential mix desde o começo:

1995: Tony de Vit (1995-01-08)

1997: David Holmes (1997-06-15)

1999: Basement Jaxx (1999-05-02)

2000: Dave Clarke (2000-01-16)

2001: Sander Kleinenberg (2001-06-10)

2002: Sasha & John Digweed (2002-04-07)

2004: Above and Beyond (2004-06-06)

2005: Sasha (2005-05-22)

2006: Trentemøller (2006-10-15)

2007: High Contrast (2007-10-07)

2008: Flying Lotus (2008-11-29)

2009: Sharam (2009-08-29)

2010: Swedish House Mafia (2010-09-04)

2011: Above and Beyond (2011-07-02)

2012: Nicolas Jaar (2012-05-19)

2013: Eric Prydz (2013-02-02)

2014: Caribou (2014-10-18)