PREMIÈRE: Ouça “Zabumba”, faixa título do 1º álbum do Drunky Daniels

Com 13 faixas, trabalho foi eleito o “Álbum da Semana” pelo Traxsource

* Edição e revisão: Flávio Lerner

É comum vermos artistas da cena eletrônica lançando singles e EPs para divulgarem seus trabalhos, mas algo que não é tão rotineiro assim é o lançamento de um álbum, afinal exige uma demanda criativa e um esforço muito maior do artista envolvido. Fato é que uma dupla do cenário nacional resolveu se arriscar neste formato e o resultado final é surpreendente.

Drunky Daniels, projeto formado por Vini Ferreira e Grazi Largura (Ella Whatt), ganhou vida em 2012, e após o lançamento de 120 releases digitais, o duo decidiu que era hora de dar um passo a mais na carreira e demonstrar todo o potencial artístico adquirido neste período em ação. Zabumba, nome inspirado no instrumento de percussão, será lançado no primeiro minuto desta terça-feira (09) com 13 faixas, sendo três collabs.

Pela conceituada gravadora angolana Seres Produções, o álbum carrega em sua essência um leque gigantesco de influências, ritmos brasileiros como forró e baião, instrumentos nativos como pandeiro, atabaque e triângulo, elementos do afro house e vocais étnicos — um verdadeiro caldeirão musical que reflete as principais referências do duo, seguindo uma linha bastante percussiva repleta de grooves e melodias. O álbum inclusive recebeu o título de “Album of The Week” pelo famoso portal de música eletrônica Traxsource

Antes mesmo do lançamento oficial, artistas internacionais já deram suporte para algumas faixas, entre eles Black Coffee, Hyenah, Shinedoe, Hot Since 82, Marco Carola e David Montoya. Em antecipação ao release, batemos um papo com Vini e Grazi sobre os principais aspectos do álbum. De brinde você ainda pode ouvir em primeira mão a faixa título, “Zabumba”.

Primeiramente, parabéns pelo álbum! Em que momento surgiu a decisão de executar esse trabalho? O que motivou vocês?

Fazia anos que queríamos lançar um álbum, mas produzíamos algumas faixas e nunca estávamos satisfeitos — não achávamos algo que contasse e expressasse realmente uma história. Ano passado, após lançarmos alguns EPs mais voltados pro afro house, foi natural e mais envolvente. Sempre quisemos usar mais elementos brasileiros e tudo que converse com nossa cultura, e depois de muitos testes e pesquisas, chegamos no Zabumba.

Fiquei impressionado com a variedade de influências de Zabumba. Houve um tempo dedicado somente a essa pesquisa? Como foi decidir o que entraria e o que ficaria de fora do disco?

Sim! Desde que tivemos um radio show com a Dance Paradise e a Jovem Pan no ano passado, conseguimos explorar outras linhas de som e testar muita coisa. Fizemos seis meses de programa, toda semana, e isso ajudou bastante na escolha estética. Também fizemos muitas músicas, cerca de 30 (risos), selecionamos dez e contamos com mais três collabs que já estavam programadas. Bastante trabalho, mas o resultado nos agradou muito. Esperamos que a todos vocês também! 

E qual é a exata relação de vocês com o afro house? Há algum outro projeto ou artista que inspira vocês?

Estávamos querendo que nosso som atingisse outros artistas, gravadoras e públicos. Nosso som sempre foi bem tech house e pouco melódico, e isso nos limitava um pouco nesses aspectos. O afro sempre esteve presente para nós, porém mais em elementos utilizados, e não tanto na atmosfera envolvente do gênero. A ideia de onde queríamos chegar com nossa música acabou favorecendo muito essa pegada mais melódica e espacial que o afro house tem, aliado ao nosso groove já característico. Conseguimos nos expressar muito bem, sem perder a nossa essência.

A galera da gravadora classifica nosso som como afro house e afro tech (que vai pro tech house e techno também). Gostamos de inúmeros DJs e produtores, é uma linha rica em artistas e musicalidade, mas alguns que sempre estão nos nossos sets são DJ Satelite, Echo12inc, Kususa, Stones & Bones e Wilson Kentura.

Drunky Daniels
Foto: Divulgação

O trabalho tem uma característica bem profunda, algumas faixas realmente criam uma atmosfera imersiva e bem envolvente. Como vocês buscam traduzir essa abordagem para pista?

Como é uma obra completa, cada faixa tem seu momento especial no release. Temos tocado sons nossos e de outros artistas nessa pegada já faz algum tempo e a pista sempre responde muito bem. O som pode ser ora envolvente, ora mais introspectivo e viajante. Nos sets, temos variado bastante e criado muitos climas, as apresentações ficam mais carismáticas e expressivas, e com novas opções para as mais variadas pistas. Está bem mais divertido de tocar, certamente!

Falem um pouco mais sobre “Zabumba”, faixa título do álbum escolhida por vocês pra mostrarmos em primeira mão aqui na Phouse.

A “Zabumba”, veio num momento muito importante pro release, pois na época, final de dezembro, tínhamos várias músicas, mas ainda estávamos pensando na ideia de fazer um álbum ou não. Essa faixa com certeza foi decisiva não só pelo nome, mas por condensar tudo que queríamos expressar nesse trabalho. Pode ter sido um sinal, que nos deu o click e ficou claro que iríamos lançar uma obra por completo. Estamos felizes com o resultado e espero que todos curtam e aproveitem bastante!

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Diplo goes house: escute o EP houseiro do DJ americano

Produtor começa nova fase voltada às batidas 4×4

Se pedirmos para você pensar no primeiro gênero que vem à mente quando o nome de Diplo é citado, dificilmente você pensará em “house music”, certo? O DJ dos Estados Unidos ganhou projeção mundial com o trap e outras vertentes da bass music, mas aparentemente o Silk City, seu projeto paralelo com o Marc Ronson lançado no ano passado, o deixou entusiasmado em voltar às batidas 4×4.

Isso porque, nesta semana, Diplo lançou pela sua Mad Decent Hold You Tight, EP de duas faixas de house, que você pode conferir abaixo. Falando sobre a nova fase no programa de Zane Lowe, na BBC Radio 1, o produtor disse que está experimentando, aprendendo e que tem tocado muita house em suas gigs recentes, o que o motivou a querer tentar fazer algo novo.

Além disso, Diplo revelou ter collabs de peso a caminho com três expoentes do gênero: Black Coffee, Elderbrook e o duo andhim.

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre o Diplo

Collab de Guetta e Black Coffee ganha vídeo e remixes do underground

Nomes como Tom Staar, Solardo e Red Axes estão no disco de remixes de “Drive”

Essa última semana foi especial pra faixa “Drive” — a collab inusitada entre David Guetta e Black Coffee, presente no mais recente álbum do francês. Lançada como single no final de agosto, a canção ganhou na mesma semana seu videoclipe oficial e um EP de remixes pela Ultra Records.

E se “Drive” já era especial por reunir expoentes do mainstream e do underground num mesmo som, o EP leva esse conceito ainda mais longe. Afinal, tirando o remix big room do próprio Guetta, todas as outras faixas trazem nomes e estéticas que você não imaginaria participando de um lançamento do francês. “Drive” vira uma houseira hipnótica através do britânico Tom Staar, ganha uma sobriedade ácida nas quatro mãos do Solardo e profundidade e cadência (e também acidez) com os israelenses do Red Axes.

Como se já não fosse o suficiente, o espanhol Pablo Fierro e o francês Mandar pegam a deixa dos Axes e continuam na mesma vibe deep/cósmica, enquanto o coletivo britânico LOYAL encerra o pacote no mesmo tom, mas acrescentando um pouco de suingue. Confira:

O videoclipe…
…e o pacote de remixes

+ David Guetta lança collab com Black Coffee e anuncia novo álbum

David Guetta lança collab com Black Coffee e anuncia novo álbum

Grandes novidades para os fãs do astro francês

Big news para David Guetta! Nesta sexta-feira, sua aguardada collab com o Black Coffee, “Drive”, foi lançada via Ultra Music. E o resultado pode ser considerado surpreendente, afinal, a música saiu com mais cara de Guetta do que do produtor sul-africano.

Se não chega a ser tão pop quanto os lançamentos mais recentes do astro francês, o vocal de Delilah Montagu ajuda a direcionar a canção mais para os rádios e charts da Billboard do que para as pistas underground onde Black Coffee costuma transitar. Tanto que o artista admitiu em seu Twitter: “Este projeto foi uma experiência muito única e bacana. Eu saí um pouco da minha zona de conforto, mas a música sempre vence”.

A track chega em duas versões: a completa e outra mais enxuta, com pouco mais de três minutos. Confira:

Novo álbum a caminho

“Drive” fará parte de um projeto maior: um álbum novo de David Guetta, depois de quatro anos. Chamado 7, por ser o seu sétimo disco de estúdio, o sucessor de Listen está programado para 14 de setembro, e virá recheado de grandes colaborações, com artistas como Justin Bieber, Sia, Martin Garrix, G-Eazy, J. Balvin, Bebe Rexha, Steve Aoki e o próprio Black Coffee.

“Na minha carreira, eu nunca quis fazer algo que seja apenas crível, eu sempre quero criar algo INCRÍVEL. Estou muito feliz e orgulhoso em anunciar meu sétimo álbum de estúdio, 7!”, declarou David em suas redes sociais. “Este álbum é muito especial para mim, porque eu sinto que eu entrei em uma nova fase na minha carreira. Sou muito grato por todo o apoio dos meus fãs, da minha equipe e de todos os artistas.” 

Outras faixas já reveladas do álbum são “Goodbye”, com Jason Derulo, Nicki Minaj e Willy William (lançada nessa quinta-feira; ouça abaixo), “Don’t Leave Me Alone” (com Anne-Marie), “Flames” (com Sia), “Like I Do” (com Garrix e Brooks) e “2U” (com Bieber).

Confira a tracklist completa de 7:

  1. David Guetta – Don’t Leave Me Alone (feat. Anne-Marie)
  2. David Guetta – Battle (feat. Faouzia)
  3. David Guetta & Sia – Flames
  4. David Guetta – Blame It On Love (feat. Madison Beer)
  5. David Guetta, Bebe Rexha & J. Balvin – Say My Name
  6. Jason Derulo & David Guetta – Goodbye (feat. Nicki Minaj & Willy William)
  7. David Guetta – I’m That Bitch (feat. Saweetie)
  8. David Guetta, Martin Garrix & Brooks – Like I Do
  9. David Guetta – 2U (feat. Justin Bieber)
  10. David Guetta – She Knows How To Love Me (feat. Jess Glynne & Stefflon Don)
  11. David Guetta & Steve Aoki – Motto (feat. Lil Uzi Vert, G-Eazy & Mally Mall)
  12. Black Coffee & David Guetta – Drive (feat. Delilah Montagu)
  13. David Guetta – Para que te quedes (feat. J. Balvin)
  14. David Guetta – Let It Be Me (feat. Ava Max)
  15. David Guetta & Sia – Light Headed

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Informação é da DJ Mag Itália

Imponderável para muitos, uma collab entre David Guetta e o DJ e produtor sul-africano Black Coffee deve sair em breve. Segundo a DJ Mag Itália — que entrevistou Black Coffee em sua matéria de capa da última edição impressa —, a dupla lançará uma música chamada “Drive” em 24 de agosto, pela Ultra Music. A faixa ainda traz a voz da britânica Delilah Montagu. Os artistas e o selo, entretanto, ainda não confirmaram o lançamento.

Em maio, Black Coffee já havia declarado em entrevista à Complex que estava ajudando Guetta a produzir seu próximo álbum. Ainda assim, um single assinado por ambos é bastante inusitado, já que as vertentes e os nichos de atuação dos dois artistas são bem diferentes hoje em dia.

Que tipo de som será que vem por aí: uma volta de Guetta às suas raízes underground ou uma faceta mais pop de Black Coffee? Saberemos em breve.

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