Confira o novo ranking de festivais da DJ Mag

Segundo a revista, o Top 50 Festivals foi baseado nos votos dos DJs eleitos nos polls de 2018

Sempre afeita aos rankings, a DJ Mag divulgou recentemente sua nova invenção, um Top 50 de festivais. Segundo a publicação, a lista foi criada a partir dos votos dos artistas que pintaram nos dois Top 100 de DJs de 2018: o tradicional e o alternativo, fundado no ano passado em parceria com o Beatport.

Como resultado final, o Tomorrowland, que está prestes a realizar sua edição especial de 15 anos, foi o grande vencedor, seguido de perto pelo britânico Glastonbury e pelo Ultra Music Festival.

Awakenings, Sónar, Electric Daisy Carnival, Exit Festival, Untold, Coachella e Dekmantel completam a primeira dezena; o brasileiro Rock In Rio aparece no 34º lugar.

Confira a lista completa:

  1. Tomorrowland
  2. Glastonbury
  3. Ultra Music Festival
  4. Awakenings
  5. Sónar
  6. EDC Las Vegas
  7. Exit Festival
  8. Untold
  9. Coachella
  10. Dekmantel
  11. Burning Man
  12. Timewarp
  13. Creamfields
  14. Movement
  15. Parookaville
  16. World Club Dome
  17. Love International
  18. Outlook
  19. Fusion
  20. Dour
  21. Lollapalooza
  22. Mysteryland
  23. Boomtown
  24. Dimensions
  25. Sziget
  26. Melt!
  27. Sunburn
  28. 51st State
  29. Parklife
  30. Kappa Futurfestival
  31. Junction 2
  32. Shambhala
  33. Sonus
  34. Rock In Rio
  35. Dreambeach
  36. Lost Village
  37. Defected Croatia
  38. Houghton
  39. Suncébeat
  40. Sw4
  41. Electric Zoo
  42. Let It Roll
  43. Balaton Sound
  44. Unsound
  45. Primavera
  46. We Are Fstvl
  47. Sunandbass
  48. BPM
  49. Hospitality In The Park
  50. Dominator

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É tetra: Green Valley é #1 pela quarta vez no ranking da DJ Mag

Outros quatro clubes brasileiros também estão presentes no Top 100

O ranking anual de clubes da DJ Mag foi divulgado pela revista nesta tarde. E tem brasileiro rindo à toa: o Green Valley conquistou pela quarta vez — a segunda seguida — o primeiro lugar. Além deste ano e do ano passado, o clube de Camboriú também foi o grande vencedor em 2013 e 2015.

Quatro dos cinco clubes brasileiros que figuraram na lista de 2018 também estão presentes: El Fortin (#23, subindo três posições), Laroc Club (#25, subindo quatro posições), Warung Beach Club (#28, perdendo dez posições) e D-EDGE (#67, subindo 14 posições). O Matahari, que ficou na 54ª edição no ano passado, não está mais no Top 100.

“Esse título não beneficia apenas o club, mas aquece o mercado local e nacional, desde o turismo ao nível artístico que tem cada vez mais qualidade no país”, afirmou o sócio-diretor do Green Valley, Eduardo Philipps, em comunicado à imprensa.

“É muito importante para nós o reconhecimento do público e da crítica especializada. Essa colocação no ranking é a consolidação de um trabalho constante de renovação e esforço para se manter entre os melhores mesmo com os problemas econômicos do país”, concluiu.

Confira os dez primeiros colocados:

1. Green Valley (Camboriú, Brasil)
2. Echostage (Washington, Estados Unidos)
3. Ushuaïa (Ibiza, Espanha)
4. Hï Ibiza (Ibiza, Espanha)
5. Zouk (Singapura)
6. Papaya (Zrcé, Croácia)
7. Octagon (Seoul, Coreia do Sul)
8. Bootshouse (Colônia, Alemanha)
9. Printworks (Londres, Reino Unido)
10. Berghain (Berlim, Alemanha)

Você pode conferir a lista completa aqui.

+ RELEMBRE AQUI o resultado de 2018

Em parceria com o Beatport, DJ Mag lança novo ranking de DJs

Ranking servirá de referência para artistas de house e techno

Depois de muita polêmica e um descrédito crescente entre público e crítica, a DJ Mag parece estar somando esforços para contornar essa situação em relação ao seu Top 100. A princípio, não foram efetuadas mudanças no ranking tradicional da revista, mas lançado um ranking alternativo, voltado ao underground.

Agora, no chamado DJ Mag Alternative Top 100 DJs, são eleitos os cem nomes mais populares de house e techno. A grande novidade é uma parceria com o Beatport. Assim, esse Top 100 alternativo é baseado no cruzamento das informações dos votos do Top 100 geral com dados da tendência de vendas da famosa loja de música online.

As marcas dizem acreditar que esta é uma forma melhor de reconhecer os top DJs do momento. O ranking também pode ter surgido para preencher a lacuna deixada pelo Resident Advisor, que descontinuou o seu Top 100 no ano passado.

+ Richie Hawtin aponta DJ brasileira como destaque de 2018

Como resultado deste primeiro ano, Carl Cox é o grande vencedor, seguido por Claptone, Richie Hawtin, Adam Beyer, Marco Carola, Solomun, Paul Kalkbrenner, Nina Kraviz, Black Coffee e Steve Lawler, fechando o Top 10. Nomes como Erick Morillo, Sven Väth, Fatboy Slim, Loco Dice, CamelPhat, Jamie Jones, Kölsch, FISHER, Sasha e Maya Jane Coles também estão relativamente bem rankeados.

A bandeira verde e amarela não ficou de fora. Mesmo que com apenas um nome, está muito bem representada pela DJ ANNA, que apareceu na 58ª posição.

Confira a lista completa:

01. Carl Cox
02. Claptone
03. Richie Hawtin
04. Adam Beyer
05. Marco Carola
06. Solomun
07. Paul Kalkbrenner
08. Nina Kraviz
09. Black Coffee
10. Steve Lawler
11. Solardo
12. Green Velvet
13. Erick Morillo
14. Sven Väth
15. Fatboy Slim
16. Loco Dice
17. Charlotte de Witte
18. Jamie Jones
19. CamelPhat
20. Kölsch
21. Seth Troxler
22. Maceo Plex
23. Amelie Lens
24. Hot Since 82
25. FISHER
26. Sasha
27. Patrick Topping
28. Kerri Chandler
29. Dennis Cruz
30. Maya Jane Coles
31. Riva Starr
32. Joris Voorn
33. Ellen Allien
34. Mark Knight
35. John Digweed
36. Denis Sulta
37. Nicole Moudaber
38. Guy Gerber
39. Jeff Mills
40. Nastia
41. Bicep
42. The Martinez Brothers
43. Skream
44. Dubfire
45. The Black Madonna
46. Chris Liebing
47. Claude Vonstroke
48. Peggy Gou
49. Pan-Pot
50. Disclosure
51. Dave Clarke
52. Chris Lorenzo
53. Shadow Child
54. Tale Of Us
55. Radio Slave
56. Ricardo Villalobos 
57. Stephan Bodzin 
58. ANNA
59. Enrico Sangiuliano 
60. Pete Tong
61. Joseph Capriati 
62. Laurent Garnier
63. Dixon
64. 2manyDJs
65. Danny Howells
66. Carl Craig
67. Patrice Bäumel
68. Josh Butler
69. Detlef
70. Eats Everything
71. UMEK
72. Latmun
73. Alan Fitzpatrick
74. Booka Shade
75. Billy Kenny
76. DJ Koze
77. KiNK
78. Dennis Ferrer
79. Sam Paganini
80. Dense & Pika
81. Nick Curly
82. Darius Syrossian
83. Secondcity
84. Sidney Charles
85. Matt Sassari
86. Marc Romboy
87. Catz ‘n Dogz
88. Damian Lazarus
89. Nic Fanciulli
90. Danny Tenaglia
91. My Nu Leng
92. Detroit Swindle
93. David Morales
94. Darren Emerson
95. Len Faki
96. Zinc
97. Dax J
98. Purple Disco Machine 
99. Dave Seaman
100. Rampa

Você pode conferir mais detalhes diretamente na página da DJ Mag.

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Confira a lista deste ano do ranking que surgiu como resposta feminina à DJ Mag

A DJane Mag, revista digital britânica que promove e nomeia as 200 Top DJs mulheres ao redor do mundo — em uma espécie de resposta feminina ao Top 100 da DJ Mag — soltou seu ranking de 2019. Os destaques foram anunciados no Instagram da marca neste que é o quinto ano da premiação, desde a sua criação, em 2014.

Na lista, além de nomes bem conhecidos como NERVO, Alison WonderlandNina Kraviz (as três primeiras colocadas, respectivamente), cinco nomes brazucas — alguns bem ranqueados — também entraram: Groove Delight subiu 12 posições em relação ao ano passado, aparecendo em 26º. A DJ ANNA escalou incríveis 43 posições, estrelando agora na 29º colocação, enquanto Devochka (32º), Fernanda Martins (61º) e Eli Iwasa (99º) fecham a lista das Top 100.

Na outra centena do ranking, o elenco de nomes femininos que representam a nossa bandeira continua com Samhara (139º), Any Mello (140º), Larissa Lahw (161º), BLANCAh (186º) e Joyce Muniz (196º).

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Algumas categorias individuais, como melhor performance, melhor faixa, melhor produtora e melhor agência também foram premiadas. Confira a lista:

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Também definida por votação popular, a classificação existe, principalmente, para mostrar ao mundo a força das DJs femininas, servindo também como impulso para que novos nomes apareçam na cena. 

A marca DJane Mag ganhou tanta notabilidade nos últimos anos que ultrapassou fronteiras. Hoje há, inclusive, uma edição brasileira da revista, que está com votação para o seu próprio Top 100 aberta até o dia 05 de dezembro.

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DJs do Top 100 da DJ Mag revelam suas músicas favoritas de 2018

Confira as seleções de nomes como Martin Garrix, Armin, Guetta, Tiesto, Alok e Vintage Culture

Como de praxe, a DJ Mag traça um perfil de cada um dos 100 ganhadores do seu polêmico ranking anual. Antes dessas biografias, há uma pequena ficha técnica informando a origem, o estilo, a fama que carregam e as escolhas dos artistas para música favorita de 2018 e artista revelação.

Dando uma olhada rápida nesses perfis, a Phouse resolveu selecionar as escolhas de música do ano dos dez primeiros colocados, mais os três projetos brasileiros que também entraram na parada. Como Hardwell (3º lugar) e Afrojack (8º) não apontaram nenhuma música, colocamos Steve Aoki (11º) e R3HAB (12º) em seus lugares.

É curioso notar que só entre esses 13 nomes, “Losing It”, do FISHER, foi escolhida três vezes (também foi a escolha de vários outros nomes do Top 100), enquanto “One Kiss”, do Calvin Harris com a Dua Lipa, duas. Também temos aqui os artistas que mostram aquela autoestima da porra ao indicar suas próprias faixas. Por fim, outros DJs não se contentaram em elencar só uma, e acabaram vindo com duas tracks. Confira:

#1. Martin Garrix: Taska Black – Forever

 

#2. Dimitri Vegas & Like Mike: FISHER – Losing It / Travis Scott – Sicko Mode

  
   

#4. Armin van Buuren: Sunset Brothers X Mark McCabe – I’m Feeling It (MaRLo Remix)

  

#5. David Guetta: FISHER – Losing It

(Ouça acima)

#6. Tiësto: Loud Luxury feat. brando – Body

 

#7. Don Diablo: Logic feat. Alessia Cara & Khalid – 1-800-273-8255

  

#9. Oliver Heldens: Calvin Harris & Dua Lipa – One Kiss (Oliver Heldens Remix) / Enrico Sangiuliano – Astral Projection

 
  

#10. marshmello: Crankdat – Reasons To Run

  

#11. Steve Aoki: BTS – Fake Love

 

#12. R3HAB: R3HAB x Mike Williams – Lullaby

 

#13. Alok: FISHER – Losing It

(Ouça acima)

#19. Vintage Culture: RÜFÜS DU SOL – No Place

 

#48. Cat Dealers: Calvin Harris & Dua Lipa – One Kiss

(Ouça acima)

Como foi a celebração do 3º prêmio de melhor club do mundo no Green Valley

Clube comemorou mais um título da DJ Mag no final de maio

Em 30 de maio, a Phouse TV esteve presente no Green Valley para acompanhar a festa de celebração do terceiro título de melhor clube do mundo pela DJ Mag.

Ali, nosso apresentador Fernando Cruz quis saber da galera presente por que o GV é o melhor clube do planeta, e ainda trocou uma ideia com Alok e Fabrício Peçanha — duas das grandes atrações daquela noite —, além de pegar uma palavrinha do DJ residente Rodrigo Vieira e do sócio-diretor da casa, Eduardo Philipps.

Pra conferir essa reportagem, só dar o play no vídeo acima!

+ Na véspera de feriado, Green Valley comemora terceiro título de melhor club do mundo

BoNA 2018: DJ Mag premia melhores DJs da América do Norte

O prêmio de melhor DJ ficou com Claude VonStroke

A DJ Mag divulgou recentemente os ganhadores do prêmio Best of North America 2018 (Melhores da América do Norte), apelidado de BoNA 2018. O prêmio foi entregue nessa segunda-feira, 04, e colocou o DJ americano Claude VonStroke na primeira posição, desbancando Green Velvet, vencedor do ano passado. Além disso, o DJ emplacou também o prêmio para sua própria label, a Dirtybird.

O Best of North America existe desde 2017, e foi criado pela DJ Mag para oferecer uma opção alternativa de premiação para EUA e Canadá, formadores da segunda maior indústria de música eletrônica do mundo. Muitos DJs norte-americanos têm grande popularidade deste lado do globo, e merecem um reconhecimento que muitas vezes o Top 100 falha em oferecer.

+ RELEMBRE AQUI o posicionamento da Phouse sobre o Top 100 da DJ Mag

A premiação aparentemente é uma espécie de resposta às críticas cada vez maiores que o Top 100 tem sofrido nos últimos anos. Os ganhadores também são escolhidos por voto popular, mas esse voto é restrito a cinco opções por categoria, em nomes selecionados pela equipe da revista.

Segundo a DJ Mag o número de votos para 2018 quase dobrou. Este ano também foram inclusas na premiação as categorias de Melhor Festival e o Melhor “Boutique Festival” (Festival de Nicho).

Confira a lista dos ganhadores:

Melhor DJ – Claude VonStroke
DJ Revelação – REZZ
Melhor Produtor – Justin Martin
Produtor Revelação –  Moon Boots
Melhor Atuação ao Vivo – ODESZA
Melhor Label- Dirtybird
Label Revelação – Repopulate Mars
Melhor Clube do Nordeste – House of Yes
Melhor Clube do Oeste – Exchange, LA
Melhor Clube do Sul – Heart, Miami
Melhor Clube do Centro-Oeste – Sound Bar, Chicago
Melhor Clube do Norte – Coda, Toronto
Melhor Festival – Ultra Music Festival
Melhor Festival de Nicho – Desert Hearts
Melhor Álbum – Lane 8 – “Little By Little”
Melhor Faixa – Walker & Royce – “Take Me to Your Leader

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Na véspera de feriado, Green Valley comemora terceiro título de melhor club do mundo

Festa na segunda-feira, dia 30, traz Alok, Fabrício Peçanha e Vini Vici como headliners

Eleito pela terceira vez como melhor club do mundo no ranking da DJ Mag, o Green Valley vai comemorar o título na noite da próxima segunda-feira, 30 — véspera de feriado. A casa de Camboriú abre suas portas trazendo atrações nacionais e internacionais em suas três pistas.

O Main Stage recebe Alok, Bhaskar, Doozie e Rrotrik. Voltado a sons mais conceituais, o palco Underline_ terá Fabrício Peçanha, Rodrigo Vieira vs Carl Loben (Reino Unido), Alex Stein, San Schwartz e Bernardo Ziembik. Por fim, o Lagoon Stage traz Vini Vici (Israel), Ticon (Suécia), Capital Monkey, Fabio Leal e Nardi.

Os ingressos estão disponíveis na página do Ingresso Nacional.

+ Green Valley é eleito o melhor club do mundo em lista da DJ Mag

Green Valley é eleito o melhor club do mundo em lista da DJ Mag

Número de brasileiros no ranking cai, mas suas posições melhoram em relação ao ano passado
* Atualizado em 29/03/2018, às 11:02

O Green Valley acaba de ser eleito pela terceira vez o melhor clube de música eletrônica do mundo no Top 100 de clubs da DJ Mag. A casa de Camboriú sobe duas posições em relação a 2017, repetindo em 2018 os feitos de 2013 e 2015, quando também faturou a primeira posição do ranking.

“Não poderíamos ter prêmio melhor para comemorar os dez anos do Green Valley do que o reconhecimento do público e da crítica especializada com a volta oficial do clube à primeira posição. Esse ranking é a consolidação de um trabalho constante de renovação que leva o nome do Green Valley e do Brasil para o mundo todo”, declarou o sócio-diretor da casa, Eduardo Philipps, à imprensa.

+ RELEMBRE AQUI o resultado de 2017

Além do GV, outros cinco brasileiros marcaram presença no poll: Warung (#18 — subindo três posições), El Fortin (#26 — subindo duas posições), Laroc (#29 — subindo 16 posições), Matahari (#54 — subindo 15 posições) e D-EDGE (#81 — descendo 31 posições). O Sirena, #57 no ano passado, não está mais no ranking, assim como o Anzuclub (#31 em 2017), que fechou suas portas em outubro.

A Ushuaïa (Ibiza) e o Zouk (Singapura) completam as primeiras posições, respectivamente. Além deles, outros nomes muito conceituados mundialmente figuram nas dez primeiras posições, como a Pacha (Ibiza, #8), a Fabric (Londres, #9) e o Berghain (Berlim, #10). A novíssima Hï Ibiza, que ocupa o lugar da antiga Space, debutou na quinta colocação.

Top 10:

1. Green Valley (Balneário Camboriú, Brasil)
2. Ushuaïa (Ibiza, Espanha)
3. Zouk (Singapura)
4. Echostage (Washington, Estados Unidos)
5. Hï Ibiza (Ibiza, Espanha)
6. Papaya (Zrcé, Croácia)
7. Octagon (Seoul, Coreia do Sul)
8. Pacha Ibiza (Ibiza, Espanha)
9. Fabric (Londres, Reino Unido)
10. Berghain (Berlim, Alemanha)

Você pode conferir a lista completa aqui.

Ao elogiar novo ranking da Billboard, Tiësto alfineta Top 100 da DJ Mag

Astro holandês diz que agora “temos um Top 100 de verdade!”

Tiësto anda se especializando em declarações no mínimo curiosas. Depois de reclamar que a dance music estava pop demais, o DJ alfinetou o ranking no qual há 15 anos ele figura entre as primeiras cinco posições, e que o elegeu três vezes como número um.

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A “indireta” ao Top 100 da DJ Mag se deu no Twitter, em resposta à Billboard, que acabava de anunciar o seu próprio Top 100. “Um Top 100 de verdade! Isso pode ser algo enorme, e finalmente temos algo com credibilidade”, twittou o astro holandês.

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre o novo Top 100 da Billboard

Laidback Luke detona Top 100 e treta com editores da DJ Mag no Twitter

O artista afirma ter sido boicotado no controverso ranking neste ano por causa de vídeo publicado por ele em julho

Laidback Luke não tem poupado críticas ao mercado da música eletrônica nos últimos tempos. E o alvo agora foi o Top 100 da DJ Mag, que segue, ano a ano, cada vez mais contestado.

Na semana passada, Luke escreveu uma série de tweets sobre o assunto, e disse não ter sido banido do ranking deste ano por causa de um vídeo publicado por ele em julho, em que criticava o famoso poll.

Alguns editores da DJ Mag responderam, negando as acusações e pedindo que ele provasse o que afirmava, no que prontamente se converteu em uma ríspida discussão virtual, com boa parte dos usuários se colocando ao lado do artista.

Em seu desabafo, Luke reforçou a ideia de que o ranking hoje se resume, basicamente, a um jogo mercadológico, em que se paga para alcançar maiores posições, e prometeu trazer novas informações internas mostrando detalhes de bastidores na próxima votação. Além disso, afirmou que a DJ Mag fez ameaças para que ele tirasse seu vídeo do ar.

RELEMBRE AQUI o posicionamento da Phouse sobre o Top 100 da DJ Mag

A quem importa o ranking da DJ Mag?

Confira os tweets, com suas respectivas traduções:

Vocês querem saber a verdade sobre o porquê de eu não entrar no Top 100 da DJ Mag deste ano? É por causa deste VLOG. *textão a caminho*

Ontem eu o postei no Instagram do KURA e três editores da DJ Mag vieram até mim. @the_z_word @CarlLoben e @CharlotteDJMag me chamaram de “não popular o suficiente” e de “ex-DJ de sucesso de EDM”

Depois do meu VLOG, a DJ Mag veio até mim para tentar derrubar o vídeo, ameaçando parar de fazer negócios comigo. Como não havia nenhum negócio mesmo, mantive o vídeo. Nesta conversa por e-mail com minha equipe, eles mostram estar bem cientes de seus maus-feitos:”

Sempre fui um fã da lista, mas ela cresceu e se tornou um monstro. Eu não me importo com a minha posição, eu não preciso deles. Mas conheço diversos colegas DJs que dão dinheiro para eles (ou outras coisas…), que hackearam o sistema. É o que é agora.

Para mais seguidores asiáticos e latino-americanos (não dos EUA, porque os EUA estão cientes), não se enganem!

Para meus amigos do Top 100, mil parabéns! Mas eu sei quanto dinheiro vocês investem. Isso deveria mudar.

Quando a votação recomeçar, o suculento VLOG virá! Eu tenho uma tonelada de informações internas para vocês que fará vocês perceberem o quão vendida a lista é. Eu acho que queremos o mesmo: uma lista honesta (eu não preciso estar nela). Então precisaremos consertar isso. @the_z_word @CarlLoben @CharlotteDJMag

Eu tenho até informações de pessoas que trabalham e trabalharam lá @DJMag

Como você pode parabenizar um amigo DJ, que conquistou sua posição, quando há uma invasão de nomes fakes/wannabes ali? Este é o problema @DJMag

O que as pessoas geralmente não percebem é que eu comecei como um fã da indústria. Totalmente apaixonado por ela. Eu não era ninguém. Eu quero isso de volta. Admiração por apresentações reais e apaixonadas. Romper barreiras e explodir minha mente.

@LaidbackLuke Você não foi chutado da lista, você não conseguiu votos o suficiente. Provavelmente porque você fez um vídeo dizendo que você a odeia, então seus fãs leais decidiram não votar. Você devia agradecê-los.

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Como de praxe, a DJ Mag revelou os primeiros 50 nomes que ficaram de fora do seu Top 100. E se três brasileiros garantiram lugar na lista principal, desta vez outros três bateram na trave: o duo Jetlag (#102 — ou seja, a apenas duas posições de ter entrado no ranking), o FTampa (#108) e o FELGUK (#131), que no ano passado havia figurado no #67, e desde 2011 era presença constante na lista.

Confira os 50 nomes adicionais:

101. Slushii
102. Jetlag
103. Loco Dice
104. Sigma
105. Madeon
106. Cosmic Gate
107. Netsky
108. FTampa
109. Arty
110. Nucleya
111. Cheat Codes
112. Neelix
113. Krewella
114. Dyro
115. Curbi
116. Marco Carola
117. Borgore
118. Adam Beyer
119. Jamie Jones
120. Infected Mushroom
121. Breathe Carolina
122. Seven Lions
123. Dj Feel
124. A-Trak
125. Vicetone
126. Markus Schulz
127. Jack Ü
128. Marlo
129. Green Velvet
130. Chase & Status
131. FELGUK
132. Daddys Groove
133. Martin Solveig
134. Seth Troxler
135. Deniz Koyu
136. Ben Nicky
137. Showtek
138. Paul Oakenfold
139. Bobina
140. Omnia
141. Nina Kraviz
142. Zomboy
143. Sunnery James & Ryan Marciano
144. Erick Morillo
145. Merk & Kremont
146. Kolsch
147. Deorro
148. Popov
149. Sander Van Doorn
150. Fatboy Slim

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Saiu nesta tarde o resultado do ranking de clubes da revista DJ Mag. As duas primeiras colocações parecem ter valor simbólico, com homenagens a casas de inegável importância para a história da cultura de pista no mundo, e que foram protagonistas de episódios relevantes na última temporada. A grande vencedora foi a lendária Space Ibiza, que, depois de três décadas escrevendo sua história no universo da dance music, fechou suas portas nesta temporada. A Space se consagra como a papa-títulos do ranking, alcançando o seu quinto (e último) prêmio de melhor clube do mundo. Em seu lugar, assume nesta temporada a Hï Ibiza, gerenciada pelo grupo Ushuaïa.

Quem ficou com a segunda posição desta vez foi outra casa noturna de inegável importância para o cenário mundial: a londrina Fabric, que em decisão judicial chegou a ser forçada a fechar as portas nos últimos meses do ano passado. O fechamento mobilizou a comunidade da música de pista no mundo todo, com petições e protestos, até conseguirem fazer a boate reabrir, em janeiro. É provável que essa mobilização tenha impulsionado a Fabric ao segundo lugar — o clube já foi #1 em 2007 e 2008.

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Brasileiros no ranking

O Brasil segue marcando presença firme no poll, mas boa parte dos destaques perderam posições em relação ao ano passado. O Green Valley, que desde 2012 vinha intercalando as duas primeiras posições com a Space (primeiro lugar em 2013 e 2015, e vice em 2012, 2014 e 2016), caiu para a terceira posição, que não ocupava desde 2011. O Warung, #21 no ano passado, caiu quatro posições, ficando no #25, enquanto o El Fortin subiu doze posições, atingindo a 28ª colocação; o Anzuclub aparece em 31º, uma queda de treze posições.

Fundado no fim de 2015 e já referido por muitos DJs internacionais como melhor clube do mundo, o Laroc figura no ranking pela primeira vez, em 45º. O D-EDGE sobe seis posições, figurando na exata metade da lista (#50), enquanto Sirena e Matahari completam os representantes brasileiros — respectivamente, em 57º (queda de 48 posições) e 69º (queda de 32 posições).

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Rankings da DJ Mag perdendo o prestígio?

O Top100 de DJs já vem caindo em termos de popularidade e conceito há alguns anos, tendo atingido, em sua mais recente edição, o ponto em que mais foi questionado por artistas, público e crítica. Mesmo assim, o ranking ainda mostra bastante movimentação e expressividade, causando impacto com seu anúncio. A mesma coisa não pode se dizer do poll de clubes: a Phouse não dispõe no momento de dados que comprovem, mas é possível perceber, ao observar as redes sociais, que a divulgação deste Top100 de clubes vem mobilizando cada vez menos os fãs de música eletrônica.

  1. Space –  Ibiza
  2. Fabric – London
  3. Green Valley – Brazil
  4. Zouk – Singapore
  5. Octagon – Seoul
  6. Ushuaia – Ibiza
  7. Pacha – Ibiza
  8. Echostage – Washington DC
  9. Papaya – Zrce Beach
  10. BCM Planet Dance – Magaluf

Você pode conferir o Top100 na íntegra no Instagram da DJ Mag.

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+ 50: FTampa, Illusionize e Chapeleiro também estão na lista da DJ Mag

A revista britânica DJ Mag acaba de revelar mais 50 nomes posicionados em seu polêmico ranking dos DJs mais populares do mundo. Para a surpresa de todos nós, mais três artistas brasileiros estão na lista.  Conforme pode ser observado aqui, FTampa, Illusionize e Chapeleiro estão entre os 100 e 150 DJs.

Como poderíamos esperar, Disclosure, Tchami, Knife Party, Sander van Doorn, Kaskade, Krewella e alguns bons nomes do underground não ficariam de fora também desse resultado, que após a polêmica do primeiro, fez muitos admiradores da cena sequer imaginar em mais uma revelação da revista.

Abaixo, confira quem são os novos 50 DJs revelados pela DJ Mag para seu ranking:

101: COSMIC GATE

102: NUCLEYA

103: MERK&KREMONT

104: CHUCKIE

*105: FTAMPA

106: GUNZ 4 HIRE

107: WARFACE

108: DISCLOSURE

109: TCHAMI

110: JETFIRE

111: ATMOZFEARS

112: KNIFE PARTY

113: SANDER VAN DOORN

114: KASKADE

115: TENISHA

116: ZOMBOY

117: LOST FREQUENCIES

118: FRONTLINER

119: NOISECONTROLERS

*120: ILLUSIONIZE

121: R-WAN

122: KREWELLA

123: FRANCIS DAVILA

124: RICHIE HOWTIN

125: QUENTIN MOSIMANN

126: KRYOMAN

127: MAKJ

128: JULIAN JORDAN

129: UMEK

*130: CHAPELEIRO

131: FREQUENCERZ

132: KRYDER

133: BOB SINCLAR

134: CURBI

135: CODE BLACK

136: JUNIOR JACK

137: BERG 138: TJR

139: PAUL KALKBRENNER

140: ARTY

141: 3 ARE LEGEND

142: SOLOMUN

143: WASTED PENGUINZ

144: MADEON

145: FATBOY SLIM

146: MACEO PLEX

147: ASTRIX

148: MOTI

149: SKAZI

150: ØRJAN NILSEN

Bottom100DJs: Saiu a lista dos piores DJs do mundo; confira

Dimitri Vegas & Like Mike é eleito pior DJ do mundo.

Se existe uma lista para eleger os 100 melhores DJs do mundo, porque não uma para eleger os 100 piores? Pois é, já falamos bastante dela por aqui, chama-se Bottom100DJs, uma boa sátira ao famoso, polêmico e controverso ranking da DJ Mag.

Em 2015 quem ocupou o posto de “Pior DJ do Mundo”  foi o lendário David Guetta, sucedendo Deadmau5, que agora encontra-se em décima posição.

#WTF, mas como assim, isso é real? Embora recomendarmos que não leve a sério, de acordo com a plataforma, sim! No site diz bem claro que o resultado é inteiramente fruto de uma votação aberta ao público – ou haters, digamos! – [mesmo argumento e parâmetro utilizado pela DJMag].

Além de Dimitri Vegas & Like Mike em primeiro e David Guetta em segundo, tivemos também uma grande surpresa; o brasileiro Alok, que esse ano foi classificado #25 na DJ Mag, também apareceu nessa lista dos “Piores DJs” na posição #6.

E não sobrou só pro Alok, o Vintage Culture também deu as caras na lista, ocupando a posição #20. Logo abaixo do Vintage, mais uma grande surpresa, na posição #18; DJ Donald Trump. #Whaaat?

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Abaixo você confere o “Top 10 piores DJs do mundo”, para ver a lista completa clique aqui.

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A quem importa o ranking da DJ Mag?

O produtor norte-americano 3LAU explica, com todos os pingos nos is, quais os interesses por trás do cada vez mais controverso Top 100.

A cada dia que passa, o Top 100 da DJ Mag vem perdendo em prestígio. Na semana passada, assumimos de vez o posicionamento de uma nova postura perante ele, por entender que se trata de um esquema de cartas marcadas. No ano passado, tivemos a denúncia de que era necessário investir muito dinheiro para atingir boas posições na lista, e de que esse investimento era feito justamente para inflacionar cachês; cada vez mais nomes importantes da cena, de Hardwell a Dillon Francis, de Kaskade a Gareth Emery, colocam a credibilidade do ranking em cheque. Desta vez, o DJ e produtor norte-americano Justin Blau, mais conhecido como 3LAU, traz novos insights que levam a um entendimento mais claro sobre os bastidores desse jogo, e quais os seus reais interesses.

Depois de apontar a ideia em seu Facebook na última quarta-feira, 3LAU foi convidado para esmiuçar melhor essa narrativa em um artigo para o portal YourEDM.com — em um texto tão pertinente que achamos de bom tom traduzi-lo na íntegra aqui. Acompanhe abaixo a argumentação de Justin sobre por que o ranking da DJ Mag interessa tanto assim ao mercado. Uma dica: Ásia!

Por que o ranking da DJ Mag é importante?

Provavelmente não é pra você, e certamente não é para mim, mas pode ser para alguns poucos DJs e managers que procuram expandir suas carreiras — ao menos financeiramente. Antes de eu entrar na questão sobre como o ranking da DJ Mag beneficia o cachê dos DJs, preciso começar dizendo que há muitos DJs no Top 100 que estão ali legitimamente; eles podem ser, de fato, merecedores da sua colocação, independentemente da posição numérica. Ao mesmo tempo, alguns desaparecerem misteriosamente da lista depois de questioná-la (Kaskade), enquanto outros com menos de cem mil seguidores nas redes sociais chegam ao top 50.

A legitimidade desse chart obviamente não existe, e ainda assim existe uma razão para que alguns membros da indústria liguem tanto pra ele. Tudo aponta para a nova fronteira da dance music: a Ásia. Isso diz menos respeito aos fãs asiáticos e mais ao padrão do mercado e da cultura no continente. Quando um DJ é bookado na maioria dos países da região, o seu cachê é extremamente dependente da sua posição no ranking da DJ Mag. Em outros mercados, como nos Estados Unidos ou no Canadá, a quantia a ser recebida está relacionada aos números nas redes sociais, no Spotify, em charts de vendas e, principalmente, no histórico de vendas de ingressos.

Na Ásia, poucos DJs têm um histórico de vendas tangível. Em alguns países, o Spotify sequer existe, e o Soundcloud e outras redes sociais podem estar censurados. Além disso, existe uma inevitável barreira linguística entre alguns fãs e profissionais da indústria, e assim a lista (a partir do crescimento da EDM no continente nos últimos anos) se tornou um modo fácil para donos de clubs e promoters mensurarem o VALOR de um DJ; é um padrão da indústria para se avaliar a popularidade. Um importante player desse mercado (que eu não nomearei) disse o seguinte:

“Os rankings da DJ Mag são a ferramenta pela qual a maioria dos promoters asiáticos taxa seus festivais e seus cachês — é louco, mas é real.”

*Flyer do brasileiro Alok publicado na matéria original do 3lau no YourEDM.

*Flyer do brasileiro Alok publicada na matéria original por 3lau.

Se os fãs na Ásia acreditam ou não na lista, não me cabe dizer, mas, sem nenhuma dúvida, os rankings são usados fortemente nas estratégias de comunicação de vários clubes e festivais. Com frequência, flyers e releases para esses eventos colocam a posição do artista no ranking em destaque, o que inevitavelmente cria uma profecia autorrealizável sobre a popularidade. Alguns podem discordar, mas em minhas turnês pela Ásia, os fãs de EDM debatem bastante sobre o Top 100. Meus representantes internacionais (de Indonésia, Tailândia, China, Filipinas) concordaram comigo quando eu questionei se ele era importante pra maior parte do público. Novos adeptos de dance music na Ásia podem checar o ranking pra descobrir novos DJs, ou decidir quem ver ao vivo. É uma ferramenta de descoberta para muitos jovens ravers.

Agora, isso tudo seria completamente aceitável se a lista fosse legitima e não manipulada, certo? Contudo, se observarmos sua imprecisão aparente, algo soa estranho.

É hora de a indústria ser mais transparente.

A partir de tudo isso, podemos considerar que alguns DJs e managers enxergam a DJ Mag como um investimento para o mercado asiático. Eles não estão errados, e a revista sabe disso. Na medida em que a hora da votação vai se aproximando a cada ano, a maioria dos DJs vai receber emails da revista com diversas propostas para investimento de marketing. Eu mesmo recebo esses emails, mas não ligo e normalmente nem respondo. Outros, que até mesmo foram rankeados na lista, sentem-se da mesma forma. Um desses caras é o Carnage, que concorda que “existe uma porcentagem bem pequena de DJs que dão a mínima”.

Dito isso, eu já ouvi histórias e vi emails para amigos (que não nomearei) enviados pela DJ Mag pedindo $30 mil [cerca de R$ 90 mil] para expor publicidade em seu site, o que eles alegam que tornaria mais provável ser rankeado no Top 100. O talentoso duo Vicetone, que também está entre os cem neste ano, parece concordar com o que estou dizendo, tendo eles mesmos vivenciado algo parecido.

Algo não cheira bem. Se fosse realmente uma votação popular e você um DJ, por que você iria investir em marketing internamente na DJ Mag em vez de nas suas próprias redes sociais? Quem olha pra um banner em um site e pensa: “Opa, agora eu quero votar nesse cara pra ser meu DJ favorito!”. Sério mesmo?

Então, quem está votando? Será que não temos bots que anonimamente submetem votos baseados em quem tem os banners mais bem posicionados no site? Eu não faço ideia, mas sei que a maioria dos meus amigos não vota, assim como provavelmente boa parte dos seus amigos frequentadores de festivais também não o fazem. Se a revista quisesse legitimar o seu processo, ela deveria divulgar os dados gerais dos votantes: de onde eles são, qual o gênero, a quais grupos pertencem. Mas isso não acontece. Assim como em qualquer ranking, você precisa conhecer quem são as pessoas que votam para poder interpretar os resultados.

Talvez a DJ Mag não divulgue esses dados porque eles têm valor. Como você talvez já saiba, na hora da votação a revista coleta essas informações através de questionários. Com centenas de milhares de registros, esses dados demográficos (emails, localização geográfica, gênero, idade, DJs favoritos) se tornam extremamente valiosos. Não posso afirmar que eles os vendam para alguém, mas eu não me surpreenderia.

Vou deixar que você mesmo especule sobre o que rola de verdade nos bastidores, porque eu realmente não sei. O que eu sei é que agentes, artistas e managers discutem com frequência sobre manter-se orgulhosos e ignorar as solicitações de investimento da DJ Mag ou morder essa isca e pagar quantias obscenas de dinheiro na esperança de reverter em cachês maiores na Ásia. Nós não contamos isso pra VOCÊ porque não queremos queimar nossos amigos. A verdade é que eu não sei quem paga e quem não paga, já que ninguém sai por aí contando. Dando uma olhada rápida na lista, contudo, podemos observar alguns pontos fora da curva, e a sua intuição sobre quem pagou provavelmente estará correta.

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*Flyer do Markus Schulz publicado por 3lau na matéria do Your EDM.

Espero que você chegue à conclusão, como eu, de que o Top 100 é apenas um joguete financeiro no qual alguns DJs podem se juntar à revista pra tirar um lucro — quer eles tenham investido no marketing interno da DJ Mag ou não. Alguns outros artistas já contaram casos similares no passado, eu certamente não sou o primeiro. Então, obrigado ao Mat Zo por abrir caminho pra este artigo. No final das contas, música não é um concurso de popularidade e os gostos das pessoas são diferentes. Mas eu gostaria de apontar algumas das métricas que eu acho que traduziriam melhor quem os cem DJs mais populares do mundo realmente são, partindo do princípio de que algum algoritmo pudesse analisar sua importância relativa:

– Número de streams global no Spotify;

– Contagem anual de ingressos vendidos (como headliner);

– Engajamento no Facebook/Instagram/Twitter/Snapchat relativo ao número de seguidores;

– Contagem global de transmissões de música no rádio;

– Charts do iTunes e da Billboard;

– Voto popular.

Deixe-me concluir dizendo que eu sequer acho que eu deveria ser rankeado no Top 100 deste ano (embora eu aprecie minha colocação no America’s Best DJ, eu não me lembro do número e não ligo muito pra ele). A popularidade global é algo extremamente difícil de medir, e baseada nas métricas acima, eu provavelmente não entraria. Dito isto, este artigo não é sobre mim. É sobre a corrupção na indústria da música eletrônica.

Como um artista completamente independente, eu percebo, cada vez mais, que os agentes dessa indústria visam criar valor onde não há, roubando dos artistas que estão mantendo a dance music viva e expandindo seus horizontes. Eu escrevi este texto porque o poder da música está em SUAS mãos, e nas mãos dos músicos que você ama — não nas mãos de marcas e empresas antiquadas. Não acredite em nada nem em ninguém além disso.

Então se o seu DJ favorito não foi rankeado desta vez, eu apostaria que ele não está muito ofendido. Para aqueles que estão lendo isto e que já não davam muita bola pra DJ Mag — provavelmente a grande maioria de vocês —, lembrem-se de que algumas pessoas ainda ligam, e são elas que precisam saber da verdade.

– 3LAU*

* Traduzido por Flávio Lerner [você pode ler o artigo original aqui]

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Krewella saí, e Top 100 DJs, da DJ Mag, passa a ter apenas 2 nomes femininos

Desde 2013 no ranking anual Top 100 DJs, da revista britânica DJ Mag, as irmãs Yasmine YousafJahan Yousaf, que formam o duo de drum and bass Krewella, não estão mais entre os 100 DJs mais populares do mundo, de acordo com o resultado da votação revelado nesta semana, quarta-feira (19), no Heineken Music Hall, em Amsterdam.

Com a alteração, 98 posições no ranking estão agora ocupadas por artistas masculinos, enquanto apenas 2 colocações estão dedicadas para nomes femininos, sendo esses Nervo #45 e Miss K8 #88.

Autoras de grandes sucessos, como ‘Alive’, ‘Enjoy the Ride’ e ‘Say Goodbye’, Krewella entrou para a lista da DJ Mag em 2013, ocupando a #44 posição. Em 2014, saltou para a #33, e em 2015 para #81.

Brasil tem 3 representantes no ranking Top 100 DJs, da DJ Mag

Saiu o resultado do famoso e polêmico ranking anual Top 100 DJs, da DJ Mag. Neste ano, quem ficou com o título #1, de DJ mais popular do mundo, foi Martin Garrix, natural da Holanda, que com apenas 20 anos de idade arrasta multidão de fãs pelos clubs e festivais do mundo inteiro e conquista enorme prestígio pelas produções musicais que possui.

Com bastantes alterações, que abriram espaço para críticas e elogios por meio de muita gente, a lista passou a contar com três artistas brasileiros, sendo eles Alok #25, Vintage Culture #54 e Felguk #67.

Merecidamente entrando no Top 100 DJs 2016 por meio de voto de fãs, que não hesitaram em aproveitar a oportunidade de votar nos meses em que a votação esteve aberta para todas as pessoas, aos nossos DJs restam agora comemorar muito.

Com estilos distintos de músicas mas com o carinho dos fãs em comum, Alok, Vintage Culture e Felguk não chegaram sozinhos às posições que receberam no ranking; grande maioria dos brasileiros os colocaram lá. Portanto, parabéns a todos!

Alok – Mix Forever

Vintage Culture – Hollywood

Felguk – This Life

Dimitri Vegas & Like Mike vão sortear 5 viagens para Ibiza

Muitas pessoas desprezam completamente todo o contexto e os resultados das eleições da DJ Mag. Seja você um desses ou um dos que acha tudo interessante e válido, existe uma coisa que não podemos negar. Se seus artistas preferidos têm pretensões de conseguir uma boa posição na lista, o período eleitoral é algo maravilhoso. Repleto de lançamentos novos e free downloads, em busca daquele sonhado voto que garantirá uma posição a mais na famosa lista.

Parece não haver dúvidas de que a dupla belga Dimitri Vegas & Like Mike é hoje em dia o projeto mais fissurado pelo título de #1 do mundo. Após conquistarem o posto em 2015 com algumas táticas de guerrilha pouco admiráveis, os irmãos tentam manter o posto em 2016 com estratégias mais nobres.  Ontem, a dupla divulgou o projeto Summer of Madness, com o objetivo de agradecer aos fãs pelos votos na última eleição e também conquistar mais votos para a atual.

O Summer of Madness tem dois focos. O primeiro deles foi batizado de “Flight to the Madness”. Para participar, basta que os fãs se inscrevem no site do projeto (summerofmadness.com) e preencham uma ficha com seus dados. No dia 3 de setembro, serão anunciados 5 vencedores que serão levados por Dimitri Vegas & Like Mike para Ibiza, com um acompanhante e tudo pago! Os sortudos poderão conhecer a dupla e ainda assistir a um show ao vivo na ilha mais badalada do verão europeu.

Para aqueles que não tiverem tanta sorte, os belgas ainda assim prepararam um presente incrível. Durante uma semana, começando nesta última terça, eles lançarão músicas TODOS OS DIAS. Isso mesmo, uma música por dia. Sete tracks inéditas em sete dias. Tem como ser mais maravilhoso? Dimitri Vegas & Like Mike são conhecidos por sempre manterem um volumoso estoque de músicas não lançadas, o que cria enorme expectativa nos fãs pelo lançamento de algumas tracks que já são famosas entre aqueles que acompanham os sets da dupla.

A primeira música lançada felizmente vai exatamente ao encontro desta teoria. Conhecida entre os fãs como “Van Gogh”, a colaboração com Afrojack finalmente viu seu lançamento oficial. O nome da faixa foi alterado para “Hands Up” e Afrojack assinou a produção com seu pseudônimo NLW, mas ninguém terá dificuldades em reconhecer o som que fechou o set dos belgas no Tomorrowland de 2014.  Este tipo de lançamento dá grande esperança aos fãs de que mais tesouros sejam liberados nos próximos dias.

Steve Angello, por exemplo, voltou a tocar “Sentido”, sua colaboração com a dupla belga, que já estava no baú de IDs há mais de 3 anos. “We Are Legend”, em parceria com Steve Aoki, é outra faixa que os fãs adoram e ainda não tiveram a oportunidade de ver um lançamento oficial. Com mais seis lançamentos pela frente, a expectativa de que essas e outras faixas famosas por figurarem em sets marcantes da dupla sejam finalmente lançadas é grande, algumas após vários anos de espera.

Para baixar as novas músicas, é só entrar no site oficial (summerofmadness.com) e se inscrever no aplicativo dos caras pelo Facebook. Aí é só voltar no portal todos os dias e baixar a música daquela data, de graça. Pode ser que você não goste da DJ Mag, mas nós sabemos que de coisas grátis todo mundo gosta. E felizmente em época de votação, quem quer rir tem que fazer rir.

 

 

Deadmau5 retorna para mais um ataque à DJ Mag

Nós não temos culpa. Nosso assunto é música e é disso que gostamos de falar. Mas parece que deadmau5 só quer saber de duas coisas: trollagens e polêmicas. Desta vez, o rato felizmente não brigou com ninguém e apenas aprontou uma zoeira com a polêmica votação da DJ Mag para os Top 100 DJs deste ano.

Ferrenho crítico da premiação, deadmau5 nunca fez questão de fazer campanha alguma para aparecer na lista e também não se importa com a sua posição. Apesar disso, ele jamais deixaria passar uma oportunidade de chamar atenção, ainda mais podendo trollar algo que ele tanto despreza.

O rato recorreu ao Twitter (ah vá) para uma série de tweets simulando produtores histéricos e desesperados em busca dos votos de seus fãs. “Eu trabalhei duro minha vida inteira para ter um número ao lado do meu nome e mostrar como sou um bom iPod” e “Fazer música? O que isso tem a ver com a eleição da DJ Mag?” foram algumas das provocações postadas pelo canadense.

Para seu descontentamento, deadmau5 sempre acaba fazendo parte da lista, mesmo que contra a sua vontade. Suas trollagens, porém, não deixam dúvida que isto não poderia ser mais irrelevante pra ele. Você pode conferir aqui os principais tweets dele zombando da famosa eleição: