Em loja de discos italiana, Eli Iwasa toca set alternativo em vinil; assista!

Brasileira recebeu convite para tocar na famosa Serendeepity, em Milão

O que um DJ mais gosta de fazer na Europa? Comprar discos, claro! Foi em uma dessas programações musicalmente turísticas, em Milão, na Itália, que a diva brasileira do techno Eli Iwasa recebeu um convite para tocar na loja Serendeepity, na tarde de quarta-feira.

Fundada por Nicola Mazzetti em 2009, exímio pesquisador musical que inclusive já tocou no Brasil, a Serendeepity ficou muito conhecida na Europa pela sua curadoria diversificada, com raridades musicais vindas de todos os continentes. Nessa loja, que regularmente apresenta sets em suas dependências, já tocaram artistas como Ellen Allien, Tom Trago e Kornel Korvács.

Uma curiosidade sobre esse encontro é que o convite não necessariamente aconteceu porque Nicola conhecia a Eli, e sim após a paulistana chegar no caixa da loja e chamar sua atenção. “Ele gostou dos discos que escolhi e falou: ‘muito legal o que você escolheu comprar, você não quer vir aqui fazer um set?’”, conta a DJ à Phouse.

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No dia seguinte, ela estava lá para participar do jogo tradicional da Serendeepity: escolher os vinis da loja e tocar na hora. “É desafiador, mas muito divertido escolher músicas as quais nem todas você conhece e fazer com que elas façam sentido no set e combinem, mesmo com diferenças no BPM”, lembra Eli.  

Pela riqueza de repertório que a Serendeepity possui, Eli preferiu abster-se do seu som usual de techno e house. “Não dava para ser um set normal, pois a loja tem muita coisa boa desconhecida. Eles têm uma seleção gigantesca de músicas ‘obscuras’ de muitos países, é muito foda”, acrescenta.

Sua seleção foi do electro ao experimental, do dark wave ao synthpop, envolvendo nomes como Cyrnai, Decadence, Silent Servant, Ivan Smagghe, Golden Filter, um disco falado da Lydia Lunch e uma faixa da compilação Alternative Funk, do selo alemão Platform 23. Há ainda músicas de produtores tailandeses, coreanos, japoneses e diversas outras nacionalidades variadas.

O set foi transmitido ao vivo na página da Serendeepity e você pode conferir logo abaixo: 

MIX THE PICKS #103 Eliana Iwasa

Posted by SERENDEEPITY on Wednesday, May 29, 2019

Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

Conheça RHR, DJ que conquistou o underground nacional com seu som freestyle

Depois de tocar em eventos como Dekmantel e DGTL, o artista é uma das atrações deste sábado no Caos

* Por Pollyanna Assumpção
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Roniere, a persona por trás do projeto RHR, é um nome em ascensão. Criado em Morro Grande, distrito da Grande São Paulo, vindo de uma família nada tradicional — com capoeiristas e cheia de festa, forró e música latina —, o produtor vive a arte desde muito jovem. Hoje o paulistano mora em Londrina–PR, onde começou sua carreira em 2012, tocando num barracão chamado Casillero, espécie de warehouse no meio de Higienópolis.

“RHR nasceu de uma brincadeira de amigos na primeira vez que eu toquei. Eles me falavam: ‘Roniere só manda os sons da hora’. Aí pensando no momento e em como foi simbólico, ficou assim: ‘R’, de Roniere, e ‘HR’ representando as horas, o tempo. O que significa que o Roniere está ali com você, curtindo o momento”, conta o DJ à Phouse.

De lá pra cá, Roni desenvolveu o seu próprio estilo musical. Após lançar sua primeira música em 2013, o produtor preferiu não se rotular em uma única vertente, já que gosta de experimentar diferentes nuances que a música proporciona para sua inspiração. Roniere diz acreditar ser muito tendencioso um artista se definir dentro de um estilo e ficar preso a essas amarras.

Para um produtor com tantas influências, é aceitável o receio da expectativa de criar apenas um tipo de som. “Minhas principais referências são baile funk, rap nacional, old school, forró, dancehall, house e techno. Eu gosto de experimentar, prefiro não rotular meu som e ter um approach freestyle”, continua. Mesmo sem uma vasta discografia, sua música já o garantiu um lugar especial na cena nacional, conseguindo residência na festa Tantša e gigs em importantes festivais underground, como as versões paulistanas do DGTL e do Dekmantel que rolaram no ano passado.

“Maloca”, o primeiro disco de RHR, foi lançado em setembro, pela GOWPE

Os planos de 2019 do produtor incluem o lançamento de um disco em vinil pelo selo Omnidisc, do Danny Daze, um dos grandes nomes de Miami, conhecido pela mistura de techno com ritmos latinos — e com quem o jovem já lançou duas músicas. RHR segue seu estilo livre de criação musical, e quando perguntado sobre a concepção do EP, avisou que “vai ser um disco com quatro faixas, e os sons são uma mistura de electro, techno e saturações de tape”. Além do lançamento desse EP, o segundo de sua carreira, ainda há planos para o lançamento de um remix para uma track do Data Assault, DJ e produtor de Brasília.

Além de tocar em novas edições da Tantša e da Collective, que vão rolar nas próximas semanas em São Paulo, RHR é uma das atrações da abertura do Caos neste sábado, 16, que traz na mesma noite nomes consolidados como o italiano Fango (pela primeira vez em Campinas), Tessuto e Eli Iwasa. Juntando o old school e o atual, será a oportunidade perfeita para o artista mostrar para um público tão exigente como é possível não se definir e ainda assim chamar tanta atenção.

* Pollyanna Assumpção é colaboradora da Phouse.

Assista ao show da REZZ no Red Rocks Amphitheatre

Produtora quebrou tudo na “noite mais importante da sua vida”

No Brasil ela não parece ter muita expressão, mas o fato é que a canadense REZZ é um fenômeno na América do Norte, com uma base de fãs gigante e apaixonada (quando não obcecada) pelo trabalho da produtora.

Prova disso é que no dia 13 de outubro, a garota comandou seu primeiro show no Red Rocks Amphitheatre, um dos anfiteatros mais loucos e desejados do mundo — e que ela mesma vem se referindo como a maior e melhor noite da sua vida. O espetáculo, que contou ainda com TOKiMONSTA, Fytch, DIGITAL ETHOS, bleep bloop e CharlestheFirst, foi carinhosamente promovido como “REZZ Rocks“, em trocadilho óbvio.

Best night of my life. Sold out red rocks lastnight. Thanks everyone ❤

Posted by REZZ on Sunday, October 14, 2018
 

Para uma ocasião tão importante, a artista naturalmente aproveitou pra registrar tudo e fazer um filme à altura do set, que só agora em novembro acabou sendo publicado no seu canal do YouTube.

O vídeo traz a apresentação da “space mom” na íntegra, em alta qualidade e com direito às projeções audiovisuais incríveis e às “IDs” que a REZZ apresentou ao público pela primeira vez. Definitivamente, podemos ver que se trata de uma artista única, e com um longo caminho pela frente.

 

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Justice lança clipe belo e brutal para nova versão de “Love S.O.S.”

Faixa faz parte do novo álbum da dupla, “Woman Worldwide”

Nesta semana, o Justice pintou com um dos seus videoclipes mais singulares e intrigantes. A versão “WWW” de “Love S.O.S” ganhou um vídeo daqueles abertos às mais variadas interpretações, e que mesmo que você não entenda exatamente do que se trata, sai impactado — e possivelmente perturbado. 

Dirigido por Edouard Salier, o clipe apresenta um cenário levemente surrealista, na qual um bodybuilder repleto de cicatrizes transforma uma pole dance em uma espécie de balé. O que acontece depois, não vamos falar pra não trazer spoilers, mas é uma virada surpreendente e brutal.

“Love S.O.S. (WWW)” faz parte do mais novo álbum do Justice, Woman Worldwide, em que a dupla gravou no estúdio uma simulação de seu live, no qual condensam e misturam diversas músicas de sua discografia em novos formatos — assim como as épicas performances “Alive” do Daft Punk.

O disco foi lançado no final de agosto via Genesis/Ed Banger/Because Music, e é uma boa pedida para todos os fãs dos franceses. 

Selo de deadmau5 lança nova coletânea

Há mais de dez anos que o deadmau5 vem trazendo novos nomes e sonoridades para seu selo, mau5trap. Em cada lançamento da label, a proposta parece clara: estar sempre um passo a frente daquilo que soa como mais do mesmo.

Agora, o selo dá sequência a essa trajetória com a coletânea X3’17, que conta com 15 faixas passando por estilos como dubstep, house, techno e electro, montando um compilado bem interessante de artistas.

Algumas faixas que já haviam sido previamente lançadas — como “Relax”, da Rezz, e “Legendary”, do próprio deadmau5 com o rapper Shotty Horroh — dão as caras novamente, juntando-se a sons poderosos como “DRUGS!”, do 13 com participação da Rezz, e “Iconoclast”, de Blackgummy.

A X3’17 corresponde ao terceiro volume de uma série de coletâneas da mau5trap lançadas também neste ano — X1’17 e X2’17.

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Veja quem levou o grande prêmio do remix contest de “2NITE”, do FELGUK

O concurso de remixes para “2NITE”, do FELGUK, chegou ao fim. Foram quase dois meses de expectativa, com análises de mais de 400 remixes inscritos e, mais recentemente, com a escolha entre os dez finalistas. E os grandes vencedores são YZY e a collab entre FENK & PRINSH!

Os dois remixes foram escolhidos a partir da soma dos votos dos jurados (FELGUKFelippe SenneAlbieMatheus TavaresRafael BrahmaLuckas Wagg), que deram notas de 1 a 10 para cada um dos finalistas.

“O remix produzido pelo FENK & PRINSH está bem atual e condizente com o que vem rolando nas pistas eletrônicas brasileiras, inclusive temos tocado em alguns dos nossos shows. Gostamos muito também do remix do YZY, por ser mais ‘fora da caixa’ e bem focado tanto no sub bass quanto nos leads, numa vibe bass house que curtimos muito”, disse Gustavo Rozenthal, do FELGUK.

Além de ter os remixes oficializados e lançados em todas as plataformas pela HUB Records (Sony Music), os vencedores também terão uma sessão de consultoria online de carreira com a Boost MGMT e acesso ao curso Next Level MkMN, entre outros brindes.

O EP de remixes de “2NITE” — previsto para a primeira metade de novembro — ainda vai contar com faixas de Groove Delight e Earstrip.

A Phouse, a HUB Records, a Boost MGMT, a Make Music Now e o FELGUK agradecem a todos que participaram da competição.

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Com muita pizza, Martin Garrix lança a música que fechou o Tomorrowland

Em 14 de agosto, Martin Garrix anunciou no Twitter que a música que ele tocou no encerramento do Tomorrowland seria lançada em duas semanas. Passado o devido tempo, aqui estamos com o lançamento de “Pizza”, uma das faixas mais emocionantes do produtor.

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Se a música não é lá uma grande novidade — afinal, ela pôde ser ouvida em alto e bom som no set do festival —, Garrix a colocou oficialmente no mundo com o videoclipe que você assiste abaixo. Nele, diversas imagens das turnês do artista pelo planeta (incluindo takes do Rio de Janeiro), e claro, muita pizza.

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Estes dois projetos de sucesso da década passada estão de volta, juntos

Sir Bob Cornelius Rifo, a mente por trás do projeto The Bloody Beetrots, agitou clubs e festivais pelo mundo todo na metade final da década passada, com seu som eletrônico agressivo e rasgado, e através de parcerias com nomes como Steve Aoki. Mais ou menos na mesma época, o hit “Are You Gonna Be My Girl”, lançado em 2003 pela banda australiana Jet, era tocado a toda hora nos quatro cantos do planeta.

Agora, ambos os projetos estão de volta, juntos, com o single “My Name Is Thunder”. A música pode causar estranhamento em quem aguarda pelo dance punk frenético do Bloody Beetroots da época de “Warp” e “Cornelius”, já que neste single o produtor parece estar em um novo rumo. É o rock’n’roll do Jet que dá a tônica, com guitarras distorcidas e vocais dignos de comparações aos seus conterrâneos do AC/DC.

A faixa ainda possui uma segunda versão (confira abaixo), pois, segundo o próprio Sir Bob, a colaboração com a banda australiana trouxe tantas ideias diferentes que a música ganhou uma nova roupagem.

“My Name is Thunder”, além de marcar o retorno do Jet e do Bloody Beetroots ao cenário musical, também representa a entrada do projeto eletrônico ao time da Last Gang Records.

Alok lançará faixa com Sander van Doorn; confira um preview “generoso”

Alok parece estar tirando o ano para experimentar novos sabores, com parcerias das mais variadas. Com Bruno Martini e Zeeba, o hit “Hear Me Now” leva a assinatura indie pop e suave do primeiro; com os vocais de IRO, Alok lançou o hino da Budweiser para o Tomorrowland 2017, “Love is a Temple”, em um combinado entre synth pop e trap. E agora, nesta tarde de quarta-feira, eis que surge na web a pesada “I House U”, música que, com pitadas de electro, acid house e até industrial, está referida como uma collab entre o brasileiro e ninguém menos que o holandês Sander van Doorn.

A Phouse confirmou que se trata de fato de uma música de van Doorn com Alok. “I House U” foi jogada pro mundo no episódio 126 do Hexagon Radio, podcast do Don Diablo, antes de aparecer no YouTube, em um corte generoso, com pouco mais de três minutos. A faixa fará parte de um EP da Spinnin’ chamado Brazilian Bass, que está programado para o fim de julho.

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O Electro não está morto; ouça agora o mais novo lançamento do Barudi

O foz-iguaçuense Bruno Barudi deu as caras essa semana com uma super novidade para os fãs que vêm acompanhando o seu trabalho ao longo dos anos.

O DJ/Produtor retornou às origens lançando uma super faixa de electro. E o titulo? Electro Is Not Dead, isso mesmo, Electro não está morto, na tradução livre.

A faixa é bem diferente de tudo que tem rolado recentemente pelo Brasil, o que é legal e nos deixa com boas expectativas para acompanhar o trabalho do Barudi mais de perto neste ano.

Ouça abaixo:

https://soundcloud.com/barudiofficial/barudi-electro-is-not-dead-original-mix

O David Guetta e o Showtek juram que assassinaram a EDM

Independentemente do que você acha, os peixes corporativos decidiram: EDM já era, a onda agora é mamar nas tetas do techno.

A morte da EDM é um tema que foi bastante discutido recentemente. De 2013 pra cá, sobretudo no ano passado, incontáveis artistas e críticos musicais — tipo o Fatboy Slim — afirmaram que se tratava de uma bolha, prestes a estourar. Por outro lado, muitos [incluindo aqui na Phouse] têm defendido que a sigla ainda tem muita lenha pra queimar. Não há respostas certas e a questão passa por subjetividades como o próprio significado de EDM, um termo guarda-chuva que é capaz de abrigar diferentes definições sob si.

Agora, porém, o David Guetta alega ser o carrasco da EDM; ele, o Showtek e o Beardyman. O movimento vem atrasado e é previsível; foi uma bola que todo mundo deixou quicando, e o popstar francês é quem aproveitou. Depois de sua canção fraca e sem alma pra Eurocopa — faixa, aliás, acusada de plágio pelo Diplo e o DJ Snake —, ele precisava, afinal de contas, se reinventar. Eu até consigo imaginar os marqueteiros do cara se reunindo com ele, amparados em dezenas de pesquisas de tendências e dados de mercado: “Veja, David, você precisa vir com algo diferente. Essa onda de big room glamoroso com cantigas infantis, mãozinhas pro alto, cavalos e mulher pelada já deu! Você foi um pioneiro e precisa voltar à vanguarda! O que tá pegando agora é o techno, cara! E se você não produzir techno glamoroso com mãozinhas pro alto, cantigas infantis, cavalos e mulher pelada, quem vai? A porra do Tiësto?!”. Aí depois eles mostram um ppt [publicitários ainda amam power point, né?] com uns electro franceses de Brodinski, Mr. Oizo, Boys Noize, SebastiAn, Justice, Oliver, Gesaffelstein — aliás, o Dancing Astronaut que sacou que “The Death of EDM” é parecida demais com “Pursuit” — e outras pedradas da turma da Ed Banger Records circa 2013 [toda essa turma, aliás, super influenciada pelo Daft Punk], chamam isso de techno, porque avacalhar rótulos musicais é a especialidade dessa galera, e falam pro seu cliente, antes de encerrar a reunião e ir pra um puteiro de luxo fumar charutos e pagar lap dances: “esse é o briefing, David!”.

“Nos divertimos por um tempo, mas é hora de curtir um som novo — a EDM está morta, eu tive que matá-la”, diz a nova pérola de Guetta; uma regra de ouro da música comercial é ser o mais explícito possível

Essa é a música comercial em seu ponto mais alto: quando um time de empresários de um popstar se apropria do melhor que as pequenas cenas artísticas vêm fazendo há anos — lembram quando falei sobre cooptação? —, o remodela em uma versão esvaziada e empobrecida, vende como novidade e faz dinheiro como ninguém. E agora será a vez do techno — ou “techno” —, gênero mais vendido no Beatport nos últimos doze meses, ser tratado como uma pobre vaca na indústria do leite: estuprado periodicamente e com as tetas sugadas por máquinas até sangrar.

Abaixo, algumas músicas que provavelmente serviram como briefing pro “novo som” do Guetta e do Showtek: