Eli Iwasa assina trilha para desfile de estilista queridinho do mundo pop; confira!

A DJ, empresária e modelo abordou conceitos espirituais para a trilha da coleção “NO WAR”

Em um 2019 intenso, intercalando a administração dos clubes Caos e Club 88 com datas confirmadas em festivais importantes na América do Sul, Eli Iwasa está cada vez mais ligada ao mundo da moda. Já acostumada a posar para marcas como a Chaouiche e a assinar a trilha de desfiles de fashion designers como Lorenzo Merlino, agora a DJ de techno paulistana foi responsável pelo conceito sonoro da coleção verão 2020 de Diego Fávaro, que já assinou roupas de grandes nomes do mercado do entretenimento, como Anitta, Pabllo Vittar, Manu Gavassi e Karol Conka

Abordando o tema central da data limite de Chico Xavier, profecia de 1971 que previa a humanidade obtendo grandes avanços na ciência e tecnologia caso não entrasse em uma Terceira Guerra Mundial até o dia 20 de julho de 2019 (prazo que começou há 50 anos, quando o homem pisou na Lua), a coleção NO WAR colocou Eli Iwasa diante da oportunidade de pesquisar sons que pudessem demonstrar esse momento de ruptura versus esperança para a civilização, colocando ruídos de lançamentos de foguetes em meio à música eletrônica experimental — representada pela faixa “Foil”, do duo britânico Autechre.

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“A trilha partiu através de uma pesquisa inicial da Eli sobre sons que representariam esse momento universal. Elaboramos a base da trilha, um som contínuo que lembra sons binaurais, que têm o poder de curar partes do corpo. Para conseguirmos fechar a ideia com excelência, ela ainda adicionou sons antigos de lançamento de foguetes, sondas espaciais e coisas relacionadas, e fechou a música respeitando a identidade da marca”, contou Diego sobre o processo criativo com a DJ.   

Confira o desfile com a trilha de Eli, parte da 45ª Casa de Criadores, que rolou no último dia 05, na Praça das Artes, em São Paulo:

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DJs geriátricos: veja como seriam seus artistas favoritos na velhice

Selecionamos 45 expoentes do cenário nacional pra entrar na brincadeira do FaceApp

Sim, nós também entramos na onda do FaceApp pra conferir como ficariam alguns dos expoentes do cenário eletrônico brasileiro depois de o tempo agir sobre eles, as rugas aparecerem e os cabelos descolorirem.

Como alguns dos DJs já tinham compartilhado suas próprias fotos envelhecidos nas suas redes, usamos essas que já tinham sido criadas (divulgadas na legenda como “Reprodução”), enquanto criamos várias outras.

O desafio agora é tentar não rir:

BÔNUS: DJ André Marques na terceira idade mandando aquele ao vivo!

Foto: FaceApp/Phouse
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Protagonismo feminino, B2B ucraniano e drum’n’bass marcaram última abertura do Warung

Nastia e Daria Kolosova foram as grandes atrações da noite, que ainda teve Eli Iwasa, L_cio, Ney Faustini e YokoO

* Com a colaboração de Leonardo Smith
** Edição e revisão: Flávio Lerner

No último dia 21, o Warung Beach Club apresentou Eli Iwasa, L_cio, Ney Faustini, YokoO, Nastia e Daria Kolosova, que estreava no clube. Foi uma festa importante para mostrar a preocupação da casa com a ainda persistente — embora cada vez menor — desigualdade de gênero no cenário eletrônico, com Eli e as DJs ucranianas assumindo o comando da pista principal.

De início, no Garden, o paulistano Ney Faustini foi o encarregado para dar a largada, passando a pista para uma das atrações mais aguardadas da noite: o francês YokoO, DJ bastante querido pelo público do templo desde a sua estréia em 2017, no showcase do selo All Day I Dream. YokoO tem como suas principais características o deep house e o deep tech, sempre mostrando um alto nível de controle sobre a pista com tracks melódicas acompanhadas de drops dançantes, casando perfeitamente com o warmup que foi realizado.

Na sequência, L_cio apresentou um live act emocionante em seu retorno ao club, conduzindo a pista até o amanhecer e mostrando as infinitas possibilidades de criação que um live proporciona ao público. O músico passeou por vertentes do techno melódico e da house, além de apresentar brasilidade através de um de seus releases mais marcantes — o remix para o clássico “Construção”, de Chico Buarque.

Comando feminino no Inside

Segundo o IMS Business Report, até 2018, apenas 19% dos lineups dos grandes festivais foram compostos por DJs mulheres, o que comprova que ainda estamos bastante atrasados no que diz respeito ao equilíbrio de gênero nas importantes cabines mundiais. Esse dado nos ajuda a entender o quão especial foi essa festa no clube em Itajaí, em que somente mulheres foram encarregadas da missão de conduzir a pista principal durante toda a noite.

Iniciando os trabalhos do pistão com muito techno, a residente Eli, em mais uma de suas apresentações memoráveis, preparou o público para a estreante Daria Kolosova. A estreia de um DJ em um club como o Warung é sempre um momento ímpar. Em sua apresentação, Daria fez jus a toda confiança e expectativa colocada em cima dela. A artista teve duas horas para nos mostrar sua qualidade e bagagem musical, conduzindo a pista de forma eletrizante e nos fazendo entender o porquê de ter seu nome entre os grandes do leste europeu.

Daria Kolosova e Nastia mandando um B2B. Foto: Gustavo Remor/Reprodução

A cena ucraniana vem sendo transformada ao longo dos últimos anos, e poucos DJs fizeram tanto quanto Nastia e Daria para colocar o país no mapa do techno mundial. Recentemente essa união vem chamando muita atenção em apresentações em diversos países — e nessa noite, tivemos a oportunidade de presenciar um incrível B2B entre ambas.

Após a apresentação individual de Daria, Nastia se juntou nas mixagens para mais duas horas e meia de som junto de sua conterrânea. Diferentes estilos de techno intercalados com fortes tracks de electro e breakbeat trouxeram uma cadência impecável, com momentos frenéticos e dançantes.

Nastia, que se apresenta frequentemente no clube, mostrou estar totalmente conectada ao público da casa e à vontade para mostrar seu verdadeiro gosto musical. Assumindo sozinha a finaleira da festa, nos presenteou com mais de meia hora de um estilo nada convencional para aquele ambiente: jungle e drum’n’bass. Em seu Instagram, a DJ falou sobre o quão especial foi a sua decisão de finalizar seu set com essas diferentes vertentes que, aqui no Brasil, atualmente parecem esquecidas.

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“O Brasil tem seus próprios heróis do jungle/dnb, como a lenda DJ Marky e o selo Sambass, mas hoje em dia não existe uma cultura, e eu nem sei se existem festas ‘de jungle’ no país. De qualquer forma, eu acredito nesse tipo de som, porque ele traz apenas benefícios: alta energia e uma incrível produção dinâmica”, escreveu.

Nessa noite histórica para o Warung, reforçamos a importância das mulheres estarem sendo cada vez mais valorizadas e colocadas em seu devido espaço de destaque na cena — e também como é maravilhosa a abertura que o clube dá aos artistas de se expressarem verdadeiramente.

A oportunidade de receber um estilo musical diferente durante o nascer do sol da Praia Brava foi indescritível. Após uma noite de techno intenso, foram tocadas tracks com BPM reduzido e muita energia, levantando a pista, arrancando sorrisos do público e deixando essa noite registrada na nossa memória.

Leon Pureza é colaborador da Phouse.

Em loja de discos italiana, Eli Iwasa toca set alternativo em vinil; assista!

Brasileira recebeu convite para tocar na famosa Serendeepity, em Milão

O que um DJ mais gosta de fazer na Europa? Comprar discos, claro! Foi em uma dessas programações musicalmente turísticas, em Milão, na Itália, que a diva brasileira do techno Eli Iwasa recebeu um convite para tocar na loja Serendeepity, na tarde de quarta-feira.

Fundada por Nicola Mazzetti em 2009, exímio pesquisador musical que inclusive já tocou no Brasil, a Serendeepity ficou muito conhecida na Europa pela sua curadoria diversificada, com raridades musicais vindas de todos os continentes. Nessa loja, que regularmente apresenta sets em suas dependências, já tocaram artistas como Ellen Allien, Tom Trago e Kornel Korvács.

Uma curiosidade sobre esse encontro é que o convite não necessariamente aconteceu porque Nicola conhecia a Eli, e sim após a paulistana chegar no caixa da loja e chamar sua atenção. “Ele gostou dos discos que escolhi e falou: ‘muito legal o que você escolheu comprar, você não quer vir aqui fazer um set?’”, conta a DJ à Phouse.

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No dia seguinte, ela estava lá para participar do jogo tradicional da Serendeepity: escolher os vinis da loja e tocar na hora. “É desafiador, mas muito divertido escolher músicas as quais nem todas você conhece e fazer com que elas façam sentido no set e combinem, mesmo com diferenças no BPM”, lembra Eli.  

Pela riqueza de repertório que a Serendeepity possui, Eli preferiu abster-se do seu som usual de techno e house. “Não dava para ser um set normal, pois a loja tem muita coisa boa desconhecida. Eles têm uma seleção gigantesca de músicas ‘obscuras’ de muitos países, é muito foda”, acrescenta.

Sua seleção foi do electro ao experimental, do dark wave ao synthpop, envolvendo nomes como Cyrnai, Decadence, Silent Servant, Ivan Smagghe, Golden Filter, um disco falado da Lydia Lunch e uma faixa da compilação Alternative Funk, do selo alemão Platform 23. Há ainda músicas de produtores tailandeses, coreanos, japoneses e diversas outras nacionalidades variadas.

O set foi transmitido ao vivo na página da Serendeepity e você pode conferir logo abaixo: 

MIX THE PICKS #103 Eliana Iwasa

Posted by SERENDEEPITY on Wednesday, May 29, 2019

Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

Eli Iwasa é atração no maior festival de techno da Colômbia

Agenda internacional de 2019 da DJ começa com datas em Buenos Aires e Bogotá

Confirmada recentemente no lineup do DGTL São Paulo, Eli Iwasa vive momento especial na carreira. Depois de um 2018 repleto de importantes gigs internacionais — em cidades como Londres, Berlim, Amsterdã e Barcelona —, a DJ e cofundadora dos clubes Caos e Club 88 foi anunciada agora como atração do BAUM Festival, que vem sendo considerado nos últimos anos como o mais importante festival de techno da Colômbia.

Rolando anualmente desde 2015, o BAUM se prepara para realizar a sua maior edição até hoje. O rolê será no dia 18 de maio, em Bogotá, e Eli terá a companhia de grandes estrelas mundiais como Jeff Mills, RØDHÅD, The Black Madonna, Pachanga Boys, Mat.Joe, Steffi e Virginia.

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A “japa do techno” ainda toca em outra data sul-americana neste primeiro semestre: dia 17 de março no Zef Club, em Buenos Aires. “Recebo muitas mensagens de pessoas me perguntando quando vou tocar na Argentina e na Colômbia, e o ano começou com gigs confirmadas em Buenos Aires no Zef (onde vou passar meu aniversário!), e a tão desejada data em Bogotá no BAUM Festival — especialmente porque toco em uma pista com a curadoria da Nott, coletivo que promove o empoderamento feminino no país”, comentou, via assessoria de imprensa.

Antes de tudo isso, a Eli está confirmada na próxima abertura do seu Caos Club — hoje à noite, ao lado de nomes como HNQO (cuja entrevista conosco foi publicada ontem), Victor Ruiz e BLANCAh.

Adriatique, Kolombo, Life and Death, Gabe… Como será o 2º verão do Caos

Clube traz grandes atrações do underground global no começo de 2019

Depois de completar seu primeiro ano com Ben Klock, o Caos já está com a sua programação toda engatilhada para este verão. A primeira abertura rola já nesta sexta-feira, dia 18, quando o clube campineiro recebe Kolombo, Fran Bortolossi, Du Serena e Black Sun (projeto do DJ Salin, um dos sócios do Caos).

Uma semana depois, a casa traz a festa do importante selo italiano Life and Death, em sua primeira aventura em solo brasileiro. A noite será comandada pelo DJ Tennis (Itália), que também traz seus colegas de selo Red Axes (Israel) e Marvin & Guy (Itália); Eli Iwasa fará as honras da casa. No dia seguinte, a Life and Death leva seu showcase para o Warung (conforme você já tinha visto aqui).

Em 02 de fevereiro, o Caos será capitaneado pelo duo suíço Adriatique, em festa que ainda traz L_cio, a paulistana Linda Green e Maurício Lopes — que volta ao clube depois de ajudar a inaugura-lo, em dezembro de 2017.

Por fim, o popular DJ brasileiro Gabe é a grande atração do dia 22 de fevereiro. Queridinho de Campinas, o artista traz seu renomado projeto live, que permeia entre o techno e a house. Outros artistas ainda serão anunciados para a data.

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Alan Medeiros descreve sua primeira experiência na casa campineira, que recebeu o alemão como headliner para celebrar seu primeiro ano

* Edição e revisão: Flávio Lerner

A primeira sexta-feira de dezembro marcou o aniversário de um ano do Caos. Nesse primeiro ano de jornada, nomes como Laurent Garnier, Recondite, Guy J, Ryan Elliott, Efdemin e um timaço de artistas nacionais ajudaram a posicionar o club como um dos expoentes máximos do underground eletrônico nacional. Na linha de frente, Eli Iwasa e seus sócios não mediram esforços para colocar a cidade de Campinas na rota oficial dos principais artistas internacionais.

Quando confirmaram minha viagem, confesso que busquei não criar grandes expectativas, a fim de fazer a melhor observação possível da noite e dos acontecimentos. Sou um grande fã dos artistas do Berghain, mas até então tinha uma aptidão maior por outros residentes, apesar de admirar muito toda obra do Ben Klock, headliner da noite.

Ben Klock. Foto: Image Dealers/Reprodução

O que mais me chama atenção em seu perfil artístico é a regularidade frente a uma intensa tour mundial que ele já está envolvido há pelo menos uma década. A parte nacional do lineup também me chamou bastante atenção — isso porque estavam confirmados dois dos meus DJs preferidos no Brasil, Caio T e Eli Iwasa, além do Lucas Freire, reconhecido por amigos próximos e referências da cena como um precursor do hard techno no país.

Cheguei em Campinas à tarde, aproveitei o tempo livre no hotel para finalizar alguns trabalhos e encontrei o grande Andre Salata para um jantar antes da noite. Parti para o club um pouco mais tarde do que gostaria, o que me fez perder a primeira metade do set do Caio T, DJ parte do coletivo paulistano Gop Tun. O fim do sua apresentação estava bem melódico, com faixas que se confundiam entre as linhas da house e do techno — uma atmosfera de princípio de caos que, como o próprio nome já sugere, casou super bem com a noite.

Caio T. Foto: Image Dealers/Reprodução

Eli Iwasa entrou na sequência e mostrou por que a figura do DJ residente é tão importante para a construção do perfil sonoro de um club. Concentrada no momento e vivendo a pista do Caos de maneira intensa, Eli passeou por diferentes linhas do techno ao decorrer das suas duas horas e meia de set. Momentos de introspecção e melodia se alternaram com alguns picos de pressão de pista. Um set de quem é protagonista, mas com a devida construção de um ótimo warmup.

Com a entrega de Eli, Ben não precisou “recomeçar” a noite, contando uma história do zero. O DJ e produtor berlinense apenas deu a devida continuidade ao que estava sendo proposto; claro que com uma notável diferença que se dá por conta de seu estilo de discotecagem. Em pouco mais de quatro horas de set, Ben Klock mostrou por que é um dos grandes nomes da história contemporânea do techno — e olha que eu não gosto de usar esse tipo de clichê afirmativo, mas nesse caso se faz necessário.

Eli Iwasa. Foto: Image Dealers/Reprodução

Seu set pode ser dividido em momentos. Na primeira parte, ele preparou o terreno para o que viria a seguir, com intensidade, poucos breaks longos e um som mais limpo. Na sequência, vieram os efeitos, uma construção um pouco mais suja, breaks mais trabalhados e, novamente, pressão. A penúltima parte foi destinada a uma abordagem do techno bastante precisa e contundente, aquele estilo de faixas que você sabe que não é todo artista que consegue desenvolver. Já com o dia amanhecendo, ele tocou sua clássica “Subzero”, mixada com o vocal chiclete de “Freak Like Me”.

Antes de se despedir do público e já com os raios de sol na pista, Klock pisou no acelerador e entregou a melhor hora de sua apresentação — mental e vibrante, um closing perfeito para um set brilhante até ali. Era nítida a animação do artista com a pista que se construiu a sua frente. Lucas Freire assumiu a missão de dar números finais à noite, uma tarefa difícil após a excelente performance do alemão.

Lucas Freire. Foto: Image Dealers/Reprodução

Seu set iniciou com uma linha densa e criativa, com BPM acelerado e uma busca constante pela conexão com a pista. Acompanhei a fase inicial e resisti no dancefloor até que o cansaço me venceu. Saí do Caos com a sensação de ter pego uma das melhores pistas do ano, com sets bem executados, amigos na pista e aquele clima de coletividade que é tão importante para o desenvolvimento sustentável da cena.

Confira mais cliques da noite:

Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Dez DJs brasileiras figuram no Top 200 da DJane Mag

Confira a lista deste ano do ranking que surgiu como resposta feminina à DJ Mag

A DJane Mag, revista digital britânica que promove e nomeia as 200 Top DJs mulheres ao redor do mundo — em uma espécie de resposta feminina ao Top 100 da DJ Mag — soltou seu ranking de 2019. Os destaques foram anunciados no Instagram da marca neste que é o quinto ano da premiação, desde a sua criação, em 2014.

Na lista, além de nomes bem conhecidos como NERVO, Alison WonderlandNina Kraviz (as três primeiras colocadas, respectivamente), cinco nomes brazucas — alguns bem ranqueados — também entraram: Groove Delight subiu 12 posições em relação ao ano passado, aparecendo em 26º. A DJ ANNA escalou incríveis 43 posições, estrelando agora na 29º colocação, enquanto Devochka (32º), Fernanda Martins (61º) e Eli Iwasa (99º) fecham a lista das Top 100.

Na outra centena do ranking, o elenco de nomes femininos que representam a nossa bandeira continua com Samhara (139º), Any Mello (140º), Larissa Lahw (161º), BLANCAh (186º) e Joyce Muniz (196º).

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Algumas categorias individuais, como melhor performance, melhor faixa, melhor produtora e melhor agência também foram premiadas. Confira a lista:

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Também definida por votação popular, a classificação existe, principalmente, para mostrar ao mundo a força das DJs femininas, servindo também como impulso para que novos nomes apareçam na cena. 

A marca DJane Mag ganhou tanta notabilidade nos últimos anos que ultrapassou fronteiras. Hoje há, inclusive, uma edição brasileira da revista, que está com votação para o seu próprio Top 100 aberta até o dia 05 de dezembro.

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Eli Iwasa fará seu primeiro set “open to close” nesta sexta-feira

“Esta é a chance de ter todas as minhas versões em uma só noite.”

Sócia-fundadora e residente do Club 88, a Eli Iwasa já tem quase 20 anos de estrada, mas ainda assim sempre sobra uma espaço pra se fazer algo pela primeira vez. Nesta sexta-feira, 23, a DJ vai comandar sozinha a pista do próprio clube campineiro com um long set de sete horas, transitando por sons do passado e do presente, e gêneros que marcaram sua carreira, como disco, house e techno. Além de ser seu primeiro set “open to close”, este será o primeiro long set da Eli numa de suas próprias casas.

Segundo a assessoria de imprensa da Eli, fazer um long set desse tamanho na cidade que ela escolheu pra morar e onde fundou seus dois clubes estava nos planos há muito tempo e era um pedido de muitos fãs, mas estava difícil encontrar uma data neste ano. Agora, enfim, vai rolar.

“Como muita gente sabe, amo fazer long sets — e para alguém como eu, que é essencialmente uma DJ, esses sets permitem criar uma narrativa e contar um pouco de minha própria história musical”, conta Iwasa, em contato com a Phouse. “Alguns dos DJs que me inspiraram são justamente aqueles conhecidos por tocar muitas horas e criar verdadeiras jornadas sonoras. Fiz long sets de cinco, seis, sete, oito horas que foram bem marcantes na minha carreira: no Warung, no Club Vibe, no D-EDGE, e injustamente, nunca tinha feito em meus próprios clubs”, continua.

“Tava difícil de achar uma data neste ano, mas agora deu certo. ‘Open to close’ literalmente; de italo, electro, house, techno e tudo que me der na telha. Li algumas vezes na internet: ‘a Eli de warmup não é a Eli de closing’. Esta é a chance de ter todas as minhas versões em uma só noite. Vai ser bom demais compartilhar isso com o público em casa”, conclui a DJ.

Um ano de Caos com astro alemão

Irmão mais novo do Club 88, o Caos vai completar um ano de vida muito em breve. O headliner da festa, que será no dia 07 de dezembro, é um dos pesos-pesados do techno: o alemão Ben Klock. Além dele, os paulistas Caio T, Lucas Freire e, claro, a própria Eli Iwasa, fecham esse line especial.

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Celebrando a diversidade, casa recebe Modeselektor, Zegon e Mau Mau neste final de semana

* Edição e revisão: Flávio Lerner

É em um galpão industrial completamente reformado em Campinas que acontece uma vastidão de apresentações antes pouquíssimo prováveis de rolar na região. Desde sua inauguração, em dezembro, abrindo no máximo duas vezes por mês e rolando por longas horas, o Caos reverberou uma jornada sonora das mais recompensadoras, trazendo desde nomes majestosos como Laurent GarnierCarl CraigChris LiebingSpeedy J Marco Carola, até nomes de grande destaque na atualidade, como Nina KravizReconditeANNA e Nastia. Por falar em artistas imponentes, foi lá a apresentação única da alemã Ellen Allien no Brasil — fato que vai se repetir com o gigante Dixon, em outubro.

Tendo como filosofia a diversidade tanto de público quanto de som — você pode encontrar numa mesma noite tanto a disco music de Eric Duncan quanto o techno pulsante de Tijana T, por exemplo —, há projetos como a Wolf, voltada ao público LGBTQ+, e a Groove Urbano, que fomenta o hip hop, ambos com histórico de eventos no Club 88 (do mesmo grupo que criou o Caos). Por esses eventos passam expoentes fora do circuito usual, entre eles Linn da QuebradaEmicida e Gabriel o Pensador.

Voltando aos beats eletrônicos, até mesmo Fisher, febre mundial da cena tech house mais comercial, apresentou-se no club na última semana, em uma noite explosiva em parceria com a festa paulistana Michael Deep.

Caos
Caos, em sua inauguração com Carl Craig, em dezembro de 2017. (Foto: Bill Ranier/Divulgação)

A próxima loucura que o Caos vai aprontar está logo aí, na madrugada de sexta para sábado: um after com ModeselektorZegon e Mau Mau, a partir das 04h. Pode ser maluco para alguns unir o poderoso e eclético duo alemão a um difusor da bass music e um pioneiro do techno brasileiro na mesma noite (tudo isso logo depois de uma festa de hip hop), mas não é maluquice para o Caos — e certamente não para sua sócia-fundadora Eli Iwasa.

É com ela que conversamos agora, para que nos ajude a entender o porquê de o Caos ter se tornado um projeto tão único e tão importante para o interior de SP em menos de um ano, além de explorar um pouco a proposta da casa através de sua visão e experiência de duas décadas no cenário eletrônico.

Caos
Eli Iwasa na cabine do Caos, que possui um amplo espaço ao redor do DJ. (Foto: Reprodução/Facebook)

Eli, o lineup do after que vai rolar no próximo sábado é curioso, e parece ser bem especial: Zegon, que é conhecido na cena bass; Modeselektor, duo gringo muito querido por quebrar barreiras de estilos musicais; e por fim, Mau Mau, deuso do techno que vem com um set de clássicos. Como e por que o lineup foi montado assim?

O Modeselektor é conhecido por não se prender a rótulos, por sua imprevisibilidade, então por que também não fazer algo fora do óbvio? Tanto o Zegon quanto o Mau Mau são artistas com uma baita bagagem musical, e pedi para cada um deles que fizesse um set especial para que pudessem mostrar um pouco a mais de suas próprias histórias.

O Zegon, além de ter sido DJ do Planet Hemp, faz parte do N.A.S.A. e do Tropkillaz, então pode ir do hip hop ao eletrônico, e tudo mais no meio, com a maior facilidade. Quando fechei o Modeselektor, a primeira pessoa que pensei em chamar para fechar a festa foi o Mau, fazendo um set de clássicos. Ele, que ajudou a construir tudo isso que temos agora, que tem um papel fundamental no desenvolvimento da música eletrônica no Brasil, e que também é figura central da minha própria história na cena, não poderia ficar de fora.

Em sua comunicação, o Caos deixa claros seus princípios de inclusão, posicionando-se contra preconceitos e barreiras sociais, convergindo diversos públicos. Como isso se traduz nos lineups da casa?

Quando começamos a pensar no que gostaríamos no Caos, resgatamos a ideia de como eram os clubs importantes em nossa formação, como o Lov.e e o Kraft. Uma das coisas mais significativas daquela época era justamente a mistura de públicos: o “playboy” e o “mano”, as “bees”, as trans, a turma do som e os que caíam de paraquedas, encarando seus próprios preconceitos e aprendendo na democracia que uma pista de dança deveria ser.

Aqui nem todo lugar é assim. O que parece absurdo pra muita gente é uma realidade na região. E queríamos reunir os amigos e clientes de universos backgrounds diferentes num só lugar. É um processo de aprendizado constante e um desafio também, porque Campinas ainda é uma cidade bem conservadora em muitos sentidos. 

Caos
“Sem sexismo, sem racismo, sem capacitismo, sem ageísmo, sem homofobia, sem gordofobia, sem transfobia, sem ódio”, diz banner instalado perto da porta. (Foto: Reprodução/Facebook)

Durante a fase embrionária do projeto, já havia a expectativa de reconhecimento em tão pouco tempo?

Nunca! Nem nos meus sonhos mais loucos (risos)!

O que tem por trás do trabalho de curadoria que o público em geral não vê?

Um grande desafio é alinhar a visão de uma casa noturna com o momento do mercado e com o que o seu público espera, e não deixar seu propósito se perder diante de todas as mudanças que a cena e seu próprio club sofrem ao longo dos anos. Lidamos com muita coisa no Brasil: alta do dólar, uma carga tributária gigantesca, a falta de apoio dos órgãos oficiais, e a toda hora precisamos nos lembrar por que escolhemos ter um club, pois nem sempre é fácil.

Tem muita festa acontecendo, a concorrência é grande e isso faz com que muitas agências de talentos acabem pedindo ofertas inviáveis ao produtor brasileiro. Ao mesmo tempo, estamos sofrendo com esse momento econômico e político no país, o que refletiu no ticket médio e na frequência com que as pessoas saem — muita gente gasta com cautela e escolhe uma festa no mês em vez de sair todas as semanas.

Do nosso lado, existe um cuidado ainda maior na hora de investir em um artista internacional, o esforço de não bater datas com outros eventos, e tudo isso reflete na curadoria: ora você se arrisca mais artisticamente, ora você toma decisões de resultados mais certeiros. 

A agência Muto é responsável pela comunicação audiovisual do Caos, trazendo vídeos conceituais a cada edição.

Então pra escolher os artistas, nem sempre a paixão fala mais alto?

Nossas decisões são bem emocionais. Pensamos muito na experiência e nos momentos que podemos proporcionar através dos clubs. Não é exatamente a maneira certa de gerir um negócio (risos), mas é a maneira que é certa para nós. Sempre fomos assim, muito intuitivos, com a paixão falando alto.

A experiência também permite que tomemos decisões certas mesmo sem fazer muitas contas, porque com o tempo você aprende o que funciona e o que não, quais dias são melhores para seu club… Muito importante falar também que manter-se atualizado com o que acontece na cena é fundamental; o público se renova constante e rapidamente, assim como estilos musicais e artistas.

Imagino que várias datas do Caos foram lindas e que seja difícil fazer uma escolha, mas em qual delas você realmente sentiu uma sinergia perfeita entre o lineup, a resposta do público, a conexão entre os artistas, e pensou: “o resultado está literalmente do jeito que imaginei”?

A inauguração do Caos fez muita gente chorar entre toda a equipe e público, porque sentimos que algo muito significativo estava acontecendo ali. Já sobre a noite com Laurent Garnier, pessoalmente, queria há anos booká-lo para algum dos meus clubs em Campinas, mas nunca sentia que era a hora. Quando abrimos, sabia que estávamos prontos para recebê-lo aqui, da maneira que ele merece.

Eu nunca vou esquecer o momento em que o Laurent entrou na cabine e o Toca, um dos meus sócios, veio até mim, super emocionado, porque só a gente sabe o tanto de dedicação que foi preciso para chegarmos ali e abrirmos a casa. A ficha caiu que tudo que vivemos e aprendemos nos trouxeram até aquele momento, com todos nós colocando nosso potencial em prática para fazer o Caos ser uma realidade.

Caos
O Caos é realmente para todos… Até mesmo pra Paçoca, filha da Eli Iwasa. (Foto: Reprodução/Facebook)

Como você enxerga a noite de Campinas em relação ao cenário nacional atualmente?

Vejo que o Caos e o Club 88, junto com o Laroc, que são nossos amigos e fazem um trabalho incrível, estão realmente fomentando a cena da região e a transformando em um destino para quem gosta de música eletrônica. Sempre existiu o fluxo de público de Campinas para São Paulo, e hoje, finalmente, existe também o fluxo de São Paulo, cidades ao redor, Sul de Minas para esses clubs.

Vale lembrar que esse trabalho não é de hoje. O interior de SP sempre contou com clubs muitos importantes, como Kraft e Anzu, além de festivais como Kaballah, Tribe e XXXPERIENCE, que realizam seus eventos por aqui.

Pra fechar, o que é um bom curador pra você?

Um bom curador é aquele capaz de traduzir a visão de um club ou evento através da música, dos artistas e das experiências que compartilha e proporciona.

Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

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Ney Faustini: “Estude música, mais do que você já estuda”

Eli Iwasa lança mix para série com ex-alunos da Red Bull Music Academy

Austro Music lança coletânea de house e techno produzidos por mulheres

Disco integra a campanha “La Femme”, criada para dar visibilidade às artistas do cenário

Depois de curar playlists voltadas à DJs e produtoras da cena nacional, o projeto “La Femme”, da Austro Music/Som Livre, enfim pintou com a sua primeira coletânea. Chamado Austro Selections – La Femme, o VA traz 18 faixas inéditas, com ênfase no techno e tech house. Entre as artistas selecionadas, temos nomes como Aninha, Ellie K, Badsista, Nana Torres, Jessica Tribst, Flow & Zeo, Ania Taop e Bleeping Sauce (projeto formado por Eli Iwasa com Marco A.S.).

A curadoria foi feita pela equipe da Austro, em conjunto com as embaixadoras do La Femme: Amanda Chang, Marian Flow (do Flow & Zeo), Paula Miranda, Melissa Piper e Grazi Largura.

A Gerente de Comunicação da Som Livre, Fernanda Bas, falou sobre o assunto por meio da assessoria da label. “Queremos nos aproximar das produtoras brasileiras e estimular um maior engajamento feminino na música eletrônica. O objetivo é que o Austro se torne uma plataforma de apoio e divulgação para aquelas que buscam espaço. […] Enxergamos essa necessidade de incentivo à cena feminina e resolvemos atuar de forma direta por meio da La Femme”, explica.

A iniciativa, portanto, surge também como uma nova oportunidade para se discutir a participação e inclusão da mulher no cenário da dance music — tema bastante recorrente nos últimos anos, e que vem ganhando cada vez mais atenção. A label promete para 16 de agosto, em seu canal do YouTube, dar sequência à campanha com o lançamento de vídeos que trazem “papos entre mulheres que estejam envolvidas na música eletrônica e engajadas na pauta do empoderamento feminino”.

Confira a tracklist:

1. Elementais – Ania Taop
2. Rotation – Aninha
3. Moody – Antonela Giampietro
4. Ritual – Badsista
5. Sunday Monday – Bleeping Sauce
6. Thunderstorm – Brenda Sayuri
7. Let It Go – Caperooza
8. Allure For Chaos – Carla Cimino
9. Right Here – Ella Whatt
10. 03P Hotel – Ellie Ka
11. Banality Of Evil – Érica
12. Live For Life – Flow & Zeo feat. Mari-Anna
13. Rainbow Rain – Jessica Tribst
14. Spectro – Morganna, Marcal
15. Feel The Beat – Nana Torres
16. Love Fades Away – Raami
17. Criação – Rose Aloy
18. The Waver – Uncloak

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Reconhecimento gringo: DJs brasileiras vão tocar em importante noite de techno no ADE

Evento é produzido pelo selo Ipso, de Kölsch, e pelo selo holandês straf_werk
* Atualizado em 20/07/2018, às 11h44

O DJ Kölsch e a label holandesa straf_werk estão no comando de uma das baladas mais esperadas do circuito do ADE neste ano. Chamada “straf_werk x Kölsch presents Ipso”, a festa traz uma grande novidade para os brasileiros: a presença das nossas DJs ANNA e Eli Iwasa no lineup, o que evidencia o crescimento da representatividade brasileira na cena internacional.

O Amsterdam Dance Event é a semana mais importante da dance music mundial, e já recebeu muitos artistas do Brasil. Muitos costumam tocar em festas de labels nacionais, como Warung e D-EDGE, e alguns poucos já conquistaram seu lugar ao sol em showcases e festivais de marcas gringas, como L_cio e Gui Boratto pela Kompakt, por exemplo. Esta, no entanto, é a primeira vez que artistas brasileiros são chamados para um evento da Ipso (label de Kölsch) e da straf_werk no ADE — a ANNA já tocou em noites do selo holandês, mas em outros países.

“Senti uma alegria tremenda, e também bateu o sentimento de responsabilidade, a vontade de entregar um baita set. O straf_werk é um dos selos do grupo que também organiza o DGTL — onde toquei em 2017, na edição de SP —, e sou muito grata a todas pessoas envolvidas em fazer isto acontecer”, comentou Eli, em contato com a Phouse, sem deixar de destacar a evolução da cena brazuca no mundo. “A produção musical e a cena no Brasil amadureceram muito, e isso reflete no mercado internacional. Sempre tivemos grandes talentos por aqui, e naturalmente, os artistas nacionais começaram a ganhar mais e mais espaço, tanto na Europa quanto nos EUA”, acrescentou.

Não é a primeira vez que elas tocam na gringa, entretanto. Residente de Barcelona já há alguns anos, ANNA tem a maior parte de seu campo de atuação centralizado na Europa. Já a Eli acaba de voltar de mais uma temporada no continente, onde tocou em clubs importantes do techno mundial, como Egg, em Londres, Watergate, em Berlim, e na Pacha de Barcelona, em uma turnê de showcases do Warung — clube em que ela se tornou residente recentemente.

Além das duas e de um super set de Kölsch, a noite ainda conta com um grande time de astros do techno: Tiga, Recondite num B2B com Marcus Worgull, Denis Horvat e Bas Dobbelaer. A “Straf_Werk x Kölsch presents Ipso” está marcada para 19 de outubro, no Centro de Convenções De Kromhouthal, em Amsterdã. Os ingressos já estão disponíveis a partir de €27,50.

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Warung anuncia BLANCAh e Eli Iwasa como residentes

Com referência à mitologia grega, Binaryh lança novo EP

Disco foi inspirado no deus dos ventos

O duo brasileiro de techno etéreo Binaryh lançou nessa segunda-feira seu mais novo disco pela Steyoyoke Black. Batizado a partir de Éolo, o deus dos ventos na mitologia grega, o quarto EP de originais da dupla formada por Camila e Rene traz duas faixas que fazem referência aos ventos Norte e Sul: “Bóreas” e “Noto”.

Rene contou à Phouse que o conceito para o novo trabalho surgiu em uma experiência na casa da BLANCAh, grande parceira da dupla, em Florianópolis. “No segundo semestre de 2017, eu e a Camila já tínhamos decidido mudar um pouco os temas dos nossos EPs, e falei pra ela que queria trabalhar com a mitologia grega. Na mesma época, passei uma semana na casa da BLANCAh, pra gente trocar ideias em estúdio. No final de semana ela viajou pra tocar e eu fiquei sozinho produzindo a música que seria a ‘Noto’. Uma hora, começou uma ventania muito forte e o mar ficou muito agitado por horas. No dia seguinte, a BLANCAh voltou e eu perguntei pra ela o que era aquilo tudo. Ela, rindo, respondeu: ‘É o Vento Sul, você nunca ouviu falar?’.”

O produtor também comentou sobre a felicidade em ter a música tocada por Eli Iwasa na festa de aniversário do Warung, e reconhecida por uma fã. “Nós fomos reconhecidos por nossa música, e definitivamente, não há reconhecimento maior e melhor que este!”

Escute Éolo:

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Parceria entre Levels e Colours traz novamente o Warung para o Rio Grande do Sul

Evento rola neste sábado, em Caxias do Sul

* Por Manoel Cirilo

O Rio Grande do Sul já conquistou seu espaço em meio ao cenário eletrônico nacional. A notoriedade do Estado nesse mercado vem crescendo cada vez mais, e o crédito deve ser concedido aos DJs, clubes e festas que se esforçam continuamente para esse fim. Um grande exemplo é a Levels, festa de Porto Alegre que atualmente figura entre os principais players do país.

Outro grande nome na cena gaúcha é a itinerante Colours, que já soma seis anos de estrada. Criada pela vontade de propor algo inovador, a festa tem uma pegada conceitual e já recebeu performances de nomes de peso. Juntas, Levels e Colours são responsáveis por levar o Warung Tour, projeto itinerante do Warung Beach Club, para o Rio Grande do Sul.

+ Eli Iwasa e Du Serena falam sobre o Warung Tour Campinas

A parceria iniciou em 2017, com a primeira edição em Porto Alegre. O sucesso foi tanto que pouco tempo depois as duas marcas se juntaram de novo para levar o selo Warung ao litoral gaúcho, com uma festa em Atlântida, em janeiro deste ano. E, como já era esperado, Levels e Colours agora mais uma vez somam forças para realizar a terceira edição no RS — desta vez, o cenário é a Serra Gaúcha.

A nova edição da Warung Tour no Rio Grande do Sul acontecerá neste sábado, dia 30, no Jockey Clube de Caxias do Sul (mesmo local em que a Colours tem realizado seu festival). Para o lineup, foram escalados Junior_C, Leozinho, BLANCAh e Eli Iwasa — os três últimos são residentes do Templo. Fecham esse time de peso o residente da Colours, Fran Bortolossi, e o residente da Levels, DBeat.

Ney Faustini: “Estude música, mais do que você já estuda”

Às vésperas de tocar no Caos, Ney Faustini fala sobre presente, passado e futuro
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Pesquisador musical ávido, discotecário premiado e produtor aclamado por nomes que vão de Ben Sims a Rainer TrübyNey Faustini é um cara habituado a seguir o fluxo do que manda seu coração em quaisquer etapas de sua vida. Como DJ, começou na cena de drum’n’bass. Antes disso, já participava de campeonatos de Kart, paixão herdada do seu pai, piloto da Stock Car nos anos 80 e 90.

As corridas continuam até hoje, mas isso nunca o impediu de curtir e absorver tudo o que a música eletrônica tem a oferecer, fosse nos anos 2000, com os eventos memoráveis como Skol Beats e clubs mitológicos como o Lov.e e o Overnight — fez parte da história destes dois últimos nas cabines, inclusive —, seja como um dos DJs e produtores mais experientes e musicalmente vorazes da atualidade. Hoje costuma carimbar sua presença tanto nos principais clubs atuais brasileiros, como o D-EDGE, onde realiza uma residência muito benquista, quanto em turnês no exterior.

Em uma conversa inspirada e pautada em aspectos do passado, presente e futuro, batemos um papo com o DJ paulistano às vésperas de sua apresentação no Caos, club de Campinas onde vai se apresentar durante três horas nesta sexta-feira, dia 15 de junho, ao lado de Chris Liebing e Victor Ruiz

No maior estilo “somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos”, você se lembra de pessoas, momentos, gestos, crenças ou cenas específicas do seu passado que ficam até hoje marcadas na sua memória como turning points para o desenvolvimento do Ney Faustini como o profissional que conhecemos hoje?

Posso dizer que vivi muitas experiências, algumas boas e outras nem tanto, que me influenciaram diretamente na minha formação como artista nesses quase 20 anos de discotecagem. Falando pelo lado bom, experiências de pista, entre festas, clubs e festivais, são sempre especiais. Lembro bem da primeira vez que ouvi o DJ Marky tocando em uma rave no interior de São Paulo, ainda antes da residência dele no Lov.e, e como aquilo me influenciou a querer tocar drum’n’bass. Da primeira edição do Skol Beats, em 2000, que foi o primeiro festival de música eletrônica que frequentei, e onde pude ouvir vários dos DJs que eu já acompanhava. Das primeiras vezes que vi o Laurent Garnier se apresentando em São Paulo. Dos inúmeros DJs e live acts que pude presenciar nos clubs que mais frequentei na vida, D-EDGE e Lov.e. Sem querer ser nostálgico demais, o meu conceito do “ser DJ” teve base nessa época, final dos 90 e início dos 2000.

Profissionalmente, algumas ocasiões estão marcadas na memória como se tivessem acontecido ontem: minha primeira vez tocando no Lov.e em 2001, abrindo a noite pro Marky; a primeira gig na Freak Chic em 2010, no D-EDGE; a apresentação no primeiro Boiler Room no Brasil, em 2013; mais recentemente, tocar pela primeira vez no Rock in Rio no palco Eletronica, e abrir o palco do Dekmantel em São Paulo, no mesmo dia em que o Jeff Mills o fechou, foram experências fantásticas. Saindo um pouco da discotecagem, lançar meu primeiro disco em vinil, o Sleepless, em 2012 pela Foul & Sunk, foi um divisor de águas pro meu amadurecimento como produtor. Uma lembrança puxa a outra, mas essas foram as primeiras que vieram à cabeça.

A maturidade é algo natural na vida de qualquer pessoa — ainda bem! Como artista, qual o conselho essencial que você daria para o Faustini de uns 20 anos atrás e por quê? 

Eu diria “estude música, mais do que você já estuda”. Eu sempre tive muito prazer em pesquisar, frequentar lojas de disco, descobrir músicas e artistas novos, independentemente de estilos. Esse sempre foi meu foco como apreciador de música, além de DJ. Porém, mesmo começando a produzir, lá por 2009, eu nunca tive uma real formação musical e não me aprofundei no estudo de nenhum instrumento. O que eu sempre tive comigo era o que eu gostava de escutar, meu repertório, e dali eu buscava minha inspiração pra produzir. Estudar a música mais profundamente, mergulhando ainda mais na parte teórica, além de toda diversidade cultural e histórica, é algo que venho fazendo mais recentemente e gostaria de ter feito antes.

“Sinto falta do tempo em que as pessoas se preocupavam mais em aproveitar o momento do que ficar registrando tudo no celular.”

Você é considerado um DJ mais próximo das sonoridades da house music, mas pra esta sexta você foi escalado para um lineup mais techno, ao lado de Chris Liebing e Victor Ruiz. É possível que com esse “empurrãozinho” veremos um lado musical seu ainda mais amplo em Campinas?

Eu naturalmente tenho uma preparação muito particular pra cada situação, e nesta noite não será diferente. Eu evito me rotular e, dentro do possível, gosto sempre de variar, especialmente em sets mais longos. Mas também gosto desses casos, em que existe um foco mais específico. E afinal, Detroit é uma das minhas maiores influências musicais, então a expectativa em abrir uma noite mais voltada ao techno com um set de três horas é enorme. Estou separando várias músicas especialmente pra esta ocasião.

Explorando um pouco mais este seu lado “techneiro”, conta pra gente quais foram as descobertas mais incríveis deste gênero que você realizou ultimamente? 

Além das referências de Detroit e Berlim, tenho escutado também muitos artistas e gravadoras holandesas, francesas, suecas… A Delsin sempre foi uma das minhas gravadoras favoritas e segue firme numa extensa agenda de lançamentos com velhos e novos artistas, assim como a também holandesa Clone. Taapion é um selo mais jovem e que apresentou um time francês de produtores que gosto muito, encabeçado pelo Shlømo. De uma maneira geral, estou sempre acompanhando gravadoras como Echocord, ESHU, ARTS, Tikita, Ilian Tape, Curle, Mistress, Suchitech, The Corner, Non Series, Skudge, entre tantos outros.

Foto: Divulgação

É difícil barrar a energia da noite de SP. Aliás, do dia também. Mas quais são as outras cidades brasileiras onde você já tocou e sentiu também uma energia singular no público ou na forma como consomem cultura e arte?

Os três estados do Sul estão com festas e projetos muito consolidados, mas acho que tenho uma relação mais próxima com Floripa, por conta da minha residência na Troop, e é sempre incrível tocar por lá. O que me impressiona no Sul, além do que rola nas capitais, é o interesse de um público cada vez maior por música eletrônica underground em cidades do interior.

Momento nostalgia: sua bagagem data desde o fim dos anos 80. Você fez parte de momentos históricos do cenário. De quais características da cena clássica você mais sente falta hoje? 

Eu tento não ser tão saudoso com situações e cenários de antigamente, porque dentro das inúmeras opções que existem de festas hoje, sempre dá pra achar alguma com a qual você se identifique. Dito isso, sinto falta do tempo em que as pessoas se preocupavam mais em aproveitar o momento do que ficar registrando tudo no celular. Nada contra fazer pequenos registros, eu gosto de relembrar alguns momentos também, mas rola um exagero hoje em dia.

“Temos que aproveitar as facilidades que o mundo moderno oferece à profissão, mas não se atinge um trabalho sólido e autêntico através de atalhos.”

Muitos DJs chegam ao sucesso de repente, às vezes já perto de um auge que pode acabar igualmente rápido. Mas você é de uma geração em que a maioria segue uma curva longa até um reconhecimento mais sólido. Que aspectos de uma longa carreira você acha impossíveis de serem adquiridos por DJs “fast-food”, e que realmente fazem falta para um artista? 

A quantidade de “novos DJs” que entram na profissão por motivos não tão musicais cresceu bastante de uns anos pra cá. Gente em busca de sucesso rápido e que nunca teve real interesse pela música e pela arte em si. Ser DJ exige alguns sacrifícios e muito amor, algo que vai bem além das ferramentas de marketing e redes sociais. Vi muita gente da minha geração, e da anterior também, abrindo mão de muita coisa na vida pra poder comprar vinil e equipamentos. Temos que aproveitar as facilidades que o mundo moderno oferece à profissão, mas não se atinge um trabalho sólido e autêntico através de atalhos, e acho que isso vale pra tudo na vida. Repertório e feeling de pista, por exemplo, são aprendizados longos e continuos, só pra citar dois aspectos essenciais.

Passarinhos me contaram que você tem algumas novidades pro futuro próximo, de internacionalidades ao vinil. Confirma pra gente?

Neste ano quero dar um foco maior aos meus trabalhos autorais, já que acabei fazendo mais remixes nos últimos três anos. O último que terminei, pro japonês Tominori Hosoya, deve sair em agosto pela Bucketround, gravadora espanhola de deep house que lança apenas vinil. Incluo nessa fase atual de trabalhos novas colaborações com meus amigos do Fractal Mood e com o sueco Sean Dixon. Pro segundo semestre também estou planejando uma tour em algumas cidades da Europa.

Foto: Divulgação

Uma cor, um filme, um movimento, um sentimento, uma ação, uma reação… O que mais pode te inspirar além do som?

Cidades são sempre inspiradoras, e essa relação de amor e ódio com São Paulo é uma influência constante. Em 2011 decidi passar dois meses em Berlim só pra experimentar a sensação de viver uma rotina, ou a falta dela, por lá. Eu tento sempre absorver um pouco de cada lugar que eu vou, a trabalho ou a passeio. Se tiver arte, museus pra visitar e lugares históricos, melhor ainda. Situações mais extremas de sentimento, de felicidade ou tristeza, também são muito inspiradoras.

Você já tocou algumas vezes no Club 88, mas será a primeira vez no Caosdos mesmos sócios. E estreia logo em, como já foi dito, noite grande de techno. Quais são as suas expectativas para o dia 15 de junho?

Toquei uma vez no Club 88, quatro anos atrás. Conheço a Eli Iwasa desde os tempos do Lov.e Club, e vinha acompanhando toda a montagem do Caos com a expectativa de que seria um club pra se tornar referência no interior de São Paulo. Vi fotos e vídeos de algumas das festas que rolaram nos últimos meses, e já deu pra sentir um pouco de como é a atmosfera por lá. O Chris Liebing é uma lenda, e imagino que vá rolar uma peregrinação partindo de várias cidades pra essa noite. Nada como experimentar a sensação de tocar em lugar novo com a casa cheia, e pegando essa energia de começo de festa. A ansiedade é enorme!

* Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

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Warung anuncia BLANCAh e Eli Iwasa como novas residentes

Artistas entram oficialmente para o time do clube de Itajaí

Numa tacada só, o Warung Beach Club anunciou nessa noite de segunda-feira duas das maiores artistas da cena techno no Brasil como suas novas residentes: BLANCAh e Eli Iwasa. A periodicidade das apresentações não será exata, mas as artistas devem se apresentar no clube da Praia Brava a cada dois meses, em média.

Apresentando-se normalmente no formato live, a catarinense BLANCAh, que costuma trazer seu techno etéreo e introspectivo em suas apresentações, estará em casa. Como declarou recentemente à Phouse, a artista vem ensaiando uma nova fase em suas produções, em que almeja atingir uma maior funcionalidade nas pistas de dança.

Já a paulista Eli Iwasa inaugurou em dezembro seu novo reduto underground em Campinas: o Caos, que se junta ao Club 88 como mais um clube sob a direção da “japa do techno”. Em abril, a Eli lançou mix para a Red Bull Music Academy, em série especial que celebra os 20 anos de uma das academias de música mais conceituadas do mundo.

“Fiz minha estreia no Warung em 16 de fevereiro de 2015. Faz três anos, mas parece muito mais. Tenho uma história bem intensa de muita proximidade com a casa desde então”, declarou Eli em contato com a Phouse. “Nunca vou me esquecer do meu nervosismo nesse dia. Parecia que era a primeira vez que eu estava tocando. Quando coloquei as primeiras músicas, minhas mãos estavam super trêmulas — e eu não tinha isso há muito tempo. Acho que o Warung causa isso com quem se apresenta ali. Você sente uma responsabilidade muito grande, até porque o público é bem exigente.”

O staff do Warung informou à Phouse que passará mais detalhes sobre as residências em comunicado oficial.

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BRMC anuncia novas atividades para décima edição

Novos painéis, workshops, palestras e Q&As foram anunciados

A organização do BRMC anunciou hoje (24) novos painéis, workshops, palestras e Q&As (perguntas e respostas) para sua décima edição, que rola agora no começo de maio, no Unibes Cultural.

São 17 novas atividades anunciadas, trazendo nomes como Marcos Valle, DJ Meme, Gabe, Andre Salata, ILLUSIONIZE, Renato Ratier, Caio Taborda, DJ Mau Mau e Anderson Noise, Mario Sergio Albuquerque, Eli Iwasa, Roland Leesker, Luis Gustavo Zagonel, Erick Dias, Du Serena, João Brasil, Amanda Chang, DJ Tahira, Omulu e Bad$ista.

+ Brazil Music Conference divulga alguns dos big names para maio 

Todas as atividades fazem parte de um dos seis macrotemas: Trending Topics, ShowBusiness, Art in Sound, SOMOS Latinoamerica, Future Forum e Music+Brands. 

Confira o texto na íntegra, publicado na página do BRMC:

Q&A MARCOS VALLE | ART IN SOUND

Muito mais do que um músico reconhecido pelo estilo único, hoje ele é referência para rappers como Jay-Z e Kanye West, sendo possivelmente uma das maiores lendas vivas da música brasileira. Conheça mais sobre esta figura emblemática em um Q&A exclusivo, feito pelo amigo e parceiro de estúdio, DJ Memê.

Com Marcos Valle e DJ Memê 

DA IDEIA À CAIXA DE SOM: A ANATOMIA DE UMA MÚSICA | ART IN SOUND

Alguns dos mais respeitados produtores de diferentes gerações da música eletrônica brasileira discutem os desafios técnicos e criativos que enfrentam no estúdio.

Com os DJs/produtores Gabe, André Salata e Antonio Eudi

DORES DO CRESCIMENTO | SHOW BUSINESS

Quais os principais desafios enfrentados para transformar uma ideia em um evento de sucesso? O que fazer quando as coisas dão errado? Essas e outras perguntas serão respondidas pelas pessoas por trás de alguns dos principais cases do mercado brasileiro.

Com Jeje (produtor Tribaltech), Juliana Cavalcanti, Caio Taborda (DJ e produtor Gop Tun), Victor Senedesi (Tântsa)

DISTRIBUIÇÃO DIGITAL INDEPENDENTE | TRENDING TOPICS

Muitos artistas ainda se consideram reféns das gravadoras e não conhecem as possibilidades de distribuição digital independente, assim como as melhores práticas para promover sua música por conta própria. Entenda como é possível alcançar sucesso sem abrir mão de grande porcentagem de sua carreira.

Com Brunno Constante (One RPM), André Dazzo, Marcos Chomen (CD Baby) e Maurício Bussab 

ANDERSON NOISE X DJ MAU MAU | ART IN SOUND

Quando dois gigantes da cena eletrônica completam 30 Anos de carreira, é melhor ficar de ouvidos e olhos atentos! Saiba tudo sobre o tour especial que se chamará 30/30.

Com DJ Mau Mau e Anderson Noise

IN THE CLUB! | SHOW BUSINESS

O tempo passa, a cena muda, e os clubs do Brasil continuam dando muito pano pra manga – ou pra pista! Mas como fazer um negócio ligado ao “Nightlife” prosperar e se tornar algo sustentável nos dias de hoje?

Com Mario Sergio Albuquerque (Laroc – Valinhos), Eli Iwasa (Caos – Campinas), Angelo Leuzzi (Amore – SP) e Leo Ziller (Hangar 677 – BH)

COCADA: LEVANDO A NOSSA MÚSICA PARA O MUNDO | MUSIC+BRANDS

Conheça a Cocada, uma iniciativa criada para impulsionar talentos da música eletrônica da América do Sul com o objetivo de conectar artistas, DJs produtores através das mais diferentes plataformas.

Com Roland Leesker e Matt de Plessis (Get Physical Music), Hauy (DJ/produtor)

CRIA DA CASA – FESTIVAIS DO BRASIL | SHOW BUSINESS

A frase do futebol “Craque se faz em casa” hoje também pode ser aplicada no mundo dos festivais pelo Brasil, selecionamos um time de festivais brasileiros para explicar este fenômeno que apesar da crise econômica se mantem firme e forte.

Com Luis Gustavo  Zagonel (Warung Day Festival), Erick Dias (Xxxperience), Jeje (Tribaltech), Du Serena (Tribe) e Guga Trevisani (Kaballah)

DEDICAÇÃO E ADMIRAÇÃO, O QUANTO É IMPORTANTE TER FÃS? | TRENDING TOPICS

Algumas artistas trabalham muito para conquistar o seu público, quais são os caminhos e obstáculos e serem percorridos e como transformar esta relação em algo especial.

Com os DJs/produtores João Brasil, Illusionize e CIC, Guigo Monfrinato (Analista de Marketing) e Carlla Bastos (Diretora Artística) 

A ARTE DO MARKETING | MUSIC+BRANDS

O marketing de um produto criativo, como a música, é o mesmo que o marketing de uma marca de consumidor? O que as agências de publicidade podem aprender com as gravadoras e o que as gravadoras podem aprender com o setor de publicidade? Marketing é uma ciência na forma como as agências de publicidade acreditam, ou é tanto sobre a compreensão do mercado, seus consumidores e suas necessidades?

Com SIofra McComb (!K7 Records Alemanha), Amanda Chang (DJ/produtora) e Juliana Cavalcanti (Reality)

UMA NOVA MPB CONQUISTA O UNDERGROUND | TRENDING TOPICS

Um movimento que mistura MPB e elementos tradicionalmente brasileiros à batida 4×4 vem ganhando força nas pistas brasileiras. Conheça alguns representantes deste som que valoriza um dos maiores produtos culturais brasileiros: a nossa música de raiz.

Com Igor Lucarini (Sonido Trópico), DJ Tahira, DJ FlavYa e Felipe Delgado (FITA).

FESTEJANDO A CRIATIVIDADE | SHOW BUSINESS

Nos últimos cinco anos surgiram festivais por todo o país voltados a propagar a economia criativa e a inovação. Quais as oportunidades e os desafios do setor? O que o mercado musical tem a aprender com eles e como ele pode dialogar de forma mais eficaz com os demais segmentos criativos.

Com Gabriel Cevallos (Kino Beat – POA), Fabio Seixas (Festival Path), Bruna Calegari (Subtropikal – CWB) e Ralph Peticov (Hack Town)

QUEBRANDO A BATIDA | TRENDING TOPICS

Há tempos que o público jovem vem pedindo sons mais quebrados, que fogem do House e Techno. Além de inovadores, o Trap e o RAP possuem conotação política e social que têm tudo a ver com os novos tempos. Ouça o que uma turma de respeito tem a dizer sobre a invasão das batidas quebradas nas pistas!

Com os DJs/produtores NAVE, Omulu e Badsista

TECNOLOGIA ALIADA AO ENTRETENIMENTO: USO DE DADOS NA GESTÃO DE EVENTOS | FUTURE FORUM

Entenda os impactos na venda de ingressos e acesso do público a partir das ações de divulgação de um evento. A Sympla traz cases de eventos em todo Brasil para exemplificar a importância da análise de dados e de um bom planejamento de divulgação.

Com Karla Megda (Sympla)

BLOCKCHAIN E A TRANSFORMAÇÃO DA MÚSICA | FUTURE FORUM

Como a tecnologia que está por trás das criptomoedas e contratos inteligentes pode transformar a cadeia de valor da música e a relação entre artistas e seus fãs? Entenda o que está por trás desta revolução iminente.

Com André Salem

D-EDGE 1.8 | ART IN SOUND

Completando 18 anos de serviços prestados à música eletrônica, o D-Edge vem se reinventando através do tempo. Apostando em uma experiência sensorial de som, light design, comportamento e inovação, se tornou referência no segmento de night club. Este painel inédito mostra o presente, passado e futuro através de gerações que conhecem e amam a marca.

Com Renato Ratier, Anderson Noise, Daniel Raad (host), Melanie Havens

WORKSHOP VDMX: PERFORMANCE VISUAL COM BRUNO BEZ | ART IN SOUND 

O software VDMX é uma plataforma visual digital modular que controla visuais em tempo real. Entenda melhor seus principais recursos e como saber montar uma solução otimizada para performances visuais ao vivo. O artista visual Bruno Bez ministra este workshop e compartilha um pouco do seu conhecimento adquirido nos últimos 10 anos dedicados a ferramenta. Workshop para entusiastas e pesquisadores visuais e novas mídias, artistas visuais e contemporâneos, designers, produtores de cinema, fotógrafos, músicos instrumentistas, programadores, VJs e DJs

Com Bruno Bez (VJ/visual artist)

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Quem é o prodígio do techno que representa o Brasil na Red Bull Music Academy 2018

O paulistano Benjamim Sallum foi o único brasileiro selecionado para a academia neste ano
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Muito se fala sobre a falta de apoio das marcas para o universo da música eletrônica conceitual. Na contramão desse quase senso comum está a Red Bull, com suas diversas iniciativas que variam entre um grande festival por algumas das maiores metrópoles do planeta e a Red Bull Music Academy, um dos seus projetos mais interessantes, que consiste em uma oficina de estudos para talentos emergentes de todas as partes do mundo.

Em 2018, a RBMA terá uma edição muito especial em Berlim, epicentro mundial da música eletrônica. Especial porque a academia comemora seu 20º ano. Fundada em 1998, a iniciativa cresceu muito ao longo dessas duas décadas, revelando colossos a nível mundial, como Nina Kraviz, Flying Lotus, Aloe Blacc, Hudson Mohawke e brasileiros como Eli Iwasa [que ontem relembrou à Phouse a experiência da turma de 2003], Pedro Zopelar e Carrot Green. O retorno do evento à capital alemã terá 61 produtores de 31 nacionalidades diferentes, que ficarão imersos entre os dias 08 de setembro e 12 de outubro para uma série de workshops, palestras, sessões em estúdio e programas noturnos com alguns dos maiores nomes do universo musical.

O selecionado brasileiro foi Benjamim Sallum, jovem produtor paulistano de apenas 17 anos, que ficou conhecido no circuito underground da capital por conta de suas apresentações em festas independentes como Capslock e Mamba Negra — e isso já pelo menos desde 2016, quando tinha só 15 anos. Além do seu projeto solo como produtor de techno e ambient, bastante experimental, também tem chamado atenção por conta do duo My Girlfriend is Programming the Roland TR-909, Making a House Beat (ou apenas My Girlfriend), formado com o experiente Zopelar (que foi aluno da academia da Red Bull em 2014, na edição de Tóquio).

Por sinal, Pedro e L_cio — dois dos maiores expoentes da cena techno de São Paulo — são considerados os “descobridores” deste jovem talento, que hoje se apresenta em diferentes formatos e já comanda seu próprio selo, o OXI. Desde muito cedo, o Benja, como é conhecido, já chamava a atenção dos grandões com suas experimentações em lives na efervescente noite paulistana, e agora também convenceu os exigentes curadores da RBMA, que garimpam anualmente os alunos em um oceano de milhares de aplicações vindas dos quatro cantos da Terra.

Podcast do My Girlfriend para a rádio da Gop Tun

O interesse pela música vem de berço. Benjamim é filho da conhecida promoter Claudia Pinheiro, e por isso desde muito cedo já entrou em contato com a música eletrônica — e olha que isso nem é papo de bio fajuta, hein! Com a Academy, Sallum deve ganhar maturidade e personalidade artística para encarar os inúmeros desafios que uma vida artística em alto nível apresenta. Há também a possibilidade de estar em contato com diferentes perspectivas sonoras, já que cada participante traz algo bastante peculiar e único.

Tão jovem e já tão cheio de potencial, referências, admiradores, apoiadores e em contato com o que há de mais revigorante na música, só Deus sabe onde esse garoto pode chegar.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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A DJ e empresária brasileira conta em primeira mão como foi a experiência de participar da academia, há 15 anos

Foi em 2003 que Eli Iwasa participou da edição na Cidade do Cabo, na África do Sul, da Red Bull Music Academy — uma das maiores instituições musicais do mundo, que rola anualmente em diferentes partes do planeta e já levou alguns brasileiros como Carrot Green, Daniel Limaverde, Luisa Puterman e Érica Alves (e que neste ano terá o prodígio Benjamin Sallum).

Escolhida entre diversos artistas — e então em início de carreira —, a DJ, que já começava a trilhar um caminho sólido aqui no Brasil, aproveitou ao máximo toda a experiência que a RBMA proporciona desde 1998. “Assisti a palestras com lendas como o Bob Moog e até participei de uma jam session com o Hugh Masekela. Foram duas semanas intensas de imersão musical. Toquei em um dos eventos da RBMA na cidade, conheci a cultura local, mas o mais legal foi a troca de experiências com gente do mundo inteiro, tão apaixonada por música quanto eu”, contou a artista paulistana, em exclusividade para a Phouse. “Foi um momento decisivo na minha vida, porque voltei para o Brasil determinada a ser uma boa DJ e realmente construir uma carreira”.

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O resto da história é conhecida: Eli se tornou uma das DJs mais requisitadas do país, é dona de dois clubs extremamente bem-sucedidos em Campinas — Club 88 e o inaugurado recentemente Caos — e viaja o mundo levando sua visão musical, seja como headliner, seja abrindo ou fechando para artistas do calibre de Dixon, Marcel Dettmann e Nina Kraviz.

Agora, uma década e meia depois, ela foi convidada a produzir um mix para a Red Bull Radio, na edição especial “Alumni”, que vem lançando toda segunda-feira sets especiais de ex-alunos expressivos da academia. “Em todo esse tempo, minha relação com a Red Bull continuou forte. Fiquei muito feliz em receber o convite, e de alguma maneira relembrar e celebrar os 15 anos da minha participação”, continua a DJ. Até este momento, além do set de Eli, lançado ontem, a série criada para celebrar os 20 anos de Red Bull Music Academy já trouxe podcasts de DJ Yogo, Krizzli, Kate NV e Stiletti-Ana. É provável que nomes gigantes da cena mundial que também foram alunos — como Flying Lotus, TOKiMONSTA, Black Coffee, Hudson Mohawke e a própria Nina Kraviz — pintem em breve.

[Se o player não estiver funcionando no seu computador, acesse o mix aqui]

Para transmitir sua identidade através do mix, Iwasa buscou músicas e referências que passam pelas diversas nuances do techno. “Quis fazer algo que contasse um pouco da minha história até chegar aos dias atuais; de tracks importantes de Basic Channel e Thomas Brinkmann a uma faixa inédita do Bleeping Sauce, e também produções de brasileiros que gosto muito e outras coisas que tenho tocado. Gosto bastante de gravar podcasts porque não tenho a preocupação de bombar uma pista, e sim de construir uma historinha através da música”, completa a artista.

Eli Iwasa ainda lança amanhã (19) música nova com seu projeto paralelo Bleeping Sauce, que toca com Marco A.S. A faixa integra a compilação La Femme, da Austro Music, que traz um enfoque nas grandes produtoras de música eletrônica do Brasil, como Aninha, Ellie K, Jessica Tribst e Nana Torres.

Confira a tracklist do podcast da Eli Iwasa para a Red Bull Radio:

Maurizio – M05A (Original Mix) – M
Basic Channel – Phylyps Trak II_II – Basic Channel
RHR – Quebrada – In Their Feelings
Thomas Brinkmann – Ulla 1 (Original Mix) – MaxErnst
Amrint Keen – Natural Homeostasis – Uncanny Valley
The Soul Architect – Feel The Love (L_cio Remix)
Baby Ford – Messenger Box – Sender Records
Anthony Rother – When The Sun Goes Down (Underground Resistance Ain’t No Sunshine Remix) – Datapunk
Tessuto – Delay For a Dream – Future Visions Label
Subversive – Chainbreaker (Voiski Remix) – VRV
Mattes Schwarz – There Are Secrets – Magazine

Bleeping Sauce – Black Hole – Unreleased

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Expoentes da cena musical, como Fernanda Abreu, Marcos Valle e o DJ Meme, já estão confirmados para a próxima conferência

A produção do BRMC publicou hoje um vídeo com nomes já confirmados em painéis da próxima edição, marcada para maio. Entre eles, estão DJs como Meme, João Brasil, ILLUSIONIZE, Eli Iwasa, L_cio e o veterano alemão Roland Leesker (artista do roster da Get Physical); cantores/compositores do naipe de Fernanda Abreu e Marcos Valle; o fotógrafo Fábio Mergulhão; e as fundadoras do Women’s Music Event, Monique Dardenne e Claudia Assef.

A conferência deste ano se divide em seis macrotemas — Trending Topics, ShowBusiness, Art in Sound, SOMOS Latinoamerica, Future Forum e Music+Brands — e já revelou quatro painéis e três workshops que integram a programação. Você pode conferir mais detalhes no site oficial.

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