Diplo anuncia B2B com Flume no Burning Man

Entre diversos sets, o produtor anunciou o B2B especial para a finaleira

O Burning Man não é um festival de música, mas isso não impede que sempre rolem algumas performances loucas. Desta vez, segundo o Diplo, ele e Flume estão planejando um set especial na Playa.

No Instagram, o produtor revelou diversos cenários, horários e propostas — do trap ao deep house — em diferentes DJ sets durante o evento, a partir desta quarta-feira. Ao final, o post anuncia um B2B com o australiano Flume, da meia-noite às 02h de sexta para sábado. 

Presença constante no Burning Man, Diplo sempre dá um jeito de tocar no deserto de Black Rock, seja como artista solo, seja em grupos como o Major Lazer ou o Jack Ü. O Burning Man 2018 começou nesse sábado e vai até esta sexta, 31.

+ CLIQUE AQUI para ouvir o set de Diplo no Burning Man 2017

Documentários sobre Flume e Future Classic saem em breve

Filmes estreiam no próximo dia 20, via Apple Music

A onda dos documentários sobre big names da cena eletrônica parece ter vindo pra ficar. Depois de filmes sobre artistas como Major Lazer, Avicii, Kygo, Above & Beyond, Darude, Dubfire e Martin Garrix e Carl Cox, agora é a vez do australiano Flume ter sua trajetória contada nas telas.

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O produtor anunciou recentemente dois filmes numa tacada só: Flume: When Everything Was New (mesmo nome de uma das faixas do álbum Skin, de 2016) é sobre o background do próprio artista; já o chamado Sleepless: The Story of Future Classic aborda as origens e o crescimento do selo que projetou não apenas a carreira de Flume, como de outros grandes nomes da cena future bass e indie dance, como Flight Facilities, Chet Faker, Touch Sensitive, Wave Racer e Hayden James. A Future Classic foi fundada em 2004, na Austrália, e no ano passado chegou a inaugurar escritório em Los Angeles.

Os dois docs estarão disponíveis a partir desta sexta-feira (20), na Apple Music.

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Confira playlists recentes de grandes nomes da cena eletrônica

Calvin Harris, Kaskade, Flume, REZZ, Zedd… Confira o que os grandes DJs têm ouvido e compartilhado

Uma das grandes sacadas do Spotify foi disponibilizar um espaço pra que todo mundo possa fazer suas próprias playlists e compartilhar com a galera. Os próprios grandes artistas também gostam de lançar suas playlists eventualmente — e aqui na Phouse, inclusive, temos uma série de playlists curadas com exclusividade por expoentes da cena nacional.

Pensando nisso, a Billboard Dance compilou diversas playlists que nomes como Calvin Harris, Kaskade, Alison Wonderland e Flume têm disponibilizado recentemente. Para além de suas próprias faixas autorais, é interessante observar a variedade musical selecionada por esses artistas, mostrando como também são influenciados por diversos outros estilos. Confira:

Calvin Harris

The Chainsmokers

marshmello

Flume

DJ Snake

Kygo

ODESZA

REZZ

Steve Aoki

Zedd

Alison Wonderland

Kaskade

Afrojack

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Para combater o aquecimento global, Flume colabora com o Greenpeace

O produtor australiano trabalha em conjunto com a ONG para alertar sobre o declínio da maior barreira de corais do mundo

O DJ e produtor australiano Flume lançou no último dia 17 um vídeo em colaboração com o Greenpeace para aumentar a consciência das pessoas sobre o aquecimento global.

O músico traz um exemplo do seu próprio país. Na Austrália, existe a maior barreira de corais do mundo, chamada de Great Barrier Reef, com mais de 300 mil quilômetros quadrados e milhares de espécies marítimas vivendo na área.

Desde a década de 90 a temperatura das águas na região vem aumentando, muito por causa da mineração e da queima de combustíveis fósseis, e está acontecendo o branqueamento dos corais, que podem vir a desparecer caso os danos continuem.

No vídeo colaborativo, podemos ver imagens belíssimas das profundezas da região e dos corais, agora em grande parte esbranquiçados e sem vida, enquanto uma trilha sonora exclusiva feita por Flume rola no fundo.

Com o vídeo, o artista espera alcançar uma audiência global e conscientizá-la de que não só a grande barreira de corais está a perigo, mas muitas outras partes importantes do globo.

Você pode conferir mais informações dessa iniciativa no site do Greenpeace.

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Flume lança mix de hip hop contemporâneo pela Apple Music

Flume se junta a Vince Staples e Kendrick Lamar em “Yeah Right”

Uma premiação de música eletrônica com pompa de Oscar; conheça o EM Awards

Novo álbum da Lorde tem faixa produzida por Flume

Tourist lança primeiro single de novo álbum

Flume lança mix de hip hop contemporâneo pela Apple Music

O produtor australiano Flume lançou um mix colaborativo entre seu selo, Future Classic, e a Apple Music. Na seleção está presente o que ele garimpou de melhor do hip hop atual, incluindo nomes como ROCKHAMPTON, Trippie Reid e wifisfuneral.

+ Flume se junta a Vince Staples e Kendrick Lamar em “Yeah Right”

O estilo certamente foi uma grande influência na carreira de Flume, que incorpora diversos elementos do gênero em seu som futurista, além de ser um dos cabeças da Future Classic, que tem em seu roster grandes artistas como Ta-Ku, HWLS, Basenji e Wave Racer, entre outros. Recentemente, ele também produziu em parceria com os rappers Vic Mensa e Kendrick Lamar.

Confira a tracklist abaixo; o mix você escuta aqui.

Love Scars – Trippie Reid
GOLD – BROCKHAMPTON
Shine – Buddy
With My Team – Creek Boyz
On My Way – Reo Cragun
Chamomile – Deem Spencer
Romeo & Juliet – Trippie Reid
Lights – wifisfuneral
Find Me – Buddy
Hunnid – Ryan Hemsworth, E-40 & Yakki
Darksin Girls – Olukara & LoVibe

Uma premiação de música eletrônica com pompa de Oscar; conheça o EM Awards

* Foto: Daft Punk sendo premiado com um Grammy, em 2014

Seguramente, vivemos hoje a época de maior força da música eletrônica no mundo. Nunca se ouviu tanto house, techno, EDM, trap, future bass, e as misturas são cada vez mais ousadas. Nós temos incontáveis festivais, filmes e documentários, concursos e reality shows voltados a esse universo. Naturalmente — e apesar de já existirem diversas premiações de nicho, como a IDMA —, havia uma lacuna para uma cerimônia de prêmios com toda a pompa de um Oscar, um VMA ou um Grammy, focada exclusivamente no mundo da dance music. Pois essa lacuna foi preenchida: nasce neste ano o primeiro Electronic Music Awards.

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Serão premiados os melhores do ano em 11 categorias: melhor single, álbum, faixa, remix, clube, DJ, produtor, live act, festival, radio show e artista revelação. Entre os indicados estão grandes figuras, das vertentes mais variadas, como Justice, Skrillex, Gorillaz, Martin Garrix, Eric Prydz, Major Lazer, The Chainsmokers, Diplo, Todd Terje, Bonobo, Sasha, Hot Since 82, Claude VonStroke, Annie Mac, Pete Tong, The Black Madonna, Flume, A-Trak e Four Tet, além dos novatos (ou nem tão novatos assim) San Holo, Mura Masa, Alison Wonderland, Rezz, Marshmello e Kungs — estes concorrendo ao prêmio de melhor novo artista do ano.

A premiação rola no dia 21 de setembro, com transmissão ao vivo pelo Twitter, diretamente de um galpão no centro de Los Angeles, às 19h47 do horário local (23h47 em Brasília). Até o momento, Moby, Orbital, Ramzoid, Madeaux, Kidnap Kid, Illenium, Goldfish, Floorpan e Autograf são as atrações confirmadas para se apresentarem ao vivo — mais nomes ainda serão anunciados. Os responsáveis por apresentar a cerimônia são a DJ e jornalista Hanna Rad e o editor-chefe da Billboard Dance, Matt Medved.

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Com Paul Oakenfold como produtor executivo, o Electronic Music Awards chegou a ser anunciado em janeiro de 2016, com o nome de Electronic Music Awards & Foundation Show. O evento foi programado para abril daquele ano, com transmissão pela Fox direto do SLS Hotel, em LA, mas cerca de duas semanas antes da data marcada, o programa foi adiado, sendo relançado agora, com um nome ligeiramente diferente e sem transmissão televisiva.

Você pode conferir mais detalhes no site oficial do EM Awards.

Tourist lança primeiro single de novo álbum

O produtor londrino William Phillips, melhor conhecido como Tourist, acaba de lançar “We Stayed All Night”, sua mais nova faixa, com os vocais de Adryn. Um synth pop etéreo e leve, mas ao mesmo tempo dançante, a canção segue a linha que consagrou o artista — e até lhe rendeu um Grammy, em 2015, além de parcerias e suporte de grandes nomes da dance music, como Flume, Porter Robinson e Sam Smith.

“Com essa nova música, eu queria fazer algo que refletisse melhor quem eu sou agora e como minha vida mudou no último ano”, declarou Phillips, via assessoria de imprensa. “We Stayed Up All Night” fará parte do seu novo álbum, sucessor do debut U, do ano passado.

Por enquanto, nenhum detalhe adicional do disco foi revelado, mas o artista falou um pouco sobre o processo de produção do lançamento: “Eu me mudei do meu estúdio sem janelas e voltei a escrever da minha casa. Acho que subconscientemente eu já comecei a escrever faixas mais alegres e coloridas, e eu tenho amado ser mais colaborativo de novo. Essas novas canções são as minhas favoritas entre as que já produzi. O Tourist sempre vai mudar em cada lançamento, e eu amo levar o som para novos lugares”.

Flume se junta a Vince Staples e Kendrick Lamar em “Yeah Right”

O Flume é realmente um produtor que se sai bem onde quer que seja colocado. Seu estilo de fazer música já tomou conta do globo, e uma de suas últimas participações foi no novo álbum da Lorde. Agora, uma de suas produções está no novo disco do Vince Staples, Big Fish Theory, lançado ontem pela Def Jam Recordings. “Yeah Right” conta ainda com a colaboração de ninguém menos que Kendrick Lamar, além da vocalista Kučka, que recentemente cantou em “Hyperreal”, de Flume.

A faixa começa com um peso característico dos baixos 808 do trap com rimas certeiras de Staples e muita distorção. Os vocais de Kučka entram trazendo suavidade, para no final Lamar trazer o peso de volta, com sua lírica e voz inconfundíveis.

+ Novo álbum da Lorde tem faixa produzida por Flume

+ Flume lança nova música com Kučka

Novo álbum da Lorde tem faixa produzida por Flume

Colaboração entre Lorde e Flume? Não exatamente. Hoje, a Lorde lançou oficialmente seu novo álbum, Melodrama. Acontece que uma das faixas, “The Louvre”, leva a produção de Harley Streten — ou seja, Flume. A dupla já havia unido forças em 2014, quando o produtor remixou “Tennis Court”; desta vez, no entanto, não se deve esperar algo com a identidade marcante do rapaz, já que se trata de uma faixa feita sob medida para o conceito da artista: a atmosfera é mais calma e com melodias decrescentes.

Lorde parece ter aprendido muito nos quatro anos entre seu primeiro EP e este lançamento, e faixas como “The Louvre” a confirmam no mundo pop com uma voz e um estilo altamente diferenciados.

Você pode ouvir Melodrama na íntegra aqui.

Flume lança nova música com Kučka: ‘Hyperreal’

Autor de dois álbuns de estúdio, “Flume” (2012) e “Skin” (2016) – que também rendeu o disco de remixes “Skin: The Remixes (2017) -, o DJ e produtor australiano Flume lançou nesta semana uma nova música com a cantora Kučka.

Um som que saiu via Future Classic, ‘Hyperreal’ sucede trabalhos dos dois artistas juntos como ‘Here’, ‘Numb & Getting Colder’ e ‘Smoke & Retribution’. Uma produção com pouco mais de quatro minutos de duração, ela pode ser conferida abaixo.  

‘Hyperreal’, de acordo com Flume, era para ser um lançamento exclusivo do novo vinil “Skin Companion EP II”, também lançado nesta semana via Future Classic. Porém, conforme ressaltou o artista em redes sociais, a faixa se tornou um bônus em formato digital para os fãs.

Flume apresenta remixes do seu álbum ‘Skin’

O produtor australiano Flume está fazendo sucesso com seu último álbum “Skin”, e nessa semana liberou uma compilação com 15 remixes do projeto. Entre os nomes mais famosos da lista de DJ’s está Baauer, Illenium, Disclosure e Martin Solveig.

No último mês, Flume esteve no Lollapalooza Brasil e teve seu set muito elogiado por fãs e pela critica. Nesse ano, ele também conquistou prêmios por suas criações, “Never Be Like You”, foi a vencedora do “Apra Music Awards” e o melhor álbum no famoso Grammy Awards.

Abaixo você confere os remixes de Skin:

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REVIEW: Saiba cada detalhe sobre o que rolou no Lollapalooza Brasil 2017

Mais uma vez março ficou marcado pela ilustre presença do grande Lollapalooza. O festival que ocorreu pela quarta vez no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, teve os dias 25 e 26 de Março registrados por inúmeros shows de arrepiar. Dentre os artistas mais aguardados pelo público tivemos Metallica, The XX, The Weekend, The Chainsmokers, Flume, Martin Garrix, Marshmello e The Strokes, entre muitos outros grandes nomes que arrebentaram no evento.

O final de semana acabou, mas o clima ainda é de festa! Não há nada melhor do que a energia que os festivais nos trazem. É muito gostoso poder se desligar um pouco de tudo, sair da rotina e ter uma experiência diferente apenas com música e amigos. É bom ver filhos acompanhados dos pais numa experiência diferente, ver pessoas de todos os lugares do Brasil, de todos os gêneros, estilos, religiões, todos unidos sem preconceitos por um motivo muito claro e muito simples, o amor pela música.

O que eu mais gosto no Lollapalooza é a sua diversidade, a sua busca por representar todo tipo de público trazendo diferentes vertentes e gêneros, unindo desde o frequentador de raves e festivais eletrônicos ao rockeiro mais fanático e o adulto que foi rever aquele artista que ouvia na adolescência, como um Duran Duran.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre – Fabrizio Pepe (Foto – Image Dealers)

O festival chama a atenção pelo seu público alternativo. Se tem um festival em que a galera capricha no visual, esse festival é o Lollapalooza! A diversidade de estilos do público é contagiante. Você vê cabelos azuis, roxos, meia calças rasgadas, óculos escuros de todos os tipos e máscaras de todas as espécies. Até unicórnios, tubarões e girafas você é capaz de encontrar!

A imagem pode conter: 2 pessoas, atividades ao ar livre

Numa visão geral sabemos que o Lollapalooza é realmente incrível, mas como todo festival, existem prós e contras em toda edição.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

O festival no inicio foi muito criticado pelo seu preço de R$400 pela meia entrada (Lolla Pass) no primeiro lote. E mesmo assim bateu seu recorde de público contanto com 190 mil pessoas presentes. A alternativa do ingresso Lolla Day (de R$270) colaborou para que as pessoas pudessem ir pelo menos em um dia do festival. Difícil mesmo era escolher qual dia abrir mão.

“Não achei legal aumentar o preço dos ingressos sem aumentar a qualidade dos shows (de verdade, preferi ano passado do que esse). Os shows de eletrônica foram os que mais me deixaram surpresa, porque eu não sou muito fã e me surpreendi MUITO!!” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

INTERAÇÕES

O Lollapalooza se superou este ano com relação às atividades interativas! Por todo canto era possível experimentar algo diferente. Tanto pular de uma estrutura de 3 andares montada pela Axe, quanto montar um drink de graça à sua escolha com a Fusion Energy Drinks, ou de repente ganhar um Ray-Ban e uma caixa de som bluetooth na batalha de playback’s! Bastava a coragem de enfrentar as filas!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, show e texto

O festival contou também com um Kamikaze, um posto da Skol para fazer um pôster seu, uma tabacaria que tirava fotos panorâmicas suas no festival e diversas lojas no Lolla Market. Entre elas a Norma Lee, Ray-Ban, Farm, Capstock, Baderna (da Denise Susuki) e até uma Gocase, onde você podia carregar o seu celular e comprar novas capinhas!

A imagem pode conter: céu, atividades ao ar livre e texto

Você também podia de repente fazer a barba na Cartola Barbearia ou fazer uma tatuagem na Sampa Tattoo.

Duas áreas com redes, diversos bancos de madeira e uma tenda com colchões estavam disponíveis para quem quisesse tirar um descanso entre os intervalos dos shows! Até balanços foram colocados.

“Adorei os novos lugares pra sentar, o Lolla Market e o Chef Stage. Estava bem organizado! Pena que não da tempo de ficar olhando, queria ter ido naquilo do Axe de pular de uma super altura” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

ALIMENTAÇÃO

Quem tem fome se deu bem. Quem gosta de degustar, mais ainda! O Lollapalooza já conta com o Chef Stage há alguns anos e neste ano, contando também com opções vegetarianas e veganas, além dos mais de vinte Food Trucks, foram treze chefes, duas bikes de doce e um Bem & Jerry’s!

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A maior parte dos alimentos custaram em torno de uns vinte a trinta reais, numa variedade de comidas que ia do Ragu de Cogumelo do JAM e do escondidinho de carne seca do 5inquentão ao sanduba de Duplo Cheddar Bacon do Rueiro e às pizzas do Roxy Diner.

Mas não foi só isso! Para quem quisesse comer algo mais simples, era só matar a fome com o Hot Dog de R$15 do Master Team ou a batata de cone por R$14 (R$18 se acrescentado cheddar e bacon).

A melhor parte foi a genial ideia de ter diversos vendedores da Kibon espalhados pelo evento para refrescar sua tarde pós show.

BEBIDAS

A bebida infelizmente foi um problema. Não tanto em questão dos preços, porque todo festival tem preços nesse patamar ou até mais caros, mas houve reclamações. Apesar da grande quantidade de bares e dos vários vendedores de Skol Beats espalhados por todo o autódromo (o que foi uma ideia genial inclusive), as filas foram intermináveis. Muitas pessoas desistiram de beber, pois perderiam seus shows. Eu mesma abri mão de comprar água inúmeras vezes.

“A melhor mudança esse ano foi a pulseira, achei bem mais prático, porém não ajudou em NADA na hora das filas, eu fiquei sem brincadeira uma meia hora pra conseguir uma água! E falando nisso, faltou ambulante de água também, só achava de Skol Beats…” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

“O bar no sábado estava ridículo, meu amigo cronometrou 2 horas e meia para pegar bebida. Meio absurdo perder 2 sets pra comprar algo”Felipe Esteves (Participante do Evento)

ESTRUTURA

O que falar do palco Perry? Pela segunda vez descoberto, o palco finalmente recebeu um design novo e diferente de todos os outros palcos do evento! Com um layout cheio de hexágonos, o palco Perry pela primeira vez recebeu destaque pelo seu visual alternativo, com muito jogo de iluminação e telões que foram preenchidos por belos áudio visuais.

“Nesses dois últimos anos que o Perry mudou de fechado para aberto melhorou muuito!! Antes era muito quente, hoje é bem melhor e mais bonito!” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

“Eu adorei a estrutura que eles montaram, da pra ver que cada vez o palco está ficando maior. Com todo esse show de luzes que eles fazem, fica uma coisa meio mágica hahaha” Tatiana Cersosimo (Participante do Evento)

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e multidão

Com relação a banheiros, além de bem localizados foram colocados em grande quantidade, o que não gerou grandes filas ou o desconforto de grande locomoção até um banheiro mais próximo.

A logística de posicionamento das coisas me chamou a atenção. A sinalização dos palcos e estruturas foram ruins. Placas mais simples e diretas teriam facilitado à locomoção.

Por exemplo, a entrada do palco Perry acontecia somente por um lado e a saída por outro. A falta de sinalização fez com que diversas pessoas se confundissem e tentassem entrar pela saída, avisadas somente na metade do caminho. Este mesmo fator fez com que a entrada do Perry’s fosse interditada minutos antes da apresentação de Vintage Culture, uma vez que a demanda de gente para a decida das escadas foi enorme e por isso foi necessário fechar a entrada para uma reorganização. Mesmo assim muitos não conseguiram assistir ao show.

“Única coisa que poderia melhorar era a esquematização dos caminhos, tinha que dar uma baita volta. Você não podia ir direto pro Perry, você tinha que passar pelo Chef Stage e pelo palco Skol”Santiago Cruz (Participante do Evento)       

PERFORMANCES

Sábado

Victor Ruiz. Um set um tanto quanto desafiador considerando que foi após o Haikaiss e anterior ao Don Diablo, no meio de um festival onde o Techno não é o seu maior público alvo, mas não poderia ter sido melhor! Ele conseguiu tornar o momento ainda mais especial quando tocou seu remix de ‘Natural Blues do Moby e a nova track ‘Resistence’ do Alex Stein. Fora o lindo remix da música ‘Caminhando e Cantando’. Victor Ruiz sabe realmente conduzir um público!

Don Diablo chegou abrindo seu set quebrando tudo para uma galera que parecia estar na sede por um show daqueles! Um set extremamente arrepiante diante de tanta vibração de público! Me fez ver o quanto o público sente falta do house, do mainstream, do big room e etc, no Brasil.

A imagem pode conter: noite, fogos de artifício e atividades ao ar livre

– Fabrizio Pepe (Foto – Image Dealers)

Vintage Culture causou tensão antes mesmo de entrar em cena. Um baita áudio visual incrementou toda a apresentação durante sua uma hora de set. Um grande show de luzes e fogos fez a adrenalina da galera ir aos céus. Ficar perto da grade era quase se igualar a uma lata de sardinha, ou você pulava ou você pulava.

Não pude deixa de notar que o Lukas pela primeira vez usou o microfone em sua apresentação. Parece ter dado certo, o público se exaltou ainda mais a cada fala! Será que a partir de agora ele vai passar a usar os microfones também?

Marshmello sem mais nem menos chegou pra quebrar tudo! A energia vibrante do seu set fez arrepiar cada fio de cabelo. Mesmo eu não gostando tanto da vertente, eu pude sentir toda a energia do público!

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Até começar o show dos The Chainsmokers eu resolvi assistir o Metallica e com certeza foi a melhor decisão que eu tomei! É sempre bom ouvir coisas novas e diferentes. Foi inesquecível a interação daquele público interminável com a banda! Uma baita entrada e um baita espetáculo!

The Chainsmokers definitivamente chegou para dançar com a pista inteira. Apesar de eu ter sentido falta de ouvir coisas um pouco mais no estilo atual de som que eles produzem, o show foi elogiado por muita gente! Foi realmente uma bela apresentação.

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Domingo

A imagem pode conter: 1 pessoa, no palco, chapéu e show

Illusionize mesmo em quarenta e cinco minutos de set conseguiu mostrar sua identidade e colocar todos pra dançar! Fez o grave tomar conta da pista com tracks e remix novos! Momento devastador foi quando ele tocou Bass!

Tchami fez o que parece ter sido uma performance incrível! Com uma pista vibrante ele fez história no domingo!

“Sou muito fã do cara e pude estar la pra ver de perto. Achei irado demais poder curtir ao vivo tracks pelas quais me apaixonei nos últimos 4 anos e que me levaram a apreciar um estilo de eletrônico pouco explorado/conhecido aqui no Brasil.” “No conjunto da obra, achei o set bem envolvente.” “Gostaria de poder ver mais DJs em nossos festivais como Tchami, Mercer, Don diablo, dentre outros.” – Artur Bittencourt (Participante do Evento)

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e multidão

Oliver Heldens deu um verdadeiro espetáculo! Não há palavras para o quanto esse show me surpreendeu. Um repertório repleto de mashup’s e remix que deram muito certo! Rolou um remix da clássica ‘What a Fuck’ do Funk Agenda, um mashup da sua track ‘Gecko‘ com o vocal brasileiro da música ‘E Samba’ de Junior Jack e um mashup de ‘Koala’ com S&M da Rihanna que levou a pista à loucura. Até ‘Hung Up’ da Madonna ele tocou com uma versão instrumental de ‘Destination Calabria’!

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Flume Martin Garrix tiveram seus shows no mesmo horário e ambas as apresentações foram um verdadeiro espetáculo! Flume foi elogiado do começo ao fim por sua performance. E Martin Garrix fez a galera se lembrar do porque um dia já fomos muito mais ligados ao “EDM”, um show que despertou a emoção em todos! Vibrante até o último segundo!

“O set do Flume foi de outro mundo” – Giovanna Nakayama (Participante do Evento)

Organização falhou em colocar grandes nomes como Martin Garrix, Marshmello e ate o Vintage Culture no Perry’s. São atrações que tem um publico gigante, precisam de espaço. De resto achei tudo ótimo!” – Felipe Esteves (Participante do Evento)

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DEPOIMENTOS FINAIS

“Foi a primeira vez que fui no Lolla e minha experiência em geral foi bem boa. A estrutura de palco e de som estavam ótimas e as apresentações não deixaram a desejar.” “O sistema cashless agilizou bastante o atendimento no bar, mas foi mal planejado. A pouca quantidade de caixas não supriu a demanda e as filas ficaram enormes.” “A entrega dos artistas e a vibe da galera foram inexplicáveis! O famoso: “só quem tava lá pra ver”. Cada um pode citar um problema, mas no fim das contas acho que todo mundo curtiu!” – Fernando Cruz (Diretor da Phouse)

“A vibe da galera estava incrível!!! Vi pessoas de todos os tipos e idades curtindo e todos com o mesmo propósito de curtir a música. Sou apaixonado por ambientes assim e é essa vibe que me faz voltar pro Lolla todo ano” – Felipe Esteves

“Já é meu quarto Lolla e com certeza foi um dos mais especiais para mim, o line tava cheio de atrações e como fã da música eletrônica e DJ, ver um line tão diverso, fez a experiência ser incrível! O Lolla tem uma produção que supera as expectativas com inovações a cada ano.” – Santiago Cruz

“Eu sempre gostei do Lolla pela energia positiva que ele tem. Todo mundo se respeita. Durante os 4 anos seguidos que fui, não vi nenhuma briga.” “O Lolla é um momento meu sabe? Fui sozinha nos dois dias e encontrei o pessoal lá. Eu não ligaria de ficar sozinha o festival todo, música pra mim é muito importante, em show eu descarrego minhas energia. Depois de um fim de semana desse eu me renovo.” – Tatiana Cersosimo

“O Lollapalooza vêm cada vez mais surpreendendo o público pela evolução do festival. A música eletrônica, mais especificamente, foi conquistando seu espaço durante as 5 edições no Brasil. Hoje, fico muito feliz em poder ver a música eletrônica tocando corações de crianças, jovens, adultos e idosos, todos juntos a levando para um outro patamar” – Gabriel Minardi

“Sou frequentador do Lolla desde 2015 e posso dizer que esse ano foi o pior dos anos por dois motivos. O bar estava insuportável, cheguei a perder um show por causa disso. E o Line up não me agradou tanto quanto os outros anos. Sem falar no preço do ingresso né.” – Nicolas Nespatti

“O lounge teve um open bar INCRÍVEL (grey goose, jack daniels, bombay, chopp e varias misturas, alem de alguns drinks montados) e os bartenders não economizam na hora de fazer o seu copo.” “Além das bebidas, tinham várias comidinhas gostosas e serviços como massagem, maquiagem e até um estúdio de tatuagem a sua disposição. A única coisa ruim é que a fila pra fazer uma tatuagem era ridícula de cheia” “Eu fui em todas as edições do Lolla desde 2012 e a cada ano que passa o festival melhora mais” – Giovanna Nakayama

Martin Garrix, Borgore, Vintage Culture, Marshmello e muitos outros sets do Lollapalooza Brasil 2017

Após muitos pedidos em nossas redes sociais, aceitamos o desafio e fomos em busca dos cobiçados sets do Lollapalooza Brasil, que aconteceu no último final de semana em São Paulo com nomes como Martin Garrix, Marshmello, Borgore, Flume, Oliver Heldens, The Chainsmokers e Vintage Culture.


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Não foi fácil achar todas essas transmissões em vídeo, já que o Youtube bloqueou a sua maioria por conta de direitos autorais. Mas, acontece que pra tudo tem aquele “jeitinho brasileiro”, né? E sim, para a nossa alegria deram aquele “jeitinho” de compartilhar tudo isso por uma rede social RUSSA, driblando todas as regras impostas pelas grandes gravadoras nos principais serviços de streaming.


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Se você quiser assistir na íntegra algumas dessas apresentações em vídeo, você precisa acessar este link e fazer um cadastro na rede social VK, depois disso; rolar a timeline do perfil “WNM FESTIVAL” e lá encontrará todos os lives disponíveis.

Clique aqui para acessar os conteúdos em vídeo, ou se preferir, confira abaixo alguns sets que encontramos em áudio, em alguns  lugares da internet:

Borgore

Vintage Culture

Marshmello

Martin Garrix

Flume

Oliver Heldens

Tchami

GRIZ

Chemical Surf

Victor Ruiz

 

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Descolamos o set do FLUME no Lollapalooza Brasil 2017; assista aqui

Autor do álbum “Skin” e considerado um dos artistas mais inovadores da música eletrônica mundial, o jovem de 25 anos Harley Edward Streten, mais conhecido como Flume, desembarcou no Lollapalooza Brasil no último final de semana para um show digno de muitos elogios.

Sob uma cenografia única e set recheado de hip-hop em uma mistura super criativa com eletrônica, o jovem australiano que é especialista em downtempo, fez um show diferenciado e surpreendeu todo o público presente.

Após o festival, nós e toda a torcida do flamengo, ou do Flume, corremos para a internet a procura da gravação do liveset para reviver aqueles momentos incríveis, mas não foi fácil, pouca coisa conseguimos encontrar, pois tudo que foi publicado no Youtube acabou sendo derrubado por conta dos direitos autorais. Mas agora, podemos dizer que devemos toda gratidão a um serumaninho chamado “Thiago Henrique Dizio”, que compartilhou este link na internet.

Com uma tracklist bem dinâmica, incluindo as suas clássicas faixas e remixes, Flume proporcionou ao público um verdadeiro espetáculo de experiências únicas.

Clique aqui para assistir ou baixar o liveset do Flume no Lollapalooza Brasil.

Confira aqui a tracklist:

Helix
Higher (Flume Remix) (Ta-ku cover)
Sleepless
Major Lazer – Get Free feat. Amber (What So Not Remix) (Major Lazer cover)
On Top
Lose It
Enough
Heater
Insane
Tennis Court (Flume Remix) (Lorde cover) (with Never Be Like You vocals)
Never Be Like You
Smoke & Retribution
Slasherr (Flume Edit) (Rustie cover)
Core (Flume/What So Not Edit) (RL Grime cover)
HyperParadise (Flume Remix) (Hermitude cover)
Say It (with Tove Lo)
You & Me (Flume Remix) (Disclosure cover)
Free

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The Chainsmokers e Flume conquistam troféu no 59º Grammy Awards

Os DJs e produtores The Chainsmokers e Flume conquistaram troféu no 59º Grammy Awards, que ocorreu no último domingo, 12 de fevereiro, no Staples Center, em Los Angeles. Eles estavam concorrendo ao prêmio com nomes como Bob Moses, Sofi Tukker, Tycho e Louie Veja.

Atual #1 no ranking Hot Dance/Electronic Songs, das cinquenta músicas de gêneros dance e eletrônica mais vendidas no decorrer de uma semana nos Estados Unidos, da Billboard, The Chainsmokers venceu na categoria “Melhor Gravação Dance” com sua música ‘Don’t Let Me Down’, lançada em fevereiro de 2016, via Disruptor Records, a qual conta com a colaboração da cantora Daya.

Flume, por sua vez, venceu na categoria “Melhor Álbum de Dance/Eletrônica” com seu disco “Skin”, lançado em maio de 2016, via Future Classic, o qual conta com músicas como ‘Never Be Like You’, com Kai; ‘Say It’, com Tove Lo; e ‘Innocence’, com AlunaGeorge.

Flume cria álbum de bootlegs com músicas de 2Pac

Um dos nomes mais respeitados do Hip hop, o falecido 2Pac recebeu uma grande homenagem nesta semana. Depois de ter seu holograma em show nos Estados Unidos há alguns anos, dessa vez o produtor australiano Flume usou suas músicas, fez bootlegs e criou um álbum completo, chamado BIG Flume part 2Pac.

Com 13 faixas, Flume usou as canções do rapper com sua capacidade instrumental. As tracks mais famosas do projeto são “Changes”, “Ghetto Gospel” e “Hit Me Up”. Acompanhe abaixo mais um trabalho do talentoso DJ:

Flume e Knife Party fazem mixtape comemorativo a feriado australiano

No dia 26 de janeiro foi comemorado o Australia Day, um feriado de independência do país da Oceania. Para comemorar a data em grande estilo, artistas australianos foram convidados pela BBC Radio para criar mixes para o dia especial.

Com o nome de Australia Day Mixtape, os dois projetos chamados para participar do programa da rádio foram Knife Party e Flume. A dupla fez um mix bem interessante com tracks novas de What So Not, Alison Wonderland, Tommy Trash e muitos outros.

O set do Knife Party tem uma hora de duração, já o de Flume é menor, com aproximadamente 22 minutos de música. Acompanhe abaixo:

Flume, The Chainsmokers e Jean-Michel Jarre estão entre os indicados ao Grammy 2017

Foi divulgada ontem a lista dos indicados à 59ª edição do Grammy Awards, uma das principais premiações da música mundial, sediada em Los Angeles.

Sem nomes como Diplo e Daft Punk, que em outras edições roubaram a cena, a música eletrônica não ficou de fora. The Chainsmokers, Jean-Michel Jarre e Flume – que recebeu duas indicações – são os nossos novos representantes.

A cerimônia de premiação está marcada para o dia 12 de Fevereiro. Confira abaixo os indicados:

Melhor Gravação Dance:
“Tearing Me Up” — Bob Moses
“Don’t Let Me Down” — The Chainsmokers Featuring Daya
“Never Be Like You” — Flume Featuring Kai
“Rinse & Repeat” — Riton Featuring Kah-Lo
“Drinkee” — Sofi Tukker

Melhor Álbum Eletrônico:
Skin — Flume
Eletronica 1: The Time Machine — Jean-Michel Jarre
Epoch — Tycho
Barbara Barbara, We Face A Shining Future — Underworld
Louie Vega Starring…XXVIII — Louie Vega

Melhor Performance em Duo/Grupo:
“Closer” — The Chainsmokers Featuring Halsey
“7 Years” — Lukas Graham
“Work” — Rihanna Featuring Drake
“Cheap Thrills” — Sia Featuring Sean Paul
“Stressed Out” — Twenty One Pilots

Artista Revelação:
Kelsea Ballerini
The Chainsmokers
Chance The Rapper
Maren Morris
Anderson Park

Flume lança novo EP, “Skin Companion”

Já confirmado para vir ao Brasil em 2017, no Lollapalooza, que será realizado nos dias 25 e 26 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o DJ e produtor australiano Flume acaba de lançar um novo EP. Denominado “Skin Companion”, o trabalho chega com quatro canções, sendo a primeira, ‘TRUST’, uma colaboração com a cantora Isabella Manfredi.

Disponível para ouvir no Spotify, o EP chega sucedendo o segundo álbum do artista, “Skin”, lançado em maio deste ano, e que conta com a colaboração de nomes como AlunaGeorge, Little Dragon e Tove Lo.

Como pode ser observado abaixo, “Skin Companion” é uma ótima amostra do que podemos esperar do próximo álbum do talentoso produtor. Aperte o play!

REVIEW: Novo álbum do Flume é bom, mas não o suficiente

Flume é um produtor australiano que emplacou o seu LP de estreia em 2012, o LP “Flume” contava com quinze faixas, sendo cinco delas com vocalistas convidados. O LP era de Future Garage com melodias características e onipresentes no álbum e recebeu um feedback positivo, tanto de críticos como de fãs.

Skin foi o que o artista conseguiu bolar depois de quatro anos sem novos lançamentos originais (descontando o Deluxe version de seu primeiro LP, lançado em 2013 que contava com remixes e vocais desnecessários adicionais).

O resultado: Decepção.

Metade dessa decepção foi marcada pela qualidade musical inferior comparada ao seu primeiro LP, a outra metade foi pelos pequenos relances que existem no álbum, que mostram que poderia ter sido uma adesão bastante sólida à discografia do Flume.

O álbum abre com a Intro instrumental, “Helix”, uma faixa bastante progressiva e com samples de vocais, que marcam praticamente todas as músicas, junto com um sintetizados de diversas camadas, que costumam ser bastante doces, junto com batidas que tem inspiração clara em trap e wonk. A introdução faz bem a sua função e deixa a ansiedade alta para ouvir o resto do álbum. Essa ansiedade é rapidamente quebrada com a segunda faixa, “Never Be Like You”, uma música em colaboração com a vocalista Kai, acabou como um pop bastante genérico, com a produção do artista ficando em segundo plano e o vocal mediano de letras rasas tomando o centro do palco.

As coisas melhoram um pouco com a faixa “Lose It” em colaboração com o rapper Vic Mensa, que é capaz e manter um flow bem consistente e a produção lembra bastante o primeiro álbum do australiano. O começo da quarta faixa, “Numb & Getting Colder” tem um synth bastante convidativo, e os vocais da cantora australiana Kučka acabam dando algum charme para a faixa, mas ela se repete por mais tempo que deveria e se torna enjoativa ao final. A quinta faixa, “Say It”, conta com a cantora pop em alta, Tove Lo, trás uma música que tem letras focadas em sexo, mas nem sua performance vocalmente quanto a produção são capazes de condizer com esse vibe sensual que a música buscava passar,  aquelas melodiase doces transbordam na música, em uma tentativa de fazer ela voltada para o rádio e acabam perdendo o foco original.

As coisas melhoram bastante com “Wall Fuck”, uma das únicas cinco músicas sem um vocalista convidado. A melhor track das dezesseis que o álbum conta, trás samples de vocal e synths bastante progressivos logo de cara, que são quebrados por uma bassline massiva, junto com uma percussão bem forte. Talvez a mais experimental do álbum para o repertório do Flume, a track se mantém interessante do começo ao fim e mostra como o artista cresceu desde seu primeiro lançamento.

A faixa “Pika” é uma das outra cinco sem vocal, que se mostra bastante descente, mas com menos de dois minutos, ela deixa um gosto amargo por não ter sido mais longa, o mesmo sentimento é deixado pelas faixas “3” e “Free”, duas outras que também não contam com vocalistas. O interlude “When Everything Was New” é divertido e trás vocais de crianças (Afinal era a época em que tudo era novo).

As tracks “Take a Chance” e “Innocence”, com as vocalistas LittleDragon e AlunaGeore, prometiam devido ao estilo e consistência das convidadas, e não são ruins, mas também deixam a desejar devido a espectativa. Acabam sendo música de produção extremamente rasas. No caso da “Innocence”, o produtor utilizou o vocal da Aluna em menos da metade da música, e desperdiçou uma boa chance.

“Like Water” com a convidada MNDR uma das mais interessantes do álbum, a vocalista manda uma performance repleta de falsetes e notas fora do tom que dão um toque bem interessante em uma das melodias mais bem produzidas do álbum. A track não é para todos os gostos, o vocal pode ser meio difícil de digerir, mas não deixa de envolver.

“You Know” e “Like Water”, são as duas tracks mais desinteressantes do álbum. “You Know” tendo letras totalmente desconexas do resto do álbum, quase como um Gangster Rap, junto com uma produção preguiçosa e uma harmonização de vozes na segunda parte que chega a doer. “Like Water” fecha o álbum com uma contribuição do artista, vencedor de múltiplos Grammys, Beck, mas a faixa é pop genérico, que não inova e repete a formula, já utilizada até o limite no resto do álbum, com vocais bem sem sal, termina o álbum como mais uma das músicas que poderia ter sido ótima, mas foi razoável, no melhor dos casos.

Existem músicas muito boas no álbum, principalmente as instrumentais, mas parece que o Flume está tentando agradar ao rádio e a si mesmo, tudo de uma vez. Isso resultou em um álbum sem nenhum tema, ligado pelo estilo musical, mas sem nenhuma conexão ou conceito. Que perdeu uma chance de ter causado um real impacto, e acabou sendo apenas mais um álbum médio.