Histórico clube popular da Europa fecha suas portas depois de 30 anos

O famoso Cocoricò, que já recebeu astros como Carl Cox, Richie Hawtin e Chemical Brothers, teve falência declarada

Um dos mais célebres e famosos clubes da cena eletrônica italiana fechou suas portas. Aberto em 1989, o Cocoricò declarou falência no começo deste mês. Sediado em Riccione, na província de Rimini, o clube tinha capacidade de seis mil pessoas e era famoso por seu design em forma de pirâmide e por grandes noites com expoentes da house e do techno.

Confira o que disse o Resident Advisor:

Aberto em 1989, o local histórico teve falência declarada em 04 de junho pela Corte de Rimini, que agiu a pedido do fisco. De acordo com o Huffington Post, o Cocoricò deve mais de €800 mil [aproximadamente R$ 3,47 milhões] em impostos. A primeira audiência de falência vai ocorrer no dia 25 de outubro.

Os problemas financeiros do Cocoricò derivam parcialmente por causa da morte de Lamberto Lucaccioni, um raver de 16 anos que faleceu depois de tomar ecstasy no clube, no verão de 2015. A casa ficou fechada por quatro meses durante a alta temporada, o que prejudicou a sua reputação e a colocou numa espiral de débitos.

No seu auge, o Cocoricò — originalmente aberto como um restaurante — foi um dos clubes mais populares da Europa, famoso por seu telhado de vidro em forma de pirâmide. Nos últimos 30 anos, recebeu de Carl Cox, Magda e Richie Hawtin a Fatboy Slim e os Chemical Brothers.

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Em loja de discos italiana, Eli Iwasa toca set alternativo em vinil; assista!

Brasileira recebeu convite para tocar na famosa Serendeepity, em Milão

O que um DJ mais gosta de fazer na Europa? Comprar discos, claro! Foi em uma dessas programações musicalmente turísticas, em Milão, na Itália, que a diva brasileira do techno Eli Iwasa recebeu um convite para tocar na loja Serendeepity, na tarde de quarta-feira.

Fundada por Nicola Mazzetti em 2009, exímio pesquisador musical que inclusive já tocou no Brasil, a Serendeepity ficou muito conhecida na Europa pela sua curadoria diversificada, com raridades musicais vindas de todos os continentes. Nessa loja, que regularmente apresenta sets em suas dependências, já tocaram artistas como Ellen Allien, Tom Trago e Kornel Korvács.

Uma curiosidade sobre esse encontro é que o convite não necessariamente aconteceu porque Nicola conhecia a Eli, e sim após a paulistana chegar no caixa da loja e chamar sua atenção. “Ele gostou dos discos que escolhi e falou: ‘muito legal o que você escolheu comprar, você não quer vir aqui fazer um set?’”, conta a DJ à Phouse.

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No dia seguinte, ela estava lá para participar do jogo tradicional da Serendeepity: escolher os vinis da loja e tocar na hora. “É desafiador, mas muito divertido escolher músicas as quais nem todas você conhece e fazer com que elas façam sentido no set e combinem, mesmo com diferenças no BPM”, lembra Eli.  

Pela riqueza de repertório que a Serendeepity possui, Eli preferiu abster-se do seu som usual de techno e house. “Não dava para ser um set normal, pois a loja tem muita coisa boa desconhecida. Eles têm uma seleção gigantesca de músicas ‘obscuras’ de muitos países, é muito foda”, acrescenta.

Sua seleção foi do electro ao experimental, do dark wave ao synthpop, envolvendo nomes como Cyrnai, Decadence, Silent Servant, Ivan Smagghe, Golden Filter, um disco falado da Lydia Lunch e uma faixa da compilação Alternative Funk, do selo alemão Platform 23. Há ainda músicas de produtores tailandeses, coreanos, japoneses e diversas outras nacionalidades variadas.

O set foi transmitido ao vivo na página da Serendeepity e você pode conferir logo abaixo: 

MIX THE PICKS #103 Eliana Iwasa

Posted by SERENDEEPITY on Wednesday, May 29, 2019

Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.