DJ e empresário de sucesso: conheça o trabalho de Rishi Patel

Rishi é DJ e um dos nomes à frente da Plus Eight Equity Partners

Em certas áreas, ter um perfil visionário é fundamental para quem deseja obter sucesso. No mundo da música eletrônica, o indiano baseado nos Estados Unidos Rishi Patel pode ser apontado como um personagem que detém tal característica, afinal, além de dedicar-se como DJ, é também um empresário respeitado e cofundador da Plus Eight Equity Partners, grupo global de capital de risco que investe em empresas inovadoras de tecnologia musical.

Como exemplo de um dos projetos que ganhou o investimento da Plus Eight podemos citar o Subpac (confira o vídeo abaixo). A ideia é baseada em um sistema de áudio que fornece uma experiência imersiva de alta resolução para todos os tipos de mídia. Em outras palavras, o dispositivo transfere silenciosamente e com precisão as frequências graves profundas para o corpo inteiro sem a necessidade de estremecer a casa com o som alto — tudo isso através de uma cadeira exclusiva ou de uma espécie de colete.

Aos 35 anos, Rishi já atuou como investment banker em Wall Street, e sua vasta experiência no campo econômico fez com que absorvesse um know-how profundo na questão de investimentos, levando-o a dar vida a Plus Eight em 2014. Pode-se dizer que a empresa é um desdobramento do selo de techno homônimo fundado por John Acquaviva e Richie Hawtin na década de 1990 — nomes que hoje também fazem parte do negócio ao lado de Rishi, Pete Tong e Ben Turner; um time e tanto!

Mas se engana quem pensa que suas tarefas se limitam apenas a questões ligadas à Plus Eight. De certa forma, é até natural que um profissional envolvido com esse mercado criativo esteja inserido com maior profundidade na música. Por estar ao lado de tantos ícones do cenário eletrônico, Patel também possui um lado artístico forte que vem sendo desenvolvido a cada nova gig.

Através de seu altergo Rambo Springsteen, ele já viajou para dezenas de países e tocou em lugares como Burning Man e o festival caribenho SXM, além de passagens por clubs como o Output, junto de seus parceiros Pete Tong e John Acquaviva, demonstrando pouco a pouco seu talento frente aos decks.

Nessa rotina de viagens e apresentações, acabou se aproximando também de outros grandes DJs internacionais, como Pan-Pot, Adam Beyer e Dubfire, um relacionamento amigável que tem rendido boas doses de conhecimento musical. Rishi Patel é um verdadeiro exemplo que quando a criatividade e a inteligência andam lado a lado, nem mesmo o céu é o limite.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Conheça os headliners das próximas aberturas de Laroc e Ame Club

Nomes como Nicky Romero, Aly & Fila, Kölsch e Nastia serão atração entre abril e julho

Além das datas já anunciadas para Laroc e Ame Club (13 de abril e 30 de março, respectivamente), os clubes irmãos de Valinhos estão prestes a anunciar sua programação para maio, junho e julho.

Depois de um Carnaval especial recheado de atrações que foram de DJ Snake e Diplo a Seth Troxler e CamelPhat, as casas seguem apostando na fórmula que consagrou o Laroc como um dos espaços mais prestigiados do mundo: grandes DJs internacionais — do mainstream e do underground — aliados a uma estrutura que combina tecnologia com a bela paisagem da região.

Serão cinco aberturas no Laroc e quatro no Ame, começando com as festas que trarão Sunnery James & Ryan Marciano, Bruno Martini e Chemical Surf (Laroc); e Pete Tong, Bushwacka!, Gui Boratto e Elekfantz (Ame), em aberturas que já foram reveladas oficialmente.

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Além delas, as casas vão receber como headliners Nicky Romero, Aly & Fila, Ferry Corsten, Alok, Cat Dealers, Kölsch, Nastia e Patrice Bäumel — sem contar uma nova edição da festa espanhola elrow, que debutou no Laroc em julho do ano passado. Os lineups para essas aberturas ainda não estão completos.

“Hoje a gente vive um momento em que os artistas nacionais tem enorme domínio sobre a cena local — o que é ótimo, porque mostra o valor dos nossos produtores, mas temos também a missão também de trazer nomes que estão em linha com a cena internacional”, declarou Mario Sergio de Albuquerque, sócio-fundador de ambas as casas.

“Neste ano, vamos apostar ainda mais no equilíbrio entre um nome internacional em evidência junto a um nome nacional de expressão. A ideia é realmente balancear, não ficando refém de nenhum dos mercados [nacional e internacional]. O Brasil é um dos poucos países do mundo que consome sua própria música e esquece de todo o resto. Esse equilíbrio tem que existir”, concluiu.

Confira as próximas aberturas:

Laroc Club:

13/04 – Sunnery James & Ryan Marciano, Bruno Martini, Chemical Surf;

04/05 – Ferry Corsten, Aly & Fila;

01/06 – Nicky Romero, Cat Dealers;

29/06 – Alok;

13/07 – elrow;

Ame Club:

30/03 – Pete Tong, Bushwacka!, Gui Boratto, Elekfantz;

18/05 – Kölsch;

22/06 – Nastia;

20/07 – Patrice Bäumel;

ANNA estreia na conceituada série Essential Mix; ouça!

Brasileira atinge um novo patamar com mix para a BBC Radio 1

A carreira da brasileira ANNA parece ter pego propulsão e está voando cada vez mais alto, em uma velocidade cada vez mais rápida. Depois de um 2018 de muito destaque, a artista foi convidada pelo Pete Tong para mandar seu primeiro Essential Mix na BBC Radio 1 — ato que pode ser considerado um divisor de águas na carreira de muito DJ.

O programa foi ao ar nesse último sábado, 12, e agora foi liberado na íntegra pela rádio. São 16 faixas (cinco autorais, incluindo “Hidden Beauties” e o remix para Jon Hopkins) em duas horas de som, com direito a introdução com um breve histórico da produtora e Pete Tong arranhando um português.

Ouça aqui.

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Assista aos sets mais underground do Ultra Music Festival

Diversos vídeos foram upados na íntegra pela BE-AT.TV

Além dos diversos sets disponibilizados pelo Ultra para que os próprios artistas pudessem publicar em seus canais no YouTube, a BE-AT.TV também vem disponibilizando vídeos de performances do festival na íntegra e em alta qualidade.

Isto porque a plataforma de streaming cobriu toda a programação do RESISTANCE, um dos principais destaques desta edição do UMF, que teve em seus dois palcos — Megastructure e Arcadia Spider —, além de estruturas fantásticas, atrações do calibre de Carl Cox, Pete Tong, Nastia, Adam Beyer, Matador, Stephan Bodzin, Hot Since 82, Coyu, Nic Fanciulli, Danny Tenaglia e um B2B entre Dubfire, Nicole Moudaber e Paco Osuna.

+ Edição de 20 anos do Ultra foi boa, mas entregou menos do que prometeu

O canal vem subindo alguns dos sets gravados desde a semana passada, e ainda deve trazer muitos outros vídeos nos próximos dias. Confira os que já foram upados:

Ultra Miami libera primeira fase do lineup do seu palco underground

Sucesso desde 2016, o palco RESISTANCE já tem nomes gigantes da cena house/techno confirmados para a edição de 20 anos em Miami

Depois de lançar a primeira fase do line da sua edição de 20 anos, o Ultra Miami divulgou agora a primeira fase do palco mais underground do festival — o RESISTANCE.

Os headliners são Carl Cox, Adam Beyer, Dubfire em um B2B2B com Nicole Moudaber e Paco Osuna, o grupo J.E.S.u.S — projeto de Jackmaster, Eats Everything, Skream e Seth Troxler —, Maceo Plex, Jamie Jones, Joseph Capriati e Sasha B2B John Digweed, que juntos formam um time de muito peso.

Além disso, foram confirmados também outros 25 nomes que não deixam por menos, incluindo Nastia, Pete Tong, Stephan Bodzin, Nic Fanciulli, Hot Since 82, Danny Tenaglia, wAFF, Josh Wink, Frankie Bones e uma outra dezena de artistas, fazendo do palco uma das grandes atrações até o momento.

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O RESISTANCE será dividido em duas estruturas — as tradicionais Arcadia the Spider, e seu famoso formato de aranha robô gigante, e a Megastructure assinada por Carl Cox.

Confira o line parcial:

Carl Cox abre 25º ano da série Essential Mix; escute!

O icônico DJ foi o escolhido para começar o 25º ano da mais conceituada série de DJ mixes do mundo

Desde outubro de 1994, Carl Cox aparece com frequência pela BBC Radio 1 para mandar um Essential Mix cheio de música cuidadosamente selecionada. Não à toa, ele foi escolhido para começar o 2018 da série apresentada por Pete Tong, que nesta temporada completa 25 anos.

Na seleção de duas horas, constam nomes que tiveram muito destaque em 2017 e prometem muito para este ano, como Nicole Moudaber, Anja Schneider e Tom Cole, e também faixas inéditas de Eats Everything e Dense & Pika.

Este é o 45º Essential Mix assinado por Cox, que desta vez foi introduzido por Tong como “um dos DJs mais lendários na história da dance music”.

O mix foi ao ar nessa sexta-feira, 06, e fica disponível no site da BBC por 30 dias. Confira aqui.

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“Why We DJ — Slaves to the Rhythm” traz depoimentos de astros como Carl Cox, Erick Morillo, Pete Tong e Seth Troxler

Em parceria com a Pioneer DJ, o vlog DJsounds recentemente lançou o documentário Why We DJ — Slaves To The Rhythm, que mostra o lado da vida de DJ que muitos não enxergam. Por trás de muita dança, alegria, energia e de todo o glamour dos grandes clubes, os artistas passam por situações de muita solidão e questionamento, graças a um lifestyle muito acelerado, e por muitas vezes, desregrado.

Com cerca de 40 minutos, o filme debutado no último ADE traz relatos de Luciano, Seth Troxler, Carl Cox, Pete Tong, Ben Pearce — que cancelou todas suas gigs de 2016 para lutar contra a depressão —, Erick Morillo e B.Traits, que revelam como a sequência de turnês, a constante troca de fuso horário e os momentos de solidão podem ser os ingredientes perfeitos para a depressão ou para vícios variados. Além deles, psicólogos e outros profissionais da indústria também dão sua visão sobre o tema.

Morillo, por exemplo, contou que quando decidiu dar uma pausa em sua carreira e relaxar um pouco em Miami, viu a ascensão de novos nomes e começou a se sentir deixado para trás. Somente com terapia ele descobriu que deveria engolir seu ego e se tornar mais humilde, pois a competição egocêntrica estava fazendo mal à sua saúde.

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O documentário também retrata o lado introvertido de muitos artistas, em contraponto a uma carreira agitada e ao estereótipo do DJ como uma pessoa altamente sociável e extrovertida. Muitas vezes se sai de uma gig para milhares de pessoas para encarar na sequência um voo de dez horas sem nenhuma companhia, o que gera contrastes muito intensos.

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Apesar de muito trabalho e cansaço, os DJs são unânimes em descrever com alegria a sensação de fazer uma pista ir à loucura ou de saber que o seu set transformou a noite de alguém em uma lembrança única. Definitivamente, trata-se de uma profissão de extremos, e com exigências que nem todos aguentariam.

Assista ao filme:

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Collab lendária: Nile Rodgers e Carl Cox lançam primeiro single oficial

Depois de alguns anos trabalhando em conjunto, os dois mitos da dance music lançam sua primeira faixa em conjunto

Não é de agora que Carl Cox e Nile Rodgers se reúnem num estúdio. As duas lendas da música vêm trabalhando em conjunto desde 2015, quando fizeram inúmeras jams, segundo relato de Cox para a Billboard.

Os frutos dessa parceria, entretanto, são raros: podemos encontrar apenas um lançamento do ano passado, um remix dub de David Tort para “Ohh Baby”, música creditada à dupla — a original nunca viu a luz do dia.

Desde esse último final de semana, porém, temos enfim o primeiro resultado oficial dessa parceria: o single “Beat The Track” saiu pela Bush Records, acompanhado por outras duas releituras, feitas por Steve Ward (batizada de “manipulação”, e não remix), e Drumcomplex & Roel Salemink.

A original é a clara junção de Cox e Rodgers, com a levada tech house contagiante de um e as guitarras groovadas do outro, que se complementam com muita classe. A premiere foi feita em destaque no programa de outro grande ícone, o DJ e comunicador Pete Tong, na BBC Radio 1.

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Confira todos os vencedores do primeiro Electronic Music Awards

O primeiro Electronic Music Awards rolou nessa noite de quinta-feira, em Los Angeles, com transmissão para o mundo todo via Twitter. A Phouse acompanhou o streaming de perto, então fiquem espertos que em breve soltaremos um review sobre o evento.

Enquanto isso, você já pode conferir abaixo quem foram os grandes premiados da noite:

Álbum do ano

Woman, Justice
Memories…Do Not Open, The Chainsmokers
9, Cashmere Cat
Epoch, Tycho
Migration, Bonobo (VENCEDOR)
Humanz, Gorillaz

Single do ano

Skrillex & Rick Ross – “Purple Lamborghini”
Major Lazer ft. Justin Bieber & MØ – “Cold Water” (VENCEDOR)
The Chainsmokers ft. Halsey – “Closer”
DJ Snake ft. Justin Bieber – “Let Me Love You”
Porter Robinson & Madeon – “Shelter”
Martin Garrix & Dua Lipa – “Scared To Be Lonely”

Faixa do ano

Kidnap Kid & Lane 8 – Aba
Kolsch  – Grey
Todd Terje – Jungelknugen (Four Tet Remix)
Lapsley – Operator (DJ Koze Extended Disco Version)
Rüfüs du Sol – Innerbloom (Sasha Remix) (VENCEDOR)

Festival do ano

EDC – Várias cidades (VENCEDOR)
Tomorrowland – Boom
Electric Forest – Rothbury
Movement – Detroit
Lightning In A Bottle – Bradley

Clube do ano

Berghain/Panorama Bar – Berlim
DC-10 – Ibiza
Elrow – Barcelona
Fabric – Londres
Omnia – Las Vegas
Output – Nova Iorque (VENCEDOR)
XOYO – Londres
XS – Las Vegas

Radio Show do ano (com dois vencedores)

Above & Beyond – Group Therapy
Annie Mac – Annie Mac Presents
Claude VonStroke – The Birdhouse
Danny Howard – BBC’s Radio 1 Dance Anthems
Diplo – Diplo & Friends (VENCEDOR)
Liquid Todd – Beta BPM
Nicole Moudaber – In The Mood
Pasquale Rotella – Nightowl Radio
Pete Tong – The Essential Selection (VENCEDOR)

Artista revelação do ano

Alison Wonderland (VENCEDORA)
Kungs
Marshmello
Mura Masa
Rezz
San Holo

DJ do ano

A-Trak
The Black Madonna
Claude VonStroke
Diplo
Eric Prydz (VENCEDOR)

Live Act do ano

Bob Moses
Bonobo
Eric Prydz
Flume
Porter Robinson x Madeon
Rüfüs du Sol (VENCEDOR)

Produtor do ano

Cashmere Cat (VENCEDOR)
Hot Since 82
ODESZA
Sasha
The Chainsmokers

Uma premiação de música eletrônica com pompa de Oscar; conheça o EM Awards

Além dessas categorias, o EM Awards entregou dois prêmios como menção de honra: o pioneiro do techno Juan Atkins foi condecorado com o Prêmio Inaugural de Inovação, enquanto Moby  recebeu o Prêmio de Realização de Vida.

O Electronic Music Awards foi coproduzido por Paul Oakenfold e pela companhia Hunt & Crest. A cerimônia chegou a ser anunciado para abril de 2016, com o nome de Electronic Music Awards & Foundation Show e transmissão da Fox. Cerca de duas semanas antes da data marcada, porém, o evento foi adiado, e relançado neste ano, com um nome ligeiramente diferente e transmissão pelo Twitter para o mundo todo.

Fique ligado aqui na Phouse para entender melhor o que foi e o que significou essa cerimônia para cena eletrônica.

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Uma premiação de música eletrônica com pompa de Oscar; conheça o EM Awards

* Foto: Daft Punk sendo premiado com um Grammy, em 2014

Seguramente, vivemos hoje a época de maior força da música eletrônica no mundo. Nunca se ouviu tanto house, techno, EDM, trap, future bass, e as misturas são cada vez mais ousadas. Nós temos incontáveis festivais, filmes e documentários, concursos e reality shows voltados a esse universo. Naturalmente — e apesar de já existirem diversas premiações de nicho, como a IDMA —, havia uma lacuna para uma cerimônia de prêmios com toda a pompa de um Oscar, um VMA ou um Grammy, focada exclusivamente no mundo da dance music. Pois essa lacuna foi preenchida: nasce neste ano o primeiro Electronic Music Awards.

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Serão premiados os melhores do ano em 11 categorias: melhor single, álbum, faixa, remix, clube, DJ, produtor, live act, festival, radio show e artista revelação. Entre os indicados estão grandes figuras, das vertentes mais variadas, como Justice, Skrillex, Gorillaz, Martin Garrix, Eric Prydz, Major Lazer, The Chainsmokers, Diplo, Todd Terje, Bonobo, Sasha, Hot Since 82, Claude VonStroke, Annie Mac, Pete Tong, The Black Madonna, Flume, A-Trak e Four Tet, além dos novatos (ou nem tão novatos assim) San Holo, Mura Masa, Alison Wonderland, Rezz, Marshmello e Kungs — estes concorrendo ao prêmio de melhor novo artista do ano.

A premiação rola no dia 21 de setembro, com transmissão ao vivo pelo Twitter, diretamente de um galpão no centro de Los Angeles, às 19h47 do horário local (23h47 em Brasília). Até o momento, Moby, Orbital, Ramzoid, Madeaux, Kidnap Kid, Illenium, Goldfish, Floorpan e Autograf são as atrações confirmadas para se apresentarem ao vivo — mais nomes ainda serão anunciados. Os responsáveis por apresentar a cerimônia são a DJ e jornalista Hanna Rad e o editor-chefe da Billboard Dance, Matt Medved.

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Com Paul Oakenfold como produtor executivo, o Electronic Music Awards chegou a ser anunciado em janeiro de 2016, com o nome de Electronic Music Awards & Foundation Show. O evento foi programado para abril daquele ano, com transmissão pela Fox direto do SLS Hotel, em LA, mas cerca de duas semanas antes da data marcada, o programa foi adiado, sendo relançado agora, com um nome ligeiramente diferente e sem transmissão televisiva.

Você pode conferir mais detalhes no site oficial do EM Awards.

Seth Troxler, Pete Tong e Loco Dice falam sobre cena underground; assista!

A Burn Energy Drink lançou um novo episódio da sua série Residency Stories. Com cinco minutos e o título autoexplicativo “The Underground”, o capítulo busca desvendar o lado underground da dance music, questionando o significado do termo. O curta foi filmado em Ibiza e conta com a participação de grandes nomes, como Pete Tong, curador da iniciativa, Seth Troxler e Loco Dice, além do vencedor do Burn Residency 2016, o italiano Lollino.

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“A dance music underground possui os mesmos critérios do início do punk rock”, diz Tong, que ainda relembrou da sensação que tinha por volta de 1987 — época dos primórdios da cultura clubber, com a ascensão do movimento acid house. “Você fazia parte de algo meio secreto, que ninguém mais sabia o que era e isso te fazia diferente de todo mundo. Saindo da escola e curtindo soul, funk e rave groove, e encontrando toda aquela gente que sabia dessa música que ninguém mais parecia conhecer”.

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“O que é mais underground que um bando de garotos fazendo novos experimentos em um porão?”, complementa Troxler. “Eu lembro-me de ir a Detroit, onde as únicas pessoas que frequentavam as festas eram outros DJs.” Em meio a lembranças, observações e menções a lugares particulares do planeta, surge até o paradoxo entre a cena underground inicial e o status que ela carrega hoje em dia, já tendo saído do estágio de incubação e sendo reverenciada por milhões de pessoas no mundo todo. Seth Troxler explica: “Eu sou um artista muito popular, mas considero que o som que eu toco é underground. Ele é bem retrô, bem de nicho, é uma subcultura”.

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“The Underground”, que você vê abaixo, é o quarto episódio da Burn Residency Stories — você pode assistir aos outros três aqui. Competição que premia um DJ por ano com cinco residências em Ibiza e um contrato de cem mil Euros, a Burn Residency está em sua sétima edição nesta temporada.

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Enquanto Avicii ia soltando seus teasers sobre o novo disco, muito se especulou sobre o que viria pela frente: um álbum dividido em dois EPs? Um EP dividido em dois volumes? O mistério foi solucionado pelo próprio Tim Bergling, em entrevista ao famoso Pete Tong, na BBC Radio 1.

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Em conversa de cinco minutos, Avicii revelou que o LP vai ser na verdade dividido em três EPs: “Avīci (01) é o primeiro de três, então o álbum completo vai ser lançado quando sair o terceiro EP”. O produtor também confessou que, depois de meses viajando pela África, desconectado da internet, está muito feliz longe dos palcos.

Entretanto, ao ser indagado por Tong se ainda tem picapes em casa e se, ao ver nas ruas outdoors de shows de nomes como Calvin Harris, Tiësto ou Steve Aoki, não sente vontade de voltar a tocar, Bergling admitiu que fica dividido, mas que este não é o momento certo para tomar qualquer decisão. “Eu ainda tenho os equipamentos, mas no começo [da aposentadoria] eu não conseguia nem olhar pra eles. Agora já estou voltando [a praticar]”, disse. “Estou muito feliz e livre do estresse neste ano, então quero me sentir ‘normal’ por mais um tempo, antes de decidir se volto [a tocar] ou não.” Você pode ouvir a entrevista na íntegra no player abaixo:

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Para acompanhar a première do documentário What We Started — que se deu ontem, no Los Angeles Film Festival, nos Estados Unidos —, um teaser de um minuto do filme foi divulgado na web.

Nele, temos um pedaço de um depoimento de Martin Garrix (protagonista da obra, ao lado de Carl Cox), falando sobre o quão louco foi ter ascendido tão rapidamente. Em seguida, David Guetta e Steve Angello aparecem no sofá, à frente de Garrix, corroborando com a ideia: “Imagina pra ele [Garrix], fez tudo isso em dois anos! Pra gente, levou dez!”, disse David. “Você [Garrix] saiu do seu quarto pra tocar na frente de cem mil pessoas em um ano! Isso é uma loucura!”, complementou o DJ.

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Seth Troxler, com seu tom debochado de costume, também figura no teaser: “Como diabos um garoto de 17 anos de repente é a cara da dance music? Que diabos?!”. O vídeo encerra com um questionamento de Paul Oakenfold: “Um garoto de 16, 17 anos faz uma faixa, não tem experiência nenhuma em discotecar para o público, e é bookado. Por quê?”.

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Mesmo sendo personagem principal do filme, Cox não aparece nesse teaser. What We Started — que traz uma narrativa da história da música eletrônica, enganchando o legado de Carl Cox com a insurreição de Martin Garrix — ainda conta com depoimentos de Tiësto, Moby, Erick Morillo, Afrojack, Sasha, Usher, Louie Vega, Richie Hawtin, Pasquale Rotella, Russel Faibisch, Ed Sheeran e James Barton. O documentário tem direção de Bert Marcus e Cyrus Saidi, e trilha sonora por Pete Tong.

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Figurinha tarimbada do “templo” nos últimos anos, o renomado DJ britânico Pete Tong volta ao Warung no dia 25/03, feriado de Páscoa. Tong, celebrado como “embaixador mundial da dance music” e na ativa desde os anos 80, é mais conhecido por seu trabalho à frente da BBC Radio 1, sobretudo no aclamadíssimo programa Essential Mix. O cara ainda tem sua própria noite na Pacha, em Ibiza, chamada All Gone Pete Tong.

Além dele, o Warung traz o alemão Phonique, o segundo headliner da noite, e os brasileiros Leozinho, Volkoder, Diogo Accioly e Gui Thomé.

Relembre aqui quando o Pete Tong comandou, ao lado do maestro James Buckley, uma orquestra que reinterpretou clássicos da dance music.

E não deixe de conferir também o Soundcloud do DJ e produtor:

Axwell /\ Ingrosso explicam significado do símbolo /\

axwell ingrosso

Os ex-integrantes do lendário Swedish House Mafia, Axwell e Sebastian Ingrosso tem um novo e conhecido projeto: Axwell /\ Ingrosso. Isso todos já sabiam, mas em uma entrevista à BBC Radio 1, com o apresentador Pete Tong, o duo explicou o significado do /\.

“O símbolo foi um erro de ouro para nós. Acontece que quando levantamos nossas mãos juntos aparece o formato Λ. E esse é o novo símbolo para nossa união”.

É esperado para 2015 o álbum de estreia da dupla, porém mais detalhes ainda não serão conhecidos pelos fãs. Até os integrantes guardam em segredo essa informação. A única certeza é que o álbum será lançado pela gravadora Jef Jam Records e é um dos trabalhos mais aguardados para a próxima temporada.

A única faixa da nova produção já disponibilizada foi “Can’t Hold Us Down”, que você pode ouvir abaixo: