Remix de Sasha, cover de brasileiro para clássico da dance music e mais 8 sonzeiras

Foi mais difícil do que nunca escolher apenas dez lançamentos na última semana

* Por Lúcio Morais Dorázio

A gente escreveu aqui na semana passada que foi especialmente difícil selecionar apenas dez novos lançamentos pra ocasião. Acontece que não sabíamos de nada, inocentes! Nesta semana a missão foi AINDA mais difícil, com uma pré-seleção de quase 30 músicas que, com dor no coração, tivemos que enxugar — isso sem contar com o que já cobrimos na Phouse: releitura do Alok pra Pink Floyd, coletânea da label de KSHMR, EP do gaúcho trommer pela conceituada label de afro house MoBlack Records e música do Holy Animal pela Phouse Tracks.

Vamos a elas?

SYML – The Bird (Sasha Remix)

O veterano DJ e produtor britânico Sasha — muitas vezes aclamado como um dos melhores do mundo — trouxe esse excelente remix de “The Bird”, do projeto alternativo SYML, formado por Brian Fennell (antes membro da banda Barcelona). A música, que vinha sendo elogiada pelo crítica dado a sua estética sonora acústica, agora recebe pelas mãos do Sasha, uma versão inovadora e adaptada para as pistas de dança. Não deixe ouvir, porque é uma delícia de som! 

Sandeville, Robin S – Show Me Love

Muito provavelmente você já deve ter dançado “Show Me Love”, clássico da Robin S. que marcou uma geração de clubbers nos anos 90. Agora, via Austro Music, a faixa ganhou uma nova roupagem nessa releitura do brasileiro Sandville com vocal regravado pela própria cantora. Que moral, hein?

Kygo, Whitney Houston – Higher Love

Depois de colaborar com Selena Gomez e Ellie Goulding, Kygo lança “Higher Love”, canção com vocais póstumos de um dos ícones mundiais e mais bem sucedidos: Whitney Houston.

A música original foi lançada por Steve Winwood em 1986 e regravada por Whitney em 1990, porém, apesar de ter sido cogitada para o seu terceiro álbum, I’m Your Baby Tonight, nunca foi de fato lançada. Unindo o pop com o eletrônico do DJ e produtor norueguês, os vocais inconfundíveis de Houston se potencializam e ficam ainda mais poderosos com a batida moderna proposta por Kygo.

Felix Jaehn – Love On Myself ft. Calum Scott

Falando sobre amor próprio, Felix Jaehn pintou com mais um som, desta vez em parceria com o artista britânico Calum Scott. Este é o primeiro lançamento solo de Felix desde “Cool”, do ano passado. Lançada no mês do orgulho LGBT, a letra passa uma mensagem poderosa e inspira as pessoas a se amarem exatamente como são. O destaque fica também por conta do vocal melódico de Calum, que se funde perfeitamente com as batidas eletrônicas de Jaehn. É a trilha pro verão 2019!

Bob Moses – Nothing But You (Lindstrøm & Prins Thomas Remix)

Não podia deixar de fora essa nova versão de “Nothing But You”, lançada em 2018 pelo duo canadense Bob Moses, para o álbum Battle Lines. Agora, os produtores noruegueses Lindstrøm e Prins Thomas nos presentearam com esse remix de batidas mais eletrônicas, mas respeitando brilhantemente o estilo melódico dance-rock proposto no single original. O resultado é uma música linda de se ver — ou melhor, ouvir. 

Chris Lake, Lee Foss – Lies, Deception, & Fantasy

Dois dos maiores e mais influentes artistas da house music se uniram pra essa colaboração épica. Lee Foss e Chris Lake combinam seus talentos no novo single “Lies, Deception & Fantasy”, uma faixa que tem incendiado as mais diferentes pistas de dança ao redor do mundo. O groove e o vocal viciante de Lee foram a mistura perfeita e elevaram a música para um outro nível.

Claude VonStroke, KE, ZDS – Comments

“People talk shit and that ain’t right” (as pessoas falam merda e isso não está certo, em tradução livre) é a premissa de “Comments”, novo lançamento de Claude VonStroke pela sua label Dirtybird. Ao lado lado de Zombie Disco Squad (ZDS) e os vocais de KE, a nova faixa vem acompanhada de um clipe esquisitão e com toques sombrios.

O vídeo adotou uma estética muito similar ao do filme A Bruxa de Blair, com sequências cheias de fumaças, venda nos olhos e cordas. Já a música em si também segue essa linha com sintetizadores e um vocal sinistro.

Cuartero – Venty

Com seu tech house, o DJ e produtor espanhol Cuartero é um dos grandes nomes do momento, garantindo seu espaço em festivais e clubes mundo afora — incluindo a importante Amnesia, em Ibiza. Com bastante groove, bass e um vocal único, o lançamento de “Venty” reforça seu legado na cena eletrônica mundial. Aliás, para quem tem curiosidade em vê-lo tocar pessoalmente, Cuartero tem presença confirmada no Warung Beach Club no dia 19 de julho. 

Yves V, Icona Pop, Afrojack – We Got That Cool

Aqui temos três artistas com características bem singulares e é justamente isso que torna a faixa “We Got That Cool”, de Yves V, tão interessante. A música emana uma mistura perfeita. Ela começa com um profundo som bem ao estilo house e logo entrega para os vocais de Icona Pop, que, somados ao groovy, rapidamente tomam conta do single com um refrão cativante.

Armin van Buuren – Turn It Up (Remixes)

“Turn It Up”, lançada por Armin van Buuren em março, acaba de ganhar novas versões. Com interpretações de Sound Rush, Gian Varela, Dropgun e Clément Leroux, essa pack de remixes funciona melhor com o som alto. Então, aumenta o volume e nos diga qual versão te agradou mais.

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Progressive house: Nato Medrado lança EP com 3 originais

“Epopeia” saiu nas principais plataformas digitais nesta segunda-feira

Mantendo um bom ritmo de trabalho, o DJ e produtor Nato Medrado não descansou muito desde seus últimos lançamentos no mês de abril, e voltou ao estúdio focado em produzir novas faixas.

A novidade desta vez é seu EP Epopeia, lançado no Beatport pela Univack Records em 27 de maio — mas disponibilizado apenas hoje nas principais plataformas digitais. O disco traz três produções originais que demonstram seu melhor estilo dentro da música eletrônica: house progressivo e melódico.

Este foi o seu quarto lançamento pela label espanhola e, a cada novo release, Nato vem demonstrando maior proximidade com gravadoras renomadas do mercado, haja vista seus trabalhos por Austro Music e até mesmo pela Armada Music, por onde lançou o álbum Without Name.

Seguindo o movimento de seus últimos releases, “epopéia” é a palavra perfeita para caracterizar esse EP de originais. As três faixas conversam entre si através das construções melódicas profundas com synths hipnóticos, característica que Nato apresenta com uma técnica cada vez mais precisa. Através de longos arranjos, as produções estão muito bem configuradas para as pistas e funcionam tanto no momento dos primeiros raios de sol como para horários de maior energia.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Remixes incríveis, pérolas brasileiras e vários estilos na nova seleção de singles da Phouse

Da EDM ao indie pop

* Por Lúcio Morais Dorázio

Teve muita coisa boa lançada na última sexta-feira. Na nossa seleção da vez, muito remix importante, protagonismo brasileiro e uma variedade estética que vai do electropop ao future house, passando ainda por EDM, indie pop e progressive house. Vem conosco!

Alok, Seu Jorge & BiD – E Depois (Que Sorte A Minha)

Mantendo a essência da versão original, Alok adicionou batidas mais aceleradas e eletrônicas neste remix, agora rebatizado de “E Depois (Que Sorte A Minha)”. A música original, que já era muito boa, foi lançada originalmente há 12 anos por Seu Jorge e BiD, nome artístico do produtor musical Eduardo Bidlovski. Música gostosa de se ouvir.

Xamã – Monalisa (KVSH Remix)

Sucesso na voz do rapper Xamã, a track “Monalisa” ganhou um remix pelas mãos do jovem promissor KVSH. A nova versão é bem construída, com uma melodia marcante e que vai progredindo em cada drop. Trata-se do primeiro remix oficial feito para uma canção do rapper.

RÜFÜS DU SOL – Underwater (Yotto’s Dusk and Dawn Remix)

O trio RÜFÜS DU SOL nos presenteia com um lindo pacote de remix da faixa “Underwater’” sendo dois deles produzidos pelo DJ e produtor finlandês Yotto. O interessante é que as duas versões se distinguem pelos dois momentos do dia: “Dusk” (crepúsculo, em inglês) e “Dawn” (amanhecer).

As duas — ótimas — faixas se complementam. A versão “Dusk” se aproveita de uma atmosfera um pouco mais fechada, combinando momentos de calma e groove. Por outro lado, Yotto traz um som mais profundo no remix “Dawn”, construindo um equilíbrio maior entre o grave e a parte melódica. Difícil escolher uma favorita, viu? 

Tiësto, Jonas Blue & Rita Ora – Ritual

Depois de alguns teasers lançados nas redes sociais, Tiësto, Jonas Blue e Rita Ora lançaram “Ritual”, que foge, felizmente, do estilo pop mais estereotipado. Os artistas conseguiram imprimir com sucesso a personalidade de cada um, combinando arranjos instrumentais com um drop agradável e dançante, que vai bem tanto nas pistas como nas rádios. Destaque pro vocal cativante de Rita Ora. 

Kygo, Rita Ora – Carry On (Nicky Romero Remix)

Mais Rita Ora: a faixa “Carry On”, da cantora com Kygo, trilha sonora do filme “Detetive Pikachu” (sobre a qual a Phouse já falou aqui), ganhou agora um remix de Nicky Romero.

A nova versão começa com os vocais inspiradores de Rita, mas o DJ e produtor holandês logo deixa sua assinatura “progressiva”, acelerando os vocais e inserindo elementos de tropical house. O remix manteve a vibe da versão original, mas, sem dúvidas, é uma opção mais enérgica, construída para os grandes festivais.

The Chainsmokers, Bebe Rexha – Call You Mine

“Call You Mine” é o quarto single do terceiro álbum dos Chainsmokers, chamado World War Joy. O vocal desta faixa é o grande protagonista: Bebe Rexha é uma grande artista e domina a música do início ao fim. De modo geral, mesmo com alguns agudos em excesso, a melodia é boa e a batida eletrônica, grave e instrumental, é bastante agradável. 

Yves V – My Friend

A música original é um clássico atemporal do grupo britânico Groove Armada — e que ousadia do Yves V remixar uma música tão icônica! Mas o DJ belga fez seu dever de casa e conseguiu entregar um future house empolgante, de batidas eletrônicas bem marcantes. O remix já ganhou apoio de grandes nomes, como Don DiabloAfrojackR3HAB.

Miguel Campbell – Not Supposed To Be Easy

Miguel Campbell é um desses artistas que conquistaram ao longo dos anos um público cativo, e se tornou um dos nomes mais adorados nas pistas dos principais do Brasil e do mundo. “Not Supposed To Be Easy” se iguala no quesito qualidade de outros grandes lançamentos do DJ e produtor britânico, flutuando entre a disco house e o funky house.

Metronomy – Lately

Metronomy, grupo inglês de indie pop/indie dance adorado por muitos brasileiros, compartilhou sua nova música de trabalho, “Lately”. A faixa é o primeiro lançamento do grupo desde o álbum Summer 08, de 2016, e vem para dar uma palinha do que vem por aí no sexto álbum da banda, previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano.

A música veio acompanhada de um videoclipe dirigido por ninguém menos que Joseph Mount, vocalista e fundador da banda. Inspirado em um dos clássicos do cinema, Querida, Encolhi as Crianças, o clipe mostra uma miniatura dos integrantes surgindo de dentro de uma fita cassete etiquetada como “Metronomy 4eva” (“Metronomy para sempre”, na tradução livre).

Lincoln Olivetti, Mary Olivetti – You & Me 

Lincoln Olivetti é um dos grandes nomes da produção musical brasileira e, como arranjador, deixou um legado de hits, incluindo “Lança Perfume” (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1980), “Festa do Interior” (Moraes Moreira e Abel Silva, 1981) e “Banho de Cheiro” (Carlos Fernando, 1983). Falecido há quatro anos, agora ele ressurge em nossas memórias com uma faixa produzida no começo da década, em parceria com a sua filha, a DJ Mary Olivetti.

Alegre, groovada e com um quê de bossa nova, “You & Me” tem uma levada de house music, o que coloca em evidência outra faceta musical de Lincoln, indo ao encontro do estilo musical que mais define a DJ Mary. A letra da música aborda justamente essa sinergia única entre pai e filha dentro do estúdio.

Vale lembrar que o canal Music Box Brazil vai exibir a partir desta sexta-feira, 07, a série documental Lincoln Olivetti – O Mago do Pop. Fica aí a dica para conhecer um pouco mais sobre a história e a obra de um dos maiores mestres dos bastidores da música brasileira.

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DJ e produtor paulista se encontra no techno melódico

Na segunda, Toigo lançou “Medusa”, nova faixa pela Sirup Records

Trabalhar e dedicar-se única e exclusivamente à música é o que muitos artistas do cenário eletrônico almejam. Na caminhada para tornar esse desejo mais do que apenas um sonho, o DJ e produtor paulista Rodrigo Toigo vem utilizando suas melhores ferramentas, moldando um perfil artístico forte para que em um futuro próximo suas horas diárias de trabalho possam ser preenchidas 100% com a arte.

Atualmente, além de discotecar e produzir, ele mantém contato com o mundo da moda empresariando modelos e influencers em grandes agências do Brasil. Apesar de seu apreço por essa e outras funções realizadas, Toigo já tomou a decisão de viver exclusivamente da música, e vem desenhando gradativamente esse caminho através de suas produções autorais, apresentações por todo o Brasil e residência em clubs como Sub Club, Porto Luna e Tulum Bar & Club.

Sua carreira já vem sendo construída desde os anos 90 e é composta por um mosaico de influências. Apesar de já ter se aventurado por outros diversos estilos, Toigo encontrou o ambiente perfeito para desenvolver sua identidade dentro do techno melódico, conseguindo emplacar algumas de suas músicas por labels como 5uinto, Prisma Techno, Rubik’s Recordings, RUN DEEP e agora pela Sirup Records.

“Medusa”, lançada ontem, reforça perfeitamente o que acabou de ser dito: os elementos apresentados logo no primeiro minuto já demonstram seu estilo com uma melodia profunda e magistral. Durante o break, a faixa ganha progressão, envolve e cresce até seu ápice, liberando toda a emoção inserida pelo artista desde o início. Ouça abaixo:

Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Sonho realizado: jovem produtor lança pelo selo de Gui Boratto

Hiago Pauli lançou “Drone” nesta sexta-feira (24), via D.O.C. Records

Após três anos de muito estudo e foco na produção musical, Hiago Pauli conseguiu emplacar um lançamento pela D.O.C. Records, conceituado selo do Gui Boratto. Chamado Drone, o EP saiu hoje (24) nas principais plataformas digitais e marca um sonho realizado para o jovem produtor.

Drone mostra um lado muito mais maduro de Hiago, com duas faixas originais e características distintas entre si. “Ascensão” é uma produção voltada à linha progressiva e melódica, como ele explica. “Quis colocar bastante sentimento nessa track, então trabalhei com um número maior de notas, e isso gerou um resultado mais profundo”, contou à Phouse. Já “Drone”, faixa que dá nome ao release, começa de forma enérgica e futurista, ganhando intensidade para criar um contraste com a primeira produção.

Natural de Florianópolis, Hiago Pauli, 23, é músico desde os 11 anos. Durante seis, foi guitarrista de algumas bandas em Porto Alegre, e atualmente reside em Brasília. Apaixonado por música desde cedo, absorveu experiências de cada um desses lugares e percebeu que a eletrônica também havia seu encanto particular, deixando os riffs de guitarra um pouco de lado para focar em seu projeto solo.

Seu olhar sempre esteve voltado para criar músicas sólidas e com personalidade. Foi então que, em 2016, lançou seu primeiro EP no Beatport: Underworld, pelo selo Medrado Music, de Nato Medrado, mostrando sua aproximação com uma linha melódica. Ao longo dos anos, emplacou outros trabalhos em selos como Brazuka Music e Digiment Records, comandadas por FlexB.

No ano passado, Hiago deu outro passo importante na carreira quando assumiu o posto de A&R da 5uinto Records, gravadora da tradicional noite brasiliense 5uinto, que rola na cidade há mais de dez anos. A convite de João Komka, o artista pôde explorar novos horizontes da música, estando em contato com grandes nomes do mundo todo, somando um know-how ainda mais interessante para a construção de sua identidade.

Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Première: Aryela – Wrong Way Around

Faixa marca nova fase da DJ e produtora de São Paulo

Flexibilidade, determinação, ousadia e criatividade. Essas são algumas palavras que podem definir parte do perfil artístico de Aryela, DJ e produtora paulista que está lançando seu primeiro single de 2019, “Wrong Way Around.

Apesar de algumas pausas em sua carreira como DJ — que já ultrapassa mais de dez anos —, a artista sempre esteve envolvida com a música eletrônica de alguma forma, seja discotecando, produzindo eventos, agenciando artistas ou até mesmo palestrando sobre o mercado da música eletrônica Brasil afora.

2019 marca um novo momento em sua carreira. Aryela passou por diferentes fases e experiências da vida e agora volta com força total no cenário, atuando de forma mais intensa nos estúdios. Suas produções carregam na essência a house e o melodic techno, mas a cereja do bolo fica por conta de seus vocais, a partir de letras criadas e cantadas por ela, garantindo uma característica sonora ainda mais autêntica.

“Wrong Way Around” foi construída em uma linha progressiva, melódica e envolvente, reflexo do que ela pretende mostrar musicalmente em suas produções, sem se limitar ou prender-se a estilos, já que sua criatividade aflora ouvindo estilos musicais distintos. “Trip-hop é um outro amor antigo, quem sabe um álbum mais orgânico e minimalista possa vir no futuro”, disse ela, com exclusividade à Phouse. Esta faixa — assim como suas futuras produções — conta uma história vivida por Aryela, mas a interpretação fica sempre livre para o público.

A artista revela que escrever é uma de suas paixões e que esse hábito existe desde adolescente. “Poesias, diários, releases… Sempre gostei dessa arte, e tudo que coloco no papel ou em uma música tem um significado para mim. Escrevi essa letra com a intenção de me desprender de alguns episódios que estavam me fazendo andar para o lado contrário do que eu desejava, mas no final da contas percebi que o que importa é o caminho, não é mesmo?”, refletiu Aryela.

A faixa chega oficialmente nas plataformas digitais no dia 07 de maio, mas nós a trazemos em primeira mão no player acima.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Eric Prydz remixa hit underground de 2018

“Breathe”, de CamelPhat e Cristoph, é reconstruída pelo boss da Pryda

“Breath”, de CamelPhat com Cristoph, foi um dos grandes lançamentos de 2018. Agora, nesta sexta-feira, a faixa ganhou um remix especial de ninguém menos que Eric Prydz.

Não é de hoje que Prydz abraçou Cristoph, apostando no produtor e assinando com ele em sua label, Pryda Presents. Agora, foi além e remixou o “protegido”. Com sete minutos e meio, a faixa já havia aparecido no podcast Club Life, de Tiësto, neste mês. Confira:

+ Um dos grandes sons de 2018, “Breathe” ganha videoclipe

Modern Brothers – Lunar EP

Pela segunda vez, estamos lançando um EP pela Phouse Tracks. O disco é uma produção do duo Modern Brothers, produtores de technoprogressive house. Chamado Lunar, o EP traz duas originais: a faixa-título, “Lunar”, perfeita pra quem curte essa linha progressiva e melódica, e “Lost In Time”, mais minimalista e sombria.

As duas faixas estão agora disponíveis para free download no Artist Union, no nosso SoundCloud e no Spotify.

Os brasilienses Carlos Augusto Pires de Sá Neto, 42 anos, e Arnaldo Amaral, 39, são as cabeças por trás do projeto Modern Brothers. Ambos seguem carreira há mais de 20 anos e carregam muitos feitos em suas bagagens.

Carlos já tocou em clubs como Blue Parrot, na Playa Del Carmen, Mezcalinna (no México) e no 5uinto, em Brasília. Já remixou para bandas como Jota Quest e artistas internacionais como Marc Marzenit. Arnaldo, por sua vez, foi residente de clubes como Miqra, Sabatash, Nix, Fashion, Lotus e Brava Day.

Juntos, acumulam lançamentos por selos como House Machine, Climatic Records, Nothing But, Low Culture, Piso, Three Dot House e, agora, Phouse Tracks.

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Calvin Harris entra na onda do “10 years challenge” com novo EP

Hit de 2009 ganha remixes de CamelPhat e Thomas Schumacher, além de outras duas novas versões

Um dos lançamentos mais aguardados desta sexta-feira acaba de sair do forno: o novo EP de remixes de “I’m Not Alone”, hit do segundo álbum de Calvin Harris, Ready for the Weekend, que está completando dez anos em 2019.

Nele, a fase pré-EDM de Harris é revisitada com remixes de CamelPhat — que convertou “I’m Not Alone” em uma pérola progressiva — e do produtor alemão Thomas Schumacher, que desconstruiu totalmente a faixa em uma jornada ácida e super dinâmica, tornando-a praticamente irreconhecível.

Além disso, o disco ainda traz um “2019 Edit”, que reestrutura sutilmente a música, e um “2009 Remaster”, pra não deixar nenhum fã do “Original Mix” chateado. É o Calvin Harris aderindo tardiamente à onda do “10 Years Challenge”, relembrando sua época de vocalista indie e por quantas transformações passou em uma única década.

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Nato Medrado volta ao progressive house com “Generation”

Lançada nesta segunda, faixa deve marcar mais uma nova fase do produtor brasileiro

O DJ e produtor Nato Medrado voltou usar toda sua técnica e inspiração para mais uma produção original, lançada novamente pela sua Medrado Music. Hoje, Nato é uma das principais referências no Brasil quando o assunto é progressive house, caminho por onde o artista deseja seguir se aventurando em sua carreira.

Em “Generation”, o produtor imprimiu sua personalidade de forma mais intensa, trazendo alguns elementos com referências acid que se misturam na melodia criada por ele. Suas músicas recebem sempre muito sentimento e conseguem criar uma história através dessa característica melódica — marca registrada de produções que, inclusive, já conquistaram artistas como Carl Cox, Mark Knight, Pete Tong e até mesmo o brasileiro Gui Boratto.

“Generation” marca o primeiro lançamento de 2019 do artista após um hiato de alguns meses longe do estúdio, mas ao que tudo indica — depois de um 2018 em que flertou com o pop —, esta será a linha sonora que Medrado irá adotar de agora em diante, com o techno e os sons progressivos presentes em seus sets e novos lançamentos.

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* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Renascimento: após sair da Steyoyoke, BLANCAh celebra nova fase em selo britânico

Prestes a lançar EP pela Renaissance, a brasileira fará sua estreia no Reino Unido, ao lado de Solomun

Depois de anos de ascensão, 2018 foi um pouco mais complicado para a BLANCAh. Foram poucos lançamentos e algumas dores de cabeça que culminaram com sua saída da Steyoyoke, selo alemão que vinha sendo sua casa — e sua família, como ela mesma dizia — desde o início do projeto.

Passada a turbulência, ela está voltando ao caminho que vinha trilhando, e com novidades importantes. A produtora catarinense fechou com a label britânica Renaissance, conhecida por suas famosas compilações com expoentes do cenário underground, como Maceo Plex, Tale of Us, Hernán Cattáneo, Sasha, John Digweed e o brasileiro Gui Boratto.

Podcast lançado pela Renaissance nesta semana marca a nova era de BLANCAh

O primeiro lançamento da artista pelo “novo lar” será no final de maio: um EP chamado Cold Lights, com a faixa título (que, inclusive, leva também os seus vocais) e uma versão dub. Antes disso, as boas-vindas serão em grande estilo. No dia 17 de maio, BLANCAh fará parte do lineup da festa Renaissance Birmingham Part II, em que ninguém menos que Solomun será o headliner. Esta será a sua primeira data no Reino Unido.

“Nem imaginava estar alcançando tudo isso agora. O nome ‘Renaissance’ faz muito sentido nesse momento: o destino, ou o acaso, ou seja lá o que for, escolheu a dedo, porque me sinto nesse momento de renascimento, de sair da minha antiga gravadora, de experimentar aquele gosto de quase morte — porque não deixa de ser um luto o que a gente vive nessas trocas, até porque foi um término não tão agradável —, e poder ter a possibilidade de renascer, de voltar pra cena como produtora de novo, numa gravadora tão emblemática”, contou BLANCAh à Phouse.

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“Na Steyoyoke, tudo o que eu criava, o pessoal assinava embaixo e lançava, mas agora eu estou diante de um novo modus operandi, em que eles dão feedback, pedem mudanças. Esse processo todo foi angustiante pra mim, em vários momentos me deixou infeliz [risos], porque sempre me vi mais como uma artista me expressando do que tendo que me adequar com alguns padrões. Mas acredito que é o início de uma jornada nova, em que tenho ainda minha identidade musical, mas com uma pegada um pouco mais adequada ao que o mercado vem consumindo no meu segmento”, explicou.

Ainda para este ano, há também a previsão de um novo álbum — sucessor de Nest —, que já se encontra em processo avançado. E aqui ela destaca que teve 100% de liberdade para fazer do seu jeito. “Estou feliz por conseguir manter um equilíbrio na minha produção, podendo me expressar da forma que eu quero e chegar num resultado interessante”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

Uma festa no céu: como foi a Cercle no Pão de Açúcar

Com Artbat, Luciano Scheffer e Paulo Foltz, a plataforma francesa encantou os brasileiros em tarde no Rio

* Com a colaboração de Diego Colussi
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Na terça-feira passada, a Cercle fez sua estreia no Brasil transmitindo um set do duo ucraniano Artbat no topo do Pão de Açúcar. Fundado em março de 2015, o canal de live streaming francês rapidamente ganhou notoriedade na internet graças às locações escolhidas para receber os sets dos artistas convidados.

A estrutura do programa é relativamente simples. Toda segunda-feira é transmitido um novo vídeo com um projeto de música eletrônica de ponta em um lugar que geralmente pode ser descrito como inusitado. Ao fim da performance, a equipe da Cercle entrevista o DJ e também oferece um presente através de uma “mystery box”. Entre as locações que já fizeram parte da plataforma, destacam-se Torre Eiffel, Palácio de Fontainebleau, British Airways i360, Salar de Uyuni, Alpes franceses, Es Vedra e, claro, o nosso Pão de Açúcar.

Review Cercle
Foto: Alan Medeiros

Para edição brasileira, Luciano Scheffer e Paulo Foltz foram convidados para compor os slots de suporte do lineup, fato esse que refletiu em uma primeira escolha acertada da organização, já que Luciano possui uma atmosfera mais próxima do progressive house e foi responsável pelo set de abertura, enquanto Paulo, que tem seu perfil cravado no techno, fechou a noite. Os ucranianos do Artbat, ato principal do evento, flutuam entre esses dois gêneros. Além do mais, vale o destaque pela escolha de nomes fora do óbvio, mas ainda assim donos de uma jornada sólida na música.

Ao chegarmos aos pés do Bondinho Pão de Açúcar, logo nos deparamos com uma longa fila que aguardava para retirada das credenciais do evento. Encontramos alguns amigos por ali e, após alguns minutos de conversa, já embarcamos para o topo com aquela vista que só o Rio de Janeiro é capaz de oferecer. O Morro da Urca é a primeira parada do Bondinho e oferece uma visão um tanto quanto privilegiada da Cidade Maravilhosa.

Ao entrarmos na pista montada pela Cercle, a sensação foi de estarmos em uma festa no céu. A névoa que passava por trás do palco naquele instante trouxe uma energia maravilhosa para o começo da experiência. Após assistirmos os minutos finais de Luciano Scheffer, o host anunciou a entrada de Artur e Batish para uma hora e meia de set.

Os produtores ucranianos possuem uma história relativamente recente na cena internacional, que nós já resumimos por aqui. Apesar disso, eles já podem ser considerados um dos grandes hitmakers da atualidade, principalmente por conta dos releases por Diynamic, fryhide, Suara, Rukus e International Deejay Gigolo Records.

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A apresentação da dupla foi, como já esperávamos, bastante pautada nas próprias produções — aproximadamente metade das faixas tocadas eram originais ou remixes feitos por eles. O set, que iniciou com uma atmosfera mais amena e ligada ao progressive house, com uma faixa do produtor alemão Rampa, logo evoluiu e assumiu contornos mais próximos do techno — inclusive com momentos de bastante pressão de pista. Alguns dos pontos altos da apresentação incluem as faixas “Papillon”, “Atlas”, “Apollo 11” (em parceria com Matador), “Closer” (com os vocais da banda WhoMadeWho) e o remix do duo para “Return To Oz”, de Monolink.

O pôr do sol e a vista do topo do Pão de Açúcar são dois protagonistas nesta história. O excelente vídeo divulgado pela Cercle (veja acima) já é bastante impressionante e passa uma visão especial em torno da experiência. Entretanto, ter estado lá e acompanhar tudo com os próprios olhos foi algo inesquecível, já que é quase como um sonho ouvir a música que tanto amamos em um dos cartões postais do Brasil.

Review Cercle
Foto: Alan Medeiros

Outro ponto a ser destacado é a organização. Havia um número bastante significativo de profissionais trabalhando nos bastidores, um open bar disponibilizado aos convidados e toda parte de acesso e experiência ao longo do Bondinho Pão de Açúcar foi bem direcionada. Infelizmente, precisamos correr para o aeroporto minutos após o set do Artbat — inclusive, pegamos o bondinho rumo ao topo ao lado da dupla, o que rendeu uma oportunidade para conversarmos um pouco sobre os planos do projeto para o futuro.

Nos dias que seguiram a gravação, Instagram e Facebook ficaram tomados por vídeos e fotos do público presente. A impressão que se dava era a de que milhares de pessoas tinham acompanhado o streaming in loco. A primeira passagem da Cercle pelo Brasil foi de fato um sucesso, e nos fez refletir bastante sobre como nosso país é extremamente abençoado pela natureza. Talvez, em um futuro próximo, possamos ter o canal francês explorando outros cartões postais do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

D-Nox escolhe o brasileiro ZAC para começar novo projeto

Sob o nome “Passion!”, os produtores formam duo, gravadora e label party

Membro do clássico duo que formou por uma década com Beckers, o veterano DJ alemão D-Nox está prestes a lançar outro projeto promissor — desta vez, com o expoente catarinense ZAC, que explodiu em 2018 [conforme você viu aqui]. Juntos, eles formam o Passion!, nome guarda-chuva que abriga o duo, uma gravadora e uma label party.

O pontapé inicial do projeto já tem data marcada: 06 de abril, no Amazon Club, em Chapecó — lugar onde a ideia foi concebida, depois de um B2B expontâneo entre ambos. “O projeto começou sem pretensão alguma, em uma noite em que fiz o warmup para o D-Nox. Logo depois, recebi um convite dele pra tocarmos juntos. Fomos das 05h às 09h, batendo todos os recordes do Amazon”, contou ZAC à Phouse. “Depois daquela noite, chegamos à conclusão de que juntos tínhamos algo a oferecer ao universo.”

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A Passion! ainda tem um segundo evento anunciado: na tarde de 18 de maio, no Parque Ney Braga, em Londrina. Em ambos, o lineup é formado pelos dois artistas, que se apresentarão tanto solo quanto em back to back. De acordo com ZAC, o primeiro lançamento da gravadora está previsto para a metade de maio — um EP que trará as primeiras músicas do projeto.

Antes, no dia 04 de abril, a dupla terá uma coletânea de curadoria própria lançada pela Sprout — um dos selos de D-Nox. A VA trará 14 faixas inéditas, incluindo o trabalho de artistas como BLANCAh, Binaryh, Gabe e Luthier. D-Nox vem aqui em uma collab com Kalil, enquanto ZAC assina faixa com Andre Gazzola e um remix para Fat Sushi.

O alemão radicado em Buenos Aires, por sinal, lançou ontem mesmo seu mais novo EP pela Movement Recordings. Chamado Never, o disco traz colaborações com Uone e Western, além de remixes de Paul Anthonee e Dusk. Ouça abaixo:

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

Quem é o duo ucraniano que vem tocar no Pão de Açúcar nesta terça-feira

Artbat foi convidado para a primeira transmissão da Cercle no Brasil

* Com a colaboração de Alan Medeiros
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Este ainda não é um nome muito falado por aqui, mas o Artbat promete cair no gosto de muita gente após a apresentação especial que acontece nesta terça-feira (12), no Pão de Açúcar, com realização da Cercle.

O duo teve início no ano de 2015 com a união de dois artistas ucranianos, Artur e Batish, ambos naturais de Kiev, capital do país. O projeto carrega em suas produções uma mistura pesada e envolvente de techno e house melódicos, fusão de dois estilos que hoje estão muito em alta no cenário eletrônico e nas plataformas digitais.

O primeiro lançamento da dupla saiu pela Definition:Music e, logo de cara, chamou a atenção do público e de muitos artistas. Seu single de estreia, “Mandrake”, ficou durante um mês no Top 100 do Beatport e figurou nos sets de ícones do techno, como Maceo Plex e Richie Hawtin, sem contar outras produções da dupla que também foram tocadas por Tale of Us e Solomun — um suporte e tanto para eles.

Em 2016, o talento do duo alcançou a Parallel Records e apenas alguns meses depois chegou a algumas das gravadoras mais importantes do mundo, como Diynamic e Suara. A lista de conquistas continuou aumentando de acordo com seus novos lançamentos, e “Prometheus” foi outra faixa que esteve no topo — desta vez escolhida como a melhor música de progressive house de 2018 pela Traxsource.

O consistente trabalho de estúdio realizado por Artur e Batish continuou forte, e no início deste ano lançaram um novo EP pela Diynamic, intitulado Upperground. A faixa-título figurou por semanas na liderança dos charts do Beatport, e agora está na terceira posição do Top 100 geral. “Atlas” se encontra na posição #19, sendo mais uma prova do potencial deste projeto em conquistar o público e os DJs.

Fique ligado na página da Cercle para acompanhar a transmissão ao vivo da dupla diretamente do topo do Pão de Açúcar, a partir das 17h. Clique aqui para saber mais sobre o evento.

* Alan Medeiros e Marllon Gauche são colaboradores da Phouse.

Sensichord – Stare Into My Eyes (Original Mix)

“Stare Into My Eyes” é o nosso lançamento de hoje pela Phouse Tracks. Segundo o DJ e produtor Sensichord, ela foi inspirada em atmosferas do techno, porém com vozes e timbres voltados ao deep house, criando assim uma mistura bem inusitada.

A faixa foi produzida com base em algumas características da batida brasileira, que encontramos em alguns sons de outros artistas do país, mas com harmonias e progressões melódicas mais desenvolvidas.

“Stare Into My Eyes” está agora disponível para free download no Artist Union, no nosso SoundCloud e no Spotify.

Gaúcho de Porto Alegre, Mateus Flores Ledur tem 27 anos de idade e seis como DJ/produtor. O projeto Sensichord, porém, foi fundado neste ano. Seus maiores lançamentos foram “Pushing Me Away”, que entrou na playlist House Brasil, do Spotify, e seu bootleg em parceria com o artista Trakno para a famosa música tema de La Casa de Papel, que alcançou diversas playlists e compartilhamentos no YouTube e no Instagram.

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Morttagua e ANNA emplacam duas faixas cada nos destaques de fim de ano do Beatport

Outros 12 brasileiros figuram em alguns dos charts Top 50 de cada gênero

* Atualizado em 21/12/2018, às 11h03

O Beatport também fechou seus números de 2018, e tem brasileiros se destacando! A equipe do portal fez a sua seleção das 50 maiores faixas do ano em cada gênero, em um universo de mais de um milhão de lançamentos no ano. E 14 nomes brasileiros conquistaram seu lugar ao sol nessas listas; dois deles, inclusive, com não só uma, mas duas faixas, o que pode ser considerado um feito bem marcante.

Como um dos principais representantes do cenário progressive house no Brasil, o carioca Morttagua emplacou duas duas faixas entre as melhores do ano no estilo: “Valhalla”, lançada pela sua label Timeless Moment em novembro, e o seu remix para “Looking Back to Look Forward”, do veterano inglês John 00 Fleming.

Conforme as estatísticas do BeatStats, Morttagua ainda colhe outros números bem expressivos: é o artista nacional de progressive house com mais vendas no portal, e a Timeless Moment também é o selo brasileiro com maior vendagem no gênero, encontrando-se na seleta lista dos 30 maiores do mundo.

Quem também conseguiu o mesmo feito foi a DJ ANNA, que acaba de ser anunciada na primeira fase do Ultra Miami. A brasileira, entretanto, se dividiu em duas categorias diferentes: techno (com a faixa “Hidden Beauties”, lançada pela Kompakt Extra em janeiro) e melodic house & techno (com o remix para “Singularity”, do Jon Hopkins, que destacamos aqui). ANNA é ainda a brasileira mais vendida no Beatport, estando em 13º no Top 100 de vendas geral.

https://www.youtube.com/watch?v=_yQX7B02Bsc

Outros filhos da terra que conseguiram destaque foram o mineiro Sugar Hill e o carioca Natema (com “Como Va”, no Top 50 de house); ILLUSIONIZE (com “Eruption, Pt. 3”), Dirtyloud (com “That Rush”) e Future Class (com “Every Second”), todos no Top 50 de future house; o DJ Patife e o Vangeliez (com “Ain’t That Bad”, no Top 50 de drum’n’bass); Victor Ruiz (com seu remix para “Bipolar Star”, de Olivier Giacomotto); Andre Sobota (com o remix de Trilucid e Phil Martyn para a sua “Unmute”, na lista de progressive house), Renato Cohen (com “Morse Song”, no quadro de nu disco/indie dance), o duo TouchTalk (com “Interlude”, em tech house) e o mestre Gui Boratto (com o remix do Kölsch para a sua “618”, no chart de melodic house & techno).

Você pode conferir todas essas listas diretamente no Beatport.

Ariel Merisio, ZAC – Summertime EP

Hoje quebramos um pouco o protocolo e lançamos não uma track, mas um EP pela Phouse Tracks. O disco é uma produção de Ariel Merisio e ZAC, produtores de progressive house que já foram destaque aqui na Phouse. Chamado Summertime, o disco traz o original mix da faixa homônima, além de um “radio edit” e uma versão dub.

As três versões da música estão agora disponíveis para free download no Artist Union (Original Mix, Radio Edit, Dub Version), no nosso SoundCloud e no Spotify.

Com alguns anos de estrada, o produtor catarinense Ariel Merisio é um dos nomes fortes da cena house/techno brasileira. O artista se destacou com o EP Soft Jam, lançado pela label inglesa NOEXCUSE, em 2016, e tendo recebido suporte de expoentes mundiais, como Marco Carola, Stefano Noferini, Loco Dice e Roger Sanchez. Residente do Amazon Club, um dos melhores clubes de Santa Catarina, Merisio mantém uma intensa rotina de estúdio, o que já lhe rendeu lançamentos por gravadoras italianas e, mais recentemente, pela Warung Recordings.

O também catarinense ZAC não é novidade para os leitores da Phouse. Thiago Zacchi tem uma longa carreira de mais de 13 anos de discotecagem, mas foi neste ano que o DJ explodiu no país ao lançar seu novo projeto, chamando atenção de alguns dos principais expoentes do progressive house no mundo todo — sobretudo Hernán Cattáneo, que vem sempre prestigiando os lançamentos do produtor. Você confere mais detalhes desta história aqui.

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Um dos mais conceituados clubes de Nova Iorque anuncia fechamento

Inaugurado em 2013, o Output é considerado uma das casas mais importantes do underground da cidade

* Atualizado em 12/12/2018, às 18h05

Após seis anos proporcionando grandes noites de house e techno aos clubbers, o renomado Output, de Nova Iorque, está prestes a dar adeus. A informação surgiu como rumor na imprensa internacional e acabou confirmada ontem pelo clube.

A última festa está marcada para a virada de ano, com um all night long de John Digweed, que vai tocar das 22h às 08h da manhã, em um total de 10 horas de set. Ainda estão escalados para o mês de dezembro nomes como Danny Tenaglia — que anualmente sedia sua festa de Natal no dia 25 —, Seth Troxler, Hot Since 82 e Solardo, em um B2B com o Gorgon City.

Em um comunicado nas redes sociais, a organização explicou que “uma confluência de fatores contribuiu para este fim”, como “tendências sociais mudando rapidamente, condições de mercado desfavoráveis e perspectivas financeiras enfraquecidas”, o que ocasionou um “surgimento simultâneo de múltiplos desafios existenciais para as circunstâncias do clube”.

A notícia divulgada oficialmente através das redes sociais chocou muitos fãs.

 

Inaugurado em janeiro de 2013, o clube do Brooklin teve uma participação importante no cenário local. Com dois andares — incluindo um terraço com linda vista para o horizonte da cidade —, o lugar sempre aceitou pessoas de todos os tipos, nunca trouxe nenhum tipo de lista VIP e sempre praticou valores considerados justos nos ingressos. O foco principal é a diversão e a música, o que pode ser provado pelo seu poderoso soundsystem Funktion-One, um dos mais renomados do planeta.

A exemplo do underground berlinense, o Output possui também uma forte política de não permitir celulares na pista, o que não é tão comum no cenário de Nova Iorque. Para os defensores da prática, isso ratifica o espírito de que a casa é um espaço com situações únicas para serem vividas e curtidas no momento — e não para ostentação —, e fortalece o sentimento de igualdade.

Esse é um dos diferenciais do clube que ficará marcado na memória dos frequentadores, DJs e de todos os outros que viveram parte dessa história.

Collab de Guetta e Black Coffee ganha vídeo e remixes do underground

Nomes como Tom Staar, Solardo e Red Axes estão no disco de remixes de “Drive”

Essa última semana foi especial pra faixa “Drive” — a collab inusitada entre David Guetta e Black Coffee, presente no mais recente álbum do francês. Lançada como single no final de agosto, a canção ganhou na mesma semana seu videoclipe oficial e um EP de remixes pela Ultra Records.

E se “Drive” já era especial por reunir expoentes do mainstream e do underground num mesmo som, o EP leva esse conceito ainda mais longe. Afinal, tirando o remix big room do próprio Guetta, todas as outras faixas trazem nomes e estéticas que você não imaginaria participando de um lançamento do francês. “Drive” vira uma houseira hipnótica através do britânico Tom Staar, ganha uma sobriedade ácida nas quatro mãos do Solardo e profundidade e cadência (e também acidez) com os israelenses do Red Axes.

Como se já não fosse o suficiente, o espanhol Pablo Fierro e o francês Mandar pegam a deixa dos Axes e continuam na mesma vibe deep/cósmica, enquanto o coletivo britânico LOYAL encerra o pacote no mesmo tom, mas acrescentando um pouco de suingue. Confira:

O videoclipe…
…e o pacote de remixes

+ David Guetta lança collab com Black Coffee e anuncia novo álbum

PREMIÈRE: Morttagua feat. Ghost WARS – Hourglass

Escute em primeira mão o mais novo som do produtor carioca Morttagua

Expoente da cena nacional do progressive house e representante brasileiro da última edição do BURN Residency, o carioca Danilo Morttagua vai lançar nesta segunda-feira, dia 1º, pela sua Timeless Moment, o EP Hourglass. O disco inclui a faixa original e mais os remixes do renomado produtor suíço Khainz, do ucraniano Stas Drive e do duo armênio Supacooks.

Hoje, a Phouse traz em primeira mão uma palinha do EP, com nada menos que o original mix de Morttagua. Progressiva, melódica, dinâmica e construída por diversas camadas e texturas, a faixa traz o vocal do cantor americano Ghost WARS.

Conforme destaca o Danilo, a “Hourglass” tem sido tocada em praticamente todos os seus sets nesses últimos 12 meses, sendo uma das mais pedidas pelos fãs. O som já tem suporte de ninguém menos que os gigantes Dubfire e Marco Carola, além de nomes como Darin Epsilon, Cosmic Gate, D-Formation e os brasileiros BLANCAh, Sonic Future e Flow & Zeo.

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PREMIÈRE: Binaryh – Perpetuum (Nick Devon Remix)

PREMIÈRE: Gezender, Moebiius – Samadhi (BLANCAh Remix)