Progressive house: Nato Medrado lança EP com 3 originais

“Epopeia” saiu nas principais plataformas digitais nesta segunda-feira

Mantendo um bom ritmo de trabalho, o DJ e produtor Nato Medrado não descansou muito desde seus últimos lançamentos no mês de abril, e voltou ao estúdio focado em produzir novas faixas.

A novidade desta vez é seu EP Epopeia, lançado no Beatport pela Univack Records em 27 de maio — mas disponibilizado apenas hoje nas principais plataformas digitais. O disco traz três produções originais que demonstram seu melhor estilo dentro da música eletrônica: house progressivo e melódico.

Este foi o seu quarto lançamento pela label espanhola e, a cada novo release, Nato vem demonstrando maior proximidade com gravadoras renomadas do mercado, haja vista seus trabalhos por Austro Music e até mesmo pela Armada Music, por onde lançou o álbum Without Name.

Seguindo o movimento de seus últimos releases, “epopéia” é a palavra perfeita para caracterizar esse EP de originais. As três faixas conversam entre si através das construções melódicas profundas com synths hipnóticos, característica que Nato apresenta com uma técnica cada vez mais precisa. Através de longos arranjos, as produções estão muito bem configuradas para as pistas e funcionam tanto no momento dos primeiros raios de sol como para horários de maior energia.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Remixes incríveis, pérolas brasileiras e vários estilos na nova seleção de singles da Phouse

Da EDM ao indie pop

* Por Lúcio Morais Dorázio

Teve muita coisa boa lançada na última sexta-feira. Na nossa seleção da vez, muito remix importante, protagonismo brasileiro e uma variedade estética que vai do electropop ao future house, passando ainda por EDM, indie pop e progressive house. Vem conosco!

Alok, Seu Jorge & BiD – E Depois (Que Sorte A Minha)

Mantendo a essência da versão original, Alok adicionou batidas mais aceleradas e eletrônicas neste remix, agora rebatizado de “E Depois (Que Sorte A Minha)”. A música original, que já era muito boa, foi lançada originalmente há 12 anos por Seu Jorge e BiD, nome artístico do produtor musical Eduardo Bidlovski. Música gostosa de se ouvir.

Xamã – Monalisa (KVSH Remix)

Sucesso na voz do rapper Xamã, a track “Monalisa” ganhou um remix pelas mãos do jovem promissor KVSH. A nova versão é bem construída, com uma melodia marcante e que vai progredindo em cada drop. Trata-se do primeiro remix oficial feito para uma canção do rapper.

RÜFÜS DU SOL – Underwater (Yotto’s Dusk and Dawn Remix)

O trio RÜFÜS DU SOL nos presenteia com um lindo pacote de remix da faixa “Underwater’” sendo dois deles produzidos pelo DJ e produtor finlandês Yotto. O interessante é que as duas versões se distinguem pelos dois momentos do dia: “Dusk” (crepúsculo, em inglês) e “Dawn” (amanhecer).

As duas — ótimas — faixas se complementam. A versão “Dusk” se aproveita de uma atmosfera um pouco mais fechada, combinando momentos de calma e groove. Por outro lado, Yotto traz um som mais profundo no remix “Dawn”, construindo um equilíbrio maior entre o grave e a parte melódica. Difícil escolher uma favorita, viu? 

Tiësto, Jonas Blue & Rita Ora – Ritual

Depois de alguns teasers lançados nas redes sociais, Tiësto, Jonas Blue e Rita Ora lançaram “Ritual”, que foge, felizmente, do estilo pop mais estereotipado. Os artistas conseguiram imprimir com sucesso a personalidade de cada um, combinando arranjos instrumentais com um drop agradável e dançante, que vai bem tanto nas pistas como nas rádios. Destaque pro vocal cativante de Rita Ora. 

Kygo, Rita Ora – Carry On (Nicky Romero Remix)

Mais Rita Ora: a faixa “Carry On”, da cantora com Kygo, trilha sonora do filme “Detetive Pikachu” (sobre a qual a Phouse já falou aqui), ganhou agora um remix de Nicky Romero.

A nova versão começa com os vocais inspiradores de Rita, mas o DJ e produtor holandês logo deixa sua assinatura “progressiva”, acelerando os vocais e inserindo elementos de tropical house. O remix manteve a vibe da versão original, mas, sem dúvidas, é uma opção mais enérgica, construída para os grandes festivais.

The Chainsmokers, Bebe Rexha – Call You Mine

“Call You Mine” é o quarto single do terceiro álbum dos Chainsmokers, chamado World War Joy. O vocal desta faixa é o grande protagonista: Bebe Rexha é uma grande artista e domina a música do início ao fim. De modo geral, mesmo com alguns agudos em excesso, a melodia é boa e a batida eletrônica, grave e instrumental, é bastante agradável. 

Yves V – My Friend

A música original é um clássico atemporal do grupo britânico Groove Armada — e que ousadia do Yves V remixar uma música tão icônica! Mas o DJ belga fez seu dever de casa e conseguiu entregar um future house empolgante, de batidas eletrônicas bem marcantes. O remix já ganhou apoio de grandes nomes, como Don DiabloAfrojackR3HAB.

Miguel Campbell – Not Supposed To Be Easy

Miguel Campbell é um desses artistas que conquistaram ao longo dos anos um público cativo, e se tornou um dos nomes mais adorados nas pistas dos principais do Brasil e do mundo. “Not Supposed To Be Easy” se iguala no quesito qualidade de outros grandes lançamentos do DJ e produtor britânico, flutuando entre a disco house e o funky house.

Metronomy – Lately

Metronomy, grupo inglês de indie pop/indie dance adorado por muitos brasileiros, compartilhou sua nova música de trabalho, “Lately”. A faixa é o primeiro lançamento do grupo desde o álbum Summer 08, de 2016, e vem para dar uma palinha do que vem por aí no sexto álbum da banda, previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano.

A música veio acompanhada de um videoclipe dirigido por ninguém menos que Joseph Mount, vocalista e fundador da banda. Inspirado em um dos clássicos do cinema, Querida, Encolhi as Crianças, o clipe mostra uma miniatura dos integrantes surgindo de dentro de uma fita cassete etiquetada como “Metronomy 4eva” (“Metronomy para sempre”, na tradução livre).

Lincoln Olivetti, Mary Olivetti – You & Me 

Lincoln Olivetti é um dos grandes nomes da produção musical brasileira e, como arranjador, deixou um legado de hits, incluindo “Lança Perfume” (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1980), “Festa do Interior” (Moraes Moreira e Abel Silva, 1981) e “Banho de Cheiro” (Carlos Fernando, 1983). Falecido há quatro anos, agora ele ressurge em nossas memórias com uma faixa produzida no começo da década, em parceria com a sua filha, a DJ Mary Olivetti.

Alegre, groovada e com um quê de bossa nova, “You & Me” tem uma levada de house music, o que coloca em evidência outra faceta musical de Lincoln, indo ao encontro do estilo musical que mais define a DJ Mary. A letra da música aborda justamente essa sinergia única entre pai e filha dentro do estúdio.

Vale lembrar que o canal Music Box Brazil vai exibir a partir desta sexta-feira, 07, a série documental Lincoln Olivetti – O Mago do Pop. Fica aí a dica para conhecer um pouco mais sobre a história e a obra de um dos maiores mestres dos bastidores da música brasileira.

+ CLIQUE AQUI para relembrar a nossa seleção de lançamentos da semana anterior

DJ e produtor paulista se encontra no techno melódico

Na segunda, Toigo lançou “Medusa”, nova faixa pela Sirup Records

Trabalhar e dedicar-se única e exclusivamente à música é o que muitos artistas do cenário eletrônico almejam. Na caminhada para tornar esse desejo mais do que apenas um sonho, o DJ e produtor paulista Rodrigo Toigo vem utilizando suas melhores ferramentas, moldando um perfil artístico forte para que em um futuro próximo suas horas diárias de trabalho possam ser preenchidas 100% com a arte.

Atualmente, além de discotecar e produzir, ele mantém contato com o mundo da moda empresariando modelos e influencers em grandes agências do Brasil. Apesar de seu apreço por essa e outras funções realizadas, Toigo já tomou a decisão de viver exclusivamente da música, e vem desenhando gradativamente esse caminho através de suas produções autorais, apresentações por todo o Brasil e residência em clubs como Sub Club, Porto Luna e Tulum Bar & Club.

Sua carreira já vem sendo construída desde os anos 90 e é composta por um mosaico de influências. Apesar de já ter se aventurado por outros diversos estilos, Toigo encontrou o ambiente perfeito para desenvolver sua identidade dentro do techno melódico, conseguindo emplacar algumas de suas músicas por labels como 5uinto, Prisma Techno, Rubik’s Recordings, RUN DEEP e agora pela Sirup Records.

“Medusa”, lançada ontem, reforça perfeitamente o que acabou de ser dito: os elementos apresentados logo no primeiro minuto já demonstram seu estilo com uma melodia profunda e magistral. Durante o break, a faixa ganha progressão, envolve e cresce até seu ápice, liberando toda a emoção inserida pelo artista desde o início. Ouça abaixo:

Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Première: Aryela – Wrong Way Around

Faixa marca nova fase da DJ e produtora de São Paulo

Flexibilidade, determinação, ousadia e criatividade. Essas são algumas palavras que podem definir parte do perfil artístico de Aryela, DJ e produtora paulista que está lançando seu primeiro single de 2019, “Wrong Way Around.

Apesar de algumas pausas em sua carreira como DJ — que já ultrapassa mais de dez anos —, a artista sempre esteve envolvida com a música eletrônica de alguma forma, seja discotecando, produzindo eventos, agenciando artistas ou até mesmo palestrando sobre o mercado da música eletrônica Brasil afora.

2019 marca um novo momento em sua carreira. Aryela passou por diferentes fases e experiências da vida e agora volta com força total no cenário, atuando de forma mais intensa nos estúdios. Suas produções carregam na essência a house e o melodic techno, mas a cereja do bolo fica por conta de seus vocais, a partir de letras criadas e cantadas por ela, garantindo uma característica sonora ainda mais autêntica.

“Wrong Way Around” foi construída em uma linha progressiva, melódica e envolvente, reflexo do que ela pretende mostrar musicalmente em suas produções, sem se limitar ou prender-se a estilos, já que sua criatividade aflora ouvindo estilos musicais distintos. “Trip-hop é um outro amor antigo, quem sabe um álbum mais orgânico e minimalista possa vir no futuro”, disse ela, com exclusividade à Phouse. Esta faixa — assim como suas futuras produções — conta uma história vivida por Aryela, mas a interpretação fica sempre livre para o público.

A artista revela que escrever é uma de suas paixões e que esse hábito existe desde adolescente. “Poesias, diários, releases… Sempre gostei dessa arte, e tudo que coloco no papel ou em uma música tem um significado para mim. Escrevi essa letra com a intenção de me desprender de alguns episódios que estavam me fazendo andar para o lado contrário do que eu desejava, mas no final da contas percebi que o que importa é o caminho, não é mesmo?”, refletiu Aryela.

A faixa chega oficialmente nas plataformas digitais no dia 07 de maio, mas nós a trazemos em primeira mão no player acima.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Eric Prydz remixa hit underground de 2018

“Breathe”, de CamelPhat e Cristoph, é reconstruída pelo boss da Pryda

“Breath”, de CamelPhat com Cristoph, foi um dos grandes lançamentos de 2018. Agora, nesta sexta-feira, a faixa ganhou um remix especial de ninguém menos que Eric Prydz.

Não é de hoje que Prydz abraçou Cristoph, apostando no produtor e assinando com ele em sua label, Pryda Presents. Agora, foi além e remixou o “protegido”. Com sete minutos e meio, a faixa já havia aparecido no podcast Club Life, de Tiësto, neste mês. Confira:

+ Um dos grandes sons de 2018, “Breathe” ganha videoclipe

Nato Medrado volta ao progressive house com “Generation”

Lançada nesta segunda, faixa deve marcar mais uma nova fase do produtor brasileiro

O DJ e produtor Nato Medrado voltou usar toda sua técnica e inspiração para mais uma produção original, lançada novamente pela sua Medrado Music. Hoje, Nato é uma das principais referências no Brasil quando o assunto é progressive house, caminho por onde o artista deseja seguir se aventurando em sua carreira.

Em “Generation”, o produtor imprimiu sua personalidade de forma mais intensa, trazendo alguns elementos com referências acid que se misturam na melodia criada por ele. Suas músicas recebem sempre muito sentimento e conseguem criar uma história através dessa característica melódica — marca registrada de produções que, inclusive, já conquistaram artistas como Carl Cox, Mark Knight, Pete Tong e até mesmo o brasileiro Gui Boratto.

“Generation” marca o primeiro lançamento de 2019 do artista após um hiato de alguns meses longe do estúdio, mas ao que tudo indica — depois de um 2018 em que flertou com o pop —, esta será a linha sonora que Medrado irá adotar de agora em diante, com o techno e os sons progressivos presentes em seus sets e novos lançamentos.

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre o Nato Medrado

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Renascimento: após sair da Steyoyoke, BLANCAh celebra nova fase em selo britânico

Prestes a lançar EP pela Renaissance, a brasileira fará sua estreia no Reino Unido, ao lado de Solomun

Depois de anos de ascensão, 2018 foi um pouco mais complicado para a BLANCAh. Foram poucos lançamentos e algumas dores de cabeça que culminaram com sua saída da Steyoyoke, selo alemão que vinha sendo sua casa — e sua família, como ela mesma dizia — desde o início do projeto.

Passada a turbulência, ela está voltando ao caminho que vinha trilhando, e com novidades importantes. A produtora catarinense fechou com a label britânica Renaissance, conhecida por suas famosas compilações com expoentes do cenário underground, como Maceo Plex, Tale of Us, Hernán Cattáneo, Sasha, John Digweed e o brasileiro Gui Boratto.

Podcast lançado pela Renaissance nesta semana marca a nova era de BLANCAh

O primeiro lançamento da artista pelo “novo lar” será no final de maio: um EP chamado Cold Lights, com a faixa título (que, inclusive, leva também os seus vocais) e uma versão dub. Antes disso, as boas-vindas serão em grande estilo. No dia 17 de maio, BLANCAh fará parte do lineup da festa Renaissance Birmingham Part II, em que ninguém menos que Solomun será o headliner. Esta será a sua primeira data no Reino Unido.

“Nem imaginava estar alcançando tudo isso agora. O nome ‘Renaissance’ faz muito sentido nesse momento: o destino, ou o acaso, ou seja lá o que for, escolheu a dedo, porque me sinto nesse momento de renascimento, de sair da minha antiga gravadora, de experimentar aquele gosto de quase morte — porque não deixa de ser um luto o que a gente vive nessas trocas, até porque foi um término não tão agradável —, e poder ter a possibilidade de renascer, de voltar pra cena como produtora de novo, numa gravadora tão emblemática”, contou BLANCAh à Phouse.

LEIA TAMBÉM:

“Na Steyoyoke, tudo o que eu criava, o pessoal assinava embaixo e lançava, mas agora eu estou diante de um novo modus operandi, em que eles dão feedback, pedem mudanças. Esse processo todo foi angustiante pra mim, em vários momentos me deixou infeliz [risos], porque sempre me vi mais como uma artista me expressando do que tendo que me adequar com alguns padrões. Mas acredito que é o início de uma jornada nova, em que tenho ainda minha identidade musical, mas com uma pegada um pouco mais adequada ao que o mercado vem consumindo no meu segmento”, explicou.

Ainda para este ano, há também a previsão de um novo álbum — sucessor de Nest —, que já se encontra em processo avançado. E aqui ela destaca que teve 100% de liberdade para fazer do seu jeito. “Estou feliz por conseguir manter um equilíbrio na minha produção, podendo me expressar da forma que eu quero e chegar num resultado interessante”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

Uma festa no céu: como foi a Cercle no Pão de Açúcar

Com Artbat, Luciano Scheffer e Paulo Foltz, a plataforma francesa encantou os brasileiros em tarde no Rio

* Com a colaboração de Diego Colussi
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Na terça-feira passada, a Cercle fez sua estreia no Brasil transmitindo um set do duo ucraniano Artbat no topo do Pão de Açúcar. Fundado em março de 2015, o canal de live streaming francês rapidamente ganhou notoriedade na internet graças às locações escolhidas para receber os sets dos artistas convidados.

A estrutura do programa é relativamente simples. Toda segunda-feira é transmitido um novo vídeo com um projeto de música eletrônica de ponta em um lugar que geralmente pode ser descrito como inusitado. Ao fim da performance, a equipe da Cercle entrevista o DJ e também oferece um presente através de uma “mystery box”. Entre as locações que já fizeram parte da plataforma, destacam-se Torre Eiffel, Palácio de Fontainebleau, British Airways i360, Salar de Uyuni, Alpes franceses, Es Vedra e, claro, o nosso Pão de Açúcar.

Review Cercle
Foto: Alan Medeiros

Para edição brasileira, Luciano Scheffer e Paulo Foltz foram convidados para compor os slots de suporte do lineup, fato esse que refletiu em uma primeira escolha acertada da organização, já que Luciano possui uma atmosfera mais próxima do progressive house e foi responsável pelo set de abertura, enquanto Paulo, que tem seu perfil cravado no techno, fechou a noite. Os ucranianos do Artbat, ato principal do evento, flutuam entre esses dois gêneros. Além do mais, vale o destaque pela escolha de nomes fora do óbvio, mas ainda assim donos de uma jornada sólida na música.

Ao chegarmos aos pés do Bondinho Pão de Açúcar, logo nos deparamos com uma longa fila que aguardava para retirada das credenciais do evento. Encontramos alguns amigos por ali e, após alguns minutos de conversa, já embarcamos para o topo com aquela vista que só o Rio de Janeiro é capaz de oferecer. O Morro da Urca é a primeira parada do Bondinho e oferece uma visão um tanto quanto privilegiada da Cidade Maravilhosa.

Ao entrarmos na pista montada pela Cercle, a sensação foi de estarmos em uma festa no céu. A névoa que passava por trás do palco naquele instante trouxe uma energia maravilhosa para o começo da experiência. Após assistirmos os minutos finais de Luciano Scheffer, o host anunciou a entrada de Artur e Batish para uma hora e meia de set.

Os produtores ucranianos possuem uma história relativamente recente na cena internacional, que nós já resumimos por aqui. Apesar disso, eles já podem ser considerados um dos grandes hitmakers da atualidade, principalmente por conta dos releases por Diynamic, fryhide, Suara, Rukus e International Deejay Gigolo Records.

LEIA TAMBÉM:

A apresentação da dupla foi, como já esperávamos, bastante pautada nas próprias produções — aproximadamente metade das faixas tocadas eram originais ou remixes feitos por eles. O set, que iniciou com uma atmosfera mais amena e ligada ao progressive house, com uma faixa do produtor alemão Rampa, logo evoluiu e assumiu contornos mais próximos do techno — inclusive com momentos de bastante pressão de pista. Alguns dos pontos altos da apresentação incluem as faixas “Papillon”, “Atlas”, “Apollo 11” (em parceria com Matador), “Closer” (com os vocais da banda WhoMadeWho) e o remix do duo para “Return To Oz”, de Monolink.

O pôr do sol e a vista do topo do Pão de Açúcar são dois protagonistas nesta história. O excelente vídeo divulgado pela Cercle (veja acima) já é bastante impressionante e passa uma visão especial em torno da experiência. Entretanto, ter estado lá e acompanhar tudo com os próprios olhos foi algo inesquecível, já que é quase como um sonho ouvir a música que tanto amamos em um dos cartões postais do Brasil.

Review Cercle
Foto: Alan Medeiros

Outro ponto a ser destacado é a organização. Havia um número bastante significativo de profissionais trabalhando nos bastidores, um open bar disponibilizado aos convidados e toda parte de acesso e experiência ao longo do Bondinho Pão de Açúcar foi bem direcionada. Infelizmente, precisamos correr para o aeroporto minutos após o set do Artbat — inclusive, pegamos o bondinho rumo ao topo ao lado da dupla, o que rendeu uma oportunidade para conversarmos um pouco sobre os planos do projeto para o futuro.

Nos dias que seguiram a gravação, Instagram e Facebook ficaram tomados por vídeos e fotos do público presente. A impressão que se dava era a de que milhares de pessoas tinham acompanhado o streaming in loco. A primeira passagem da Cercle pelo Brasil foi de fato um sucesso, e nos fez refletir bastante sobre como nosso país é extremamente abençoado pela natureza. Talvez, em um futuro próximo, possamos ter o canal francês explorando outros cartões postais do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

D-Nox escolhe o brasileiro ZAC para começar novo projeto

Sob o nome “Passion!”, os produtores formam duo, gravadora e label party

Membro do clássico duo que formou por uma década com Beckers, o veterano DJ alemão D-Nox está prestes a lançar outro projeto promissor — desta vez, com o expoente catarinense ZAC, que explodiu em 2018 [conforme você viu aqui]. Juntos, eles formam o Passion!, nome guarda-chuva que abriga o duo, uma gravadora e uma label party.

O pontapé inicial do projeto já tem data marcada: 06 de abril, no Amazon Club, em Chapecó — lugar onde a ideia foi concebida, depois de um B2B expontâneo entre ambos. “O projeto começou sem pretensão alguma, em uma noite em que fiz o warmup para o D-Nox. Logo depois, recebi um convite dele pra tocarmos juntos. Fomos das 05h às 09h, batendo todos os recordes do Amazon”, contou ZAC à Phouse. “Depois daquela noite, chegamos à conclusão de que juntos tínhamos algo a oferecer ao universo.”

LEIA TAMBÉM:

A Passion! ainda tem um segundo evento anunciado: na tarde de 18 de maio, no Parque Ney Braga, em Londrina. Em ambos, o lineup é formado pelos dois artistas, que se apresentarão tanto solo quanto em back to back. De acordo com ZAC, o primeiro lançamento da gravadora está previsto para a metade de maio — um EP que trará as primeiras músicas do projeto.

Antes, no dia 04 de abril, a dupla terá uma coletânea de curadoria própria lançada pela Sprout — um dos selos de D-Nox. A VA trará 14 faixas inéditas, incluindo o trabalho de artistas como BLANCAh, Binaryh, Gabe e Luthier. D-Nox vem aqui em uma collab com Kalil, enquanto ZAC assina faixa com Andre Gazzola e um remix para Fat Sushi.

O alemão radicado em Buenos Aires, por sinal, lançou ontem mesmo seu mais novo EP pela Movement Recordings. Chamado Never, o disco traz colaborações com Uone e Western, além de remixes de Paul Anthonee e Dusk. Ouça abaixo:

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

“Achava que dance music era vulgar e fácil de se fazer, mas eu estava errada”

Uma das artistas mais interessantes do cenário techno atual, Giorgia Angiuli fala sobre o visual, a turnê no Brasil e o seu primeiro álbum solo

* Com a colaboração de Alan Medeiros

No cenário eletrônico, artistas que trazem uma bagagem de referências musicais plural, e que buscam fazer arte em vez de se contentar apenas com sons funcionais para as pistas, costumam ir além e se destacar em meio à massa. É o caso da italiana Giorgia Angiuli, que nos últimos anos explodiu no underground internacional.

Além de uma formação musical rica e de ter experimentado diversas vertentes como artista, a multi-instrumentista e cantora se destaca por um estilo muito particular: no cenário do techno, em que a norma é vestir preto e ser blasé, Giorgia usa roupas infantis e transforma brinquedos e chaveirinhos do Pikachu em controladores de som. Misture tudo isso com um talento grande pra compor, tocar e transmitir uma profundidade artística rara, e você consegue entender um pouquinho por que a garota faz tanto sucesso.

Neste final de semana, Angiuli estreia sua turnê sul-americana no Caos, em Campinas, onde toca nesta sexta, 09, e no dia seguinte já parte para Porto Alegre, onde toca na Warung Tour/Levels. Dali, na véspera do feriado volta a São Paulo, desta vez na capital, em mais uma data da turnê do Warung: dia 14, no Aeroporto Campo de Marte. Saindo do Brasil, encerra a turnê no Sónar Bogotá (17) e no clube The Atlantic Room, em San Juan, Porto Rico.

“Nothing to Lose” é um dos singles já conhecidos de In a Pink Bubble

No dia 23, lançará In a Pink Bubble, seu primeiro álbum solo, que segundo a própria, mistura indie eletrônico e techno melódico. Com 12 faixas, o LP é encarado como um dos lançamentos mais especiais do conceituado selo alemão Stil Vor Talent — e podem apostar que estará em boa parte das listas de melhores do ano.

Com tanta coisa importante rolando ao mesmo tempo, não poderíamos deixar passar a oportunidade de trocar uma palavrinha com ela. No papo que você lê abaixo, conhecemos mais sobre sua trajetória, relação com a música brasileira, descobrimos por que ela adota esse visual “kawaii”, que contrasta com o techno, e que por trás de toda essa aura fofa, seu primeiro álbum é marcado por uma história sombria.

Live incrível gravado em Ibiza, pela Cercle

Giorgia, após duas passagens bem interessantes pelo Brasil, com qual sentimento você chega para essa nova tour?

Vocês não imaginam o quanto estou feliz por estar de volta! Amo esse país, pois você pode respirar energia positiva em qualquer lugar. Amo as pessoas, a comida e a sua natureza!

Como enxerga o Brasil e o cenário cultural/eletrônico brasileiro?

Acho que os brasileiros têm música no sangue, tenho muito respeito pela sua cultura. Ontem à noite aproveitei um show de samba. Também gosto de bossa nova, no carro dos meus pais havia apenas CDs do Caetano Veloso. Adoro a sua intensidade e o seu charme.

Um dos principais instrumentos da música brasileira é o violão, e eu estudei violão, então é um som que também faz parte de mim. Sobre eletrônica, minha produtora preferida no momento é daqui, a ANNA. Adoro o seu techno poderoso e elegante, as produções dela são brilhantes.

“Amo brinquedos e roupas fofas. Com uma roupa preta e um equipamento simples as coisas poderiam ser mais fáceis, mas não quero mudar pelas regras do mercado.”

Ao Alataj, você falou há um ano que a cena eletrônica na Itália era complicada, com um mercado limitado e muitas restrições aos clubs. Isso continua assim? Você tem feito sua carreira mais fora de seu país do que na sua terra natal?

Amo a Itália e acho que é um país cheio de grandes artistas, mas, infelizmente, o governo não apoia a cena clubber. Na Itália, os clubes devem fechar no máximo às 04h da manhã. Não há muitos festivais, mas espero muito que as coisas mudem em um futuro próximo. Neste momento, estou tocando fora do meu país, porque amo viajar e tenho curiosidade em conhecer novas culturas.

Você tem uma trajetória bem interessante no meio musical. Conta melhor pra gente como foi a construção da sua carreira.

É difícil para mim falar sobre música e carreira e manter as coisas separadas. Sempre vivi com e pela música, então pra mim fazer música é natural e é uma necessidade para que eu me sinta bem.

Estudei música clássica, toquei rock e new metal, depois indie eletrônico, e comecei a trabalhar na cena techno há poucos anos. Tento ser sempre eu mesma e tudo aconteceu de uma forma natural. Isso é o que gosto na minha jornada, e ainda por cima, trabalho com uma equipe de amigos — meu booker e meu manager são, acima de tudo, meus amigos.

Assinei meu primeiro álbum no selo da Ellen Allien, Bpitch Control, com meu projeto anterior, We Love, e comecei meu projeto solo há cinco anos. Agora, vou lançar meu primeiro álbum pela Stil Vor Talent.

“O que eu realmente gosto da dance music é a reação do público — você consegue sentir imediatamente o que eles estão achando do seu som. É sobre reações instintivas e sentimentos, então se eles dançam, significa que estão gostando.”

E quais foram os principais desafios que você enfrentou ao começar a trabalhar com música eletrônica? Por vir de um universo diferente do usual, você não se sente um peixe fora d’água nesse cenário clubber?

Sim, às vezes me sinto um pouco como um peixe fora d’água, mas isso também é divertido. Não sei onde vou estar em cinco anos, talvez tocando com uma banda novamente. Amo música em todas as suas formas, e no momento estou apenas nadando em um novo oceano.

Na verdade, quando eu estudava, tinha muito preconceito com dance music. Achava que era algo vulgar e muito fácil de se fazer. Mas eu estava completamente errada, toda música tem suas próprias dificuldades. O que eu realmente gosto da dance music é a reação do público — você consegue sentir imediatamente o que eles estão achando do seu som. É sobre reações instintivas e sentimentos, então se eles dançam, significa que estão gostando.

Como foi que você decidiu usar brinquedos como controladores de som em seus lives? Foi uma alternativa que você encontrou para contrastar com o techno, que normalmente carrega essa aura de um som sério, rígido?

Coleciono brinquedos há muitos anos. Sei que muitas vezes as pessoas olham para o meu setup de uma forma estranha, mas eu não me importo. É quem eu sou: amo cores, adoro brinquedos, roupas fofas, essa onda “kawaii”… Até me sinto um pouco como uma garota japonesa. Sei que com uma roupa preta e um equipamento simples as coisas poderiam ser mais fáceis, mas não quero mudar pelas regras do mercado.

“A música me salvou de um estado de depressão.”

Você também tem falado sobre sinestesia em algumas de suas entrevistas. Você acha possível que, algum dia, seus shows possam apresentar uma experiência multissensorial? Como se daria essa relação de misturar música com cheiros em seus lives?

Quando comecei a tocar música eletrônica, eu costumava tocar em lugares muito pequenos, então eu sempre levava uma pequena máquina de fragrâncias. Tenho muitos sonhos, e um deles é construir um órgão e ligar uma fragrância a cada nota. Considero todas as linguagens artísticas conectadas entre si, e a arte tem o forte poder de nos conduzir a outra dimensão. É por causa disso que acho que todos deveríamos tentar explorar e aproveitar essa experiência o máximo que pudermos.

O que você pode nos contar sobre o processo criativo do seu primeiro álbum solo, que logo, logo está chegando?

Tudo aconteceu muito rápido e sem um plano próprio. Eu produzi o álbum inteiro em oito meses, trabalhando muito enquanto viajava, até mesmo nos voos. Não foi muito fácil encontrar tempo para me concentrar no estúdio. Senti uma forte necessidade de compor música, transmitir nos sons as minhas emoções, e decidi colocar todas essas músicas em um long play.

Este tem sido um ano muito especial para mim: minhas primeiras gigs pelo mundo, a descoberta de muitos países e a perda do grande amor da minha vida, minha mãe. A música me salvou de um estado de depressão. Percebi esse álbum como um presente para minha mãe, e eu agradeci a música por me fazer me sentir melhor, me dar energias para continuar.

Acompanhada por todas essas emoções, senti como se estivesse em uma bolha rosa [“pink bubble”, o título do álbum]. Compus quase todas as faixas no avião, coletando minhas ideias no Ableton, e depois gravei tudo no estúdio, no tempo que sobrava entre minhas turnês. Gravei minha guitarra, minha voz e meus synths preferidos: Moog Sub, Juno 106, OB-6 e Korg MS2000.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

PREMIÈRE: Morttagua feat. Ghost WARS – Hourglass

Escute em primeira mão o mais novo som do produtor carioca Morttagua

Expoente da cena nacional do progressive house e representante brasileiro da última edição do BURN Residency, o carioca Danilo Morttagua vai lançar nesta segunda-feira, dia 1º, pela sua Timeless Moment, o EP Hourglass. O disco inclui a faixa original e mais os remixes do renomado produtor suíço Khainz, do ucraniano Stas Drive e do duo armênio Supacooks.

Hoje, a Phouse traz em primeira mão uma palinha do EP, com nada menos que o original mix de Morttagua. Progressiva, melódica, dinâmica e construída por diversas camadas e texturas, a faixa traz o vocal do cantor americano Ghost WARS.

Conforme destaca o Danilo, a “Hourglass” tem sido tocada em praticamente todos os seus sets nesses últimos 12 meses, sendo uma das mais pedidas pelos fãs. O som já tem suporte de ninguém menos que os gigantes Dubfire e Marco Carola, além de nomes como Darin Epsilon, Cosmic Gate, D-Formation e os brasileiros BLANCAh, Sonic Future e Flow & Zeo.

LEIA TAMBÉM:

Com expoentes e emergentes do progressive house, Timeless Moment lança 1ª compilação

Morttagua representa o Brasil na competição de DJs da BURN

DJ espanhola vence o BURN Residency 2018

PREMIÈRE: Binaryh – Perpetuum (Nick Devon Remix)

PREMIÈRE: Gezender, Moebiius – Samadhi (BLANCAh Remix)

Novo som de ZAC com Carminatti ganha suporte de Hernán Cattáneo

Dupla do progressive house nacional volta a se destacar em selo israelense

Lembram-se do catarinense ZAC, que apresentamos a vocês aqui em junho? Três meses depois, o rapaz segue mostrando serviço, justificando sua meteórica ascensão no cenário do progressive house

Depois de mais alguns sucessos nos charts no Beatport — como “Crusade”, que lançou com Korvo —, ZAC pintou nesta semana com um novo lançamento pela Beat Boutique, gravadora israelense baseada em Tel-Aviv. O chamado Rutile EP traz a faixa-título e mais um som, “Give Me Your Arp”; ambas as faixas são resultado da colaboração com o jovem produtor gaúcho Gabriel Carminatti, com quem ZAC já havia lançado um de seus maiores sucessos: “Crystal”.

+ Catarinense se reinventa e atrai olhares de gigantes do progressive house

Assim como em “Crystal”, o EP é mais um trabalho da dupla a ganhar apoio de ninguém menos que Hernán Cattáneo, que vem tocando as tracks nas suas gigs e nos seus podcasts. “Produzimos este EP baseados no sucesso da ‘Crystal’, nosso ultimo lançamento pela mesma gravadora. Abusamos um pouco mais das percussões, da profundidade das melodias e dos synths. Colocar tudo isso de uma forma progressiva e melódica foi o grande desafio”, explica Thiago Zacchi, mais uma vez em contato com a Phouse.

“Tudo foi feito em alguns dias que o Gabriel ficou aqui no meu estúdio em Chapecó. Já sabíamos o que queríamos, isso ajudou muito! A ‘Rutile’ possui uma orquestra bem detalhada, percussões que se movem; produzir ela arrepiava! Já na ‘Give Me Your Arp’, o Gabriel pediu um timbre de outra música, que no final não usamos — e por isso ficou esse nome!”, conta.

“O Gabriel é uma artista com boas raízes melódicas, adora usar atmosferas profundas e pads que fazem viajar. Eu sou mais percussivo e gosto de notas do bassline que empurram a música pra frente. Nossa união no estúdio sempre dá um resultado com a cara dos dois, que tem agradado muito a grandes artistas e ao público. Vamos seguir trabalhando juntos, porque sempre estamos conectados com a música melódica e progressiva!”, conclui o DJ.

O EP está disponível com exclusividade pelo Beatport, mas é possível conferir um preview das duas faixas no player acima


Selo brasileiro bomba com EP de D-Nox & Beckers e Santiago Franch

Disco traz remixes de Adrian Hour e Binaryh

Na semana passada, a Sublime Music (selo de Gabe, Du Serena e FractaLL) pintou com um lançamento que vem se destacando globalmente. Trata-se do EP Radiation, que traz a faixa-título da dupla alemã D-Nox & Beckers em parceria com o argentino Santiago Franch, mais os remixes do também hermano Adrian Hour e do Binaryh, que seguem, cada qual a seu estilo, linhas convergentes do progressive house.

Em menos de uma semana, o disco já vem colhendo resultados expressivos. No Beatport, por onde encontra-se à venda com exclusividade, o EP é um dos destaques do chart “hype” do gênero, que foca em músicas que estão bombando tanto nas vendas quanto nas pistas. O remix do duo brazuca Binaryh figura na quarta posição do chart, enquanto o som original segue em quinto lugar.

O disco também já recebeu suporte de nomes como SolomunKölschDubfire, Guy Mantzur, Hernán CattáneoCid Inc. Confira:

LEIA TAMBÉM:

PREMIÈRE: Binaryh – Perpetuum (Nick Devon Remix)

Com referência à mitologia grega, Binaryh lança novo EP

Casal que faz techno unido, permanece unido: como o amor gerou o Binaryh

BLANCAh lança EP “funcional” e revela novo álbum a caminho

Catarinense se reinventa e atrai olhares de gigantes do progressive house

Assista ao novo live de Eric Prydz no Creamfields

A miniturnê do HOLO foi encerrada no festival britânico

Depois de deixar geral de queixo caído em Glasgow, na Escócia, e em Belfast, Irlanda do Norte, o mago Eric Prydz encerrou sua turnê inicial do seu novo live, HOLO, nesse domingo, 26, fechando o Creamfields, na Inglaterra.

Por sorte, sempre tem um fã disposto a fazer o registro e compartilhar com o mundo. Desta vez, o canal Wake aN Blake disponibilizou o show completo no YouTube, em que mesmo com uma gravação amadora, é possível admirar a beleza e a grandiosidade dos hologramas 3D que acompanham a música do sueco.

CONFIRA TAMBÉM:

Em Glasgow, Eric Prydz impressiona com seu novo live, HOLO

Eric Prydz solta novo teaser de seu novo projeto audiovisual

Eric Prydz lança o HOLO, seu novo projeto audiovisual para 2018

Produtor indicado duas vez ao Grammy, Bill Hamel morre nos EUA

Causa da morte ainda não foi revelada

Nesse sábado, a cena eletrônica perdeu mais um de seus expoentes: o produtor americano William Thomas Hamel, mais conhecido como Bill Hamel, que faleceu nos Estados Unidos. A notícia foi confirmada pela página do seu grupo, Fatum, no Facebook; a causa da morte ainda não foi revelada.

Nascido em Winter Haven, na Flórida, Bill começou a construir uma sólida trajetória nos anos 90, quando pintou na cena do progressive house, lançando sua primeira gravadora, a Sunkissed Records, em 1996, e assinando em selos importantes, como a Bedrock de John Digweed. Depois, Hamel migrou para sonoridades mais populares, e chegou a remixar e produzir para grandes nomes do pop, como Justin Timberlake, U2, Madonna, Depeche Mode, Rihanna, Gwen Stefani e Pharrell, antes de fundar o grupo de trance Fatum, em 2015.

Bill foi indicado duas vezes ao Grammy, na categoria de “Melhor Remix”. Uma em 2003, pelo seu remix para “Get It Together”, de Seal; e outra já com o Fatum, pelo remix de “Hold On”, de JES, Shant & Clint Maximus.

Além de assinar por grandes selos, o Fatum tinha relação íntima com o trabalho de Armin van Buuren. Nessa sexta-feira, o grupo lançou o EP Forward pela Armada Music, além de acumular participações no famoso A State of Trance — a última delas, justamente no programa 870, que rolou na última quinta-feira. Confira abaixo o programa na íntegra e a nota de pesar da ASOT pelo Twitter sobre o falecimento.

Catarinense se reinventa e atrai olhares de gigantes do progressive house

Depois de 13 anos no mercado, Thiago Zacchi explode como ZAC
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

A cena underground catarinense parece ter um novo destaque: o DJ e produtor Thiago Zacchi, que vem ascendendo meteoricamente desde que lançou seu projeto ZAC. Com a vantagem de ter nascido próximo a um dos maiores polos brasileiros de dance music, o DJ natural de Mondaí, interior de Santa Catarina, já conta com 13 dos seus 30 anos de vida na profissão, mas foi nos últimos nove meses que começou a chamar a atenção dos principais expoentes do progressive house global.

Thiago iniciou sua trajetória em Chapecó, tocando em festas fechadas aos 17 anos, onde descobriu sua paixão. “Depois de ir na minha primeira festa de música eletrônica, decidi que queria ser DJ. Comprei um CDJ 100 e mixer e ficava o dia todo em casa mixando — era como jogar videogame. Comecei tocando em festas privadas, que chamávamos de ‘privates’. Na época eu tocava sozinho a noite toda, além de ajudar na montagem e desmontagem do som”, destaca o artista, em papo com a Phouse.

Set na Levels, em Porto Alegre

Depois de ter se estabelecido profissionalmente dentro do mercado catarinense, tornou-se sócio do famoso Amazon Club, na mesma Chapecó. Thiago acredita que ser parte do clube por quase dez anos tenha lhe trazido muita aprendizagem e oportunidades, porém ele não vincula o sucesso de seu novo projeto a ele.

“Meus êxitos como parte do clube não têm nada a ver com o que tenho feito como produtor musical e DJ. O Amazon me ajudou, mas de resto essa imagem ligada a ele me prejudica, porque às vezes as pessoas lembram do clube e acabam não escutando a minha música, que é o que realmente importa. Tive a felicidade de conhecer grandes nomes ali, ter contato com muitos artistas bons, mas o que impulsionou meu nome na cena global foram as músicas que produzi, as horas dentro do estúdio, e realmente fazer a música que amo.”

Faixa que agradou Cattaneo, “Crystal” ficou por 30 dias no Top 100 de progressive house do Beatport; ZAC a considera um divisor de águas na sua carreira

Thiago cria suas produções buscando incorporar elementos bem brasileiros — algo que era raro no cenário nacional, mas que vem crescendo. O produtor admite que carrega, de fato, uma forte veia progressiva, mas não gosta de se limitar a essa vertente. “Minhas faixas são carregadas de melodias progressivas, que é o estilo que mais me inspira. Ao mesmo tempo, elas têm percussões e baterias dos ritmos brasileiros. O samba, a rancheira, o maxixe, o maracatu, o candomblé, o calango e outras mais. Gosto de tudo que traz sensualidade”, continua.

O rapaz também acredita que parte do seu segredo está em justamente não pensar em fazer sucesso, além da experiência de anos como clubber. “O ZAC nada mais é que a verdade sobre mim mesmo — a mistura de todas as influências que recebi ao longo da minha vida musical. Eu faço som pra tocar. Não tô preocupado se algum selo vai lançar, se tá agradando os outros DJs… Eu quero agradar a mim mesmo. Sou um cara que veio da pista, e quando vou nas festas eu fico dançando e admirando o trabalho do DJ. São muitos anos discotecando, e essa leitura de pista ajuda muito na hora do show.”

Hernán Cattáneo tocando “Crystal” no Warung

Com muita dedicação, foco e originalidade, ZAC vai colhendo frutos expressivos em pouco tempo de atividade. Além de acumular sets em rádios internacionais, como BBC Radio 1, Beat FM e Progressive Beats, o cara já fez passou pelo crivo de alguns dos maiores peixes do cenário. No Warung Beach Club, ninguém menos que Hernán Cattáneo tocou sua música “Crystal”, com Gabriel Carminatti, além de tê-lo incluído três vezes no seu podcast no Resident Advisor.

O DJ acredita que foi o suporte de Hernán que fez com que ele passasse a atrair mais olhares e ser mais conhecido. “Foram quatro suportes seguidos em quatro meses, sendo que quando ele tocou a ‘Crystal’ no Warung, o clube simplesmente veio abaixo”, segue. Outro big name que o deu muita força é o alemão D-Nox, que já chegou a convidá-lo para um B2B surpresa.“Ganhei a admiração do D-Nox tocando em uma festa em Lages, fazendo warmup. Ele ficou vendo e disse que eu tocava boa música. Ele é uma lenda, eu tremia e fiquei muito nervoso para tocar junto com ele, mas no final deu tudo certo.” 

Trechinho do B2B com o D-Nox

De acordo com relatos de amigos, Marco Carola também tem tocado algumas de suas faixas. Mas mesmo com tudo isso, Zacchi destaca que o mais importante é sua relação com o público. “Principal para mim é ter saído de uma condição de um DJ de festas privadas, chegar ao Inside do Warung, tocando numa noite de Carnaval, com um lineup recheado de gringos, e escutar as pessoas dizendo que estavam ali pra me assistir, que viajaram quilômetros de distância pra ouvir meu set… Esse é o maior feito da minha carreira: conquistar fãs.”

Mas como um artista ainda no começo da sua carreira consegue atrair atenção dos gigantes? Segundo ZAC, a resposta está na persistência: “Eu realmente mandei as faixas para esses artistas, depois de conhecê-los pessoalmente. Para outros, mando sons por e-mail, Facebook, Instagram… Sou insistente, brasileiro, não desisto nunca”, brinca. Esse sucesso, entretanto, tem o seu preço. “Eu praticamente não tenho nenhum dia de folga. Segunda-feira, que é pra ser o day-off do DJ, pra mim não existe. Eu gosto de acordar, fazer um café e revisar as músicas que toquei no final de semana, e fazer alguns ajustes que julgo necessário”, disse ele, que ao lado de sua agência 4 Fly, também participa de sua rotina de agenda e administração da carreira.

Microdocumentário sobre sua gig no Carnaval do Warung

Assim, Zacchi vai acumulando performances em pistas expressivas pelo Brasil e a América Latina. Além do Warung, já tocou em clubes e festivais de peso como TribalTech, Creamfields, Colours, Levels, Beehive, Cultive, D-EDGE e Lotus (em Montevideo, no Uruguai). No caminho certo e com todos esses anos de experiência e visão privilegiada no mercado, o músico confia no seu taco, e garante que tem alma internacional.

“O futuro do ZAC acredito que está a caminho. Eu tenho muita música que está explodindo na pista e nem foi lançada ainda. Cada dia que passa fico mais otimista, porque o envolvimento dos fãs tem sido incrível. São pessoas de todo o Brasil e o mundo me chamando, dizendo palavras de motivação e me colocando pra cima. Fico feliz porque eu tô fazendo a música que amo, sem rótulos, sem preconceito. Quando vou tocar, me sinto a melhor pessoa do mundo — a troca de energia com a galera tem sido o combustível para tudo!”

Nayara Storquio é colaboradora da Phouse.

LEIA TAMBÉM:

Com expoentes e emergentes do progressive house, Timeless Moment lança 1ª compilação

Nos passos de Boratto? Remix de Cattaneo indica que BLANCAh pode explodir globalmente

Com presença brasileira, John Digweed celebra décima edição de projeto

Com presença brasileira, John Digweed celebra décima edição de projeto

“Live in Tokyo” traz 60 faixas mixadas pelo DJ em clube japonês

Na décima edição de sua série Live In”John Digweed eternizará mais um de seus long sets especiais. O registro da vez diz respeito à sua performance no club Contact em Tóquio, em 28 de abril. Conforme o DJ anunciou ontem, o disco Live in Tokyo está agendado para 27 de julho, pela sua Bedrock Records. O lançamento prevê a edição digital mais conjuntos limitados de cinco CDs e de vinil triplo. 

Live in Tokyo

Criado há mais de 15 anos, o projeto “Live In” registra Digweed em ação em suas apresentações exclusivas ao redor do mundo. No Contact, o expoente do progressive house mixou 60 tracks de nomes como Marc Romboy, Roman Flügel, Mano Le Tough, Patrice Bäumel, Eagles & Butterflies, DJ Hell, Dubspeeka, Apollonia, Honey Dijon e nossos brazucas Boghosian e Renato Cohen.

“Desta vez fomos para Tóquio, em um dos melhores clubs underground da cidade. Este álbum captura meu set do começo ao fim — das faixas de abertura mais deep e climatizadas às pedradas do pico, e tudo que rolou no meio disso”, declarou Digweed para a imprensa.

Minimix que reúne parte do Live in Brooklyn, lançado em 2017

Live in Tokyo já está disponível para encomenda na loja online da Bedrock. Antes, o selo lança coletânea em celebração aos seus 20 anos, nesta sexta-feira.

Confira a tracklist:

CD1:

Mono Electric Orchestra – Louder Than Silence

Stelios Vassiloudis & Sahar Z – The Day The Sky Fell In

Estroe – Murk – Brendon Moeller Dub

Verlk – The Roxy – Toms Mix

Yunus Guvenen – K’Aisha

Audiofly – Don’t Explain

Frankey & Sandrino – Alya

Boghosian – Esta Vida

Abstraxion – Spazieren – Ripperton Remix 2

Apollonia – June – Charles Webster November Mix

DJ Hell – Anything, Anytime – Dubspeeka Remix

Trikk – Devila

CD2:

Eagles & Butterflies – The Last Dance – Mano Le Tough Remix

Marc Romboy – Cosmo

Tuff City Kids – R-Mancer – Roman Flügel‘s K-Lauer Mix

Pastaboys – Abbassa – Rebolledo’s Mixed Pasta

Fluida – We’re So Far – Audiofly Remix

Robert Solheim – Ferga – D-phrag & Toppy Remix

Steve Bug & Langenberg – NGC 6240 – Tim Engelhardt Remix

Claudio Ricci – Warschauer Strasse – Timo Maas & Basti Grub Strolling Around Warschauer Mix

Frankey & Sandrino – The Great Attractor

Eagles & Butterflies, John Digweed & Nick Muir – Crazy Diamond

Kiki & Alessio Pagliaroli – Neverending Now – dubspeeka Remix

Honey Dijon & Tim K featuring John Mendelsohn – Thunda – Rampa Remix

CD3:

Internacional Electrical Rhythms – Furia

Architectural – Poisonous Cocktail

Marc Romboy – Asteroids

Eagles & Butterflies – Comet

Super Flu – Ark

Eagles & Butterflies, John Digweed & Nick Muir – Divenire

Robert Babicz – Space Disco

SCB – Precision Incision

Ruede Hagelstein – Chromapark

Denis Horvat – Guilty Pleasure

Fairmont – Parrish

Jos & Eli – Time Chase

CD4:

Monkey Safari – Xelerator

Carlo Ruetz – Obscure

Alex Preda – Abut – The Drifter Remix

Pascal FEOS – Dual Structure

Applescal – Morpheus

Ceili – Waiting – One Track Brain Dub

Edit Select – Above Ground

Feral – East Slope

Garry Todd – Wait For Me – dubspeeka Remix

Super Flu – Doppt

Uakoz – Disappeared

L.S.G. – When It’s Dark Outside (Oliver Lieb Remix)

Sam Paganini Ft. Zøe – Endless

CD5:

Popof – Vapourizer

Renato Cohen – Sauna

Lee Van Dowski – Ironclad

Johannes Volk – A Little Story About Time And Space

Jimmy Van M & Juan Hansen – Madin – Gala Dub

Circle Sky – The Light – Patrice Bäumel Remix

Oliver Lieb – Osyris

Molécule – Sila – Madben Remix

Kerb Staller – Tell Lies – Audion Remix

Luke Brancaccio & Simon Berry Versus John Digweed & Nick Muir  – Close Your Eyes VS

Luke Brancaccio & Simon Berry Feat. JJD – Close Your Eyes

VINYL 1:

A

  1. Marc Romboy – Cosmo
  2. Molécule – Sila – Madben Remix

B

  1. Denis Horvat – Guilty Pleasure
  2. Luke Brancaccio & Simon Berry Versus John Digweed & Nick Muir  – Close Your Eyes VS

VINYL 2:

A

  1. Marc Romboy – Asteroids

B

  1. Robert Babicz – Space Disco
  2. Luke Brancaccio & Simon Berry Feat. JJD – Close Your Eyes

VINYL 3:

A

  1. Renato Cohen – Sauna
  2. Edit Select – Above Ground

B

  1. Jimmy Van M & Juan Hansen – Madin – Gala Dub
  2. Pascal FEOS – Dual Structure

Com expoentes e emergentes do progressive house, Timeless Moment lança 1ª compilação

“Timeless Moment Vol. 01” traz 11 faixas inéditas 

O carioca Morttagua parece estar vivendo um ano especial. Depois de ser escolhido para representar o Brasil na competição de DJs da BURN, o produtor lançou nesta semana a primeira compilação mixada da sua Timeless Moment, que vem se destacando já há um tempinho no cenário internacional, com suporte de nomes como Sasha, Solomun e Guy Mantzur.

Chamada Timeless Moment Vol.01, a compilação traz 12 faixas, sendo 11 exclusivas. A clássica “No Distance”, lançada por Guy Gerber e Dixon em 2014, abre o disco, que então segue com inéditas de expoentes nacionais e internacionais do progressive house e do techno melódico, como Glenn Morrison, DNYO e Sonic Future. Morttagua também teve o cuidado em selecionar diversos novos talentos em quem aposta boa parte de suas fichas, como Feemarx, Maty Owl, Al3ne e D.E.C.A.D.A, apresentando assim um trabalho que resume bem a variedade estética abraçada pelo selo.

“Esse é um projeto muito especial para mim e para a Timeless Moment, em que me inspirei nas lendárias compilações da Global Underground, Renaissance e Balance, feitas por nomes como Sasha, John Digweed, Hernan Cattaneo, Nick Warren e Gui Boratto“, conta o chefão do selo, em contato com a Phouse. “Esta será uma compilação anual, e espero que em alguns anos se torne um ativo do Brasil para o mundo, com grandes nomes internacionais sendo convidados para mixar”, segue Morttagua.

“Conseguimos juntar a experiência de grandes e lendários produtores como Glenn Morrison, DNYO e Sonic Future com jovens talentos, mostrando que o selo está aberto a qualidade sem se prender apenas a nomes já estabelecidos no mercado. Timeless Moment Vol.01 representa com fidelidade toda a essência do selo, que passeia entre os grooves fortes do techno e as melodias emocionantes do progressive house. Este lançamento também demonstra como o selo não é apegado a fórmulas, e nosso apreço especial pela originalidade e ousadia dos produtores que fogem do comum e do óbvio.”

LEIA TAMBÉM:

Em Glasgow, Eric Prydz impressiona com seu novo live, HOLO

Cenografia explora recursos holográfico como em EPIC
* Atualizado em 07/06/2018, às 16h45

ATUALIZAÇÃO: O canal JULIEN TOURNADRE TUTORIELS publicou no YouTube um vídeo em HD da performance inteira de Prydz na Arena. Veja abaixo:

Eric Prydz é Eric Prydz, e sempre dá um jeito de se superar a cada live show. Com HOLO, seu novo projeto audiovisual, não foi diferente. O sueco se apresentou na Braehead Arena, em Glasgow, Escócia, nesse último final de semana, e enfim estreiou a nova performance audiovisual, que tirou o fôlego dos fãs. Com efeitos de holograma de tirar o fôlego, o show fez parte da turnê HOLO, que está prevista ainda para Belfast, na Irlanda do Norte (dia 30), e no festival britânico Creamfields (26 de agosto).

Quem assistiu às versões EPIC 4.0 e EPIC 5.0 já tem uma boa noção do que esperar da nova apresentação. Com o HOLO, a principal diferença é que os hologramas estão em cima de Eric, dando a impressão de ele estar dentro das imagens. Esses hologramas já foram utilizados nos lives anteriores, porém, agora aparecem em versão mais intimista, com o músico ao centro.

Diversos fãs gravaram vídeos, e é impressionante mesmo nessas gravações caseiras. Recomendamos que ative a qualidade HD e aumente o som pra conferir as pérolas.

Louco, né? Agora imagina ao vivo!

LEIA TAMBÉM:

Eric Prydz solta novo teaser do HOLO

Eric Prydz lança o HOLO, seu novo projeto audiovisual

Eric Prydz lança gravação do EPIC 5.0 com tracklist

John Digweed anuncia coletânea para celebrar os 20 anos de seu selo

Bedrock Records celebra 20 anos em alto estilo

John Digweed anunciou nesta quarta-feira (23) a pré-venda da Bedrock XX, coletânea comemorativa dos 20 anos de sua Bedrock Records.

Para a curadoria, o produtor montou uma verdadeira seleção de artistas. Nomes como Guy J, Josh Wink, Paco Osuna, Alan Fitzpatrick, Marc Romboy e Pig&Dan trabalharam em 21 faixas exclusivas, que irão compor a VA. O disco será lançado em 22 de junho.

+ Confira os depoimentos de John Digweed para série sobre os 20 anos do Ultra Music Festival

“Este é um projeto incrivelmente especial para nós. Os artistas no álbum consistem em alguns dos pesos pesados mais talentosos da cena house/techno, e eu estou certo de que vocês ficarão impressionados com a qualidade das tracks. Espero que curtam, e obrigado pelos 20 anos de grandes festas e música na Bedrock”, declarou Digweed em release de imprensa.

Há ainda uma série limitada de box sets de vinil e CD, com design pomposo criado pelo artista britânico Malone Design. É possível conferir o material e realizar a compra através do site oficial.

Confira a tracklist:

CD1 (Mixed By John Digweed)
1. Eagles & Butterflies Vs John Digweed & Nick Muir – Crazy Diamond Reprise
2. Yunus Guvenen – K’Aisha
3. Guy J – End Of Lost Cause
4. John Digweed & Nick Muir – Organia
5. Quivver – On & On
6. Robert Babicz – Dream Machine
7. Josh Wink – BPM
8. Martin Eyerer – El Circulo
9. Fairmont – Malinalli
10. Musumeci – WSSOF
11. Monkey Safari – Xelerator

CD2 (Mixed By John Digweed)
1. Marc Romboy – Laika
2. Hannes Bieger – Mauna Loa
3. Ruede Hagelstein – Chromapark
4. Paco Osuna – Your Lights
5. Sam Paganini Ft. Zøe – Endless
6. Lee Van Dowski – Ironclad
7. Pig&Dan – Pick Me Up
8. Oliver Lieb – Osyris
9. Alan Fitzpatrick – Vibes
10. Ian O’Donovan – Whiteout

+ Dance Paradise transmite edição histórica de um dos maiores podcasts da cena eletrônica global