#XXX22 driblou cenário negativo e entregou o que prometeu

Festival fez jus ao tema “Revolution” e mostrou força em tempos de recessão

* Edição e revisão: Flávio Lerner

No último fim de semana, aconteceu em São Paulo mais uma edição da XXXPERIENCE, um dos mais antigos — e pioneiros — festivais de música eletrônica do Brasil. Com o tema Revolution, que celebra 22 anos de história e sucesso, o festival contou com uma mega-estrutura audiovisual e uma ornamentação para ninguém colocar defeito.

Com mais de 50 artistas divididos por cinco palcos (Love Stage, Union Stage, Peace Stage, Joy Stage e #Pistinha), a XXX mostrou a sua força e nos trouxe a conclusão de que não fica atrás de nenhum festival gringo. Sim, é verdade! Tirando o aspecto da cultura do público, ao chegar à noite lembrava bastante o EDC, por conta de sua iluminação e suas instalações de arte, que podiam ser notadas por toda parte.

Foto: Eimagec/Divulgação

Foi como o próprio Erick Dias disse em entrevista exclusiva à Phouse: “O que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado”. Realmente, comparando-se a 2017, esta edição fez total jus à ideia de revolução.

Um dos pontos altos, além do super lineup, foi a “xxxperiência” proporcionada. Nunca vimos aqui no Brasil ativações de marcas tão bacanas como a da TNT e Itaipava Go Draft, que montaram áreas super criativas em meio ao festival. Além disso, destaque para a mudança de data, que foi de novembro para setembro por conta das condições climáticas. E deu certo: a chuva nesta edição passou longe.

Foto: Sigma F/Divulgação

Experiência

Como citado acima, esse foi um dos aspectos que mais chamou a atenção. A TNT, marca de energético patrocinadora oficial da #XXX22, montou um verdadeiro playground com ativações super criativas, assinadas pela INNER multi.art. No Complexo TNT, deu pra conferir um corredor escuro com muita luz negra, com manequins estilizados com tinta neon e paredes onde o público podia deixar recados com tinta fluorescente — uma verdadeira pira visual —, além de espaços super diferenciados para fotos e artistas entretendo o público, cuspindo fogo e fazendo malabares.

Já a área da Itaipava Go Draft, que teve o tema Go Day, Go Night, contou com um espaço bem moderno, com personagens e um ambiente cheio de aquecedores, para quem quisesse fugir do frio ou incorporar o espirito “blogueirinha”, tirando fotos com cenários descolados.

Não dá pra esquecer também das áreas de descanso. Como o festival tem longa duração, a produção não economizou em pensar no bem-estar dos frequentadores. Além dos espaços de ativações das marcas, a XXX montou diversas redes de descanso, onde muitos aproveitaram pra tirar aquela soneca e recuperar a energia.

Foto: Sigma F/Divulgação
Foto: Sigma F/Divulgação
Foto: Sigma F/Divulgação

Palcos

Entre os cinco palcos, elegi como favoritos o Joy Stage (o palco da árvore), que deu uma surra de audiovisual; o Union Stage, com aquele cenário super disruptivo para um festival 100% nacional; e a #Pistinha, que embora fosse a mais simples em termo de estrutura, era uma das mais aconchegantes e intimistas. Love Stage e Peace Stage também não ficaram devendo em nada, afinal, cada uma tinha a sua temática — então deixo claro que essa avaliação aqui é bem pessoal.

Union Stage. Foto: Sigma F/Divulgação
#Pistinha. Foto: Eimagec/Divulgação

Lineup

Mesmo com os desfalques de Ben Klock e Gabe, que não conseguirem embarcar por conta das condições climáticas nos aeroportos do Sul, o festival não perdeu o seu brilho. O holandês Patrice Bäumel — que substituiu Guy Gerber (que havia anunciado dias antes ter tido seu passaporte roubado em um assalto à sua casa) — foi um dos principais agregadores do festival.

Bäumel, cuja última vinda ao Brasil foi para se apresentar no Universo Paralello e no Warung, comandou a pista do Joy Stage, se apresentou por mais uma hora no Union Stage e fez um B2B com a ANNA — que foi uma das melhores atrações que pude ver na noite. Ajudando a compensar os desfalques, Format:B estendeu seu set por mais uma hora no Joy, e o Renato Ratier mandou um long set, fechando o Union.

Além desses anfitriões, que marcaram o festival com uma imensa responsabilidade de tapar os buracos, destaco também alguns sets que a Phouse já tinha indicado na matéria “5 artistas para ficar de olho na #XXX22”: o live dos brasileiros Eudi & Salata & Moraes — que mandaram uma techneira melódica, chegando a lembrar até um Stephan Bodzin —; Franky Rizardo, que fez um dos sets mais bem trabalhados e lineares do festival, começando com tech house e finalizando com techno; Vegas, com seu insano B2B com o Hi Profile, seguido por Nelix, Skazi e Paranormal Attack; além de Santti, Liu, Soldera, Len Faki, Dubfire e muitos outros.

Peace Stage. Foto: Sigma F/Divulgação
Love Stage. Foto: João Chesine/Divulgação

Bar e alimentação

Não foi dessa vez que a XXX conseguiu acertar no sistema de bar. Ao chegar no festival e receber a pulseirinha (que continha um cartão de acesso/consumo), logo me impressionei. Achei genial a ideia, mas não durou muito para que toda a empolgação viesse abaixo.

O sistema não funcionou bem, e logo teve que ser substituído pelas tradicionais fichas. O preço da água (R$ 10,00) também não agradou muito ao público. Embora saibamos que um festival desse porte custe muito caro, a água é um dos produtos que não deveria ter seu preço inflacionado — até mesmo porque de manhã o sol é de rachar na Arena Maeda. Todo mundo precisa estar bem hidratado. ;)

O lado positivo é que os bares estavam bem distribuídos e funcionais. No Instagram da Phouse, em um post em que perguntamos o que o público achou da #XXX22, muitos elogiaram a empolgação e animação dos funcionários dos bares — e realmente, isso foi bem notável.

Em pouquíssimos eventos conseguimos notar pessoas trabalhando tão empolgadas. A praça de alimentação estava bem aconchegante, mas faltaram mais opções de comida. Fica a dica para a próxima edição.

Foto: Eimagec/Divulgação

Segurança

Eu não presenciei nenhuma briga, nenhum incidente, mas nas redes sociais, vi relatos de alguns furtos. De fato, mais para o fim da festa deu pra notar algumas pessoas que pareciam estar numa vibe errada, mas infelizmente estamos no Brasil, e isso não é uma particularidade da XXXPERIENCE. 

O lado bom dessa história é que um dos sócios do festival, o Edson Bolinha, vasculhou as nossas redes sociais e respondeu diretamente a algumas críticas relacionadas ao sistema de bar e segurança, garantindo que eles estão atentos a tudo e que vão trabalhar pra reforçar ainda mais a segurança e melhorar tudo o que não saiu tão bem neste ano.

Uma atitude como essa demonstra ainda mais o comprometimento e respeito dos produtores com o público. De fato, não deve ser nada fácil organizar um festival dessa magnitude no Brasil, ainda mais em um lugar distante e tão grande como a Fazenda Maeda — tanto que muitos outros festivais sumiram do mapa. 

Foto: Eimagec/Divulgação

Conclusão

Com erros e acertos, a XXXPERIENCE demonstrou estar atenta para continuar melhorando e gerando a melhor experiência possível para o seu público. De modo geral, o festival pode ser considerado um verdadeiro sucesso, cumprindo bem a promessa de seu tema “Revolution”, e finalizando a edição 22 com ainda mais força para continuar fazendo história pelo Brasil.

Também vendo o que nos disseram pela internet, dá pra cravar que a XXX é um dos melhores produtos no quesito festival que temos no Brasil. O Felipe Castelli, nosso parceiro da GoFestivals, foi pela primeira vez e disse ter se impressionado, já vendo potencial de explorar melhor o evento em seu negócio.

“Fiquei surpreso com o festival. Houve uma grande procura de pessoas de fora nos últimos anos para o Ultra e o Tomorrowland Brasil. Agora que conheci a XXXPERIENCE, vejo um potencial muito maior a ser explorado, por ser algo diferente, 100% nacional, e por proporcionar uma experiência única ao seu público”, declarou Castelli.

Foto: Sigma F/Divulgação

Com depoimentos como este, e somando-o com o contexto atual de crise e alta do dólar, podemos perceber que a XXX vem numa trajetória muito sólida, superando barreiras e proporcionando o melhor que pode oferecer em lineup e estrutura. O evento atualmente atrai pessoas dos quatro cantos do Brasil, e além de movimentar o turismo local, gera também mais de mil empregos indiretos — o que sem dúvidas é um ótimo fator para a economia e o turismo de Itu e São Paulo.

Portanto, só me resta fechar aqui parabenizando a equipe e desejando vida longa à XXX.

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Confira os vencedores do DJ Awards 2018

Cerimônia rolou na terça-feira, na Heart Ibiza

Um dos prêmios de maior prestígio na indústria da música eletrônica, a edição de 2018 do DJ Awards foi celebrada nessa terça-feira, dia 11, em Ibiza. Com a festa realizada na Heart Ibiza, a 21ª edição da cerimônia trouxe como tema a era disco e premiou artistas e labels em 27 categorias diferentes.

Os prêmios são oferecidos após levantamento de votos de fãs, além de um prêmio especial da indústria que é escolhido por um painel de profissionais de música. A novidade para a edição de 2018 foi a divisão de quatro categorias (house, tech house, trance e techno) em “Artista” e “Mestre”, aumentando o número de premiados.  

Dentro da categoria “Mestre”, ganharam Roger Sanchez (house), Jamie Jones (tech house), Paul van Dyk (trance) e Joseph Capriati (techno). Já na prateleira “Artistas”, CamelPhat (house), Patrick Topping (tech house), Ben Nicky (trance) e Ilário Alicante (techno) foram os vencedores.  

Solomun (Melodic House & Techno”), Black Coffee (deep house), Hernán Cattáneo (progressive house), Andy C (bassDJ Koze (“Electronic & Downtempo”), Carl Cox (DJ Internacional) e Stephan Bodzin (live) foram outros grandes nomes premiados por voto popular.

Já nos “Special Industry Awards”, concedidos a partir de um juri especializado, nomes como Sven Väth (“Realização Notável”, por seus 30 anos de carreira), Masters at Work (“Pioneiros da Música Eletrônica”), RESISTANCE (“Noite de Ibiza”), “Your Mind”, de Adam Beyer e Bart Skils (“Faixa da Temporada”), e a Argentina (“Nação da Dance Music”) foram homenageados.

Confira a lista completa:

Arte: Divulgação

Primeiro D-EDGE Festival foi sucesso de ponta a ponta

Evento paulistano brilhou em lineup, estrutura e organização

Aconteceu nesse último sábado, no complexo do estádio do Canindé, em São Paulo, a primeira edição do D-EDGE Festival, que nasceu para celebrar os 18 anos de um dos mais emblemáticos clubs da América Latina.

Com um lineup pesadíssimo, recheado de ícones do calibre de Stephan Bodzin, Butch, BLANCAh, Giorgia Angiuli, Gui Boratto e o anfitrião Renato Ratier, o festival rolou por 24 horas e reuniu 70 artistas (22 internacionais e 48 nacionais) divididos em seis palcos.

Palco RAWW X ROOM; Foto: Image Dealers/Reprodução

Logo que entrei, me deparei com uma estrutura familiar, que, por causa do formato de tenda e com o palco RAWW X ROOM bem ao lado, lembrava o Warung Day Festival — que por sinal, pertence também ao Grupo D-EDGE e rolou em Curitiba no mesmo dia. Tudo parecia sob controle da produção, muito bem planejado e executado. Não tivemos muita fila, grandes problemas e nem muito do que reclamar. A chuva que caiu na capital paulista poderia ter gerado uma situação de maior desconforto, mas como quase todas as áreas tinham cobertura, ela não chegou a atrapalhar.

O grande “problema” do festival foi exatamente encarar os dilemas de qual palco ficar em cada momento, pois em todos eles foram escalados artistas de responsa. Pra aproveitar bem e tentar ver o máximo de atrações possível, decidi me forçar a quebrar o protocolo e sair de palco em palco para assistir ao set de alguns nomes indispensáveis, como Bodzin, Marky, BLANCAh, Butch, Renato Ratier, Wilian Kraupp, Gui Boratto, Slam e o trio Mau Mau, Renato Cohen e Anderson Noise, que se apresentaram juntos, tornando aquela noite ainda mais histórica.

Stephan Bodzin; Foto: Image Dealers/Reprodução

É difícil avaliar cada um dos 70 artistas (ou mesmo os cerca de dez que consegui ver com calma), e é quase impossível dizer qual foi o melhor set da noite. Mesmo assim, arrisco em destacar as apresentações de Stephan Bodzin, Butch, Marky e o próprio Ratier, que dominou a pista pra valer e foi o responsável por encerrá-la logo pela manhã. Bodzin mandou um live incrível, que abusou de muita melodia — algo que gosto muito. O palco principal ficou pequeno para ver o alemão.

Após o fechamento do mainstage, quem roubou a cena foi ela, BLANCAh. A produtora catarinense se apresentou por volta das 10h no palco All My God, que teve uma sequencia pedrada com Trikk, Lee Burridge e Mdme até o seu encerramento, às 16h. Nem mesmo a chuva que caiu durante o dia inteiro conseguiu acalmar os ânimos do amantes da techneira, que encheram a pistinha do início ao fim.

Renato Ratier; Foto: Image Dealers/Reprodução

De modo geral, deu pra perceber que o festival lotou e o público parece ter curtido muito a experiência. Os comentários que ouvi foram todos positivos, em tom até de surpresa com a qualidade da produção do evento. Em sua primeira edição, podemos dizer que o festival mostrou a singularidade da marca D-EDGE, entregando ao público o que há de melhor no quesito de som, imagem e ambiência.

Se conseguir repetir a partir de agora, ano a ano, um evento desse mesmo nível, o D-EDGE Festival tem tudo para se consolidar como mais uma belíssima opção de festivais 100% made in Brazil, ao lado de expoentes mais antigos, como a XXXPERIENCE, o Universo Paralello e o próprio Warung Day. Talvez estejamos diante de um novo quadro que vem se desenhando lentamente nos últimos tempos: um em que, por mais que tenhamos ótimas versões brasileiras de cases de sucesso internacional — como Ultra, Dekmantel e DGTL —, mostramos que nosso país também tem condições de construir, cada vez mais, seus próprios festivais classe A.

Que o D-EDGE Festival siga nessa trilha de sucesso, proporcionando grandes experiências e incentivando outros players do mercado a se aventurarem no caminho.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Assista aos sets mais underground do Ultra Music Festival

Diversos vídeos foram upados na íntegra pela BE-AT.TV

Além dos diversos sets disponibilizados pelo Ultra para que os próprios artistas pudessem publicar em seus canais no YouTube, a BE-AT.TV também vem disponibilizando vídeos de performances do festival na íntegra e em alta qualidade.

Isto porque a plataforma de streaming cobriu toda a programação do RESISTANCE, um dos principais destaques desta edição do UMF, que teve em seus dois palcos — Megastructure e Arcadia Spider —, além de estruturas fantásticas, atrações do calibre de Carl Cox, Pete Tong, Nastia, Adam Beyer, Matador, Stephan Bodzin, Hot Since 82, Coyu, Nic Fanciulli, Danny Tenaglia e um B2B entre Dubfire, Nicole Moudaber e Paco Osuna.

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O canal vem subindo alguns dos sets gravados desde a semana passada, e ainda deve trazer muitos outros vídeos nos próximos dias. Confira os que já foram upados:

Ultra Miami libera primeira fase do lineup do seu palco underground

Sucesso desde 2016, o palco RESISTANCE já tem nomes gigantes da cena house/techno confirmados para a edição de 20 anos em Miami

Depois de lançar a primeira fase do line da sua edição de 20 anos, o Ultra Miami divulgou agora a primeira fase do palco mais underground do festival — o RESISTANCE.

Os headliners são Carl Cox, Adam Beyer, Dubfire em um B2B2B com Nicole Moudaber e Paco Osuna, o grupo J.E.S.u.S — projeto de Jackmaster, Eats Everything, Skream e Seth Troxler —, Maceo Plex, Jamie Jones, Joseph Capriati e Sasha B2B John Digweed, que juntos formam um time de muito peso.

Além disso, foram confirmados também outros 25 nomes que não deixam por menos, incluindo Nastia, Pete Tong, Stephan Bodzin, Nic Fanciulli, Hot Since 82, Danny Tenaglia, wAFF, Josh Wink, Frankie Bones e uma outra dezena de artistas, fazendo do palco uma das grandes atrações até o momento.

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O RESISTANCE será dividido em duas estruturas — as tradicionais Arcadia the Spider, e seu famoso formato de aranha robô gigante, e a Megastructure assinada por Carl Cox.

Confira o line parcial:

Com surpresa, Tomorrowland revela primeiros artistas de 2018

Depois de ficar de fora das últimas duas edições, Hardwell volta a integrar o lineup do festival belga

O Tomorrowland anunciou as primeiras atrações de sua edição deste em ano, em Boom, na Bélgica. A primeira fase traz nomes como Armin van Buuren, Axwell λ Ingrosso, REZZ, Claptone, Solomun, Sven Väth, Ben Klock e Stephan Bodzin, mas a principal surpresa fica pela presença de Hardwell.

O DJ ficou de fora das últimas duas edições do festival, depois de tretar com Dimitri Vegas & Like Mike em 2015, quando a dupla tomou o primeiro lugar do astro holandês no controverso Top 100 da DJ Mag. Como Vegas e Mike são residentes e têm proximidade com os produtores do Tomorrowland, teriam boicotado a presença de Hardwell nas edições de 2016 e 2017, segundo informações de bastidores.

Em junho do ano passado, porém, Like Mike publicou uma foto de um almoço com seu parceiro de projeto e o próprio Hardwell, indicando que os três haviam se acertado. Em dezembro, o DJ chegou a dividir palco com a dupla — o que ajuda a entender a sua ao Tomorrowland em 2018.

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Confira todos os nomes confirmados e seus respectivos palcos e datas:

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Eli Iwasa e Du Serena falam sobre o próximo Warung Tour Campinas

* Por Camila Giamelaro

O Warung é um dos clubs mais aclamados do mundo. O Inside, o Sound System, o Garden, o atendimento primoroso, o lineup conciso… Todos os detalhes são pensados com carinho e são fundamentais para proporcionar uma experiência maravilhosa para o público. Quem já foi sabe como é.

Infelizmente não é todo mundo que consegue ir até a Praia Brava pra poder sentir de perto o poder do Templo, mas pra isso existe o Warung Tour, projeto itinerante que leva toda a essência do beach club para algumas cidades do Brasil.

Em São Paulo, o Warung Tour é realizado nas cidades de Ilhabela, Maresias, Guarujá, Campos do Jordão, São Paulo e Campinas. Nesta última, a próxima edição acontece no dia 07, na Fazenda Atibaia (mesmo local que abrigou a festa em 2016), e traz nomes internacionais super relevantes: Stephan Bodzin e Marc Houle, se apresentando em formato live, e Kolombo, um dos artistas mais queridos pelos brasileiros na atualidade, e que estava devendo uma passagem por Campinas há algum tempo. Eli Iwasa, Dashdot, Boghosian, Fran Bortolossi, Gustavo Condé e Eric Olliver completam o time.

Du Serena e a própria Eli Iwasa são dois dos quatro nomes à frente da realização do evento. Juntos, eles planejaram, realizaram e ousaram. Assim, batemos um papo com a dupla pra descobrir o que o público pode esperar do Warung Tour Campinas 2017.

Eli Iwasa

Vocês atuam como DJs há muitos anos, e acredito que tiveram que se adaptar ao mercado e a tendências musicais nesse percurso. Como foi encarar esse processo?

Eli Iwasa: O processo é natural. Com o club e com a carreira de DJ, sinto a necessidade de me renovar o tempo todo, em contato com novas sonoridades, produtores, estilos. Com tanto tempo de noite, é fundamental se reciclar e se manter aberto a novidades para continuar inspirado, com gás, porque acomodação é fatal.

Du Serena: Pra mim não foi uma questão de adaptação, mas da eterna busca por novidade. Sempre toquei o que eu gostava e o que me fazia bem. Naturalmente, depois de um tempo cada artista sai em busca de novas sonoridades, tendências e eventualmente estilos. Às vezes o estilo que te agrada naquele período não acompanha sua fome por coisa nova.

Apesar do momento político-econômico delicado pelo qual nosso país passa, vocês conseguem entregar eventos de muita qualidade, como foi o caso da Destino e Warung Tour São Paulo. Qual o segredo para se manter o padrão de qualidade sem que isso afete o público final?

EI: Essa busca pela qualidade faz parte do DNA e da visão de todos sócios, então existe um esforço muito grande para esse padrão ser reproduzido em todos eventos. Soluções criativas, boas negociações e o espírito de parceria — a maioria dos nossos fornecedores trabalham conosco há muito tempo — têm sido fundamentais para os resultados finais serem positivos em todos sentidos.

DS: Primeiro ponto fundamental é ser apaixonado pelo que faz, então não medimos esforços para entregar o melhor sempre. O segundo fator fundamental é o nosso grupo, que é formado por experientes empreendedores do mercado de entretenimento, que se completam. Quando juntamos a expertise de todos, a receita mágica acontece.

Quais são as vantagens e desvantagens de se produzir um evento como o Warung Tour Campinas a quatro mãos?

EI: Eu só vejo vantagens em nosso caso. A sinergia entre os grupos é excelente, um complementa o outro, e o mais importante é que compartilhamos a mesma visão e paixão pelo o que fazemos.

DS: Não vejo desvantagens. É um grande prazer trabalhar com todos. Quando todo mundo soma e o grupo trabalha em sintonia, a sociedade fica saudável. Todos remam para a mesma direção com o mesmo gol.

O que teremos de diferente na edição de 2017 que não vimos ano passado?

EI: O que mais se destaca logo de cara é o lineup grandioso: sempre foi um sonho nosso trazer Stephan Bodzin para Campinas, ainda mais com o live. E desta vez, ele vem ao lado de Kolombo e Marc Houle, outros dois artistas que têm uma base muito leal de fãs na região.

Du Serena

Vocês acham que hoje existe uma demanda maior pelo formato live nos eventos de música eletrônica? É um atrativo a mais?

EI: Estamos falando de dois artistas que figuram entre os mais importantes dentro desse formato. O live é algo muito peculiar, que exige conhecimento técnico, assim como a experiência em criar a dinâmica certa para agradar não somente quem conhece as tracks dos artistas. Para os fãs, o live é prato cheio — nada mais emocionante que ouvir as músicas favoritas de Bodzin e Houle. Para quem ainda não é tão familiarizado com o trabalho deles, é a oportunidade de conferir dois dos mais talentosos produtores da história do techno, mostrando o que fazem de melhor.

DS: Eu acho que sempre houve demanda para live. O primeiro live que tocou para mim foi o Astrix, em 2002. O próprio Bodzin tocou seu live na Tribe em 2007, assim como muito outros. Só que agora ele aprimorou muito sua performance ao vivo, está ainda mais técnico, mais atualizado, mais divertido de se assistir. Para ser mais atrativo de verdade precisa ser um live de verdade, como Bodzin, Booka Shade, Plastikman, entre tantos outros fazem — onde os caras de fato estão ali tocando em cima da base já criada.

Dentro dos artistas selecionados, podemos conferir bastante diversificação de estilos, dentro da house music e do techno. Qual foi o critério de seleção para se chegar nesse resultado?

EI: Desta vez pensamos em trazer artistas para quem gosta de ambos os estilos — afinal de contas, todos nós gostamos de música de qualidade de uma maneira bem abrangente. Acho também que faz parte do espírito do Warung trazer artistas relevantes dentro da house music tanto quanto do techno, e o lineup reflete isso.

DS: O critério é sempre coerência musical dentro do universo sonoro do Warung. House, techno, tech house, deep house, tudo se encaixa. Todos os artistas e estilos escolhidos sempre terão ligação ou história com o club.

Qual a expectativa para o Warung Tour Campinas 2017?

DS: Minha expectativa é muito grande. Campinas foi uma das festas mais legais da tour de 2016 e vamos trabalhar para entregar um evento ainda melhor neste ano.

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A XXXPERIENCE anunciou mais 15 atrações para sua edição principal de 2017. Agora, nomes como Astrix, Klingande, ANNA, Stephan Bodzin, Gustavo Mota vs Groove Delight, Victor Ruiz e Art Department juntam-se ao lineup, cuja primeira fase foi revelada em julho. Mais nomes ainda serão anunciados. Confira como ficou o time completo até agora:

A XXXPERIENCE rola no dia 11 de novembro, na Arena Maeda, em Itu.

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O Amsterdam Music Festival já mostra que será um dos eventos do ano somente com a revelação de pouco mais de cem artistas, de um total de 2500 que irão se apresentar em 140 localidades.

Os nomes divulgados representam estilos variados, como Ben Klock, Paul Oakenfold, Dimitri Vegas & Like Mike, Joseph Capriati, Solomun, Stephan Bodzin, David Guetta, Seth Troxler, o recentemente constrangido Konstantin, Don Diablo, Dubfire, Joris Voorn, Nastia, Recondite, Tale Of Us, e também os lives já confirmados de Fatima Yamaha, Vessels, Hercules & Love Affair, entre outros.

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Martin Garrix também irá repetir a dose do seu show sem restrições de idade, e se diz muito feliz com isso acontecendo de novo, pois nem sempre seus fãs mais novos podem vê-lo. A outra grande novidade para este ano é que as conferências acontecerão em um local diferente, no Teatro Nieuwe DeLaMar, e nos 16 anos anteriores a casa foi o Felix Meritis, que está em processo de renovação.

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Confira o lineup completo: