Plástico zero em festivais é a meta da Live Nation para o futuro

O impacto ambiental é uma preocupação cada vez maior entre as produtoras de eventos

Que tal curtir um festival sabendo que você não verá toda aquela quantidade de garrafas e lixo plástico jogado pelo chão quando o som terminar? Melhor do que isso: você não estará vendo porque iniciativas sustentáveis em prol do meio ambiente estão sendo tomadas. 

É o que pretende a Live Nation, uma das maiores promotoras de eventos de entretenimento do mundo, que organiza os icônicos shows de intervalo do Super Bowl, o Pinkpop Festival e também o Glastonbury, para citar alguns.

Através do Green Nation, seu programa de sustentabilidade, a marca cunhou uma uma Carta de Sustentabilidade Ambiental, em que se compromete a diminuir em seus eventos “emissões de gases do efeito estufa em 50% até 2030 e acabar com a venda de plásticos de uso único até 2021” — iniciativa que já marcou presença na última edição do Coachella, também organizado pela Live Nation. A ideia é que outros de seus maiores festivais no Reino Unido, como Download, Latitude, Leeds, Reading e Wireless, não tenham mais plástico nenhum em até dois anos.

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Além das medidas apresentadas acima, a LV pretende “eliminar o uso de combustíveis fósseis sempre que possível”, já que possuem altos níveis de carbono, “trabalhar com parceiros e patrocinadores para atingir objetivos de sustentabilidade compartilhados”, e até mesmo devem buscar que seus “escritórios e locais de eventos sejam lixo zero e alcancem uma taxa de recuperação de material de 50% (ou maior) até 2030”.

Ainda em 2019, a marca deve testar garrafas de água à base de plantas por toda a Europa e, caso seja eficaz, devem implementar a prática em escala global. Segundo declaração do CEO, Michael Rapino, ao site da empresa, a Live Nation realiza cerca de 35 mil eventos em geral durante o ano e “tem a oportunidade e a responsabilidade de fornecer aos artistas e fãs uma experiência que proteja o planeta”.

A sustentabilidade é uma tendência cada vez mais em alta no mundo, e com os festivais de música não tem sido diferente. Outro grande exemplo é o DGTL, que tanto na gringa quanto no Brasil, além de evitar o plástico, não serve alimentos de origem animal.

Oliver Heldens sustentável: DJ ajuda a combater a poluição nos oceanos

Holandês vem atuando como embaixador da Plastic Soup Foundation

Em um mês como embaixador da Plastic Soup FoundationOliver Heldens já arrecadou dez mil euros para conservação oceânica. O DJ holandês ajudou a levantar a quantia através da venda de pulseiras “MBRC the Ocean” (“Embrace the Ocean”, ou “Abrace o oceano”) — braceletes de nylon regenerado, feitos a partir de material reciclado retirado do mar, para reduzir a poluição dos oceanos.

Segundo o site da fundação, a decisão de Oliver em fazer parceria com a Plastic Soup surgiu do seu respeito pelo meio ambiente. Heldens se tornou embaixador em julho, e a partir da comercialização dos braceletes, arrecada verba para ajudar a manter ações contra poluição.

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A ONG holandesa atua para combater a crescente poluição do oceano por plástico, tanto nacional como internacionalmente. Assim, desenvolve ações para proteção marinha e conscientização quanto à sustentabilidade desde 2011, fechando parcerias com nomes célebres para engajar mais pessoa.

No website, a diretora e fundadora da instituição, Maria Westerbos, declarou ter muito orgulho em ter Heldens como parceiro: “Estamos muito orgulhosos de que Oliver Heldens agora faz parte dos embaixadores. Colaborar com um artista como ele e seu público nos ajudará a fazer a diferença. Esperamos ver mais artistas e músicos se juntarem a nós nesta luta!”.

Estudo discute impacto da cultura eletrônica no meio ambiente

Vídeo aponta consequências ambientais da indústria da música eletrônica 

A revista britânica Stamp the Wax abriu uma discussão ambiental sobre o impacto ecológico da indústria da dance music no planeta. Apontando a realização de eventos e turnês de DJs como principais bases de pesquisa, a revista mostra também as opções sustentáveis e positivas que a cena eletrônica pode, e já utiliza, para reduzir danos ao meio ambiente. O chamado para conscientização foi publicado no dia 31 de maio, em formato de vídeo-documentário.

O vídeo da Stamp the Wax é um exame das questões ecológicas que envolvem a cultura da música eletrônica. O minidoc analisa o impacto das viagens de DJs e festivais para o crescimento da emissão de CO2 na atmosfera, e explora soluções. O estudo mostra que um “Top 10 DJ” do Resident Advisor produz 550% mais CO2 que um cidadão britânico comum. A iniciativa também destaca a produção de lixo e iniciativas sustentáveis que promovam a reciclagem.

Foto: Screenshot

Os principais motivos apresentados para o aumento do impacto “eletrônico” no meio ambiente são o aumento da popularidade da dance music, a globalização e o baixo custo das viagens internacionais.

Entre as ações propositivas apresentadas, há o destaque para a redução de viagens de avião, ou opções de voo com parcerias ecológicas de redução de danos ambientais, a troca dos produtos descartáveis de plástico por papel, e produção de eventos com energia renovável, como a solar e a eólica. Todas já são implementadas por alguns DJs, festivais e empresas de produção do ramo ao redor do planeta.

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São Paulo recebe 17ª edição da INNER multi.art neste sábado

Evento mistura grandes nomes da house, do techno e do hip hop com artes plásticas, sustentabilidade, espiritualidade e até psicanálise

Além da Capslock que celebra os 30 anos do DJ Mau Mau e do penúltimo dia da SIM SP, este sábado paulistano também é dia de mais uma INNER multi.art.

A 17ª edição do evento de Dre Guazelli & Cia rola no dia 09, no Espaço Jaguaré, a partir das 16h, com três pistas diferentes que mesclam grandes nomes nacionais e gringos do techno, do hip hop e de misturas mais alternativas.

Celebrando 12 anos de movimento artístico, o evento terá como tema central “Akasha”, que “simboliza o quinto elemento cósmico e é o link entre o mundo interno e externo”. Segundo um dos idealizadores do projeto, Caio Gutierrez, “o objetivo da festa é representarmos os diversos dignificados do Akasha. Da visão energética do hinduísmo à ideia de inconsciente coletivo de [o fundador da psicologia analítica Carl Gustav] Jung, em forma de entretenimento e arte”.

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Focando em house e techno, o palco principal é representado pelos selos Sábado Dre Tarde e LEEDS — ambos da INNER enterprises —, e conta com um B2B entre os alemães Rampa e &ME, a presença do DJ e produtor espanhol Edu Imbernón e nomes confirmados da cena nacional, como Diogo Accioly, Guss, VPTDUO, Dashdot, Junior_C, Sunset Riders e os chamados INNER Friends (Kallel, Gravity e Minoru), além do próprio Dre Guazzeli. Haverá também o Hip Hop Stage que, apresentado pelos selos Grill e Chocolate, traz o clássico Black Alien, além dos DJs Zegon, Dubstrong e Tamempi.

Completando a trinca, a festa também abriga o Alternative Stage (selos AWÊ e Downtown), onde sonoridades e mesclas mais orgânicas rolam com o trio Lumen Craft, a dupla Fatnotronic e os DJs Rodrigo Bento, Tahira, SLVTR e Vince.

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Assim como em edições anteriores, haverá o espaço INNER gallery, onde o público poderá ver obras de arte produzidas com materiais reutilizados, feitas por artistas como Niki Nomura, Giuliano Alemão, Pardal e EDMX.

Disponíveis no Sem Hora, os ingressos já se encontram no terceiro lote, a partir de R$ 60,00.

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Frequentadores da Hï Ibiza podem ajudar a salvar a mata atlântica

A destruição da Floresta Amazônica é um tema preocupante há anos. Além da devastação em escala, do fim de certos ecossistemas e das áreas verdes perdidas, a floresta é como um grande pulmão para o globo. Pensando em retardar os danos já causados e olhando para o futuro, Ricardo Perteus, empreendedor inglês de tecnologias inovadoras, e Tom Murray, Diretor de Inovação da Future Ready Schools, juntaram forças depois de se conhecerem no Burning Man e fundaram o Dance For 1 Meter (D41M) — iniciativa que dará ao pagante de grandes clubes e festivais parceiros a opção de doar um Euro. Cada Euro doado corresponde ao salvamento permanente de um metro quadrado da floresta.

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O projeto já rolou no HRBR Project, festival na Ilha do Governador em Nova Iorque, e recentemente fechou parceria com a Hï Ibiza, onde o público já tem a opção de doar o valor sugerido a cada festa frequentada. O release do projeto diz que, com o auxílio do Google Earth, cada doador poderá resgatar e ver de perto, por imagens de satélite, seu metro quadrado adquirido.

Em seu perfil do Linkedin, Porteus falou sobre como a ideia vem sendo bem recebida, e pode se tornar algo recorrente em festivais: “O projeto D41M está se desenrolando em escala global, e até agora todos com quem falamos aceitaram se juntar à nossa iniciativa. O D41M está crescendo com artistas como Paul Oakenfold e Judge Jules agora nos dando suporte”.

Com preços variando entre €45 e €55 (mais ou menos entre R$ 170,00 e R$ 200,00) para as noites da Hï Ibiza, seus frequentadores não devem ter problema em doar um Euro para essa iniciativa, podendo curtir a festa e contribuir com uma causa nobre ao mesmo tempo.

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