Celebrando 20 anos de carreira, Gabe lança três novos projetos

Saiba tudo sobre Chinelada do Bem, Gabe On Air e Gabe All Night Long

Em comemoração aos seus 20 anos de carreira, completados agora em 2019, Gabe anunciou três novas iniciativas: Chinelada do Bem, Gabe On Air e Gabe All Night Long.

Chinelada do Bem

Como explica a assessoria de imprensa do DJ, a Chinelada do Bem se trata de uma ação social para promover boas ações por onde ele passa em suas turnês. “Fazemos com alguns clubs que topam colaborar, arrecadando materiais e destinando-os a entidades sérias, como por exemplo a Cruz Vermelha, que encaminha esses materiais às pessoas que mais precisam”, conta Gabe.

“Comecei a desenvolver essa ideia a partir do momento que eu, por várias vezes, voltando de festas, via pessoas na rua, passando frio, fome, todo tipo de necessidade. E isso acontecia após eu voltar de festas onde eu estava proporcionando diversão para as pessoas. Esse contraste dentro da sociedade, começou a gerar um incômodo em mim, e eu percebi que poderia concentrar a minha força conscientizando as pessoas de que podem ajudar as menos favorecidas”, explica o “rei da chinelada” no site oficial da campanha.

A iniciativa começou em sua gig no Caos, em junho, depois rolou no Club Vibe, onde arrecadou agasalhos para o rigoroso inverno de Curitiba, e agora tem data marcada para a próxima edição da Gabe All Night Long, que acontece nesta sexta-feira, 19, na Fabriketa, em São Paulo (leia mais sobre abaixo). A beneficiada será justamente a Cruz Vermelha.

Gabe On Air

No final de maio, Gabe gravou seu live para o Soundscape, mandando ver na belíssima manhã do Parque Nacional do Iguaçu. Mas não para por aí. Quem quer continuar vendo o artista tocando ao vivo em outros lugares inusitados, pode fazê-lo pelo Gabe On Air.

A primeira edição, lançada em junho, foi gravada numa tarde de verão na varanda do Warung Beach Club. Já a segunda vai rolar nesta quarta-feira, 17, durante o pôr do sol do Ame Club, em evento fechado para convidados. Haverá transmissão ao vivo pela página de Gabe no Facebook e pelo seu canal no YouTube, a partir das 17h.

Gabe All Night Long

Por fim, a Gabe All Night Long “é uma festa especial, unicamente dedicada a ele, onde faz long sets que vão além do padrão, ocasiões em que Gabe chega a tocar por mais de seis horas”, conforme explica o release para a imprensa.

Depois de uma estreia em Curitiba, lááá em fevereiro de 2018, o projeto ganha continuidade a partir desta sexta-feira, na Fabriketa, em São Paulo, e em breve serão anunciados os próximos eventos.

+ Chinelada nas cataratas: assista ao live de Gabe para o Soundscape

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Tech house: a nova menina dos olhos do cenário eletrônico brasileiro

Uma análise sobre a ascensão do estilo nos últimos anos

Edição de fevereiro da Mov.E Foto: Strp Denilson/Divulgação

* Por Rafa Ribeiro
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Em 2018, pudemos notar nos eventos de música eletrônica brasileiros, principalmente em São Paulo, o declínio do brazilian bass e a ascensão de outra vertente: o tech house. Cada vez mais vemos DJs migrando de um estilo para o outro, inclusive adaptando suas tracks antigas em remixes e mashups para um lado mais tech houseiro. Essa tendência tomou conta da sonoridade das festas e não parou de crescer.

A popularização do estilo é nítida ao observarmos que eventos que aderem a ele estão tendo grande aceitação. Somente no ano passado, vimos grandes festivais nacionais fazendo essa troca. Se compararmos, por exemplo, as edições de 2017 e 2018 da Só Track Boa na capital paulista, a mudança foi gritante, impulsionada pelos headliners internacionais FISHER e Chris Lake.

Mas, não se engane em achar que isso surgiu do nada. O tech house é consolidado há anos na gringa, com grandes nomes como Green Velvet, Jamie Jones, Hot Since 82 e Patrick Topping, apenas para citar alguns. Aqui no Brasil, também temos diversos representantes de qualidade, como Dakar, GIOC, Gorkiz, Fancy Inc, Hippocoon, Rafael Carvalho, André Gazolla e Puka, entre outros — produtores que já vinham apostando anteriormente no estilo, e que hoje são verdadeiros mestres. Agora, eles ganham cada vez mais espaço.

“Há uns seis anos, eu produzia nu disco, que estava em alta, mas, quando chegava para tocar, acabava no tech house, pois era bem aceito nas pistas de dança — deixando, assim, minhas tracks de lado. Então, em 2014 dei uma repaginada nas minhas produções e no meu projeto como um todo, e passei a produzir tech house. Foi difícil começar praticamente do zero, mas estou feliz desde então. Acredito muito no gênero, que sempre foi forte lá fora, e fico contente que está crescendo no Brasil”, comenta Dakar, em contato com a reportagem.

Tech house
Dakar tocando na elrow. Foto: Reprodução

O crescimento é também uma tendência mundial, haja vista que o estilo ganha cada vez mais espaço em festivais comerciais como o Tomorrowland na Bélgica e as residências nos clubes de Ibiza. Um ótimo exemplo que podemos citar é o mais novo projeto paralelo de David Guetta, o Jack Back, lançado no ano passado.

Podemos dizer que um dos grandes responsáveis — senão o maior — por esse estopim foi o próprio DJ australiano FISHER. Desde seu primeiro EP, Oi Oi, lançado pela gravadora Dirtybird no fim de 2017, suas tracks “Stop It” e “Ya Didn’t” bombaram nas pistas do mundo inteiro. Mas o sinal mais forte de que isso era só o começo veio com o single “Losing It”. Em poucos dias, a track tomou conta do mundo e foi a mais tocada pelos DJs durante o Tomorrowland.

You Little Beauty
O australiano FISHER agitou o mundo com “Losing It”. Foto: Reprodução

No Brasil, a tendência foi confirmada por alguns dos maiores expoentes do mercado, o que pôde ser observado das novas tracks de Vintage Culture e dos recentes sets do Cat Dealers ao novo projeto de Raul Mendes, o Pirate Snake — e claro, sem deixar de citar os garotos do Evokings, que migraram no momento certo e souberam surfar a nova onda. A nossa nova realidade é que os filhos da EDM agora curtem tech house.

Outro bom exemplo é o menino do “prato que voa”, Pleight (antes conhecido como Banzoli). O projeto comandado por Eduardo Banzoli, de apenas 23 anos, chamou a atenção de artistas nacionais e internacionais com suas produções, inclusive da gravadora LouLou Records, por onde conseguiu lançar seu EP This B, e do portal gringo Your EDM.

O impacto gerado por todo esse rearranjo no cenário nacional, evidentemente, também se reflete na chegada de novos eventos voltados ao tech house. O expressivo crescimento da festa espanhola elrow aqui no país, depois do absoluto sucesso da primeira edição (organizada pela Plusnetwork em dezembro de 2017), e a sua chegada ao Laroc Club em junho de 2018, com sold out em menos de duas horas para o seu retorno marcado para o próximo dia 13, comprova a adesão ao ritmo.

“Não acredito que seja um crescimento por si só, pois a cena de tech house sempre existiu. É mais um ciclo dela, num momento em que se tem uma maior oferta de eventos que não necessariamente reflete um aumento do público consumidor desse estilo”, afirmou Mario Sergio de Albuquerque, sócio do Laroc. “Não vejo um festival de 20 mil pessoas lotado por causa desse gênero, mas pode-se ver um público flutuante e curioso que busca novos sons. Mas a base disso sempre existiu. Essa maior oferta gera essa possível evidência da vertente e a atenção de novos adeptos. Porém, nossa indústria só tem a ganhar com tudo isso!”, concluiu.

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Outro evento que sempre acreditou nesta linha de som e já segue para sua oitava edição é a festa paulista Mov.E, que aposta em promessas da cena nacional e headliners de respeito. Sua próxima edição, que acontece neste sábado, dia 06, no Espaço Modular em São Bernardo do Campo, promete atrair muitos novos curiosos do tech house com seu lineup de respeito: o dinamarquês Noir, juntamente com o colombiano Kamilo Sanclemente e os brazucas Dakar, Guss, Spuri, Binaryh, Leo Diniz e Dhar Cad (você pode saber mais sobre a festa aqui).

O produtor da Mov.E, Vitor Takiishi, também compartilhou conosco a sua visão: “Acredito que a musica eletrônica é cíclica e precisa constantemente se reinventar. Vejo o mercado mainstream um pouco conturbado no momento, o que abre as portas para novas sonoridades. O tech house sempre esteve aí. A Mov.E surgiu em 2017, ano em que o som do FISHER começou a se popularizar.

O sucesso na pista era nítido e até atingiu o mercado mais comercial — não tinha como não apostar na vertente, até porque é impossível não dançar com ela. Para esta edição, teremos o Dakar comandando essa linha, seguido por Leo Diniz, uma grande aposta que já está deixando sua marca no cenário paulistano”, declarou.

O movimento do tech house no Brasil é uma tendência que parece não ter data de validade. Seria esta a nova bolha do mercado de música eletrônica nacional?

Remix de Sasha, cover de brasileiro para clássico da dance music e mais 8 sonzeiras

Foi mais difícil do que nunca escolher apenas dez lançamentos na última semana

* Por Lúcio Morais Dorázio

A gente escreveu aqui na semana passada que foi especialmente difícil selecionar apenas dez novos lançamentos pra ocasião. Acontece que não sabíamos de nada, inocentes! Nesta semana a missão foi AINDA mais difícil, com uma pré-seleção de quase 30 músicas que, com dor no coração, tivemos que enxugar — isso sem contar com o que já cobrimos na Phouse: releitura do Alok pra Pink Floyd, coletânea da label de KSHMR, EP do gaúcho trommer pela conceituada label de afro house MoBlack Records e música do Holy Animal pela Phouse Tracks.

Vamos a elas?

SYML – The Bird (Sasha Remix)

O veterano DJ e produtor britânico Sasha — muitas vezes aclamado como um dos melhores do mundo — trouxe esse excelente remix de “The Bird”, do projeto alternativo SYML, formado por Brian Fennell (antes membro da banda Barcelona). A música, que vinha sendo elogiada pelo crítica dado a sua estética sonora acústica, agora recebe pelas mãos do Sasha, uma versão inovadora e adaptada para as pistas de dança. Não deixe ouvir, porque é uma delícia de som! 

Sandeville, Robin S – Show Me Love

Muito provavelmente você já deve ter dançado “Show Me Love”, clássico da Robin S. que marcou uma geração de clubbers nos anos 90. Agora, via Austro Music, a faixa ganhou uma nova roupagem nessa releitura do brasileiro Sandville com vocal regravado pela própria cantora. Que moral, hein?

Kygo, Whitney Houston – Higher Love

Depois de colaborar com Selena Gomez e Ellie Goulding, Kygo lança “Higher Love”, canção com vocais póstumos de um dos ícones mundiais e mais bem sucedidos: Whitney Houston.

A música original foi lançada por Steve Winwood em 1986 e regravada por Whitney em 1990, porém, apesar de ter sido cogitada para o seu terceiro álbum, I’m Your Baby Tonight, nunca foi de fato lançada. Unindo o pop com o eletrônico do DJ e produtor norueguês, os vocais inconfundíveis de Houston se potencializam e ficam ainda mais poderosos com a batida moderna proposta por Kygo.

Felix Jaehn – Love On Myself ft. Calum Scott

Falando sobre amor próprio, Felix Jaehn pintou com mais um som, desta vez em parceria com o artista britânico Calum Scott. Este é o primeiro lançamento solo de Felix desde “Cool”, do ano passado. Lançada no mês do orgulho LGBT, a letra passa uma mensagem poderosa e inspira as pessoas a se amarem exatamente como são. O destaque fica também por conta do vocal melódico de Calum, que se funde perfeitamente com as batidas eletrônicas de Jaehn. É a trilha pro verão 2019!

Bob Moses – Nothing But You (Lindstrøm & Prins Thomas Remix)

Não podia deixar de fora essa nova versão de “Nothing But You”, lançada em 2018 pelo duo canadense Bob Moses, para o álbum Battle Lines. Agora, os produtores noruegueses Lindstrøm e Prins Thomas nos presentearam com esse remix de batidas mais eletrônicas, mas respeitando brilhantemente o estilo melódico dance-rock proposto no single original. O resultado é uma música linda de se ver — ou melhor, ouvir. 

Chris Lake, Lee Foss – Lies, Deception, & Fantasy

Dois dos maiores e mais influentes artistas da house music se uniram pra essa colaboração épica. Lee Foss e Chris Lake combinam seus talentos no novo single “Lies, Deception & Fantasy”, uma faixa que tem incendiado as mais diferentes pistas de dança ao redor do mundo. O groove e o vocal viciante de Lee foram a mistura perfeita e elevaram a música para um outro nível.

Claude VonStroke, KE, ZDS – Comments

“People talk shit and that ain’t right” (as pessoas falam merda e isso não está certo, em tradução livre) é a premissa de “Comments”, novo lançamento de Claude VonStroke pela sua label Dirtybird. Ao lado lado de Zombie Disco Squad (ZDS) e os vocais de KE, a nova faixa vem acompanhada de um clipe esquisitão e com toques sombrios.

O vídeo adotou uma estética muito similar ao do filme A Bruxa de Blair, com sequências cheias de fumaças, venda nos olhos e cordas. Já a música em si também segue essa linha com sintetizadores e um vocal sinistro.

Cuartero – Venty

Com seu tech house, o DJ e produtor espanhol Cuartero é um dos grandes nomes do momento, garantindo seu espaço em festivais e clubes mundo afora — incluindo a importante Amnesia, em Ibiza. Com bastante groove, bass e um vocal único, o lançamento de “Venty” reforça seu legado na cena eletrônica mundial. Aliás, para quem tem curiosidade em vê-lo tocar pessoalmente, Cuartero tem presença confirmada no Warung Beach Club no dia 19 de julho. 

Yves V, Icona Pop, Afrojack – We Got That Cool

Aqui temos três artistas com características bem singulares e é justamente isso que torna a faixa “We Got That Cool”, de Yves V, tão interessante. A música emana uma mistura perfeita. Ela começa com um profundo som bem ao estilo house e logo entrega para os vocais de Icona Pop, que, somados ao groovy, rapidamente tomam conta do single com um refrão cativante.

Armin van Buuren – Turn It Up (Remixes)

“Turn It Up”, lançada por Armin van Buuren em março, acaba de ganhar novas versões. Com interpretações de Sound Rush, Gian Varela, Dropgun e Clément Leroux, essa pack de remixes funciona melhor com o som alto. Então, aumenta o volume e nos diga qual versão te agradou mais.

+ CLIQUE AQUI para relembrar a nossa seleção de lançamentos da semana anterior

Malik Mustache prepara-se para entrar em nova fase

Dupla revela à Phouse as grandes novidades que estão prestes a chegar

Em 2016, o Malik Mustache declarou à Mixmag Brasil: “estamos em constante mudança e evolução sonora, acreditamos que seria um erro nos rotular”. Três anos depois, a dupla está prestes a, mais uma vez, confirmar o que foi dito através de uma nova fase.

Em contato com a Phouse, Lekko Antoine e Márcio Neto responderam em conjunto algumas perguntas sobre o que o futuro próximo reserva ao “Malik Mustache 2.0”, como eles mesmos brincaram. E não é pouca coisa: além de um retorno a vertentes da house music que estão em alta, os caras assinaram contrato com a Liboo, sublabel da Universal Music Brasil, e nos revelaram o super nome israelense com quem têm faixa pra lançar em breve.

Antes de tudo isso, entretanto, gravaram um set com uma palinha do que vem pela frente, e devem lançar um EP recheado de IDs — collabs mais antigas com nomes brasileiros que acabaram nunca saindo oficialmente.

Você pode conferir mais detalhes na entrevista a seguir:

O que levou vocês a optarem por essa mudança de sonoridade? Foi por entenderem que a era do g-house já passou, e por desejarem manter-se em alta com as tendências do momento?

Então, a gente não optou fazer uma mudança sonora, mas sim voltar ao que o Malik era na época de 2013, 2014, em que esse som atual era o que prevalecia. Um grande exemplo é o nosso antigo single, “Rock U”, porém nessa nova etapa vamos trazer algo mais atual. Seria uma versão 2.0 do Malik Mustache, hahah!, deixando o g-house um pouco mais de lado! Fizemos isso não pra seguir tendência, mas porque a cena muda a todo momento, e gostaríamos de trabalhar esse nosso antigo som com a atualidade.

Há quanto tempo vocês já vinham pensando nessa transição? Foi algo decidido e bolado unicamente por vocês ou teve um trabalho de equipe de management por trás também?

A gente já estava pensando nisso já faz um tempo. Já tínhamos conversado sobre com a agência, na época a Division. Testamos varias músicas na pista, produzimos bastante coisa, mas colocar em prática em si foi logo quando a gente entrou na Box Talents, e começou a trabalhar tudo em conjunto junto com a [agência] Moon Production.

O novo set de vocês flerta com diversas vertentes da house, sons mais melódicos, outros mais secos… Afinal, qual será a principal linha a ser seguida?

Já temos algumas produções prontas. A primeira música do set, por exemplo, é o nosso próximo lançamento! Chama-se “After”, e vai sair pelo Universal Musical Brasil/Liboo no dia 26 de julho. Sobre a linha a ser seguida, não tem uma em específico, mas a junção de varias! Gostamos de fazer um mix nas nossas produções e usar uns vocais mais melódicos.

Então quer dizer que vocês vão focar em diversas linhas de house ao mesmo tempo?

Vamos focar no deep house e no tech house, mesclando bastantes sons secos, mais pista, e sons com vocais mais melódicos. Um exemplo disso é a própria “After”.

Nessa nova fase, imaginamos que vocês tenham também se reposicionado em relação a labels e artistas para collabs, certo? Poderiam nos citar alguns nomes?

Sim, a gente teve um reposicionamento entre collabs e novas gravadoras! No momento a Universal Music Brasil vai lançar todos os nossos sons, inclusive com as nossas collabs que serão nacionais e internacionais! A próxima será com o Skazi, que vai sair pela Universal do Brasil e pela Universal da Europa; vem muita novidade por aí!

De Chemical Brothers a Nicky Romero: os 10 destaques da última semana

Confira a mais nova seleção de lançamentos da Phouse!

* Por Lúcio Morais Dorázio

Essa última sexta-feira teve excepcionalmente ainda mais lançamentos importantes que de costume. Por isso, não estranhe em ver muita coisa boa de fora desta nossa lista de dez destaques da última semana.

Vem conosco!

The Chemical Brothers – In Eve of Dubstruction 

“Eve of Destruction” é a faixa de abertura do nono álbum de estúdio do duo The Chemical Brothers, lançado no mês passado. Agora, eles chegam com uma nova versão da faixa, “Eve of Dubstruction”, que se comunica mais com a disco music. O duo manteve, os vocais distorcidos — e psicodélicos — da cantora norueguesa Aurora e do rapper japonês Nene, porém acrescentou novas melodias, sintetizadores e até partes do vocal que não foram usadas na versão original.

Bruno Martini e Zeeba – I Do

Bruno Martini e Zeeba se juntaram novamente para mais um single. A música, bem ao estilo “good vibes” — e com o vocal inconfundível do Zeeba —, deixa em evidência a sonoridade particular criada pelos produtores.

VINNE, SPECT3R – Alive

Sabe aquele som gostoso que se encaixa perfeitamente nas pistas, mas também pode facilmente ser ouvida em casa, no carro, na praia e até nas rádios? Pois é, o DJ e produtor VINNE e os irmãos do SpECT3R juntaram elementos dos dois mundos e produziram “Alive”, com um vocal que vai ficar na sua cabeça por um bom tempo. 

Jennifer Lopez – “Medicine” (Kaskade Remix) 

Não é novidade que Kaskade é uma referencia na produção de remixes. Agora ele volta com mais uma produção, desta vez em parceira com ninguém menos que Jennifer Lopez. O DJ e produtor norte-americano acrescenta seu talento único na faixa “Medicine”, que por si só já é um grande hit, e entrega uma versão com uma nova energia e que, sem dúvidas, vai incendiar as pistas de dança e festivais mundo afora. Vale lembrar que recentemente Kaskade colaborou com Meghan Trainor para “With You”. Ele parece ter mergulhado de vez no universo pop

Franky Rizardo – I’m Hot

Esta é para os apaixonados pela house music em sua essência. Com simplicidade, mas ao mesmo tempo com arranjos bem precisos, Franky Rizardo nos remete aqui aos sons das discotecas clássicas, que ditam e inspiram até os dias de hoje boa parte das produções eletrônicas.

Don Diablo – The Rhythm

O “rei do future house“, Don Diablo, prova toda sua versatilidade e encontra um poderoso equilíbrio entre o vocal e o drop, nesse lançamento que marca a centésima música da sua própria gravadora, a Hexagon

Martin Garrix feat. Macklemore & Patrick Stump – Summer Days (Tiësto Remix)

“Summer Days”, colaboração de Martin Garrix com Macklemore e Patrick Stump, do Fall Out Boy, já é um dos maiores sucessos do ano, alcançando o posto de 18º no concorrido Top 50 do Spotify Global. E agora, o lendário Tiësto nos presenteou com essa versão ainda mais potente e com cara de festival. 

marshmello, Kane Brown – One Thing Right

Esta é a primeira colaboração do DJ e produtor mascarado marshmello com uma artista country. Todavia, não pense que “One Thing Right” se enquadre no gênero. A música, de pegada mais lenta e de arranjos melódicos, em estilo downtempo, faz o uso de batidas pop-punk, valorizando os vocais e elementos de banjo.

EDX – Ubuntu

EDX chegou com uma produção totalmente diferente de tudo que ele já lançou. “Ubuntu” começa com dois minutos de percussão tribal que gradualmente entrega para um vibrante riff de tambor. Com um ritmo cativante, o DJ e produtor suíço captou bem o estilo do verão europeu e a faixa tem tudo para ser uma sensação nos clubes de Ibiza nesta temporada. 

Nicky Romero, StadiumX, Sam Martin – Love You Forever

Os artistas, que já colaboraram em “Rise” e “Harmony”, enfatizam agora, em “Love You Forever”, a simplicidade através de uma melodia agradável, tocada através de um sintetizador semelhante a uma harpa. Os trompetes e a voz suave de Sam Martin, que se apoiam no drop, evidencia o porquê dos três músicos serem classificados muitas vezes pelo público e pela crítica como um “time dos sonhos”. 

Disco de hitmaker holandês traz 4 remixes brasileiros

Lançamento celebra os 20 anos de carreira do DJ e produtor Mason

Certamente o DJ e produtor holandês Mason figura na lista de grandes nomes da cena eletrônica mundial. Hitmaker por natureza, ele está celebrando seus 20 anos de carreira, e para deixar sua marca, lançou um disco de remixes com a participação de diversos artistas ao redor do mundo, inclusive de brasileiros.

O material saiu por sua própria gravadora, Animal Language, e o time verde e amarelo foi representado por DJ Glen, ILLUSIONIZE, Pimpo Gama e Joyce Muniz. Dos quatro, apenas Glen é autor de um remix inédito, escolhendo a faixa “Banzai” para sua reinterpretação. “Eu já havia mandado uma mensagem pra ele falando que eu estava tocando a ‘Banzai’ e estava indo muito bem nas pistas. Logo depois, coincidentemente, chegou o convite para remixar uma de suas faixas”, explicou à Phouse.

Além dos brasileiros, expoentes como Junior Sanchez, LouLou Players, Kolombo, Mighty Mouse e Oliver $ aparecem no disco

O remix do ILLUSIONIZE para “Bubblebath” já havia sido lançado em dezembro de 2016, pela LouLou Records — mesma label que assinou o de “Disruptor”, de Pimpo Gama, em outubro do ano passado. Já a remixagem de Joyce Muniz para “A Girl Like Me” é originalmente de 2013, via Great Stuff Recordings.

Na ativa desde 2004, Mason é reconhecido no cenário mundial por sua brilhante capacidade de produzir faixas com aquela famosa característica de pista, super vibrantes e dançantes. Através de suas produções divertidas, ele busca evitar qualquer tipo de clichê e se manter sempre atual, trabalhando bastante suas influências musicais que vão do hip hop à disco, do funk ao electro. O artista é o autor de grandes clássicos da eletrônica como “Exceeder” e “Runaway”.

“Exceeder” saiu pela Armada Music em 2013

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Joy Corporation fala sobre amadurecimento e mudança para SP

Um dos DJs mais tocados no Spotify em 2018, o mineiro Felipe Sabbá vem trabalhando para seguir crescendo

* Por Toni Gobatto

Com quatro anos de carreira, Joy Corporation é um dos grandes destaques da indústria nacional. Formado em música, o mineiro Felipe Sabbá  — nome único por trás do projeto, depois da saída do DJ Guilherme Xac — aproveita sua bagagem como cantor, compositor, instrumentista e produtor para se manter sempre em voga no cenário.

“Do You Remember”, seu primeiro single, acabou logo de cara ganhando as pistas de todo o Brasil, sendo remixada por expoentes como Vintage Culture, Zerb, Gustavo Mota, Mandragora e Shapeless, além de ter sido tocada por grandes nomes como Alok e Cat Dealers.

Joy Corporation
Entre o violão e as batidas eletrônicas. Foto: Divulgação

Na sequência, o projeto foi responsável por diversos outros hits, como a recente “Gone Too Long” (com os Dealers e o Bruno Martini), “You Gonna Want Me” (com FELGUK e Dazzo), “By My Side” (com Clubbers e Enkode), que foi tema do Winter Musical Festival, e a releitura para “The Scientist”, do Coldplay, lançada pela Spinnin’.

Em excelente fase da carreira, Felipe mudou-se recentemente para São Paulo, entrou para o time da Box Talents e está com agenda cheia nas cinco regiões do Brasil, além de datas confirmadas no Laroc (29 de junho), no Festival Villa Mix (06 de julho) e na XXXPERIENCE (22 de setembro). Aproveitando o bom momento, trocamos uma ideia com o artista mineiro. Leia abaixo!

Felipe, entre “Do You Remeber” e “Gone Too Long”, o que mudou na sua vida e na sua carreira?

Na época da “Do You Remember”, o projeto tinha acabado de começar. Não conhecia o mercado nem as pessoas do meio. Depois desses quatro anos, tive a oportunidade de fazer uma parceria com dois artistas enormes da cena — Cat Dealers e Bruno Martini — na “Gone Too Long”, e me sinto privilegiado por estar inserido no mercado, dentro de uma boa agência, com um time competente e envolvido trabalhando comigo, com um bom relacionamento com os artistas, contratantes e o público. As produções melhoraram, os shows também… Muita coisa, né?

Você tem mostrado seu talento em vídeos fazendo covers de músicas famosas — algo bem inovador e que já atingiu números surpreendentes de visualizações. Como você cria esses vídeos, e qual o seu intuito com eles?

A ideia desses vídeos é poder explorar mais o meu lado músico dentro do Joy Corporation e oferecer um conteúdo com personalidade para o meu público, algo que eles não veem toda hora. Pego músicas que estão em alta e que curto, vou para o estúdio e as recrio do zero com a primeira ideia que vem à cabeça. Depois, filmamos o processo e buscamos fazer edições diferentes em cada vídeo.

Formado em música, compositor, cantor e instrumentista. Essas são características que te diferenciam dos demais projetos?

Acredito que sim, pois noto que no nosso mercado isso não é tão comum. Ser músico profissional te possibilita executar com facilidade as ideias que vem à cabeça e de composição. Ser o vocalista de suas próprias canções te dá uma grande liberdade e independência no processo de produção musical.

Você tem tocado nos quatro cantos do Brasil. Como prepara os seus sets, e como anda a recepção do público?

Gosto de adequar os sets a cada lugar que vou, mas as músicas autorais estão sempre presentes. A cada dia, sinto o público respondendo melhor às minhas músicas e às novidades que venho apresentando.

O Joy Corporation foi um dos projetos brasileiros de música eletrônica mais ouvidos do Spotify em 2018. Como você tem planejado seu ano de 2019?

Isso realmente foi um grande privilégio e sou imensamente grato ao meu público por me colocar nessa posição. Para me manter nela e continuar crescendo, acredito que seja um questão de continuar fazendo música com muito amor e propósito, buscando me conectar cada vez mais com minha verdade artística e minha audiência. Me mudei pra São Paulo há pouco mais de um mês e meu estúdio novo está quase pronto; só posso dizer que estou animadíssimo com essa nova fase. Vai sair muita música nova desse estúdio pra vocês!

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Chris Lake no Brasil: Soldera indica 5 faixas inesquecíveis do DJ britânico

Chris Lake vai tocar em cinco cidades entre 19 e 23 de junho

Foto: Rukes/Reprodução

* Por Paloma Duarte
* Edição e revisão: Flávio Lerner

“Pessoa ou coisa intensamente admirada, que é objeto de veneração.” Assim o Google classifica a palavra “ídolo” — significado bastante pertinente à trajetória de Chris Lake aqui no Brasil. Não à toa, ele está retornando ao país na semana que vem para sua primeira tour do ano em território tupiniquim. Sua última passada por aqui foi em setembro de 2018, quando tocou no Kaballah Green Valley, no Air Rooftop e na Só Track Boa.

Indicado ao Grammy em 2012, o artista britânico se tornou um ídolo nacional ao ter seus hits de oito dígitos no Spotify tocados em praticamente todas as pistas de house e tech house do país, por artistas de todos os níveis na “Escala Richter” da música eletrônica brasileira. Não é diferente com o paulista Soldera, que em parceria com a label de Belém, Savage (que chega ao Estado de São Paulo pela primeira vez), está trazendo o Chris Lake para sua Pistinha, um sunset na área externa do extinto Anzuclub, na próxima quinta, 20, onde também tocam Glen, Koradize, Malive e, claro, o anfitrião.

Por isso, convidamos o DJ brasileiro para para dividir com a gente suas seis faixas preferidas do artista britânico. Confira sua seleção comentada abaixo, enquanto aguarda a tour do produtor, que desta vez passa por Air Rooftop (São Paulo, 19/06), Pistinha (Itu, 20/06), Marina da Glória (Rio de Janeiro, 21/06), Green Valley (Camboriú, 22/06) e Park.Art (Pinhais, 23/06).

O DJ brasileiro Soldera. Foto: Divulgação

1 – Release

Essa é muito boa. Selecionando agora as tracks para a Phouse, ouvi ela de novo e me deu até um choque. É de 2007, quando eu comprei meu primeiro setup de CDJ 200. Na época eu tinha a dupla com o Rodolfo Pieri [M.M.A], a gente treinava muito, essa música estava em todos os sets, inclusive no primeiro que eu gravei na vida.

2 – To The Point

“To The Point” veio numa época em que eu ja tocava profissionalmente. Ela fazia parte dos sets. Me deu até vontade de mandar email pra ele pedindo pra eu remixar uma dessas.

3 – La Tromba

Tocava em 2009, nas Summer Sessions e afins. Na época eu tocava uns minimal tech, como a galera chamava, e ela sempre entrava nos sets. Um clássico.

4 – Turn off the Lights

Essa foi de quando eu redescobri o Chris Lake, depois de uma época em que ele estava puxando para a EDM. Eu descobri que essa música era dele há poucos meses, pois ela estava muito bombada.

5 – Stay With Me

É a última dele. Além deu ter adorado, vai também ficar marcada pela apresentação dele na Pistinha. Essa música é o carimbo do Chris Lake na Pistinha, e é uma track muito boa.

Tech house no ritmo do samba: ouça “Sapucaí”, novo EP de Gabriel Evoke

Release saiu nesta sexta-feira, assinado pela Proper House Music

O Carnaval já passou há alguns meses, mas o ritmo contagiante da mais brasileira das festas está bem presente no novo lançamento do DJ e produtor paulista Gabriel Evoke. Sapucaí foi lançado nesta sexta-feira pela Proper House Music, mesma label que o levou para uma tour na Flórida ano passado.

O EP chega com duas originais: “Sapucaí”, que dá nome ao trabalho, e “Afreaka”, numa pegada retrô. Ambas são faixas bem voltadas às pistas que possuem uma mistura muito interessante de ritmos.

Evoke, que já tem mais de 15 anos de estrada e uma assinatura sonora firmada no tech house, explica que sempre foi fascinado pela energia das escolas de samba. “Tocava na ala da bateria de uma escola da minha cidade. Acredito que não tenha nada mais brasileiro do que o nosso Carnaval. Quando viajamos para fora do país, o primeiro assunto que um estrangeiro puxa com você é sobre futebol ou Carnaval”, disse Gabriel à Phouse.

+ Produtor brasileiro de tech house tem atraído holofotes com seu trabalho

O produtor conta ainda que “Sapucaí” foi produzida no ano passado e exigiu bastante trabalho até o chegar no resultado final. “Foi um processo cirúrgico de cortes de samples, precisei adequar um BPM mais baixo e manter a track dançante. Testamos ela na pista algumas vezes antes de chegar na última versão, mas no final tudo casou muito bem e eu fiquei bem feliz”, contou ele, animado com o resultado.

A faixa já recebeu o suporte de artistas como Patrick M., G. Felix e do duo brasileiro Fancy Inc.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Alok e Quintino lançam collab pela Spinnin’ Records

“Party Never Ends” promete agitar o verão europeu

Sextou com novo single do Alok. Desta vez, o brasileiro se juntou ao DJ e produtor holandês Quintino em “Party Never Ends”, via Spinnin’ Records.

Com dois minutos e meio, a música mostra os dois artistas fugindo de suas respectivas zonas de conforto em um tech house frenético e cheio de energia, feito para o verão europeu.

Ouça abaixo:

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“Já nasceu pronto”; conheça Kallel, o DJ prodígio que vem encantando o Sul do Brasil

Com apenas dez anos de idade, Kallel segue os passos do pai, que garante, orgulhoso, o talento do menino

Quando falamos em DJs mirins, crianças que ainda estão na escola mas já saem discotecando como gente grande, é natural que algumas pessoas torçam o nariz, duvidando da real qualidade de um DJ com apenas uma década de vida. Porém, uma rápida olhada na trajetória e na arte do menino Kallel, paranaense de dez anos, natural de Curitiba, já é suficiente para desarmar os olhares mais céticos.

Isso pode ser explicado por duas grandes razões: base e aptidão. Kallel Santos é o filho caçula de Cleunice Silva e Jefferson Santos. O pai, mais conhecido como Jeff Romero, tem uma carreira de mais de 20 anos como DJ e professor de discotecagem na capital do Paraná.

Live Set Vinyl

Live Set Vinyl#TECH #HOUSE

Posted by Kallel on Wednesday, October 3, 2018

“O Kallel demonstrou interesse pela música desde muito pequeno. Ele puxou o pai, é uma coisa natural”, conta Jefferson à Phouse. Com 16 anos, a filha mais velha, Callyane, também tem a veia musical: cantora, já gravou algumas acapellas para o irmão, que tem o tech house e a bass house como principais vertentes, mas também foi bem instruído em outros estilos, como psytrance, deep house e techno.

“A gente foi recentemente num show do Almir Sater — grande referência da música brasileira —, e ele falou assim: ‘quem é cantor, já nasce pronto’. Isso serve para o Kallel. Ele tem o dom. Eu dava aula, ele se mostrava interessado na mixagem, e realmente entrou como uma fórmula mágica na cabeça dele. Conseguiu desempenhar todas as funções que os alunos normalmente demoram seis meses. O Kallel tem ouvido absoluto”, explica o pai, cheio de orgulho.

Kallel aprendendo as bases com menos de dois anos de idade

Para lapidar bem o talento percebido no filho — que se diz inspirado por nomes que vão de David Guetta e Carl Cox a Vintage Culture e ILLUSIONIZE —, Jeff fez questão de começar pela base, compartilhando uma rica bagagem musical, a história da música eletrônica e ensinando o herdeiro a mixar não apenas com CDJ, mas também com vinil.

“Hoje, qualquer pessoa que tem um pendrive ou uma controladora, fala que é DJ. Mas eu procurei passar as raízes da música eletrônica para ele, ensinando os valores, a história. E além de tudo, ele tem uma puta presença de palco, o feeling de pista — porque a gente sabe que não adianta simplesmente ser o melhor produtor, DJ, se não tem presença de palco. Então ele é como nosso próprio Almir Sater falou: já nasceu pronto”, complementa.

Kallel
Foto: Divulgação

É por isso que o menino vem colhendo frutos desde muito cedo. Fora os diversos convites que recebeu para mandar sets na rádio Dance Paradise e a residência no núcleo Divino Bass, Kallel toca com frequência em casas noturnas de Curitiba e Santa Catarina desde 2017, quando tinha apenas oito anos — já passou por clubes como Millennium [onde também é residente], Spazio Van, Taj [em Balneário Camboriú] e Banana Joe [São Francisco do Sul], aparecendo como atração para milhares de pessoas ao lado de nomes como Gabe, Bry Ortega, Gabriel Boni, Chemical Surf, Liu, Pimp Chic e Monkeyz.

Ainda assim, como explica o pai, que também é seu manager e booker, a ideia é pegar leve. “Procuramos fechar uma data por mês, pra que não o desgaste e também não se torne uma atração repetitiva em Curitiba”, continua. Segundo ele, o filho terá uma miniturnê brasileira nas férias de inverno, com direito a passagem por um dos clubes mais prestigiados de Santa Catarina.

Mandando aquele ao vivo…

O ano de 2017 também foi quando Kallel começou a estudar produção musical, e os primeiros resultados já têm aparecido com uma velocidade impressionante: em maio, lançou seu primeiro single, “When Tho Days”, pela britânica House of Bangerz — sublabel da House of Hustler, por onde um segundo lançamento, “Yeah”, está previsto para agosto, em uma coletânea do selo.

E como se não fosse o bastante, Jeff nos revelou que um release por nada menos que a Dirtybird, de Claude VonStroke, também está a caminho. Quem fez a ponte foi o amigo Rafael Moraes, mais conhecido como Holt 88 — um dos diversos artistas que têm se dedicado a dar suporte e ajudar a promover o menino. Moraes é um dos coautores da futura faixa, que também leva colaboração dos Monkeyz.

Estudante dedicado de música há dois anos, Kallel também recebe a ajuda do pai para uma das partes mais complexas de uma produção musical: mixagem e masterização. “Eu mesmo estou fazendo um curso para me aprimorar em engenharia de som. Você acaba gastando uma semana pra fazer uma mix e uma master — isso quando o produtor faz dentro das regras em relação à equalização e harmonia, e o Kallel aprendeu muito bem essa parte”, segue Jefferson.

O professor revela que o talento do filho já chamou atenção para fora do Brasil, tendo recebido propostas para gigs na Austrália, na Bélgica e no Vietnã, além do convite para integrar o roster de uma agência israelense. Entretanto, o pai não quer apressar as coisas e prejudicar a normalidade da sua rotina. “Até conversamos sobre um contrato, mas talvez ainda não seja hora. Tem questão de escola, de uma série de detalhes…”, afirma, também deixando claro que Kallel toca e pratica quando se sente à vontade, sem pressão.

Kallel
Estudando produção musical. Foto: Divulgação

“Ele é uma criança normal. Joga videogame, vê vídeos, estuda, tira notas excelentes… A gente simplesmente deixa ele ser livre para exercer o seu talento. Muitos pais e outros DJs falam me falam: ‘pô, queria muito ter tido um pai igual a você, que é da cena eletrônica e apoia o filho’. Quantos Kallel será que o Brasil não tem? Só que muitas vezes, falta apoio da família”, reflete.

Para o garoto discotecar, Jeff garante que há todo um sistema profissional. “Pra ele, ainda não é trabalho, é uma diversão, então acaba se tornando uma coisa saudável. Ele chega meia hora antes, faz o set, tira fotos — adora! — e vai embora com a sensação de dever cumprido. E eu sei que muitas pessoas questionam que não é um ambiente pra criança. Eu digo pra você que o filho é espelho dos pais, e o mundo se torna ruim quando você procura o que não presta. Bebida e cigarro existem até em uma panificadora — e eu não bebo nem fumo, pra deixar claro”, argumenta.

“Nos clubs, você tem maior controle. Se você tem os protocolos, não tem por que ter receio. Temos o alvará judicial, e estamos sempre atentos em relação à segurança, nos eventos e nas mídias sociais, até pra garantir a integridade dele e de quem está com ele. Procuramos trabalhar nisso como uma agência mesmo. Seguimos firmes e felizes, acreditando que estamos no caminho certo”, conclui.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

Conheça Flakkë, o paulistano que vem surpreendendo o Brasil

Um dos novos projetos mais criativos e talentosos do cenário nacional

* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se tem uma coisa que nos deixa esperançosos e nos enche de orgulho nesse brasilzão é quando tomamos conhecimento de algum produtor que pula fora do comodismo e arrisca tudo com a sua própria identidade. Esse é o caso do Francisco Borelli, mais conhecido atualmente como Flakkë — ou “o cara da flautinha envolvente”. 

Você que está lendo este artigo e nunca ouviu falar nesse nome, não pense que ele surgiu na cena somente agora, do nada. Para quem não sabe, o jovem artista já tem uma vasta bagagem e seu rosto reconhecido por São Paulo há muito tempo, desde a época em que a EDM bombava, e ele se apresentava como Gran Fran em noites badaladas como as do extinto Clash Club. Francisco Borelli é produtor musical desde 2012, e acumula no currículo um diploma pela renomada Berklee College of Music (Boston, EUA) e formação em instrumentos como violão erudito.

Gran Fran chegou a ficar conhecido no Brasil como o “KSHMR brasileiro”, pela grande semelhança de suas produções com as do produtor americano, que se apresentou no Laroc em setembro do ano passado, surpreendendo a todos com um mashup do clássico “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó, com “Iemanjá”, do próprio Gran Fran — mashup este que foi cedido pelo próprio Francisco.

No YouTube, encontramos um vídeo (veja abaixo) que mostra o momento e a felicidade do brasileiro ao ver sua música sendo tocada ao vivo e a cores pelo seu maior ídolo. E não foi só isso. No final do show, os dois ainda bateram um papo, e o americano o recomendou a procurar ficar conhecido como o “Gran Fran brasileiro, não como o KSHMR brasileiro”. O conselho pelo jeito funcionou, e desde então Borelli vem trabalhando para consolidar a própria identidade — assim surgiu o Flakkë.

Em sua conta antiga do SoundCloud, podemos conferir alguns de seus trabalhos como Gran Fran, que vai da EDM, com a pegada do KSHMR, ao future bass do Flume. Ao comparar cada um desses sons com o que ele vem fazendo atualmente — um “tech house EDMzado com instrumentos orgânicos”, em suas próprias palavras, ou então “flautinha bass” —, podemos concluir que o Flakkë é sim um dos nomes que mais prometem nos surpreender daqui pra frente. Versatilidade, personalidade e criatividade o moleque tem de sobra.

Assim como muitos outros artistas que com o passar do tempo amadureceram e mudaram o seu som, com Francisco Borelli não foi diferente. Como Flakkë, o jovem paulistano vem fazendo seu nome na cena e conquistando seu espaço pelos quatro cantos do Brasil. Hoje, ele é também uma das grandes apostas dos empresários Felippe Senne e Albie, da Nova Bookings/HUB Records. Em uma live super bem humorada com o duo LIVIT, Francisco falou sobre sua transição da EDM para o seu som atual. Confira abaixo:

Como Flakkë, o artista coleciona em seu Spotify diversos lançamentos, incluindo releituras para hits — como “I Follow You”, de Lykke Li, ou “Rock the Casbah”, do Clash —, entre muitas outras faixas autorais, sempre com aquele toque indiano e com a sua famosa flautinha roubando a cena.

Após atuar em vídeos super engraçados para o lançamento de “Me Gusta”, com KVSH e Beowülf (relembre aqui), o rapaz surpreendeu novamente em seu último som, “Karma Sutra”, lançado no último mês pela HUB. Enquanto isso, no Spotify, “Me Gusta” já acumula quase dois milhões de plays, e vem sendo tocada por diversos DJs brasileiros.

No YouTube, Flakkë também disponibilizou um vídeo em que ensina os acordes de “Me Gusta” para os produtores que quiserem fazer o remix da faixa. Legal, né?

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* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

“Quem foca em dinheiro não é artista, tá mais pra corretor da bolsa”; Raul Mendes fala sobre novo projeto de tech house

Agora Pirate Snake, brasiliense revela os motivos para a sua “troca de pele”

Foto: Filipe Miranda/Divulgação

* Por Rafa Ribeiro
** Edição e revisão: Flávio Lerner

No começo de maio, o DJ e produtor brasiliense Raul Mendes — mais conhecido por seu trabalho à frente do Federal Music — apertou o reset. No dia 07, saiu o primeiro lançamento oficial como Pirate Snake, seu mais novo projeto como DJ e produtor, voltado ao tech house. Oficialmente, já são três músicas publicadas nesse período — a mais recente delas lançada nesta sexta-feira, via Muzenga Records. E ainda tem muito mais pela frente.

Com o novo nome, Raul redireciona sua carreira, depois de 18 anos, para uma rota mais conceitual na música eletrônica, e já vem colhendo os frutos, com várias gigs nos quatro cantos do Brasil — entre as quais destacam-se suas passagens por Warung Tour e Green Valley.

Para entender melhor suas motivações e planos para o futuro, trocamos uma ideia com o artista e empresário, em entrevista que você confere abaixo.

Lançado hoje pela Muzenga, “Disco Tech” é o terceiro single do Pirate Snake

Raul, o que te levou a essa altura da carreira em lançar um novo projeto, voltado ao tech house?

Eu já vinha fazendo tech house e tocando em gigs há alguns meses. Mas muitos amigos produtores de eventos, donos de clubs, me falavam que tava desconexo, pois Raul Mendes, mesmo tendo feito grandes coisas, era muito associado à EDM — além de ser meu nome mesmo, que também ligam ao meu lado empresarial. Aí como tudo tava jogando contra, menos o som, decidir mudar.

Com esses quase 20 anos de estrada, fui flutuando conforme a cena e também meus gostos. Conquistei muitas coisas grandes e importantes. Mas até mesmo por isso fiquei estigmatizado, e não estava jogando muito a meu favor. Não vinha conseguindo entrar em locais mais conceituais. Fora que nessa trajetória, sempre fui confundido algumas vezes como o produtor de eventos que virou DJ e produtor — ao contrário do que realmente aconteceu. Então, Raul Mendes ficou somente para o pessoal mesmo.

E de onde surgiu a ideia do nome, Pirate Snake?

Eu tenho um sócio que lê muito sobre energia quântica, espiritismo e várias coisas do gênero e que também é DJ há quase 30 anos e tinha acabado de mudar o nome dele para AQUILA, que significa “águia”. Ele me explicou muito sobre os arquétipos. Eu me identifiquei muito com o da serpente, que é um animal que durante sua existência troca sua pele, é símbolo de renovação e regeneração.

Pessoas que buscam transformação, sabedoria e superação podem fazer uso desse arquétipo. Sendo assim, comecei a procurar por combinações possíveis em que me identificasse também. Sempre fui muito fã de piratas, sua simbologia e até mesmo sua revolta contra o sistema, que os faz entrar na pirataria. Bom… juntou a fome com a vontade de comer.

“Me identifiquei muito com o arquétipo da serpente, que é um animal que troca sua pele, símbolo de renovação e regeneração.”

O tech house está explodindo no Brasil agora. Como você enxerga o crescimento do estilo por aqui?

Eu sempre fiz o que eu gostava, independentemente se estava na moda ou não — vide que eu mesmo estava andando na contramão da cena desde 2015, e só agora que casou novamente. Eu acho que quem entra focado somente em dinheiro e fama não é músico ou artista da música, tá mais para um corretor da bolsa de valores.

Já com os eventos, não. É um business: a pessoa vende ingresso e bebida, ela sempre tem que colocar o que vende mais… Normal.

Como você descreveria seu mais novo som, “Disco Tech”?

Eu sempre curto essas paradas tipo funk/soul, James Brown, Tim Maia… Então procuro sempre que possível trazer essa identidade. Prefiro remixar ou me inspirar em coisas dos anos 70, e esse tipo de sonoridade acho muito maneiro. Honestamente, só quis fazer uma música na pegada James Brown.

“Não vou ficar atrás de medalhão esperando colaboração pra me alavancar. Acho isso ridículo.”

Você tem mais de 15 faixas ainda não lançadas. Com quais artistas você está trabalhando, e qual o seu filtro para essas escolhas?

Hoje eu tenho música para sair com o Dakar, Vanucci, Kesia, G.Felix e com os irmão italianos Jude & Frank. Meu filtro é somente música boa. Se vier a fazer sucesso, ótimo. Não vou ficar atrás de medalhão esperando colaboração pra me alavancar. Acho isso ridículo.

Ficamos sabendo que você também está planejando turnês internacionais. Pode nos revelar detalhes?

Estou finalizando uma negociação para a China e umas coisinhas aqui nos vizinhos. Possuo um amigo de outra vertente que é muito mais forte fora do que aqui. Ele tem me ajudado bastante nisso. Acho muito mais íntegro uma colaboração direta focada na música, do que somente em números.

+ LEIA TAMBÉM: Federal Music aposta em racionalidade e “pés no chão” para seguir bombando no Brasil

Aclamado DJ sul-africano, Kyle Watson toca no Brasil neste fim de semana

Em três dias, Watson passa por São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Salvador

O expoente sul-africano Kyle Watson desembarca neste fim de semana para três apresentações no Brasil. Sua primeira parada será hoje, na festa Michael Deep & Todayland, em São Paulo. No sábado tem dobradinha na Green Valley Tour, em Curitiba, e Playground Music Festival, em Florianópolis; e no domingo, o DJ encerra sua minitour em Salvador, na festa Sunday Vibes.

Natural de Joanesburgo, metrópole da África do Sul, Kyle Watson ganhou o mundo com diversos lançamentos por importantes labels, como Get Physical, Ultra Music e Dirtybird, além de suporte de grandes artistas, incluindo os nossos brasileiros Alok e Vintage Culture.

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No Brasil, o DJ já é figurinha carimbada pelos principais eventos de deep house, já tendo passado por festivais como Kaballah, Só Track Boa e Lollapalooza. No ano passado, chegou a lançar “Be Positive” com o ILLUSIONIZE — single do segundo álbum do goiano, Brotherhood.

Abaixo, confira um set do DJ gravado na Reset, na Cidade do Cabo:

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

Ouça 10 sonzeiras lançadas na última sexta-feira

De Laidback Luke remixando Avicii ao novo single do Bhaskar

* Por Lúcio Morais Dorázio

Com saudades das nossas seleções de lançamentos bombados das sextas-feiras? Depois de um breve hiato, elas estão de volta! Vem conosco!

Dimitri Vegas & Like Mike se juntam à dupla Israelense Vini Vici e ao DJ e produtor Liquid Soul — poderosos do psytrance — para o lançamento de “Untz Untz”. A música forte, e de batida acelerada, deixa evidente a personalidade de cada artista e se apoia no melhor estilo psy/progressive trance. Se você curte essa linha de som, não deixe de ouvir.

Os tributos para Avicii não param. Desta vez, Laidback Luke anunciou um remix da recém-lançada “SOS”. Luke acelerou o BPM nessa nova versão, deixando-a mais progressiva e com jeitão de pista. Vale lembrar que TIM, o álbum póstumo do sueco, será lançado em 06 de junho.

A tão aguardada colaboração de Oliver Heldens com o produtor alemão Monguai, “Cucumba”, finalmente foi lançada. A track, já testada pelo Oliver no palco do Ultra Music Festival, é uma mistura eclética de future house com melodias de percussão e uma linha de baixo que mantêm o ritmo dançante da música. Certamente é uma produção que ainda vai ser bastante ouvida em festivais e clubes no verão europeu, que está prestes a começar.

Falando em Ultra, um mês depois do Armin van Buuren estrear no palco do festival o seu remix do clássico hit de 1984, “Jump”, do Van Halen, a música chegou nas plataformas digitais. O som, gravado diretamente da apresentação no festival, começa com uma construção lenta, remetendo à versão original, mas logo ganha ritmo antes de explodir com o icônico riff de sintetizador de Eddie Van Halen, resultando em uma track de batidas fortes e dançantes.

Malaa chegou com mais um som explosivo, “Revolt”, lançado com o produtor australiano Jacknife. A track é uma mistura hipnotizante de sintetizadores e batidas graves, marca registrada do misterioso DJ e produtor de bass house. Via Premiere Classe, label do DJ Snake, “Revolt” reforça o crescimento de Malaa e nos deixa ainda mais na expectativa para o que ainda está por vir.

Já “Fantasy”, da dupla dinâmica Sofi Tukker, ganhou um baita remix da respeitada DJ e produtora sul-africana/suíça Nora en Pure, que imprimiu sua identidade profunda e melódica na faixa. Vale o play!

Voltando os holofotes para cena nacional, o DJ e produtor Rivas emplacou mais um lançamento pela gigante Spinnin’ Records — o segundo em menos de um ano. Com técnicas de mixagem bem colocadas, “Fly With You” entrega uma mistura de funky house com tech house e batidas marcantes de bass. A música mal chegou e já conta com apoio de ninguém menos que Afrojack e Oliver Heldens.

Dre Guazzelli levou o nome de seu novo remix, “Keep Dancing”, ao pé da letra e trouxe uma música no melhor estilo house dançante. Produzida em cima da original de Darick Gyorgy com Chad Gerber, a faixa conta com elementos vocais e notas de saxofone que se fundem a um beat contagiante — mas, claro, sem perder a pressão no drop.

Enquanto isso, o cantor e compositor Zeeba chegou com uma música que une elementos do pop com o universo da house music. A dançante “It’s Your Life” conta com participações da cantora Isadora e da DJ Marina Diniz

Por fim, com uma batida forte e energizante, Bhaskar pintou com “Make Me Feel”. A música já vinha sendo testada em suas apresentações e agora, sem dúvidas, promete esquentar as pistas pelo país.

Kavit & Kesia – Collins (Original Mix)

“Collins” é o mais recente lançamento da Phouse Tracks. Produzida na pegada do tech house — estilo cada vez mais em alta no cenário eletrônico internacional —, a faixa é resultado da colaboração entre os brasileiros Kavit e Kesia.

O som está disponível para free download no Artist Union, no nosso SoundCloud e no Spotify.

Kavit é Marcos Vinicius de Marques, produtor de 21 anos, natural de Rio Verde, Goiás. Na ativa desde 2017, o artista tem como principal lançamento “The Lead”, música com mais de 20 mil plays no Spotify. Fascinado pela música eletrônica, vem buscando se destacar com sets vibrantes, mesclando vertentes da house music com sua presença de palco.

Aos 23 anos, a campinense Ana Kesia Lima Garcia Soares também se lançou profissionalmente em 2017, dois anos depois de passar por um estágio em Ibiza, que a motivou a ser DJ e produtora. Seus principais lançamentos até hoje são “Power”, com Vinicius Nape, e “You Know What I Like”, com Esdras. A jovem inspira-se em nomes como Carl Cox, Claptone, Nicole Moudaber, Hot Since 82 e Solomun.

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Cocada quentinha: 2º volume da famosa compilação está no ar

VA da Get Physical promove o talento musical de artistas latino-americanos

A Get Physical lançou hoje (10) nas principais plataformas digitais a segunda coletânea da Cocada, compilação que neste ano rompeu barreiras e trouxe artistas de fora do Brasil para colaborar com a rica sonoridade do álbum.

O projeto tem a curadoria do brasileiro Leo Janeiro e ainda conta com o apoio fundamental de Roland Leesker, um dos líderes à frente da gigante gravadora alemã. Com o grande sucesso da iniciativa no ano passado, a equipe envolvida percebeu que a marca poderia ir além e oferecer muito mais à comunidade musical.

“Percebemos que a Cocada poderia se espalhar por toda a América Latina, por isso nossa ideia é potencializar ao máximo talentos dessa região. Esse é o pilar da Cocada: trabalhar a música feita por produtores e DJs da América Latina para o resto do mundo”, disse, em comunicado para a imprensa, o Leo Janeiro, que fez o trabalho de levantamento dos artistas junto com o alemão Matt de Plessis, responsável pelo A&R da Get Physical.

+ “Cocada”: artistas revelam bastidores da conceituada compilação

Na Cocada – The Second Season, é possível encontrar nomes da Argentina, Colômbia, Bolívia, Cuba e México, além, é claro, de vários brasileiros como Albuquerque, Mezomo e Fran Bortolossi, para citar alguns.

Para dar suporte ao trabalho, uma extensa tour está na estrada desde março, levando alguns artistas do projeto para cima do palco. A Cocada Tour desembarca hoje em Búzios, no Silk Beach Club, e amanhã (11) em Curitiba, junto com a Radiola Records. Nos próximos meses ainda vão rolar gigs em São Bento do Sul, Caxias do Sul, Fortaleza e Santa Maria.

A soma de toda essa diversidade cultural resultou em uma coletânea envolvente, com faixas que possuem características distintas, mas que juntas contam uma história belíssima com o que de melhor a house music tem a oferecer. Ouça abaixo:

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

Novo hit? FISHER lança “You Little Beauty”

Australiano coloca a cara a tapa depois de explodir com “Losing It”

Faixa fenômeno de 2018, “Losing It” foi a favorita de muita gente, concorreu a um Grammy, apareceu em tudo o que era chart, lista, festa, festival, e alçou o nome de FISHER a outro patamar. E se o sucesso repentino foi uma ótima notícia na carreira do australiano, trazia também um grande desafio: não deixar a peteca cair.

+ “Losing It” foi a música mais tocada em festivais em 2018, segundo o 1001 Tracklists

Agora, dez meses depois, o DJ coloca-se novamente à prova com “You Little Beauty”, faixa lançada nesta quinta-feira, mais uma vez pela Catch & Release. A música de fato soa como uma continuidade de “Losing It”, embalada no mesmo estilo singular de tech house que parece estar virando a marca registrada de FISHER. O vocal é um sample de “Love Sensation”, canção de 1980 da famosa cantora americana Loleatta Halloway.

E aí, será que vai bombar? Pela reação do público em algumas pistas, parece que sim.

365 em 1: DJ brasileiro vem lançando um set por dia em 2019

Conheça o curitibano Alexbolis, que considera pleitear recorde mundial no Guinness

* Por Danilo Bencke
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Se preparar um set de uma hora para tocar no final de semana pode ser complicado, já imaginou fazer um set por dia? É o que vem fazendo o DJ Alexandre Bolis, mais conhecido como Alexbolis, em seu projeto 365 em 1.

Nascido em Curitiba, começou sua carreira em 2013, e desde então vem se engajando na cena com muito esforço e dedicação, passando por espaços como Club Vibe, Danghai Club, Taj Bar, entre outros. Uma de suas marcas é manter o público unido a ele, passando emoções e sentimentos através de um repertório muito bem selecionado.

Seu estilo de som é impactante em qualquer pista de dança, um tech house com bastante groove, cheio de elementos marcantes e atuais. Tendo como inspiração a house e o techno, Alexbolis traz sua própria mistura, criando um ambiente ideal para clubes e festivais em todo lugar.

Contudo, mesmo para um DJ experiente, a meta de 365 sets em um ano é bem ambiciosa e possui diversos desafios. Como conseguir tanta música sem repetir? Como manter uma linha sem soar mais do mesmo? Onde arranjar tempo todo dia para gravar um set diferente? É por essas e outras questões que eu fui bater um papo com ele e saber mais sobre o projeto e sua carreira.

O set mais recente do DJ no projeto 365 em 1

Como foi seu início como DJ?

Comecei a pegar gosto por música na infância, quando comecei a querer aprender a tocar guitarra. Tive uma banda com os amigos e depois migrei para o eletrônico, deixando um pouco de lado o rock. Em 2012, eu fiz o curso de DJ na AIMEC, para aprender a discotecar. Minha referência na época era o prog [trance], de artistas como o Neelix e o Symphonix; curtia psy também.

Nessa trajetória, hoje eu toco mais house, tech house e techno. No ano passado, concluí o curso de produção musical, também na AIMEC, que foi onde comecei a me aprimorar mais e fazer música — não apenas tocar a música dos outros, quero que as minhas músicas sejam tocadas por outros artistas também.

Como surgiu a ideia do projeto?

Então, essa ideia surgiu por conta de uma conversa minha com o Rafael Araujo, da AIMEC. Falávamos que o mercado para DJ hoje está bem competitivo e eu queria saber de alguma coisa que pudesse me dar um destaque, ser algo que as pessoas não costumam fazer. Eu queria estar em vantagem, queria ter um diferencial, e comecei esse projeto meio que com receio de não dar certo, mas já estou quase na metade dele e ainda tem muita coisa boa pela frente.

Como está sendo para montar o repertório?

Para encontrar as músicas eu pesquiso bastante no Beatport, no próprio Google, YouTube, Spotify… Eu compro músicas, eu baixo free download, eu tento mexer um pouco em alguma que já tenho, faço uma produção bem pequena ou um reedit só pra dar um ar diferente. Tenho escutado bastantes sets de DJs que estão na linha que eu toco, tech house, além de techno também.

O primeiro set, lançado no primeiro dia de 2019

Com relação à escolha das músicas, você só toca novidade ou clássicos também entram?

Eu procuro colocar bastante música nova, mas nada me impede de pegar músicas antigas, de anos atrás. Mas o meu foco mesmo é pegar músicas de tech house que possuem mais groove, que não sejam tão retas, que possam dar impacto na linha de som, para o ouvinte não ficar na mesma sequência de som.

Todos os sets seguem o mesmo estilo sempre?

Então, o estilo que eu estou seguindo agora é o tech house, mas dessa linha de som eu saio um pouco para a house e para o techno — não muito além disso.

Para fazer um set já é preciso bastante tempo, seja para pesquisar as músicas ou mixar elas em um todo coeso. Como você está lidando com essa questão do tempo para fazer um set por dia?

Na verdade, estou tendo um pouco de dificuldade com os horários para fazer os sets, por conta de afazeres do dia. Mas sempre consigo fazer e postar os sets diariamente. Quando dá, eu consigo fazer dois, já consegui fazer três sets num mesmo dia, para adiantar o processo. Mas é difícil, porque como tenho que procurar bastante música, eu passo boa parte do tempo pesquisando músicas novas, e quando eu encontro já armazeno, para poder aproveitar.

Por mais que esteja sendo difícil, estou aprendendo bastante, porque se for ver os primeiros sets que eu fiz até os de hoje, eu mesmo já percebi a evolução, tanto na qualidade do som, quanto na velocidade que estou fazendo, estou pegando cada vez mais gosto por mixar e tocar. Gosto de ver as pessoas dando seu feedback.

Seu projeto é bem original e talvez único no mundo. Já pensou em entrar para o Guinness?

Sim, em conversa com o Araújo, já pensei em entrar no Guinness com a proposta de fazer um set por dia, que eu acredito que seja algo que dificilmente alguém faça, a não ser os DJs que tocam direto em clubes e viajam para trabalho e essas coisas. Andei pesquisando um pouco, vi um nigeriano que bateu um recorde tocando um set com uma duração de dez dias e isso me chamou atenção. Eu pensei: por que não um brasileiro conseguir um recorde também?

Você pode acompanhar todos os sets do projeto 365 em 1 e no MixCloud do Alexbolis.

Danilo Bencke assina a coluna da AIMEC na Phouse.

Bate-bola com o francês Malikk, que volta ao Brasil neste final de semana

Nazen Carneiro troca uma ideia rápida com a atração do Connection Festival

* Edição e revisão: Flávio Lerner

O DJ e produtor Malikk tem sido cada vez mais notado pelo público brasileiro e internacional. Desde 2013, quando lançou uma faixa em colaboração com Kolombo pela LouLou Records, o francês iniciou muitas viagens internacionais, incluindo países como Brasil, Rússia, Ucrânia, Holanda e Espanha.

Malikk combina influências vintage e urbana com deep e tech house nas suas produções, que no geral são bem voltadas para a pista. Esse som rendeu convites para tocar em alguns dos mais importantes palcos do mundo, como o Sónar, em Barcelona, o ADE, em Amsterdã, e o Warung Beach Club, em Itajaí.

Agora, o artista retorna ao Brasil, onde toca neste sábado, 27, no Connection Festival, em Curitiba — a minitour sulamericana ainda inclui o Club Vibe (11/05) e El Fortin (18/05), além de uma data em Buenos Aires (12/05, no Zef Club). Pegando carona nessa turnê, a aproveitamos para conhecer melhor este artista promissor.

Para começar esse bate-bola, quero te pedir para abrir um pouco do seu gosto musical para o público. Por gentileza, comente conosco cinco músicas que você estava curtindo na semana passada.

Boa! Tenho ouvido bastante estas músicas aqui:

Will Easton – 18 Month Free Trial

Moderat – Bad Kingdom (DJ Koze Remix)

Matthew Dear – Dog Days

Rudimental feat. MNEK & Syron – Spoons

Headman – It Rough (Chicken Lips Remix)

Essa é uma seleção bem variada, com faixas de diversas épocas… E os artistas que mais te influenciaram? Poderia citar alguns?

Claro! Todd Terry, Jamie Jones, Laurent Garnier, Carl Craig e meu amigo Kolombo!

Defina a importância da música para você.

A música me permite viajar em qualquer situação, e preciso da minha dose diária!

Agora falando um pouco de produção: quais os principais hardwares que você usa hoje em dia?

Eu amo minha Mopho, da Dave Smith Instruments. É o meu bebê (risos). Também a Korg Volca Bass, o sintetizador Moog, e ainda uso plugins UAD.

Recentemente você lançou a faixa “Love Night Train”, produzida junto com Betoko… Como foi o processo dessa criação?

Eu queria fazer um EP de deep house com melodias… Criei um projeto e mandei para o Betoko dar uma olhada e ele gostou bastante, então enviei para ele as stems e tudo funcionou bem.

Sua música tem se dado bem com o público brasileiro, tanto que você está de volta ao país para algumas apresentações, com destaque para o Connection Festival em Curitiba. É a sua primeira vez na cidade?

Não, já toquei anteriormente no Park Art. Agora, retorno para me apresentar no Connection Festival, o que mal posso esperar.

Foto: Divulgação

Por quê? Você pretende apresentar algo especial?

Será uma surpresa…

No Connection Festival, você se apresenta ao lado do LouLou Players, que é um parceiro de longa data. Conte mais sobre essa relação entre vocês.

Nós colaboramos em várias faixas que já foram lançadas e outras que nem lançamos ainda… Além disso somos parceiros de vodka (risos)!

Você tem mantido uma boa regularidade de lançamentos este ano, certo?

É verdade. Eu fiz um remix para a Nurvous Records, um EP com meu amigo Betoko, mencionado anteriomente, e ainda outro pelo selo do Sonny Fodera (SOLOTOKO), o “I Just Want To Be”. E temos mais surpresas para anunciar…

Que mensagem final você deixaria aos nossos leitores?

Vida longa à música e nunca desista!

* Nazen Carneiro assina a coluna LIFT OFF na Phouse.