Veteranos do Prodigy voltam com peso e nostalgia em “No Tourists”

Sétimo álbum do famoso grupo de big beat foi lançado na sexta-feira

* Por Rogério Furats

No Tourists, sétimo álbum do Prodigy, já está nas ruas desde a última sexta-feira, 02, e apresenta de cara para o ouvinte um som forte e enraizado, de verniz old school, mas ao mesmo tempo com contornos modernos de produção.

Sem o guitarrista Rob Holliday, que ficou de 2005 até o ano passado na banda, o Prodigy acenou aqui com uma volta às origens, mas isso não significa que você irá dançar somente jungle no álbum novo.

O disco é cercado de batidas quebradas não menos radicais e, do primeiro instante do play, na abertura com “Need Some1”, a percepção fica aguçada tentando reconhecer elementos de base acid e big beat. Liam Howlett, líder do grupo, praticamente revelou essa inclinação nostálgica quando explicou, em comunicado para a imprensa, que “No Tourists se baseia nos melhores elementos da banda”.

 

E o cara não tava de trolagem. Para os fãs da velha alquimia industrial, a segunda faixa “Light Up the Sky” consegue reunir substâncias oriundas de clássicos como “Breathe” e “Voodoo People”, por exemplo. Também com um pé nos anos 90, “We Live Forever” vê Howlett samplear os Ultramagnetic MCs novamente na história do Prodigy; e não faltam opções pra bater cabelo no front como “Resonate”, que através da síncopa do “amen break”, te leva direto pra cena hardcore-rave da Inglaterra, visitando os Altern 8. Aqui o purismo resiste naturalmente, mesmo que Howlett tenha negado o ar completamente retrô do disco, apontando os truques digitais de compressão de áudio e outras sacadas.

Trazendo um pouco de elemento surpresa, que falta no álbum de uma maneira geral, “Boom Boom Tap” insinua uma intro de trap e se desenvolve com beats mais ligeiros do drum’n’bass, e “Champions of London” também soma nas quebradas inflamadas. As colaborações vieram a agregar nos vocais de duas faixas diferentes: o grupo de hip-hop industrial Ho99o9, que colabora em “Fight Fire With Fire”, e o cantor e compositor inglês Barns Courtney acompanha o vocalista Keith Flint na acid house “Give Me a Signal”.

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