W&W Tomorrowland

Tomorrowland Brasil e tudo que realmente rolou

Uma análise em cima das experiências que nosso colunista viveu no festival.

Sim, o atual maior festival de música eletrônica do mundo realmente aterrizou com força em nossas terras. No último final de semana o belga mega fenômeno Tomorrowland levou um público de 180 mil pessoas somados durante os 3 dias.

Com uma parcela de 38% sendo estrangeiros, o evento que ocorreu em Itú. Com nomes como Hardwell, Steve Aoki, Yves V, Oliver Heldens, Steve Angello, David Guetta, Nervo e Deorro presentes no Line-up que contou ao todo com 178 Djs, a estreia do Tomorrowland no Brasil simplesmente mostrou para o mundo a força da música eletrônica por esses lados (coisa que já estamos cansados de saber) e se tornou um momento histórico para todos que curtiram o festival.

Nosso colunista Jhonny Carlos, fez algo totalmente diferente e inusitado. Ele nos 3 dias de festival, resolveu experimentar de diferentes formas o ponto de vista do público presente no e evento da seguinte forma:

Sexta, 01 de Maio
Ele ficou hospedado em um hotel em Campinas e usou os transportes locais para chegar até o evento.

Sábado, 02 de Maio
Ficou no Dreamville Chalet Pack, e viu o evento usando o Comfort Vip

Domingo, 03 de Maio
Esteve alojado no Dreamville Easy Tent e curtiu o evento em pista comum.

Então com vocês, um review diferente de tudo que você leu por aí sobre o festival.

Sexta

Todos nervosos e doidos para curtir o primeiro dia de festival, tanto que a fila que se encontrava no Maeda meio que me assustou, isso porque eu não fui de cara para o Dreamville. Pois quem chegou um dia antes para isso, encontrou uma fila beeeem maior que a enfrentei.

Mas tudo bem, estamos acostumados com filas né? O que deixou muita gente bolada foi todo percurso de Campinas para Itú, que para muitos que foram de maneira mais simples, ônibus, foi um pouco confuso. Há quem diga que os que foram de carro também tiveram problemas com o complicado acesso ao festival.

Ao entrar, você se deparava logo com um cenário bem parecido com o que vemos – e sempre curtimos – nos aftermovies do Youtube. Claro que com algumas baixas, como por exemplo, a Rave Cave que é era uma das coisas que mais curti e que mais bomba na edição Belga.

Um dia de reconhecimento com direito a fotos para o Instagram que incluíam desde apenas a pulseira até os atores fantasiados que estavam presentes pelo local. Isso sem esquecer alguns pontos que eram de uma beleza incrível. Ou seja: Pose, sorriso na cara e hashtag #tomorrowlandbrasil.

Também foi o dia dos sustos com os preços. Primeiro que como grande baladeiro que sou, não achei os preços das bebidas tão absurdos assim. Com água e café custando cerca de 1 token e cerveja – que estava geladinha – custando 2 tokens. Confesso que essa coisa de usar a moeda Token (cerca de R$ 5,50 cada) me deixou meio confuso de inicio mas depois peguei o ritmo. Mas se enquanto a bebida parecia de boa e não tão assustadoramente cara, a comida estava com precinho bem salgado, onde um simples misto quente chegava a custa cerca de 5 tokens, ou melhor, cerca de uns 28 reias mais ou menos. Até o famoso biscoito holandês stroopwafel estava saindo por 1 token cada. Ou seja, naquele momento eu descobri que meu biscoito favorito voltou a ser Negresco e que nem sempre o Mc Donald’s é o fast food mais caro na hora da larica!

Porém, o que mais importava naquele dia era as apresentações, e nesse quesito, foi realmente sensacional. E se tem uma coisa que posso garantir, é que nem só o Mainstage teve excelentes apresentações. Palmas para os sets de Don Diablo, Laidback Luke, Patrick Topping, Oliver Heldens e sua fantasia! e para Aly & Fila. Mas se o Mainstage foi o palco das grandes estrelas, três simplesmente destruiram tudo no primeiro dia: Deorro, Dannic e Hardwell. Um deles com uma das melhores apresentações do festival. Tudo bem que ainda tivemos Felguk, Afrojack, Aoki. Mas Deorro fez um set impecável, Dannic surpreendeu e Hardwell dispensou qualquer comentário. A única coisa que me deixou meio chateado foi apresentações de outros artistas coincidirem no mesmo horário umas das outras, por mais que boa parte dos DJs iria se apresentar novamente no Line-up, ainda assim a dúvida me bateu algumas vezes no maior estilo para onde vou, quem sou, quem perder, o que fazer… Hashtag chateado com esse fato de ter que escolher.

Sábado

Dia de viver a experiência do Dreamville de forma gostosinha né? Afinal, o Chalet Pack custou a bagatela de R$ 6.400,00 e tinha sim algumas vantagens. Entre elas um banheiro e uma tomada privativa (Bom, daqui a pouco a gente fala disso). Neste dia, uma das coisas que mais me chamou atenção foi uma área exclusiva patrocinada por uma bandeira de cartões de crédito, onde você só apresentava seu cartão da marca e poderia desfrutar das acomodações e de uma piscina. Muita gente curtiu essa ideia!

Como também os que foram com ingresso comfort tiveram realmente um espaço bom, como direito a espaço gourmet e tudo. Também, foi cobrado R$ 1.000 em cima do valor do ingresso para quem optava por esse “conforto”.

Mas para o grande público que curtia o festival de pista, a dor de cabeça surgiu quando a venda de tokens em alguns lugares não estava aceitando cartões. Ou seja, vamos andar pelo bosque encantado?

Nesse segundo dia, apresentações dos duos NERVO e dos residentes – queridinhos da galera – Dimitri Vegas And Like Mike foram de tirar o fôlego. As irmãs Liv e Mim simplesmente transformaram um seu set em uma experiência de hits que fizeram a galera ir ao delírio. Enquanto os caras do DV & LM, jogaram porrada atrás de porrada e me fizeram entender o porque o nome deles é tão forte pela galera no Brasil. Tudo bem, que nesse dia houve também apresentações impactantes, como o mestre Armin Van Buuren, os caras do Showtek e Borgore. Isso sem contar que o brasileiro Ftampa também representou demais!

Domingo

Ultimo dia do festival e eu me joguei de vez no Dreamville, indo dividir a barraca com um amigo (Obrigado George!) no estilo Easy Tent, e foi ai que eu conheci os perrengues da galera. Primeiro que algo que me chocou foi para carregar o celular. Eram os benjamim e o aglomerados de carregadores no maior estilo torre. Todos rezando para não ter um curto naquilo! E outro quesito era o famoso tomar banho. Com um preço de R$ 16,00 e duração de 4 minutos no máximo, teve bastante gente no Dreamville que optou pelo famoso banho de perfume e nada mais. Um deles foi um estudante mineiro e sua namorada, que me falaram que estavam optando por comer do que tomar banho. Ok, nada mais justo né?

Mas outra coisa que me chamou atenção durante todo o evento e ficou mais notório neste dia de Easy Tent, foi a segurança falha do festival. Onde roubos aconteceram e até entradas de drogas rolaram. No dia anterior também aconteceu e muito!

Uma carioca que conheci no Easy Tent contou que o amigo do seu primo foi levado para um dos postos de enfermaria pelo uso de LSD dentro do festival, e ao procurar o local, o médico me informou que os incidentes chegaram a passar de 30 casos com cerca de 6 levados as pressas para hospitais da região.

Mas com o serviço de revista que parecia tão competente, eu fui descobrir que drogas estavam sendo apreendidas com funcionários de equipe terceirizada do festival. Ou seja, quem quer uma bala aí?

Furtos também aconteceram de montes e pelos funcionários também. Segundo, a polícia militar as ocorrências em cada dia de evento chegaram a passar de mais de 300.

Um casal de Curitiba, foram roubados durante um arrastão que ocorreu na noite anterior na apresentação de Hardwell. Só deste caso, surgiram 48 vitimas com quem tive contato.

Mas em meio a todo esse caos, o último dia de evento foi realmente excelente com apresentações de Ummet Ozcan, Borgeous, Romeo Blanco, Vintage Culture, Phonique e claro Steve Angello sendo destaques máximos do evento. Ok, foi uma de não querer que acabasse mais o evento, e quando David Guetta, o último artista a se apresentar no festival tocou “Titanium” e fogos surgiram. Sim, eu fiquei emocionado!

E posso dizer que foi uma experiência realmente indescritível. Sim, eu vi o consumo e cheiro de maconha, como também vi muita gente apenas curtindo a vibe de boa. Sim, eu vi muita gente fazendo amizades como também vi gente fazendo bem mais que amizades. Vi, gente que nem sabia quem era Alok e que David Guetta era o melhor do festival, como também vi muita gente que sabia até quais tracks e DJs realmente iam bombar. Soube de histórias tristes como a do homem que foi encontrado morto com a pulseira do festival, como também soube historias ótimas de gente que foi pedida em casamento durante o evento. Resumindo: Para uma primeira edição no Brasil, o festival Tomorrowland fez seu dever de casa bem. E na próxima edição ( 21, 22 e 23 de Abril de 2016) esperamos que as falhas sejam estudadas e eliminadas, como também queremos um Line-up menos panelinha e mais o que o público realmente quer. Nada contra a Karol Conka e uns dois, três Djs colocados no palco por favorecimento e não destaque. E claro, muito mais da vibe positiva da galera que mostrou que o Brasil também é um dos países da música eletrônica!

E Ah, que a Carol da próxima vez bote a cara no Sol e no meio da galera. Porque, o menina difícil de encontrar hein!

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