Top 10 da semana vai de Don Diablo ao novo álbum do Krewella

Confira os destaques de Lúcio Dorázio no repleto universo de lançamentos da cena eletrônica global

* Edição e revisão: Flávio Lerner

Depois de um pequeno recesso pra recarregar as energias e de um janeiro intenso, estamos aqui de volta com a minha coluna de lançamentos da semana. E ela prova que 2020 já começou com tudo.

Temos o primeiro single de Don Diablo, que apresentou uma sonoridade diferente dentro do future house, a volta oficial do Duck Sauce, estreia da Ashibah em gravadora gigante, destaques de EPs de techno, que vão de Patrice Bäumel e Guy J ao brasileiro Mau Maioli, as explosões melódicas — cada qual à sua maneira — de Caribou e San Holo, novo remix do Kraak & Smaak e fechamos com um álbum: zer0, o terceiro do Krewella.

Don Diablo – We Are Love

Don Diablo veio com sua primeira original de 2020: “We Are Love”, distribuída pelo seu próprio selo Hexagon. Tocada pela primeira vez durante o Tomorrowland do ano passado, a música não traz nada do que já estamos acostumados a ouvir em suas produções, mas evolui e reforça seu estilo próprio dentro do future house.

Com uma letra que fala sobre amor, a faixa aposta em um vocal mais melódico, mas sem minimizar os drops poderosos e característicos do DJ e produtor holandês. Essa dosagem perfeita entre emoção e energia contribui para que a faixa seja uma boa aposta para o verão europeu. 

Duck Sauce – Smiley Face

Depois de anunciar sua volta após um hiato de seis anos, o Duck Sauce veio com sua primeira faixa nova. A dupla, que ficou conhecida pelo super hit “Barbra Streisand”, veio com “Smiley Face”, que agora chancela o retorno da dupla ao mundo da música.

A faixa é quase um revival do movimento french touch, que bombou na França nos anos 90 ao samplear loops de disco music dos anos 70 em uma nova roupagem. A construção e os elementos remetem a “Crescendolls”, do Daft Punk, lançada em 2001 no super clássico álbum Discovery — por sinal, uma das principais obras do gênero francês. 

Patrice Bäumel – Transmission EP

Patrice Bäumel emplacou o terceiro lançamento no selo Afterlife. O EP Transmission vem com duas faixas, “Sender” e “Receiver”; ambas refinadas e com todas as marcas do melhores trabalhos do holandês: progressão, dinamismo, acordes “dubby” e momentos de euforia.

Muito bem executado, é um trabalho muito expressivo, original, que agora se torna uma excelente peça no catálogo da gravadora do Tale of Us

Macadam Crocodile- From The Dark Night (Kraak & Smaak Remix)

O trio holandês Kraak & Smaak remixou o duo Macadam Crocodile em produção que tem tudo para te fazer dançar sem exigir muito esforço. “From The Dark Night” é uma grande mistura de nu-disco com electro-funk, sempre com aquele toque alegre de pop e funky que transpira espontaneidade. 

Ashibah – Devotion 

A DJ, produtora e cantora egípcio-dinamarquesa Ashibah se tornou uma figurinha conhecida por aqui graças a colaborações com diversos artistas brasileiros, que incluem Vintage Culture e Dashdot.

Em busca de sua marca também no cenário internacional, fez sua estreia no selo Defected com a faixa “Devotion”, já testada em algumas apresentações recentes. Com um bassline marcante e stabs pulsantes, Ashibah demonstra sua musicalidade inata ao casar elementos do eletrônico com o seu vocal sem cair na mesmice. 

Mau Maioli – Showtime

É sempre muito bom bom ver jovens produtores brasileiros despontando em gravadoras internacionais, especialmente quando se trata de sons “não comerciais” e, por consequência, menos abordados.

A indicação veio por email e eu não poderia deixar de incluir na lista o lançamento do gaúcho Mau Maioli pela gravadora alemã Young Society. “Showtime”, uma das duas tracks do EP Moving Waist, é uma combinação sem amarras de techno, house e algumas características do minimal. Essa união de estilos é um dos trunfos da música e o que a faz ser bastante autêntica e de personalidade.

Caribou – Never Come back

Enquanto se prepara para lançar o seu próximo álbum “Suddenly”, previsto para final do mês, o músico e produtor canadense Caribou trouxe “Never Come Back”. É interessante destacar os acordes de teclado staccato (sequência de notas rápidas) e a bateria implacável e clássica do artista.

O chocalho que aparece na metade dá à música um tom alegre e original. Difícil ouvi-la sem querer dançar; faça o teste!

San Holo – Honest (ft. Broods)

Sander van Dijck, também conhecido como San Holo, está sempre procurando inovar e incorporar novos elementos em suas produções. Ele é um exemplo perfeito de um artista que detém um estilo próprio e uma clara visão da cena eletrônica mainstream.

Agora, se uniu à dupla Broods (composta pela vocalista Georgia Josiena Nott e o produtor Caleb Nott ) para lançar seu primeiro single do ano, “Honest”.

Com uma pegada melódica, a faixa traz os talentosos vocais de Georgia, enquanto San injeta seu som característico com drops e sintetizadores. “Honest” deixa clara a propensão de San Holo a melodias emotivas e agitadas.

Guy J – Day of Light

O selo Lost & Found começa o ano com o EP de duas faixas do seu próprio boss, Guy J. O ano de 2019 foi um grande ano pro artista, que reuniu uma série de lançamentos notáveis, como “Synthopia” e “Cicada”, que ficaram por mais de seis meses nos charts do Beatport.

A primeira faixa, “Day of Light”, mescla elementos do deep house, do house progressivo e do techno melódico. O resultado final é uma experiência sonora singular, característica que se tornou sinônimo do israelense.

A segunda, “Mind Of” segue um estilo semelhante, um pouco mais dramática e com uma inclinação maior pro techno. Sem dúvidas, são duas faixas que ressoarão por um bom tempo nos ouvidos dos amantes do estilo. Altamente recomendado.

Krewella – Zer0 (Álbum)

Após a tumultuada saída do produtor Kris Trindl, que ajudou a fundar o projeto, as irmãs Yousaf foram obrigadas a se redescobrir musicalmente. Novas influências sonoras pode ser percebidas neste terceiro álbum de estúdio, zer0.

Composto por 11 faixas, o material deixa clara a sintonia delas com a cultura paquistanesa, da qual são descendentes, e o seu entrelaçamento com o dance pop contemporâneo/oriental. O álbum flui muito bem e as faixas passam a impressão de estarem conectadas, pois se encaixam perfeitamente, o que cria uma jornada para o ouvinte bastante interessante.

Zer0 deixa evidente que o Krewella encontrou seu caminho e firmou uma identidade musical.

Lúcio Dorázio assina a coluna de lançamentos da Phouse.

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