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Três motivos para você não perder o Warung Day Festival

Jonas Fachi

Publicado em

20/03/2017 - 17:02

Premiado pelo RMC como o melhor festival nacional de dance music, o Warung Day Festival chega à sua quarta edição repetindo a sua fórmula de sucesso.

Warung Day Festival chega a sua quarta edição repetindo a fórmula de sucesso que o consagrou. O segredo? Excelência em cada detalhe. Idealizado para ocorrer no coração de uma das cidades mais verdes e influentes do mundo — Curitiba —, o evento é um espelho de seu clube em Santa Catarina.

Na praia brava em Itajaí, o Templo, como é chamado o Warung por seus frequentadores, ganhou o coração de pessoas do mundo inteiro por uma mistura de música com alguns dos melhores DJs do planeta, arquitetura integrada à natureza de frente para o mar e muita gente bonita. Agora, imagine levar todos esses ingredientes para um dos cartões postais de Curitiba, palco lendário de shows com artistas como David GilmourDavid BowieAC/DC e tantos outros, a Pedreira Paulo Leminski agora tem um novo movimento que veio para marcar história na cidade.


LEIA TAMBÉM: Confira a programação completa para o Warung Day Festival


Em um mercado cada vez mais exigente, os produtores de eventos têm tido dificuldades em atender às expectativas do nosso público; porém, o Warung Day Festival surgiu em 2014 como um ponto fora da curva, aliando cuidado diferenciado em todos os aspectos que envolvem sua realização ao conceito do seu clube. Não à toa, neste ano foi premiado no Rio Music Conference como “Melhor Festival de Música Eletrônica do Brasil”. Elencamos três pontos fundamentais que explicam um pouco do seu sucesso, enquanto temos em vista a próxima edição.

 

Excelência em todos os detalhes

Se você conversar com qualquer pessoa que já esteve presente em uma das edições do festival, antes até de falar de música, uma das primeiras ressalvas será sobre a sua qualidade. O formato focado apenas em soundsystem e grandes espaços abertos, que por anos foi sinônimo de festival em todo mundo, chegou ao seu limite, e hoje já não é mais suficiente. O Warung Day percebeu isso e trata a experiência de cada frequentador como algo a ser inesquecível do ponto de vista da excelência, com organização desde a entrada, bares e banheiros sem filas, agilidade no atendimento e uma estrutura de palcos cobertos para dar toda segurança e comodidade ao público. Desde decoração, acesso entre espaços, sistema de som e iluminação, a estética apresentada deixa no imaginário de cada indivíduo a sensação de que tudo está no seu devido lugar.

Curadoria exemplar 

Os artistas escolhidos para cada edição são nomeados estrategicamente para formar um equilíbrio com diversidade; nomes em ascensão, apostas e DJs que representam a filosofia de sucesso de sua casa em Santa Catarina.

Em 2014 a figura chave da primeira edição foi Dubfire, o eterno membro do projeto Deep Dish, que além de ser um dos artistas mais respeitados do techno contemporâneo, tem uma história de mais de uma década na pista do clube, comandando carnavais além do amanhecer através de longsets que ainda hoje são comentados pelos fãs.

Em 2015, pendendo para o famoso lado atmosférico e progressivo do Templo, o nome da segunda edição foi simplesmente Sasha. Um dos pioneiros da dance music trouxe consigo o peso de apresentações históricas na Praia Brava para o festival. Ter o galês no lineup já em sua segunda edição certamente colocou o evento em outro patamar. Já em 2016, a direção do evento foi por novidades e produtores que estão em alta rotatividade: Tale Of Us, Rodhad e Recondite chamaram atenção do novo público brasileiro e trouxeram para a Pedreira o que havia de mais atual no mercado europeu.

Localização privilegiada

A Pedreira Paulo Leminski é um espaço destinado a espetáculos ao ar livre na área central da cidade de Curitiba. Desde 1990 o local se tornou um palco lendário de shows nacionais e internacionais; artistas como Paul McCartney e Iron Maiden fizeram apresentações épicas por lá. Localizada no bairro Abrances, seu nome é uma homenagem à memória do poeta, escritor, músico, compositor e publicitário curitibano Paulo Leminski Filho, falecido em 7 de junho de 1989. No passado o local foi uma pedreira municipal e usina de asfalto. Mantendo esse aspecto peculiar, é cercado por um paredão de rocha de trinta metros e possui uma área de 110 mil m², podendo receber até trinta mil pessoas. Em julho de 2008, a realização de grandes eventos foi proibida no local por uma liminar em Ação Civil Pública interposta pelo Ministério Público do Paraná. Após uma disputa judicial entre os vizinhos do espaço e a prefeitura municipal, em 2013 houve um acordo que incluía uma reforma com novas adaptações e algumas restrições para shows e, desta forma, a Pedreira foi liberada em setembro. Foram executadas melhorias na ordem de R$ 17 milhões e, em março de 2014, juntamente com o aniversário da cidade, o espaço foi reinaugurado. Além do Warung Day, a pedreira voltou a receber shows internacionais, como Guns N’ Roses e Black Sabbath.

O que esperar para 8 de abril?

Para a quarta edição, finalmente o festival irá receber aquele que talvez seja o maior símbolo musical de toda a história do clube. Conhecido como El Maestro, o argentino Hernan Cattaneo carrega consigo a marca de construir sets envolventes e viajantes, conduzidos através de sua habilidade única acima da cabine, representando a “alma latina, quente e emocional”, como ele mesmo costuma mencionar em relação à essência do Warung. Em 8 de abril, Hernan promete transportá-la para Curitiba e fechar o Warung Stage de forma inesquecível. Acompanhando a retomada alemã da liderança da cena techno global, outros destaques ficam por conta dos experientes artistas do país: Chris Liebing, Roman Flugel e o aguardado live de Stephan Bodzin. Ainda vale mencionar a sempre valorização dos artistas nacionais que o festival apresenta, além de oportunizar nomes que estão começando e outros que fazem por merecer estar ali; dar espaço para nossos artistas ajuda a solidificar a cena frente ao próprio público. Junto dos residentes do clube, nomes como Renato Ratier, ANNA, e Victor Ruiz são aguardados com estima.

O fato de o festival ser realizado por pessoas que são profundas conhecedoras da cidade e pioneiros na cena clubber do Sul do país faz com que ele tenha as medidas ideais e um crescimento orgânico, chamando atenção de mais pessoas de toda América do Sul a cada ano que passa.

No próximo mês, o Warung Day Festival abre suas portas a partir do meio dia; serão mais de doze horas de festa.

* Fotos por: Gustavo Remor

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Premiere

PREMIÈRE: Gezender, Moebiius – Samadhi (BLANCAh Remix)

Phouse Staff

Publicado há

BLANCAh Hernan Cattaneo
Foto: Reprodução
Faixa será lançada em EP pela Neurom Records

Hoje tem lançamento de faixa exclusivo aqui pela Phouse. Trata-se do remix de BLANCAh para “Samadhi”, collab entre os produtores brasileiros Gezender e Moebius. A faixa faz parte do EP Tantra, que será lançado oficialmente no próximo dia 26, pelo selo berlinense Neurom Records. Além da original e da produção da BLANCAh, o disco traz remixes dos projetos paulistanos TessutoTeto Preto.

“A BLANCAh é nossa amiga há muitos anos. Ela é de Florianópolis, de onde eu vim, e onde o Moebiius mora, e nosso trabalho tem muitas coisas em comum”, explicou Gezender à imprensa. “Eu mostrei a música para ela, que adorou e topou fazer o remix.” Em contato com a Phouse, a artista complementou: 

“Geralmente quando eu aceito fazer remixes para outros artistas, tenho uma tendência de colocar muito da minha identidade, a ponto de quase parecer outra música. No caso desse remix específico, foi diferente. Foi o trabalho mais generoso que eu fiz porque fiz pensando no Tiago Franco [Gezender]. Pelo carinho que eu tenho por ele, pelo fato de eu já conhecê-lo há um tempão, por conhecer um pouquinho do gosto musical dele, da cena que ele criou em Floripa…”, declarou a BLANCAh. “Então eu tentei usar os sintetizadores um pouco mais rasgadinhos, alguns momentos lembrando de leve um electro, pensando bastante nas lembranças que eu tinha dele. Eu não criei muitas viagens etéreas nele, fui mais específica e direto ao ponto.”

E apesar de o EP só chegar daqui a sete dias, é nesta noite de quinta que vai rolar a festa de lançamento do EP. O rolê é no Tokyo, em São Paulo, a partir das 23h. O lineup traz os autores de Samadhi e dois dos remixers do EP: BLANCAh e Tessuto.

“Convidamos dois dos artistas que fizeram remixes para a ‘Samadhi’, com sets que passeiam entre house, electro e techno”, complementa Gezender. “As influências japonesas presentes no Tokyo, onde acontece a festa, passeiam também pelas nossas produções, e o local escolhido pra este lançamento vem muito a calhar. Vai ter pista fervendo até as 6h da manhã!”

Você pode conferir mais informações na página do evento.

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Entrevista

Em alta, HOT-Q quer revolucionar a cena eletrônica brasileira

Nayara Storquio

Publicado há

HOT-Q
Foto: Divulgação
DJ fala sobre primeiro EP, trajetória, collabs e turnês
* Edição e revisão: Flávio Lerner

HOT-Q existe há apenas um ano, mas provavelmente você já ouviu uma música desse cara. O projeto do DJ paulista Gabriel Breda Monteferrario já acumula sucessos tanto nos canais de streaming como nos palcos. Com colaborações que incluem nomes como Alok e Jetlag, o brasileiro de 22 anos está levando o seu estilo a todos os cantos do país — e depois de lançar Brasileira, seu primeiro EP, pretende ir mais longe com as primeiras turnês.

Para se ter uma ideia do quanto tem esquentado a cena, imagine que HOT-Q atingiu mais de um milhão de ouvintes mensais no Spotify com a música “Brisa”, que produziu em parceria com o Jetlag. Soma-se a isso o remix para “My Life is Going On”, música tema da série La Casa de Papel, com colaboração de Alok, Jetlag e WADD, e que o levou ao Top 10 dos DJs brasileiros mais ouvidos no Spotify.

Todavia, ele garante que essa resposta veio de muito esforço e trabalho. “O HOT-Q é um projeto em que tudo foi bem pensado e estruturado desde o começo. Temos a total certeza de onde queremos chegar. Acho que não tem uma fórmula para você ‘começar bombando’, mas todo começo exige um planejamento, e é claro, música boa!”, disse, com exclusividade para a Phouse. E claro, num cenário cheio de expoentes, ter suporte dos peixes grandes sempre ajuda; o DJ revela que o Jetlag foi essencial para que sua carreira embalasse: “Desde o meu primeiro lançamento o Jetlag me apadrinhou. Fizemos algumas parcerias juntos, mas o que eles mais colocaram na minha cabeça é sair um pouco da caixinha do DJ set e entregar um show”.

Com um sucesso crescente, o artista já marcou presença em diversos eventos e clubs ao redor do país, entre eles Pukka Up (RJ), Tetto Rooftop Lounge (SP), Taj (DF) e até no Lollapalooza. Gabriel, que tem um passado como guitarrista de bandas de rock, admite que o sucesso adquirido o impressiona: “Eu toquei em lugares que nunca imaginaria tocar em tão pouco tempo! Sempre tive o sonho de tocar guitarra no Lollapalooza Brasil, e pude realizar esse sonho tocando minha música ‘Brisa’. Outro evento que ficou marcado foi o Camarote Salvador, no Carnaval. Eu dividi cabine com Paris Hilton, Kaskade NERVO, foi animal!”.

“Minha turnê terá proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos.”

HOT-Q já estava bem encaminhado, mas uma admiração pelo seriado La Casa de Papel, do Netflix, o motivou a remixar a música tema, “My Life is Going On”. “Eu sou viciado nessa série, já assisti três vezes. Tive a ideia de fazer esse remix, e então liguei para o WADD. O Thiago Mansur [do Jetlag] também curtiu a proposta que mostramos pra ele, e decidimos assinar juntos. O WADD fez os breaks e eu fiz os drops”.

O time não parou aí, e acabou ganhando o reforço de ninguém menos que Alok. “O Alok gostou demais da música e nos mostrou que a track tinha mais potencial esticando um pouco os breaks e deixando mais na pegada da original. Realmente ele tinha razão, e a prova disso são os mais de dez milhões de plays. Ele é, sem dúvidas, um visionário!”, acrescenta, orgulhoso do resultado, e garantindo que essa parceria ainda vai render muitos outros frutos.

Para coroar a boa fase, o produtor acaba de lançar seu primeiro EP. Com uma original, em collab com o SUBB e vocais de ROZA, e um remix para Adriano Pagani, o disco Brasileira acaba de sair pela Reven Beats.Brasileira mostra bem o ‘HOTBASS’ que venho levando nas minhas tracks. Eu acredito que um dos maiores desafios para o produtor é achar a sua identidade sonora, e com total certeza achei a minha.”

Nesse meio tempo, ele nem pensa em reduzir o ritmo, e passou a focar agora em suas primeiras turnês. “Em agosto, vamos anunciar a primeira tour do HOT-Q com uma proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos”, adiantou, determinado.

O DJ destacou também o recente contrato com a F&S Produções Artísticas para a realização da  “HOT-Q Burning Tour”, que vai trabalhar em conjunto com a 4MZK Agency, que o gerencia. Segundo ele, a identidade da turnê gira em torno da história do fogo, e deve ter Portugal como primeiro destino fora do Brasil.

Além disso, as produções, é claro, não param. Depois do primeiro EP e de singles recentes como “I Wish” (releitura para Infected Mushroom) e “Esperança” (releitura para a banda Aliados, da qual é fã desde criança), HOT-Q garante ter muitos lançamentos pela Sony Music até dezembro. “Agora em agosto lanço com o Vitor Kley. Teremos também sons com Gabriel Boni, Jetlag, SoFly, Rakka e muito mais”, explica, antes de encerrar com uma piada interna que já virou clássica em seu cenário, repleto de parcerias entre produtores: “Collab, bro? (Risos)”.

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Entrevista

12 anos de carreira em 8 faixas: L_cio apresenta “Poema”, seu primeiro álbum

Alan Medeiros

Publicado há

L_cio
Foto: Divulgação
Disco consolida trabalho consistente do produtor paulistano
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última sexta-feira, foi lançado pela D.O.C. Records, com distribuição mundial da gigante alemã Kompakt, o álbum de estreia de L_cio, um dos maiores representantes da cena house/techno do país. Poema é a consolidação de um trabalho sólido, autêntico e inovador que transformou por completo a vida do produtor paulistano nos últimos anos. Mas, antes de falarmos do álbum propriamente, é interessante entender o perfil artístico de seu criador.

Laércio Schwantes é um artista multifacetado que já integrou e ainda integra projetos importantíssimos dentro do cenário eletrônico brasileiro. Desde a origem do Treto Preto, que não o tem mais no time, passando por outros exemplos, como Lacozta e Gaturamo, toda iniciativa musical deste produtor tende a passar pelo fora do óbvio, explorar novos caminhos e procurar, através de diferentes maneiras, uma profunda conexão com o público. Esse relacionamento direto, sincero e verdadeiro com sua base de fãs é uma das razões do sucesso da sua jornada na música até aqui.

Seu disco de estreia é composto por oito faixas originais de nomes minimalistas, e foi produzido na ponte aérea São Paulo/Floripa, duas cidades que o abrigaram nos últimos anos. Sobre as dificuldades relacionadas ao processo criativo do trabalho, L_cio contou à Phouse que antes de tudo veio a tomada de decisão que levou à concepção da ideia — o grande objetivo do trabalho sempre foi contar uma história que representasse os 12 anos de carreira em oito faixas.

Segundo o artista, encontrar tempo hábil para construção do trabalho não foi exatamente uma dificuldade: “Pra mim isso nunca foi um problema, pois produzo pouco, mas rapidamente”. Essa precisão pode ser sentida na forma como o disco evolui, com coerência, calma e sem apelar para clichês em nenhum momento. A flauta transversal, que virou sua marca registrada ao temperar suas produções e seus lives, não poderia deixar de se fazer presente. Ainda sobre todo momento que antecedeu o lançamento, o produtor destaca a importância que o público também teve para o lançamento, já que sempre testa suas faixas na pista: “‘Canto’, ‘Forte’ e ‘Avante’ eu tenho tocado há pelo menos oito meses”, complementa.

D.O.C. e Kompakt, as duas marcas envolvidas no lançamento, exerceram um papel importante durante toda criação do Poema. Gui Boratto, head do selo brasileiro, também é lembrado com carinho, principalmente pela amizade criada entre ambos, algo que nasceu graças a música. Assim como outros trabalhos de nomes importantes da música eletrônica mundial, o álbum ganhou a luz do dia com o toque particular de seu criador, e por isso, não há como negar a atmosfera especial que ronda esse lançamento: “Acho que foi uma bela realização e um momento único na minha carreira. Agora é encontrar os próximos passos para prosseguir numa crescente orgânica”.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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