Zedd e Matthew Koma
Zedd e Matthew Koma. Foto: Reprodução

Nova treta no cenário EDM internacional, e mais uma envolvendo Anton Zaslavski, o popular Zedd. Depois de anos em silêncio, Matthew Koma desabafou e não poupou adjetivos negativos para classificar o ex-amigo. Juntos, os produtores assinaram “Spectrum” há sete anos (o single fez aniversário nessa segunda-feira), o primeiro hit de Zedd, e agora Koma alega ter ainda feito parte importante de “Clarity” e outras canções sem ter recebido crédito.

Mas não ficou só por aí. Em suas redes sociais, o cantor e compositor escreveu um longo depoimento chamando o colega de “tóxico e egocêntrico”, “pessoa de merda” e contou diversos relatos em que basicamente apresenta ao público um Zedd bem diferente do que aquele que sua imagem sugere — uma pessoa mesquinha, insegura, invejosa e trapaceira, segundo o relato do músico.

O post bombou entre fãs e artistas, e nomes como Tiësto, Nicky Romero, Bebe Rexha e The Knocks manifestaram tristeza e apoio ao autor nos comentários. O famoso fotógrafo Rukes também “assinou embaixo” do texto, alegando ter trabalhado com Zedd até 2018, e dando a entender que passou por experiências semelhantes.

A cantora e atriz Hilary Duff, esposa de Matthew, escreveu: “É muito importante que as pessoas que amam música saibam disso. Compositores são passados para trás, ignorados e maltratados. Orgulhosa em ver você finalmente se manifestando”. Até o momento desta publicação, Zedd não se pronunciou sobre o caso.

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Confira o texto na íntegra, com tradução da Phouse:

Respondendo a anos de perguntas do tipo “o que aconteceu com você e Zedd?”, eu quero finalmente ser transparente sobre isso… É uma verdade realmente triste porque eu sou extremamente orgulhoso do trabalho que fizemos juntos. Infelizmente os sentimentos bons em relação a essas músicas desapareceram porque alguém tão tóxico e egocêntrico ocupou todo o espaço.

Não se trata de uma história dramática, é algo simples. Pessoas de merda são um saco, e quando eles são famosos e bem-sucedidos, os outros têm medo de expô-los. Eu conheci o Anton antes de ele assinar com a Interscope — nós fomos apresentados para trabalhar em músicas para o disco dele, duas das quais foram seus primeiros singles, “Spectrum” e “Clarity”. Nos conhecemos como “iguais”. Desde o começo, seu complexo de inferioridade ficou óbvio (e parecia absurdo, porque as suas contribuições eram tão maravilhosas e ele era um produtor muito talentoso).

Os golpes começaram aos poucos — ele dando entrevistas sobre “as letras que ele escreveu” (eu escrevi todas as letras e melodias), sem mencionar o meu nome, sem me pagar para cantar em “Spectrum” por dois ou três anos, até eu ter que brigar por um cachê. Depois ele produziu uma música que eu compus, chamada “Suitcase”, para o meu álbum e não me permitiu lançar — insistindo que fosse assinada por ele, com outro cantor, ou nada feito. Eu tive que esperar quatro anos para então lançar uma versão diferente.

No Japão, compus “Find You” com ele, e ele falou que não queria minha voz nela, mas como foi gravada no Natal para cumprir um prazo de entrega apertado, acho que acabou sendo difícil encontrar outra pessoa, né? Isso depois de eu escrever três dos seus quatro primeiros singles e ajudá-lo a criar um dos maiores hits daquele ano. Em “Clarity”, eu tive que convencê-lo a não usar pitch na minha voz, porque parecia um remix. Então eu o encorajei a achar uma cantora que pudesse realmente arrasar. Eu queria que fosse incrível para ele. Ele ganhou um Grammy por essa música — eu não fui convidado.

Tem um documentário sobre o seu processo de criação e eu fui o único colaborador que não foi convidado para a estreia ou para ser entrevistado no filme. Basicamente eu fui varrido pra baixo do tapete enquanto ele levou todo o crédito — o que foi estranho, porque as milhões de pessoas que foram tocadas por “Clarity” e essas outras canções, parecem ter se conectado com a letra, as emoções e as melodias que eu escrevi. Mas ele considerou sua batida como a força principal e me deixou de fora.

Lembro-me também de participar de um programa de TV com ele quando eu estava doente, então pedi que ele abaixasse o tom da canção para que eu pudesse cantar bem, e ele recusou porque “a sua música não iria soar bem”. Rolou outro caso semelhante em que ele se negou a mudar o tom, e eu acabei descobrindo que era porque ele só conseguia tocar piano em dó maior. Meio contraditório pra quem se vende como o “gênio do piano clássico”.

Por anos, achei que pudesse ser eu, mas com o tempo acabei encontrando outras pessoas que trabalharam com ele — compositores, cantores, produtores, DJs, pessoas de sua própria equipe… e o sentimento era o mesmo. Ele é péssimo.

Com milhões e milhões de dólares e tantos hits, você poderia tratar os outros com bondade e apreciar o trabalho deles em te ajudar a alcançar os seus sonhos. Essas canções me deram a oportunidade de trabalhar com tantos produtores e artistas de música eletrônica, e há tanta gente incrível que trabalha duro. Eu poderia fazer uma lista muito maior de DJs com quem colaborei que me fizeram sentir valoroso e me trataram com respeito. Gente incrível a quem sou muito grato por ter conhecido. 

Em todo o caso, esta não é uma história isolada. Ego, sucesso, tudo isso já aconteceu e foi contado anteriormente, especialmente no meio musical. Mas para todos aqueles que sempre se perguntaram por que não havia mais colaborações entre nós dois, não foi uma escolha minha. Agora, ele tem inúmeros profissionais para compor as suas músicas, produzir suas faixas e continuar ajudando-o em sua trajetória. Mas eu preferiria trabalhar no Starbucks limpando banheiros do que viver essa experiência abusiva mais uma vez. A toxicidade não gera felicidade. Alexa, toque “Happy Now”. Na verdade, por favor, não.

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ZEDD

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