Faltando cerca de dois meses para o Tropical Burn — evento brasileiro inspirado no Burning Man, anunciado há mais de um ano —, entramos em contato com Daniel Devas [também conhecido como Daniel Strickland], um dos principais nomes da comunidade Burner do nosso país. Daniel é um dos responsáveis pela organização do rolê, e nos revelou algumas informações importantes para quem está pretendendo ir.

Quando e onde

A data anunciada no final de 2018 [de 19 a 25 de junho] foi alterada para o período entre 20 e 24 de junho. O local, que permaneceu em segredo por bastante tempo, foi revelado em fevereiro: será na praia de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte [foto]. O município fica a no extremo leste do estado, a cerca de 90km de Natal.

Ingressos

Desde o dia 22 de março, o Tropical Burn disponibilizou os seus ingressos em três modalides: ticket doador, ticket padrão e ticket solidário. O doador é um ingresso mais caro, de 1.500 reais, feito para quem pode e quer contribuir, em uma escala maior, com a realização do evento. De acordo com Daniel, são os únicos ingressos vendidos por livre acesso. “Esses ingressos ajudam a financiar obras como o tempo e o ‘man’, que queimarão no último dia”, conta.

Os outros dois ingressos são mais baratos — R$ 800,00 e R$ 400,00, respectivamente — mas necessitam de processos mais complexos. “Para ter acesso aos ingressos, as pessoas precisam contatar líderes de acampamento ou líderes de projetos de arte”, explica Daniel. Esses líderes podem ser encontrados no site do Tropical Burn, através da área exclusiva para cadastrados.

A partir do contato, os organizadores vão realizar uma espécie de entrevista com os interessados, para ter certeza de que estes estão por dentro dos princípios contraculturais do Burning Man. “Somente os líderes de projeto e de acampamento têm acesso aos códigos que dão direito a compra de ingressos. Desta forma, qualquer pessoa que quiser um tíquete, precisa entrar em contato com eles”, continua Daniel.

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“Assim, já passam por uma aculturação — já que todos os líderes de projeto já passaram por esse processo e entendem bem a responsabilidade que têm. Com isso, cria-se um filtro em que as pessoas precisam se informar e entender o que é o evento, e explicar por que estão em busca desse código, por exemplo. Obviamente não é um sistema à prova de bala, mas tem um efeito automático: evita que pessoas que acham que estão indo para uma balada consigam comprar grande parte dos ingressos”, justifica.

O ingresso solidário, de 400 reais, por sua vez, só será disponibilizado para pessoas de menor poder aquisitivo. Para isso, haverá evidentemente uma análise da renda de cada comprador; o teto é um rendimento mensal de até quatro salários mínimos [quase quatro mil reais]. Quem quiser pleitear essa oportunidade, entretanto, tem apenas até o próximo dia 30 para fazer a compra. As outras duas modalidades prosseguem normalmente, sem prazo definido.

A preocupação dos organizadores é genuína, já que o Burning Man é um acontecimento diferente de qualquer outro festival, e exige que as pessoas estejam de acordo com a sua ética. “O Burning Man, antes que qualquer outra coisa, é um evento de comportamento. Por esse motivo, a organização está tomando medidas para proteger os princípios. Quem quiser participar do evento precisa buscar informações e se aculturar”, conclui Devas.

Voluntários

A novidade mais recente é a abertura do formulário de voluntários, que está prestes a rolar dentro das próximas horas. Nele, vão poder se inscrever aqueles que desejam participar ainda mais ativamente, ajudando a contribuir com a organização e o funcionamento de todo o esquema. Como o Burning Man não tem fins lucrativos, os voluntários são cruciais. A inscrição também será feita pelo site oficial.

Tema

Todo Burning Man tem um tema, e com as edições regionais não é diferente. O tema escolhido para o Tropical Burn é o “Divine Mother”, “Mãe Divina”.

“O ventre feminino é o lugar onde é gerada toda a existência. É onde cada um de nós teve seu começo. Assim também começa a trajetória do Tropical Burn, uma nova história em uma Nova Era, onde a energia feminina pulsa positivamente no interior da Mãe Terra e nutre todo o Cosmos.

Homenageamos as mulheres e lembramos que por trás de cada filho existe uma mãe que proporcionou a sua existência. Convocamos os filhos da Nova Era a se unir em uma celebração e comunhão com os nossos ancestrais e com os elementos da natureza. Vamos levantar a bandeira da causa planetária, semeando nossas melhores sementes para um futuro de paz e união, enquanto saudamos nossa Mãe Divina”, diz o site.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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