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Ultra Miami pode ir para Virginia Key

Jornal de Miami revela o andamento de negociações do UMF para novos lugares

Phouse Staff

Publicado em

05/11/2018 - 18:22
Ultra Miami
Cartão postal da Flórida, a famosa praia de Virginia Key pode ser um dos lugares a hospedar o Ultra. Foto: Reprodução

Mesmo com bilheteria aberta e fãs já com passagens compradas, o Ultra Music Festival ainda não tem um espaço definido para a realização da próxima edição. Fato é que não deverá acontecer mais no Bayfront Park, por conta do desgaste com a vizinhança do local.

Agora, de acordo com o Miami Herald, os organizadores do Ultra têm na mira outro horizonte — mais ecológico, diga-se — para tentativa de locação. Segundo o jornal, o festival pode se mudar para Virginia Key, bairro histórico do Condado de Miami-Dade, localizado nos limites da cidade de Miami.

+ RELEMBRE: Ultra Miami perde o direito de usar o Bayfront Park

O Herald destaca que a ideia dos produtores seria dividir o evento em duas áreas vizinhas: o parque próximo ao Miami Marine Stadium e o Virginia Key Beach Park. Entretanto, há uma dificuldade de agendamento por uma negociação aberta com outro festival de música eletrônica: o Rapture Electronic Music Festival, agendado para os dias 29 e 30 de março (dois dos mesmos três dias do UMF 2019, que ainda será encerrado no dia 31).

Uma votação foi agendada para o próximo dia 15, e o gerente da cidade, Emilio Gonzalez, disse que as negociações estão em andamento. O CEO do Ultra, Russell Faibisch ainda defende que o acordo proposto inclui orçamento para a construção de um museu afro-americano no Beach Park.

Vamos ter que ficar de olho nos próximos episódios dessa novela pra saber, afinal de contas, onde vai ser a próxima edição do Ultra Miami.

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Entrevista

EXCLUSIVO: KVSH quer conquistar o Brasil com a KRUSH, sua nova festa

Inspirado pela Só Track Boa, o mineiro defende que o objetivo é ajudar a fomentar cidades periféricas no cenário nacional

Flávio Lerner

Publicado há

KVSH
Foto: Reprodução

Motivado por sua história, suas origens, sua nova agência, pelo rumo que a capital do seu estado tem tomado e pelo que Vintage Culture conseguiu com a Só Track Boa [sobretudo na última edição mineira], o DJ e produtor KVSH anunciou a Festa KRUSH, cuja estreia já tem data, local e lineup definidos. No dia 21 de dezembro, o artista recebe um time de atrações majoritariamente mineiras no Marô, em Belo Horizonte: Beowülf, Breaking Beattz, DZKO, JOZZEN, LOthief e VOLLAZ — destes, apenas o carioca Beowülf é “gringo”.

Em contato com a Phouse, Luciano Ferreira, o KVSH, explicou as motivações por trás do projeto e revelou ter grandes ambições. A festa está sendo tocada em conjunto com a OTM Produções, de Otacilio Mesquita [que, como você tem visto aqui, está por trás de praticamente todos os rolês da cena mineira], e com o Carlos Magno, produtor de eventos da Box Entretenimento.

+ Em tempo: ouça a refrescante collab entre o KVSH e o Malifoo

“Nasci e fui criado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma cidade chamada Nova Lima, e a minha história com a música eletrônica começou por aqui”, conta o KVSH. “Vejo que eu e a cena eletrônica da capital crescemos juntos; além de ser o local da minha fanbase, BH não tinha uma cena eletrônica tão forte, principalmente pra galera mais jovem, e criamos isso meio que juntos — então a ideia de eu ter uma festa aqui já vem de tempos. Agora que eu entrei pra Boost MGMT e pra HUB Records, o pessoal da agência falou: ‘cara, temos que fazer uma festa sua na sua cidade, com seus convidados, com seu conceito’.”

Segundo o DJ, entretanto, a KRUSH não será fixa em BH. A ideia é torná-la um evento itinerante por todo o Brasil, com o objetivo de levar o agito principalmente em pontos mais periféricos. “Já temos propostas em outros estados, principalmente em cidades menores, que ainda não têm uma cena eletrônica tão forte; esse é o foco. Queremos usar essa festa como uma porta de entrada pra galera que ainda não conhece tanto de música eletrônica”, acrescenta. 

“Queremos usar essa festa como uma porta de entrada pra galera que ainda não conhece tanto de música eletrônica.”

Mesmo com um lineup inicial voltado ao brazilian bass, o produtor garante que deseja agregar não só outras vertentes da dance music, como também abrir para outros estilos musicais: “Não temos muito essa ‘ideologia’ de fazer uma festa 100% eletrônica. Queremos envolver outros estilos, hip hop, trap, e alguns subgêneros que não são tão hypados no Brasil. E dentro da música eletrônica, teremos do brazilian bass ao tech house, passando até por progressive trance”.

Quando perguntei se o surgimento da label também tinha a ver com a segunda edição da Só Track Boa em Belo Horizonte, que foi considerada por muitos a melhor de todos os tempos, o Luciano foi acertivo: “Com certeza. Depois de vermos o impacto que a Só Track Boa teve aqui, a gente pensou: ‘cara, BH é um lugar que tem uma cena muito forte, a STB bateu todos os recordes de público de todas as outras edições. É o lugar perfeito’. É a cidade em que a cena tá crescendo muito e é a cidade em que eu nasci, e temos certeza que vai dar muito certo”.

+ Segunda edição do Só Track Boa BH pode ser considerada a melhor de todos os tempos

“Assim como o Vintage Culture fez com a Só Track Boa, a gente quer fazer com a KRUSH. A STB é focada em música eletrônica, e queremos uma festa focada na zueira, na diversão, mas claro, sem tirar a música do foco. Ela vem pra finalizar o meu ano com chave de ouro, e estamos muito alegres”, concluiu.

Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, dia 19, a partir do meio-dia.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Clube de Santa Catarina anuncia Fatboy Slim para temporada de verão

Astro britânico será atração do Posh Club no comecinho de 2019

Phouse Staff

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Fatboy Slim no Posh Club
Foto: Divulgação

O catarinense Posh Club anunciou um dos maiores ícones das últimas três décadas da dance music: Fatboy Slim. Atração da 12ª temporada do clube em Jurerê Internacional (que começa em 25 de dezembro e segue até o final do verão), o britânico vai comandar a noite da casa no dia 02 janeiro. Nenhuma outra atração foi confirmada até o momento.

Esta é, por enquanto, a única data confirmada do DJ no Brasil; sua nova turnê prevê diversas datas na Europa e na Oceania, mas há uma lacuna considerável entre o dia 02 e o dia 25 de janeiro.

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“A EDM tem sido triste e lenta. Não tem nada em comum com o que eu amo fazer”, diz Calvin Harris

O produtor respondeu a diversas perguntas dos fãs no Twitter

Phouse Staff

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Calvin Harris
Foto: Reprodução

Além dos hits de costume, Calvin Harris tem dado umas declarações bem interessantes nos últimos meses, como quando ele brincou (?) que estava velho demais pra sair em turnês. Agora, o escocês tirou um tempinho nessa última segunda-feira, 12, pra responder umas perguntas de uns fãs no Twitter, e voltou com falas marcantes e o bom e velho autodeboche.

Como numa espécie de coletiva de imprensa informal, Harris respondeu diversos comentários e questionamentos feitos a ele pela rede social, e deu algumas dicas bem valiosas sobre seus planos futuros, curiosidades sobre o seu passado e, principalmente, a defesa de que tem feito house music, e que a EDM dos últimos anos não o seduz justamente por ter se distanciado do estilo. 

Confira os tuítes na íntegra, com tradução da Phouse:

Fã: “Volte a fazer dance music!!!”; Calvin: “As últimas três faixas foram dance music, senhor”. 
Fã: “Você vai voltar pra EDM em algum momento?”; Calvin: “A EDM tem sido músicas tristes e lentas nos últimos anos. Não tem nada em comum com o som que eu amo fazer. A EDM de 2010–2014 era mais influenciada por house. De qualquer forma, estou fora da bolha e fazendo grandes faixas, com cantores fantásticos, que soam como house music para mim…”.
Fã: “Nós deveríamos ser gratos pelo fato de que o Calvin Harris tem ocupado o chart britânico por 25% do ano com canções HOUSE. Bendito seja.” Calvin: “Obrigado por notar!!! 14 semanas no número 1 com duas faixas de house e o melhor pacote de remixes do ano #vocêtambémconsegue”.
Fã: “Você pensa em voltar a tocar teclado com uma banda ao vivo? O LCD [Soundsystem] te inspirou lá no começo?” Calvin: “Nem pensar, eu tenho 34 anos agora. Sim, basicamente eu tentei ser como o LCD e o Mylo e acabei ficando pior que os dois, mas melhorei com o tempo”.
Fã: “Alguma chance de termos um álbum de house?”; Calvin: “Eu diria que é improvável, tenho tido uma capacidade de concentração muito baixa ultimamente”.
Fã: “Isso significa que os últimos três singles não vão fazer parte de um álbum ou significa que o álbum vai trazer outros estilos musicais?”; Calvin: “Honestamente eu não sei de nada, apenas tenho lançado as músicas assim que as termino, haha”.
Fã: “A house music faz você se sentir mais próximo a alguma força espiritual? É o que eu sinto quando a ouço”; Calvin: “Certeiro! Amei!”.
Fã: “Você planeja voltar a tocar em festivais algum dia?”; Calvin: “Com certeza. Eu vinha apenas ansiando por um tempo no estúdio… Tinha algumas coisas que eu realmente precisava fazer (o Funk Wav, por exemplo)”.
Fã: “Você estudou música ou é um autodidata?”; Calvin: “Aprendi por ouvir muita música. Sempre senti a teoria musical como uma tentativa de se explicar algo mágico que costuma acontecer por acidente, e que acaba tirando a alma daquilo. Mas eu também sou meio burro, então é provavelmente um pouco por isso também”.

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