Análise

Uma banda marcial tocou Daft Punk na França, mas o Trump roubou a cena

Hoje é o Dia da Bastilha, uma das datas mais importantes do calendário francês, e durante a celebração em Paris, a banda marcial apresentou em determinado momento uma homenagem a um dos maiores patrimônios culturais do seu país — o Daft Punk —, fazendo aquilo que já é um patrimônio cultural da humanidade: um medley com músicas do Daft Punk.

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Por cerca de três minutos, a banda misturou “One More Time”, “Get Lucky”, “Digital Love” e “Harder, Better, Faster, Stronger”. O Guardian publicou um vídeo desse momento, e é um espetáculo à parte: não só por ser uma banda marcial fazendo um medley do Daft Punk — com direito a coreografia e aqueles carinhas que giram bastão —, ou pelos militares e as tias que estão assistindo e batendo palminha fora do ritmo, mas principalmente porque o câmera pegou a cada cinco segundos as expressões do presidente Macron e do seu convidado de honra Donald Trump.

Sério. Q-U-E-C-A-R-A-É-E-S-S-A-M-E-U-A-M-I-G-O? Não sei o que falar, apenas sentir. Que comecem os memes!

Agora, fica uma pulga atrás da orelha: será que por um acaso Trump não gosta de Daft Punk?! A misoginia e a negação do aquecimento global a gente até releva, mas não gostar de Daft Punk é um crime hediondo; não vai ter perdão pro presida yankee dessa vez!

* Flávio Lerner é editor-assistente na Phouse; leia mais de suas colunas.

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