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Opinião

Uma chuva de hipocrisia quer tornar o funk crime de saúde pública

Castelan

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Além de inconstitucional, a tentativa de criminalizar o funk revela o preconceito e a falta de empatia que habitam o coração do “cidadão de bem”.

Nosso país é uma caixinha de surpresas do século retrasado. Como muitos já sabem, foi feita uma proposta através do Portal e-Cidadania, do Senado Federal, que pretende criminalizar o funk como crime de saúde pública a crianças, adolescentes e a família. No portal, você pode propor qualquer lei, e ela fica aberta a votação do público; caso sua ideia atinja 20 mil ou mais votos positivos, ela vai para discussão entre os senadores, podendo ou não virar um projeto de lei.

Pois bem, a ideia legislativa nº 17/2017, do empresário Marcelo Alonso, 46, chegou às mais de 20 mil curtidas, e será discutida no Senado — ainda sem previsão de data —, com relatoria do senador Romário, que foi sorteado. Em entrevista à ISTOÉ, Alonso alega que “o funk faz apologia ao crime, fala em matar a polícia”. “Sou pai de família e se eu não me preocupar com o futuro, amanhã só teremos marginais.  Uso meu intelecto para conscientizar os pais, pessoas de bem, formadores de opinião, policiais, pessoas ligadas à Justiça para mudar este cenário.”

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Da fala e da proposta do empresário, depreendo dois problemas que se somam: a generalização preconceituosa de quem gosta de autoritarismo e o “moralismo de goela” — um atributo cada vez mais encontrado em discussões pelo Brasil. O autoritarismo já é algo extremamente enraizado por aqui: desde os escravizados e mutilados pela “realeza”, passando pelos períodos migratórios em que a população interiorana foi colocada para escanteio nas favelas das grandes cidades, até os dias de hoje, nos quais os guetos parecem ter retomado a vontade de gritar contra as injustiças sofridas diariamente.

Já o “moralismo de goela” parece ter virado um trunfo para qualquer discussão rasa, pois basta se afirmar como “cidadão de bem” ou “pai de família” que você ganha ouvidos para discursar de maneira impertinente sobre qualquer assunto — e depois de uns bons anos de inércia, os temas políticos e sociais explodiram como pauta, tanto na mídia como nas ruas e nas redes sociais. Todos nós estamos pelo menos um pouco radicalizados com os temas que vêm surgindo, e mais do que nunca queremos soluções para muita coisa ao mesmo tempo.

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Em meio a essa euforia desordenada, surge esse tipo de proposta. Se valendo da ideia simplista de que todo funk estimula a criminalidade e a sexualidade, Marcelo Alonso diz absurdos como os expostos acima, enfiando milhões de seres humanos em um saco de lixo que ele imagina ser possível descartar — afinal, se ele quer proibir o funk como um todo, artistas como Anitta, Naldo e Buchecha não poderiam mais se apresentar, nem lançar discos. Os conhecidos “fluxos” e “pancadões”, bem como os bailes mais tradicionais, não poderiam acontecer. Agora traduza essa ideia para outros estilos: que tal proibirmos o samba, que já foi alvo de ações similares no passado, por incentivar as pessoas a viver uma vida boêmia? Será mesmo que nenhum sambista iria tocar sua música em nenhum lugar somente por força de lei? As décadas de ditadura militar não nos ensinaram que tentar censurar música é inócuo?

Outro ponto a ser colocado é que essa proposta vem carregada de um preconceito contra a população pobre e preta do país, e através dos argumentos do empresário, esse preconceito fica ainda mais claro. Estando na superfície da questão, Alonso e todos que apoiam esta maluquice simplesmente ignoram que estamos falando de pessoas de carne e osso, assim como você, querido leitor. Muitos postos de trabalho são criados nesse meio, desde DJs e produtores musicais em estúdio, passando por quem organiza e divulga eventos, até os MCs que hoje ganham cachês variados e vêm atingindo novos patamares de carreira. Como bem destacou o MC Balão — na mesma reportagem da ISTOÉ —, “o funk incentiva as pessoas a terem novos sonhos. Se antes o moleque da favela queria ser jogador de futebol, hoje ele quer ser MC”. Essas pessoas, portanto, possuem aspirações, querem o melhor para si e para suas famílias e amigos, para o local onde vivem, e o olhar raso da proposta, além de aniquilar esse complexo “ecossistema”, reduz todos os seus membros a criminosos, párias da sociedade, com base tão somente no que é dito nas letras. Aliás, não caiamos em outra generalização — a de que o funk só fala sobre sexo, drogas e criminalidade.

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De maneira geral, o funk carioca conta a história do favelado, fala de realidade, leva o jovem pisoteado pela falta de estrutura a acreditar que ele pode ter muito mais do que o mínimo para viver. Porém, desde os seus primórdios, quando surgiu algumas décadas atrás influenciado pelo miami bass, uma gama ampla de vertentes se desenvolveu, e a roupagem do som e da letra vai mudando. Temos o melody, mais cantado e com temas variados; o proibidão, que narra certas realidades indigestas; ou o funk ostentação, que aproveitou anos de crescimento econômico para mostrar que não só os empresários e banqueiros consomem o que é de luxo. Será mesmo que tem como criminalizar tudo isso?

“As letras de funk são um reflexo da vida dessas pessoas. Para mudar as letras, precisamos mudar a realidade delas.”

Em tempos em que se discute muito mais ativamente sobre a necessidade de diminuição do aparato estatal, a proposta vai no sentido de criar mais um mecanismo no qual o Estado iria atuar de maneira regulatória, e como já dito, sem êxito nenhum, somente gerando mais preconceito e violência. Por fim, a violação do artigo 5º, inciso IX, da nossa Constituição Federal aponta a mais pura inconstitucionalidade desse projeto, que somente trará para o seu propositor a vergonha de ter seus argumentos desqualificados no Senado. Artistas como Valesca Popozuda, Anitta e Buchecha estarão presentes nas sessões que discutirão o assunto, e Romário já se mostrou contrário a ela.

Eu poderia citar mais motivos desqualificadores, como a confusão quanto ao gênero musical feita pela proposta, mas em suma, ela traduz uma indignação de muitos que parte do puro preconceito, da preguiça de criar empatia com o outro — o mais sincero reflexo de como estamos parados no tempo. Será que não está na hora de procurarmos entender nossos vizinhos e irmãos, como gostaríamos de ser entendidos?

* Castelan estreia hoje sua coluna na Phouse.

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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Opinião

Carta aberta aos fãs de progressive house

Flávio Lerner

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Aos fãs de progressive house
Oi gente, tudo certo? Vamos conversar? Os ânimos tão meio exaltados por aqui.

Seguinte: o DJ e produtor Leo Lauretti assistiu à volta do Swedish House Mafia in loco e nos escreveu um texto com algumas reflexões. Quando eu vi que ele falou em progressive house para se referir ao estilo do trio sueco, minha reação imeadita foi a de substituir o termo. Isso porque aqui na Phouse — ao menos desde maio de 2017, quando assumi como editor —  usamos essa tag para falar sobre o gênero original: esse mesmo que vocês curtem, o de Sasha, Digweed, Hernán e companhia.

Sempre que eu recebia para editar qualquer texto usando o termo “progressive house” para se referir ao “prog house mainstream”, eu o substituia por algum outro nome — geralmente, big room ou EDM, para evitar a confusão que existe há cerca de dez anos, desde a época em que o Beatport permitia que as gravadoras se apropriassem das tags que quisessem. Mas no texto de Lauretti percebemos que nem big room e muito menos EDM serviriam para rotular o tipo de som a que ele estava se referindo. Os dois nomes se tornaram genéricos demais para caracterizar essa estética mais particular, que sim, traz elementos progressivos, mas em uma roupagem bastante pop e acessível às massas. A melhor solução encontrada foi aparentemente simples: vamos manter o nome “prog house” [evidentemente sem a intenção de ofender ninguém] que é como os fãs se acostumaram a rotular o som, e colocar uma nota ao final explicando o caso.

Apesar de o artigo ter tido ampla aceitação entre os fãs de Swedish House Mafia, nunca imaginei que fosse causar um desconforto desse tamanho nos fãs do progressive clássico. Ora, através do nosso colunista Jonas Fachi, sustentamos uma cobertura bastante rica dessa cena. Incontáveis reviews sobre apresentações de nomes como Hernán Cattaneo e Guy J, matérias sobre projetos novos que vêm impulsionando a cena prog nacional… Vocês o conhecem, não conhecem? Se não, leiam os textos dele. Vocês vão curtir. Agora, tudo isso passa a não valer mais nada porque usamos o mesmo termo para nos referir, em um momento específico, a outro gênero musical?

Certo ou errado, com boas ou más intenções, a confusão do passado entre as nomenclaturas dos gêneros já foi feita. Não é culpa nossa. Mundialmente, o estilo que consagrou o Swedish House Mafia é ainda fortemente referido por seus entusiastas como progressive house. Isso passou a pertencer a eles também, gostemos ou não. Aprendamos a dividir. Assim como o dubstep se transformou em algo diferente a partir da onda do Skrillex, no começo desta década. Assim como o deep house hoje é um termo guarda-chuva tão grande que já não tem praticamente nada a ver com o deep house clássico. Os fãs sempre chiam, mas é em vão. E a própria EDM não é unanimidade. Na Phouse, convencionamos o uso da sigla para nos referirmos ao som do mainstream, mas volta e meia alguém reclama que “EDM engloba todo o cenário da dance music”. Não está errado. O termo pode ser usado em mais de um sentido. É tão difícil aceitar isso?

Por um lado eu entendo vocês. Há alguns anos eu discotecava um estilo que gostava de classificar como nu disco ou indie dance. Graças à mesma confusão no Beatport, hoje indie dance/nu disco se tornou algo completamente diferente. O importantíssimo movimento acid house no Reino Unido não tocava apenas acid house. Entre Estados Unidos e Inglaterra, “garage” significa duas coisas diferentes. No Brasil, funk tem um sentido completamente diferente do que nos EUA. Vocês acreditam que o James Brown se importaria? Eu não. Em meu primeiro artigo aqui na Phouse, há três anos, já tinha escrito argumentação parecida: a cooptação é inevitável.

No fundo, é apenas um nome. Uma referência. Mas nunca uma verdade absoluta, objetiva, imutável, escrita em pedra. A música é o que segue importando. A comunhão na pista de dança. Dentro do contexto, todo mundo sabe quem é quem. Ninguém confude a cidade de São Paulo com o Estado de São Paulo, com o santo ou com o time. A palavra “lance” pode ser utilizada para descrever uma jogada em uma partida de futebol, um trecho de uma escadaria ou uma investida em um leilão. E creio que ninguém aqui corre o risco de tentar bater um suco com um mixer da Pioneer. Nem de ir numa noite do Warung esperando ver o Avicii.

Talvez, no artigo de ontem, a gente pudesse ter chamado o estilo de progressive house mainstream. Parece fazer bastante sentido. Mas vamos combinar que fica um nome feio e comprido demais. E talvez não fosse o bastante pra evitar as vaias. Não posso deixar de suspeitar que toda essa raiva que uma galera pegou pelo fato de Lauretti ter usado o termo “prog house” tenha a ver com um ranço, algum tipo de elitismo ou soberba cultural. “Como ousam usar o nome do MEU gênero para descrever essa reles música de playba?” Não consigo não lembrar imediatamente de toda a celeuma causada quando o Seth Troxler tocou um vocal de funk. Vejo muita semelhança entre os casos: uma histeria porque “profanaram minha casa”, “mancharam meu som impoluto”. Vamos lembrar que cada nicho e história tem seu valor para o seu público, e ninguém é melhor que ninguém por aqui — mesmo que, tecnicamente, um som possa até ser mais refinado que o outro.

A gente respeita muito o progressive house. Qualquer um deles. Assim como todos os outros gêneros musicais que dizem respeito ao universo da música eletrônica. E vocês são sempre muito bem-vindos aqui. Vamos combinar que tem espaço pra todo mundo, sem confusão? Sem ódio? Sem precisar diminuir ninguém?

Vamos mirar nossa indignação em coisas mais importantes?

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Opinião

A volta do Swedish House Mafia e o retorno do prog house

Phouse Staff

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Swedish House Mafia progressive house
Um dos eventos mais importantes dos últimos anos no cenário eletrônico deve trazer consequências marcantes
* Artigo por Leo Lauretti

Swedish House Mafia fechou o Ultra Music Festival 2018, a 20ª edição de um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e algumas coisas importantes vieram à tona. Durante o show, acompanhei a reação das pessoas nas redes sociais, e muitos falando bem da apresentação em si.

Primeiramente, me chamou a atenção todo o hype que foi levantado para essa performance, e deixo uma pergunta: será que a EDM/prog house* morreu mesmo, ou será que estamos vivendo um retorno desse estilo? Não acho que viveremos algo semelhante ao passado em questão de estrutura musical, mas me arrisco a dizer que algo novo pode surgir com moldes similares aos do passado. Adoraria saber o que vem por aí, e digo isso desde quando descobri, há 30 dias, que o Swedish House Mafia voltaria.

+ Swedish House Mafia “de volta pra valer”

Outro fato curioso é que o trio não tocou nenhuma música nova deles, senão as que fizeram até se separarem. Mesmo assim, as reações têm sido muito boas, o que me leva a questionar: por que músicas de seis, sete anos atrás continuam com o mesmo peso e força, enquanto vemos outras se perdendo em menos de meses? Temos aqui a resposta do que “matou a EDM” há uns anos. Hoje em dia, existem poucas músicas que emocionam como “Don’t You Worry Child”, que marcaram época. Seja agora, seja daqui a dez anos, esses sons continuarão a representar muito para quem vivia ouvindo a track durante o seu auge (2013/14). O low BPM surgiu como uma outra proposta de música para festivais, porém vejo muita saturação e “plasticidade” nos dias de hoje, e, por isso, um alerta.

Por último, o que acontecerá daqui pra frente? Como amante desse estilo do Swedish House Mafia, torço muito pela volta dele, mas muito mesmo. Isso significa que o low vai morrer? Vejo que PODE perder força, mas acho que não morrerá, uma vez que existe um público muito mais conscientizado sobre o assunto, o que possibilita ao gênero se manter em uma constante, ou com apenas uma pequena queda. Quanto ao prog, o futuro está nas mãos dos produtores, meios de mídia, público, e principalmente dos DJs que animam as festas acolherem esse “novo” estilo. Se alguém quiser mudar algo, são estes que podem começar!

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o SHM

* Nota do Editor: Em face da confusão instaurada nesses últimos dez anos quanto ao termo progressive house — originalmente um estilo bem diferente deste capitaneado pelo Swedish House Mafia —, continuaremos chamando aquele de “progressive house”, enquanto este passa a ser referido como “prog house”, evitando o uso de um mesmo termo para se designar a gêneros diferentes.

** Leo Lauretti é colaborador eventual da Phouse.

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