Unity: 3ª edição do projeto de Junior_C vai ajudar portadores de câncer

Festa idealizada em homenagem ao DJ paulistano vai rolar pela terceira vez neste sábado, no Ame Club

Junior_C na última edição da Unity. Foto: Gui Urban/Divulgação

* Por Rafa Ribeiro

** Edição e revisão: Flávio Lerner

Neste sábado, 30, o Ame Club recebe pelo segundo ano consecutivo DJs e produtores do mercado eletrônico nacional para celebrarem a vida e compartilharem amor e solidariedade ao próximo. Utilizando a música como meio de conexão, a festa Unity, como o próprio nome revela, visa unir pessoas, sendo elas artistas ou não, na luta contra o câncer.

Criada originalmente em homenagem a Junior_C (relembre essa história aqui), a terceira edição do projeto doará cem por cento dos lucros a pacientes com dificuldades a custear seus tratamentos. Tendo “todos unidos para celebrar a vida e contribuir” como lema, a Unity receberá também os DJs Anderson Noise, BLANCAh, Boghosian, Dashdot, Edu Poppo, Fabrício Peçanha, Gabe, HNQO, Murphy, Rodrigo Ferrari e Renato Ratier.

Mais uma vez às vésperas de uma Unity, Junior_C trocou uma ideia com a Phouse sobre a representatividade deste projeto em sua vida e também a mensagem que ele busca transmitir às pessoas. Confira abaixo:

Unity
Junior_C na última edição da Unity. Foto: Gui Urban/Divulgação

Como você enxerga o propósito do projeto Unity, criado há dois anos?

Nos reconectarmos com nossa própria essência através da música e solidariedade sempre será o propósito. O que mudou do ano anterior é que desta vez a Unity não será sobre a minha história, mas de pessoas que estão passando por uma luta financeira contra o câncer. Através de um grupo ao qual faço parte, intitulado “Equilíbrio e Cura”, todo o lucro será doado a pacientes que estão em fase de tratamento.

O que você espera desta edição?

Espero que continue e propague o legado de amor que a Unity traz e proporciona. Que as pessoas se conectem com o que há de mais nobre dentro delas e celebrem umas com as outras o amor e a vida em solidariedade ao próximo, expandindo toda a energia vivenciada na festa para o dia a dia delas, na forma como se relacionam com as pessoas.

Não quero que a nossa conexão na Unity termine quando acaba a festa.

Cada vez mais DJs estão se envolvendo neste projeto. Você acha que essa é uma oportunidade de unir a cena brasileira?

Não podemos nos limitar a cena. Essa é uma maneira de fazer com que o mundo se ajude mais.

Unity
Última edição da Unity rolou no final de 2018. Foto: Gui Urban/Divulgação

Quando você diz que o câncer curou sua vida, qual a mensagem por trás disso?

O câncer é a maior oportunidade que as pessoas têm na vida para rever todos os conceitos, se libertar de crenças e relacionamentos destrutivos.

É um chamado de mudança que a mente pede ao corpo — é como se sua biologia estivesse há muito tempo tentando te avisar que existe uma mágoa profunda dentro de você, algo que te faz sofrer, mas que você não consegue perdoar, e a única saída que ela vê para te ajudar a se livrar daquilo é te dando uma doença grave.

Nossa biologia está o tempo todo tentando nos ajudar. O câncer é uma saída que ela encontra de salvar sua vida, e quando ainda assim a pessoa não quer se observar, olhar para dentro, encontrar e perdoar essa mágoa guardada, sua biologia te ajuda tirando sua vida. Ela só está querendo pôr fim ao sofrimento que você está carregando sua vida inteira.

Agora, quando você se rende e se dá a oportunidade de soltar a mágoa através de um perdão genuíno, sua biologia entende que você não está mais sofrendo, e assim não precisa mais te defender da mágoa. Ela te deu o câncer para te ajudar a sair e se afastar de tudo aquilo que estava destruindo sua alma.

A constelação familiar ajuda muito a encontrar o centro dessa mágoa, que na maioria das vezes está relacionada com a base de nossas vidas, os pais.

Por isso digo que o câncer não é um combate, nem uma doença. É um despertar.

O que podemos esperar do Junior_C para 2020?

Além, de obviamente, muita música, pretendo lançar meu livro, fazer mais palestras e dar início ao projeto Roda de Cura. Minha ideia é montar uma roda de conversa entre pacientes, para que eles compartilhem entre si suas dores, seus medos e conflitos que carregam com a doença.

Para que debatendo entre si, possam curar a mente que deixou o corpo deles doente. Quero fazer o mesmo com os pais. É muito importante que a base familiar esteja preparada e em total apoio — independentemente do que acreditam ou não — ao filho em sua escolha. Isso já é metade do caminho andado.

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