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Vivenciando um Universo Paralello: Capítulo 1 – A experiência

Júlia Gardel

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UNIVERSO PARALELLO EXPERIÊNCIA
Um festival que marcará sua vida para sempre

Hoje começo a contar aqui na Phouse minha experiência nessa última edição do Universo Paralello, que rolou agora entre 27 de dezembro e 04 de janeiro. Minha proposta com esse texto não é fazer um verdadeiro review formal, comentando e classificando o festival, mas narrar o que é vivenciar o UP, como é estar por lá, além de trazer algumas dicas. Venho aqui para dizer como é esse evento, que muito se fala e pouco se sabe, para fazer um guia e ao mesmo tempo um relato sobre a festa na famosa praia de Pratigi, em Ituberá, na Bahia. E lembre-se: não falo aqui como uma expert, já que esta foi apenas minha primeira edição.

Mais que um festival, o Universo Paralello é uma experiência de renovação. Cada um possui uma interpretação própria. A experiência vai além da curtição, é um aprendizado. Ir para lá é abrir o coração e praticar a lei do desapego.

O UP é uma experiência que todos deveriam vivenciar um dia na vida, não só por ser um lugar apaixonante para os amantes de música eletrônica, mas também por suas energias. A proposta é proporcionar o respeito ao próximo, à cultura em suas diversas formas, à expressão do amor, seja ele pelas pessoas, pela natureza ou pela música. É um mundo para expressar a liberdade do corpo, um universo que muitos compreendem como um estudo do eu interior. Diversas pessoas sentem suas vidas transformadas depois do festival.

Dre Guazzelli e sua namorada no palco Chillout (Foto por Fernando Sigma)

Eu fui sozinha vivenciar essa experiência e descobri que ela pode ter diversos significados e múltiplas interpretações. Tudo depende da sua energia e do que você atrai por lá, porque sim, Pratigi é um lugar de muitas energias. Vai de cada um como senti-las: através de gestos de respeito, de bondade, através da sintonia com a música, com a natureza, com o ambiente, com as pessoas ou da forma que for.

A ida ao Universo Paralello pede por uma mente aberta, caso contrário você vai acabar com o clima positivo da festa — o que pode ser revertido em um aprendizado ainda maior. Para  entrar na experiência é preciso estar de mente vazia, com zero preocupações, e esta é uma das maiores propostas do evento: se desligar do mundo, para não se distrair de todo o resto que deve ser aproveitado. Isso não significa relaxamento e descuido total, pois infelizmente não se pode dar bobeira, sempre existem pessoas com más intenções.

Foto por SENSE

CAPÍTULO 1 – A experiência

Existe um porquê de dizer que ir pro UP é praticar a lei do desapego, e isso não é um ponto negativo. Primeiro porque você vai passar perrengue. Não tem jeito! Você até tem formas de diminuir isso, claro, mas algum tipo de perrengue você vai passar. E não se importe com isso, faz parte da experiência. O legal de tudo é que bens materiais por lá são desnecessários.

Como o próprio festival diz, esqueça o look chique e invista no confortável. Você pode se vestir como quiser, mas há 90% de chances de em algum momento você desistir de tudo e simplesmente optar por ficar de biquíni porque lá é muito quente, mas com o tempo você até que acostuma um pouco — nada que entrar no mar não resolva por um tempo.

Foto por Fernando Sigma

Existem roubos, sim, mas como em qualquer lugar no mundo. Só não dê bobeira e não cisme com isso. Não deixe que coisas ruins tomem sua cabeça — invista no oposto e pare para pensar em tudo que está à sua volta, no momento único que você está vivendo. Se te preocupa, é só ficar ligado. Se levar algum bem de valor, deixe no locker oferecido pelo festival, no máximo leve seu celular ou uma câmera, e tenha esses itens andando sempre com você, inclusive seu dinheiro, de preferência na cartucheira. Na barraca, deixe apenas roupas e utensílios de uso pessoal. Não leve suas roupas mais caras ou difíceis de lavar, elas vão sujar. Mas fique tranquilo que a energia do evento não é essa.

A viagem

A viagem começa no meio de transporte escolhido. Para quem tem espírito aventureiro, ir de carro é uma opção interessante, viajando pelas praias conhecendo novos lugares — mas quem vem de longe tem que ter pique para mais de 20 horas na estrada. Ônibus é a mesma loucura e ainda demora um pouco mais. Envolve muito mais gente, sem paradas à vontade, mas muitos preferem essa opção. Eu confesso que não teria esse pique. De avião a chegada é mais rápida, pouco exaustiva e você enfrenta apenas seis horas de translado de Salvador até Ituberá.

Dica: Saiba com que companhia você está viajando. Transportes clandestinos podem trazer muitos riscos. Há várias histórias de ônibus clandestinos que quebram no meio do caminho, fura um pneu, ou translados de empresas desconhecidas, como vans, que não aparecem no aeroporto para te levar ao seu destino final. O barato pode sair caro.

Recomendação: Procure por opções de translados no site oficial do Universo Paralello, que indica empresas que trabalham com eles há anos. Tanto opções de transfers do aeroporto, quanto pacotes que incluem passagem. A Brasil Oriente é uma das empresas mais indicadas do evento, mas procure se informar melhor e se planeje com antecedência.

Detalhes importantes: Caso você volte de avião, não esqueça que o trajeto por terra vai de cinco a seis horas de viagem, por isso escolha um horário de volta do transfer com pelo menos oito horas de antecedência do seu horário de voo para evitar atrasos. Nem sempre o transfer sai no horário pontual. Além disso, Salvador não possui horário de verão: não esqueça de verificar se a companhia aérea de sua escolha já possui seu horário atualizado na hora de comprar.

Foto por Flashbang

O Universo

O Universo Paralello ocorre na praia de Pratigi, localizada na cidade de Ituberá. Próximo ao acesso do festival existe a Vila dos Pescadores, na famosa rotatória. Nela você encontra tendas de comida por um preço bom, mas não muito diferente dos do próprio evento. A água você consegue por um preço mais baixo, o que é bom para se abastecer dentro do festival, já que é permitida a entrada na revista.

Dica: Garrafas de 5L para necessidades pessoais, como escovar os dentes e lavar as mãos é bem útil, porque a água dos chuveiros não é própria para beber. Colocá-la na boca não é uma boa ideia, e lá você não encontra pias.

Foto por Flashbang

Da vila você chega ao festival de duas maneiras: no pau de arara ou nos buggys.

> Pau de arara: uma espécie de caminhãozinho. Por R$ 50,00, você pode usa-lo à vontade durante o evento.

> Buggy: R$20,00 a cada viagem, e se você for em mais pessoas vocês podem dividir.

Se você pretende ir muito à vila, o pau de arara compensa; se não, o buggy é uma boa opção. Eu paguei o pau de arara acreditando voltar muito à vila, mas vendo todo o trajeto a pé até a saída do evento, confesso que não o utilizei mais de uma segunda vez. Você anda muito no evento o dia todo.

Próximo à vila existem pousadas e casas a serem alugadas para quem prefere dormir em uma condição um pouco melhor, e dentro do festival há a Vila Mundo, mas se prepare para os custos e a caminhada para entrar no evento todos os dias — nesse caso recomendo o pau de arara! Em algumas casas a energia cai, mas faz parte também. Como eu disse, algum perrengue vai ter durante a viagem, não tem jeito!

Foto por Fernando Sigma

Acampar no UP

Se você quer a experiência ainda mais completa, bem-vindo ao camping do Universo Paralello!

O camping no UP não é uma área reservada ou separada do evento como um Dreamville no Tomorrowland. Não. Lá você acampa pelo festival inteiro. Existem alguns lugares proibidos de acampar, mas de resto, por onde você andar você vai ver uma barraca. Seja no caminho entre os palcos, seja na areia da praia, nas partes mais afastadas, na entrada ou até no meio do mato, tem barraca pra todo lado! Acampar próximo à vila dos artistas é uma boa opção por conta da quantidade de seguranças, e lugares de muito movimento são um pouco mais propícios a roubos.

Para achar uma sombra você vai ter que chegar lá bem cedo e nem sempre compensa essa correria toda. Tem gente que chega no dia 26 e fica na fila até a abertura do evento no dia 27 para isso. Vai com calma, enfrenta o sol e vida que segue. Muitos fizeram algo que nem sequer passou pela minha cabeça: levaram lonas ou lycras escuras para amarrarem entre os coqueiros e criar uma espécie de sombra. É muito eficiente, mas depende de bagagem, e para quem vem de avião trazer tudo isso não é tão simples assim, principalmente para quem vai sozinho.

Caso você não consiga uma sombra ou um jeitinho de não ficar 100% exposto ao sol, se prepare pra acordar às 06 horas da manhã todos os dias! Mas acredite, não é tão ruim assim. Você aproveita muito o dia, e quando pega o jeito da coisa, acorda mais tranquilo. Tudo isso depende muito do clima também. Algumas edições não foram tão quentes ou tiveram dias nublados. Os próprios funcionários do evento oferecem serviços: R$50,00 para carregar sua bagagem até o local de sua escolha e estruturas de bambu e folhas de coqueiro para uma sombra improvisada; vale a pena, mas custa R$150,00.

No primeiro dia você vai acordar correndo para fora da barraca porque você não está acostumado com aquele calor ainda, mas vou te contar uma coisa que muita gente faz: acorda, coloca sua roupa ou biquíni, passa um protetor, separa a canga e corre pro chillout; com sorte, você arruma um espaço na sombra e tem bons sonhos! O chillout na parte da manhã é o point da soneca do UP. Afinal, tem coisa melhor do que dormir ouvindo um reggae, um mantra, uma música indiana ou afins?

Palco Chillout (Foto por Fernando Sigma)

Banho

Tem quem prefira seguir acordado e opte apenas por um banho. Aqui entra mais um item para a lista mente aberta. A água do banho vem do mangue, é a única água de toda a região, por isso ela não cheira muito bem. Ela é fria e sempre será fria, e além disso o banho é comunitário entre homens e mulheres — não tem cortina. Ou seja, todo mundo se vê tomando banho. 98% das pessoas tomam banho de biquíni ou sunga, mas sempre, sempre vai ter alguém, um gringo ou alguém que simplesmente não liga e que vai tomar banho pelado. Conforme-se com isso, sério: relaxe, entre no espírito do UP, ali todo mundo se respeita.

DicaNão engula a água do chuveiro, ela não é pura para isso e pode te dar dor de estômago ou mal-estar. Não esqueça da bucha, porque você vai descobrir que mesmo depois do banho você ainda está cheio de terra. Este é um fator para se aceitar também: você vai conviver com muita terra e areia. A terra não sai tão fácil assim, e mesmo que saia, em menos de dez minutos você provavelmente estará sujo de novo. Mas relaxe, tudo isso faz parte!

Recomendação: Fique ligado com horários de banho, sempre tem os horários de pico. De manhã cedo é cheio, então vai ter fila, mas não demora tanto assim. E nem sempre todos os chuveiros funcionam. Banho à noite é preciso coragem, porque venta. Um banho de água fria no vento talvez não seja muito agradável, então fim da tarde pra noite é a hora que todos que não tomaram banho ainda correm pra tomar.

Foto por Flashbang

Isso tudo é parte do aprendizado da viagem: desapegar do calor, da água do banho, dos pertences caros, não ligar para a areia na barraca, para o pé sujo, não ligar para os perrengues, e encontrar uma forma de conviver com eles e fazer o que há de mais importante: aproveitar o lugar onde você está. Aproveitar a natureza, a aventura e se soltar nesse mundo de histórias deixando de lado as exigências e perfeições. Ali todos são iguais a você, todos estão vivenciando a mesma experiência. Então relaxe e aproveite, viva esse momento intensamente e verdadeiramente mesmo dentro das dificuldades que você vier a enfrentar. Não encane com eles, esqueça as preocupações e siga o ritmo da festa!

Essa história não acaba por aqui: fiquem ligados na Phouse para os próximos capítulos sobre essa minha experiência no Universo Paralello! O segundo capítulo vai tratar sobre o festival: preços, comidas, bebidas e palcos.

ATUALIZADO: LEIA AQUI o próximo capítulo

Júlia Gardel cobre eventos para a Phouse.

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Martin Garrix e David Guetta se juntam novamente em “Like I Do”

Phouse Staff

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Like I do
Novo single da dupla conta com a colaboração de Brooks

A parceria entre Martin Garrix e David Guetta parece estar funcionado muito bem, obrigado. Depois de So Far Away, eles lançaram nessa semana “Like I Do”, em parceria com Brooks — parceiro de Garrix em empreitadas anteriores.

A pegada do som é ligeiramente diferente: se no primeiro single as melodias eram alegres e contagiantes, nesta faixa a dupla entregou um candidato a hit com outras características. “Like I Do” tem baixos mais pesados e bateria mais acelerada, além de um bloco com a levada de future bass característica de Martin Garrix.

+ Single de Martin Garrix com David Guetta é lançado oficialmente

+ Escute os EPs de remixes da collab entre Martin Garrix e David Guetta

Mostrando-se muito feliz com o resultado, o jovem produtor comentou para a imprensa: “David é uma lenda. Eu tenho muito respeito por ele como artista e estou muito feliz de conseguirmos lançar mais uma faixa juntos com o incrível Brooks, com quem já trabalhei em outros sons no passado. Eu o considero um dos produtores mais talentosos que temos por aí”.

O lançamento foi feito nessa quinta (22), via What A Music Records, e chegou na companhia de um lyric video dirigido por Damian Karszina.

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Professor Andre Salata lança canal com dicas de produção musical

Phouse Staff

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Dicas de produção
Uma nova opção para aprender macetes sobre Ableton e Logic Pro

Visionário tanto na pista quanto fora dela, Andre Salata embarcou em uma nova empreitada: um canal de produção musical no YouTube. Este não é um meio surpreendente quando se trata da disseminação de informação, afinal existem muitos canais sobre os mais diversos temas; porém, quando se trata de produção musical, apesar de haver diversos tutoriais online para as mais diversas funções do Ableton Live, temos pouquíssimos falando sobre o assunto e suas infinitas ramificações, ainda mais em português.

+ DJ, produtor e professor, Andre Salata vive um dos principais anos da carreira

Professor de produção musical na Universidade Anhembi Morumbi, Salata já tem proficiência quando o assunto é ensinar produção — afinal, existem muitos profissionais que são incapazes de partilhar seus conhecimentos, pois não sabem expressá-los. Com desenvoltura, Andre desmistifica o assunto para um número de interessados cada vez mais abrangente e democratiza o conhecimento para uma massa que não pode pagar pelos diversos workshops que acontecem.

São oito vídeos já disponíveis até este momento, que explicam desde como criar o seu kick até as novidades da última versão do Ableton — software que divide o foco com o Logic Pro nas aulas virtuais do professor. Você pode conferir todo o conteúdo aqui.

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Entrevista

Às vésperas de long set em Curitiba, Gabe bate um papo breve com a Phouse

Phouse Staff

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Gabe
Foto por Antônio Wolff
O veterano DJ toca neste sábado por oito horas na Usina 5, em Curitiba
* Por Mohamad Hajar Neto

Se hoje a música eletrônica brasileira está em um momento de auge, muito disso se deve ao trabalho do paulistano Gabriel Serrasqueiro. O nome de batismo talvez não te diga muito, mas provavelmente você já dançou ao som de pelo menos um dos seus projetos: Wrecked Machines, Velkro e Gabe.

Com quase duas décadas de carreira e uma extensa lista de músicas que viraram hinos para diferentes gerações, hoje o artista está consolidado como um dos pilares da nossa cena. O caminho pra chegar até aqui, no entanto, foi longo. Por isso, às vésperas de sua “Gabe all night long” — festa deste sábado (24), na Usina 5, em Curitiba, na qual o DJ toca por oito horas consecutivas —, conversamos com ele, para saber um pouco mais sobre essa história de dedicação e amor à música.

Como você teve seu primeiro contato com a música eletrônica e como descobriu que era isso que queria fazer para a vida?

Meu primeiro contato com a música eletrônica foi em 1998. Tinham festas de música eletrônica em São Paulo, mas no mesmo palco vários estilos musicais misturados como techno, house, drum and bass e psytrance. Eu tinha banda nessa época, de punk rock. Mas depois que tive contato com a música eletrônica, já logo comecei a produzir de início, mesmo antes de ser DJ. Na época usei o MTV Music Generator do PlayStation, que era a única plataforma acessível. Desde então nunca mais parei de produzir e pesquisar sons.

Você começou seu projeto Wrecked Machines quando a cena brasileira era embrionária, tanto que seu sucesso aconteceu primeiro lá fora. Como foram os primeiros anos dessa fase?

O começo foi a melhor época de todas. Tudo era novo, não havia regras sonoras ou rótulos, eu simplesmente produzia e as pessoas gostavam. Não existia mídia social ainda, então ou você fazia música boa ou não. Não tinham muitas opções.

Com Shapeless e Barja, “Feel So High” é um dos lançamentos mais recentes do Gabe

Qual foi o papel das festas open air — antigas raves e atuais festivais — na disseminação do seu trabalho em nosso país? E quais foram a festas mais emocionantes que você já tocou?

Acredito que as festas open air criaram a união forte da cena no Brasil. A música eletrônica popularizou demais no país e pelo mundo. As festas mais emocionantes com certeza foram as da Tribe, XXXPERIENCE, do Warung e os festivais que já toquei do Eclipse.

Como foi a transição para os BPMs mais baixos, do projeto Gabe? Era um desejo antigo?

A transição aconteceu naturalmente. Eu sempre gostei de várias vertentes da música eletrônica, mas o BPM baixo sempre me agradou mais por ter uma grande variedade de estilos. Você pode passear entre vários estilos mantendo o BPM.

Gabe

Tocando na última edição do Tribaltech (Foto por Ebraim Martini)

Você já lançou algumas músicas de sucesso com vocais em português, como “O Que Eu Quero”, com samples de Tim Maia, e “Tudo Vem”, com participação do grupo Barbatuques. Como é a aceitação delas por parte da pista? Pretende voltar a explorar a musicalidade brasileira em lançamentos futuros?

A aceitação da pista é sempre incrível! Não é tão simples misturar música brasileira com música eletrônica. E pretendo, sim, voltar a explorar esse mundo musical.

Como surgiu a ideia de criar o selo Sublime Music? Quais são os seus objetivos com ele?

O selo sublime veio da ideia de lançar músicas de artistas que eu curto pessoalmente. Me juntei com Du Serena e o Lucian [Castro, mais conhecido como FractaLL] e decidimos criar o selo pra dar um suporte a artistas que acreditamos. Os objetivos agora são fazer os showcases do selo pelo Brasil e lançar muita música boa!

Quem o acompanha em suas redes sociais percebe que você levanta a bandeira da legalização da maconha. Você já enfrentou algum tipo de constrangimento por conta dessa postura? E acredita que o Brasil e o mundo caminham para esse rumo ou a recente onda de conservadorismo vai adiar o processo?

Nunca sofri nenhum tipo de constrangimento. Pelo contrário, conheci pessoas incríveis nesse mundo — e muitos me agradecem por levantar essa bandeira. Acredito, sim, que o Brasil e o mundo caminham para o mesmo rumo. Questão de tempo e maturidade de cada país.

Você está prestes a se apresentar por oito horas em uma festa no formato all night long. O que o público pode esperar para este sábado?

Estou super ansioso por essa festa. Eu já vinha fazendo alguns long sets por algum tempo e tive essa ideia de fazer o “Gabe all night long” em Curitiba, por ser uma das cidades que eu mais gosto de tocar e tenho um público fiel. Eu adoro novidades e desafios, então as pessoas podem ficar à vontade e esperar muita bagunça na pista!

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