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Review

Mais relevante do que nunca, o Warung comemorou seus 15 anos com grandes perspectivas

Jonas Fachi

Publicado em

30/11/2017 - 19:05
Warung 15 anos review
Vivendo seu auge, o clube da Praia Brava recebeu Chris Liebing e um showcase da All Day I Dream no segundo dia de sua comemoração de aniversário.
Fotos por Gustavo Remor (à exceção da primeira)

Quantos clubs no mundo têm 15 anos de vida? Alguns poucos. No último dia 14, o Warung Beach Club alcançou essa marca estando mais relevante do que nunca. Ainda, se considerarmos que enfrentou todos os tipos de dificuldade que uma instituição poderia passar, ter chegado tão longe possivelmente é um feito único. E mais: conquistado completamente fora dos grandes centros geradores de conteúdo cultural eletrônico no mundo, mesmo assim, desde os primeiros anos o Templo recebeu reconhecimento da mídia internacional como um dos mais importantes do circuito global, algo inimaginável para o Brasil até então.

Porém, todas as pessoas que fazem parte dessa história — desde os DJs de todo o planeta que pedem para se apresentar a até quem o conheceu pela primeira vez na última festa — sabem que alguma coisa diferente acontece lá dentro. Desde o icônico título “Paradise Found”, concedido pela revista britânica DJ Mag em 2006, a “um dos lugares para se conhecer antes de morrer” (de outras publicações), o club reuniu noites e manhãs que poderiam ser facilmente recontadas em documentários ou livros, aqueles registros que irão permanecer na eternidade. Entretanto, não precisamos citar os diversos momentos emblemáticos ou fatos marcantes com algum DJ, afinal se tornaria algo injusto escolher um ou outro.

que é importante destacar é que estar fora do eixo global eletrônico nunca foi nenhum demérito para a região do litoral norte de Santa Catarina. Todos que vivem a avançada cena desenvolvida em mais de três décadas sabem que o que foi construído não se deve em nada para o resto do mundo. Alguns clubs como Baturité e Ibiza, em Balneário Camboriú, tiveram relevância fundamental para o surgimento do Warung e em tudo que veio a criar mais tarde. Por isso, este review especial de aniversario é uma oportunidade para fazer algumas considerações que julgo serem importantes na contextualização do evento mais longo do ano, com comemorações se iniciando ainda às 16h do dia 18 de novembro.

Warung 15 anos review

Uma das imagens mais famosas do club, usada como capa do álbum Warung Brazil 001, produzido por 16 Bit Lolitas, em 2008 (foto por Fábio Mergulhão)

O Warung foi idealizado para absorver um cenário local efervescente, porém sua história ao longo desses 15 anos de atividade conta que ele fez um pouco mais. Muito além de oferecer algo inédito em uma região com fortes tendências à cultura de pista, o Templo passou a ditar o ritmo não apenas local, mas de toda a região Sul do país. Hoje, é possível perceber o impacto social profundo por gerações de clubbers quando se descobre que pessoas alteraram escolhas fundamentais de vida em função de poder fazer parte do estilo cultural que o club apoia e representa. Isso é algo que talvez em nenhum outro lugar tenha acontecido de forma tão brilhante, fazendo tudo parecer ainda mais surreal.

+ Warung celebra seus 15 anos com duas festas no final de semana

Qual o segredo? Não existe apenas um. Como tudo na vida, uma carreira bem-sucedida ou um fato marcante, o Warung é resultado de uma série de acontecimentos que não estavam nos scripts, somados a caminhos pensados estrategicamente sobre uma alta dose de coragem, tudo isso sem possibilidade de voltar atrás. Para manter uma instituição relevante por tanto tempo é preciso mais do que planejamento, investimento e vontade; é preciso perceber os diversos pontos-chave durante a trajetória, em que várias novas situações surgem em cima da mesa e não se pode deixar passar.

Warung 15 anos review

Se hoje se tornou uma marca consolidada nacional e internacionalmente, realizando inclusive mais eventos fora do que em sua própria casa, é porque houve pessoas por trás que nunca deixaram de acreditar no potencial intrínseco que ela possuía. Um dos pontos mais admiráveis do relacionamento do Templo com o público é que em nenhum momento foi deixada transparecer toda a dificuldade que só quem trabalha na noite pode saber. A verdade é que a música sempre esteve acima de tudo.

Outro ponto de notoriedade é que, durante todos esses anos, a curadoria da casa fez e faz um trabalho excepcional. A busca por equilíbrio entre os estilos e a abertura por ouvir o que as pessoas desejam são fundamentais. Porém, o que chama atenção é a capacidade de sempre captarem o melhor timing para trazer os artistas, quase sempre alinhado com seus momentos de destaque no cenário global.

Pode parecer bobagem, mas em uma cena sul-americana, para uma casa trabalhar com a quantidade de artistas internacionais que o Warung apresenta quinzenalmente, não pode existir muitos espaços para erros. Como exemplo, por vezes é melhor você deixar algum nome fora por dois anos ou mais, para quando ele voltar, existir uma expectativa acumulada suficiente para lotar a casa.

Warung 15 anos review

Quando observamos os artistas escolhidos para fazer parte da segunda noite de comemorações, fica evidente a tradição de captar o momento certo de cada um deles. Vamos pegar o caso de Lee Burridge. Ele fez parte dos primeiros anos do club quando esteve no seu auge, após a virada do século. Depois, passou um longo período distante de nossa cena, a ponto de os novos frequentadores nem saberem que já tinha se apresentado em outra era.

Lee renasceu em 2012 junto com Matthew Decay, iniciando uma nova era dos baixos BPMs. Seu estilo leve, tribal e emotivo foi impresso em músicas que serviram como ponto de partida, como “Für Die Liebe”, segundo lançamento da All Day I Dream, e “Lost in a Moment” — obra que ajudou a definir o estilo sonoro que Dixon apostaria para a Innervisions. De lá para cá, o inglês voltou à frente do cenário liderando um time de talentosos produtores que eram desconhecidos até então. Com eles, vem realizando eventos em diversas cidades, com maior destaque em Los Angeles e Nova Iorque, ajudando-as inclusive a reviver suas cenas locais. O mais legal é que Lee sempre liderou sua label/party lado a lado com seus produtores — prova disso é ter concedido o horário final do show case a YokoO, no Garden.

Warung 15 anos review

A proposta de iniciar o evento ainda à tarde para o clima estar totalmente de acordo com a ideia das festas day/night da ADID foi um pouco arriscada, visto que já houve outras tentativas por parte do club de iniciar mais cedo, sem adesão do público. Desta vez, porém, os protagonistas da música iriam estar desde o início, e o conceito da label convidada ajudou na atratividade.

Lee era um dos poucos lendários que ainda faltava riscar de minha lista. Quando adentrei o Garden às 18h em ponto, ele estava se aprontando para assumir o comando após Lost Desert. O dia havia sido marcado por uma intensa chuva pela manhã e o sol estava coberto por nuvens no fim da tarde; mesmo assim, a surpresa de já ter uma ótima pista curtindo a sonoridade única proposta por eles foi impressionante.

Warung 15 anos review

Sempre me entusiasmo quando ouço logo os primeiros minutos de set de artistas que pertencem à geração dos anos 90, como Burridge, em que mostram a sensibilidade na mixagem e um estilo de construção de set que só caras dessa época sabem fazer. A descontração por parte de todos e o clima mais próximo que ele estava criando, somados a seu carisma e a um sistema de som na medida, fizeram todos se esquecerem de que ainda era o começo da festa. Ninguém pôde se preservar, e o ritmo dançante do DJ fez todos vibrarem.

Na segunda hora, Lee entrou em uma onda inesperada, fugindo das melodias e pendendo para um lado sério e fechado, porém ainda com poderosos baixos e baterias tribais. Era talvez sua forma de “subir o ritmo”, não com a intensidade, mas dentro de um estilo que lembra sons destinados ao auge da noite. O interessante de ver um DJ desse nível é que você sempre pode esperar mais dele, pois em algum momento irá fugir um pouco do óbvio.

Primeira hora de set Lee Burridge, transmitida pela BE-AT.TV

Na terceira hora, seu set recebe maior introspecção e momentos de melodias cinematográficas ganham espaço. Era sua resposta diante da escuridão que havia chegado — um novo momento para os ouvintes. As decorações com flores por todos os lados perderam atenção para o sistema de leds pendurados na vertical, uma das iluminações mais criativas que já vi no club. Aliás, em noites comemorativas é tradição você encontrar decorações e iluminações diferentes. A felicidade estampada no rosto do artista dizia o quanto dessa proposta tinha dado certo, jogando luz sobre uma possibilidade de adaptação para o Warung no futuro.

Entrando na parte final de um set de três horas, mas que tranquilamente poderia ser de seis, é impossível não destacar a emoção de todos na faixa “Cocoon”, de Mirian Vaga, com uma reinterpretação fabulosa de Guy J — só poderia ser dele. Nas últimas faixas o ritmo estava estabelecido e YokoO parecia tranquilo para assumir o comando.

Quando você está prestes a assistir a um artista que só conhece pela qualidade das produções, é normal ficar um pouco reticente. Porém, o francês impôs um ritmo até mais rápido do que ocorria até então, talvez como uma forma de já quebrar o gelo em um ambiente novo. Aos poucos e com sabedoria, trouxe tudo novamente para o “estado ADID” de apreciar música. Quando falam que pegar um evento da label é uma verdadeira experiência musical, isso nada mais é do que a verdade. Guardadas as devidas proporções, é claro, entre os produtores que compuseram o lineup do showcase, você pode perceber que os seus elementos básicos, já citados aqui, sempre estarão presentes.

Warung 15 anos review

YokoO alternou entre momentos super emocionais e outros carregados de energia. Enquanto isso, Lee fazia questão de descer junto ao público atrás do palco para conversar, bater fotos e trocar experiências sobre sua música. Ele é o tipo de cara que faz amizade com todos, gosta de ouvir o que você tem para falar — são poucos os artistas que têm essa disposição. Um exemplo para a cultura de superioridade que muitos novos artistas tentam impor junto a seus públicos.

Começando a segunda fase das comemorações à meia-noite, resolvi tirar um tempo para descansar e conversar com amigos. O club — que ainda recebia Stephan BodzinRenato RatierVolkoderBoghosianFlow & Zeo — não estava lotado, com público na medida ideal para aproveitar qualquer um dos espaços. Subi ao Inside para assistir à hora final de Mind Against. O duo estava aplicando uma sonoridade de muita personalidade. Sabe aquele clima de aniversário, quando você acha algum artista no meio da noite e se surpreende? Era com eles. Após isso, voltei a atentar-me à música somente na entrada de Chris Liebing, às 04h. O lendário DJ alemão é outro caso de escolha do momento ideal — nesse caso, para finalmente fazer seu debut.

Warung 15 anos review

Nos últimos anos ele estabeleceu uma ótima relação com o país, e aplicou um set muito elogiado no Warung Day Festival neste ano. Estava pronto para assumir a eterna pista principal, e de quebra, em um momento tão importante. Que estava à altura, ninguém tinha dúvidas. Chris conquistou uma legião de fãs ao redor do planeta com seu talento particular em calcular a intensidade do seu techno que cada pista deve receber.

Desde o começo, a sensação era de que ele já conhecia o Templo há anos, com ritmo e momentos explosivos calibrados para enfrentar o restante da noite até o amanhecer. Com o dia novamente em posição, Liebing cadenciou suas ações por meia hora, e depois voltou a fazer a pista vibrar. Às 08h, eu já estava realizado em também lhe assistir pela primeira vez, então resolvi me retirar um pouco antes do final — algo que poucas vezes fiz em tantos anos frequentando a casa.

Talvez o sentimento de sair um pouco antes do termino fale algo sobre o que podemos esperar do Warung para os próximos anos e, principalmente, o que representam esses 15 de atividade. Foram muitos acontecimentos para se guardar, mas o sentimento ainda é de que se pode evoluir mais. É cedo para falarmos em legado, ainda que ele já exista.

Warung 15 anos review

Momento mais aguardado: o nascimento do sol em frente ao mar (imagem de alguma noite durante os 15 anos de club)

Em um futuro distante, a história do Warung vai ser descoberta por alguma nova sociedade na prateleira mais alta dos registros, onde, ao verem do que se tratava, sentirão inveja do quão felizes eram as pessoas que tiveram a chance de frequentar o espaço de madeira conhecido por desafiar tudo para se colocar entre os maiores de todos os tempos. Sabe o que é melhor nesse review de aniversário? É que não somos o futuro, somos o presente; estamos fazendo parte de tudo.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Notícia

Marisco Festival tem programação diversa na próxima semana

Flávio Lerner

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Marisco Festival
Em 2017, o Marisco Festival rolou no Colégio do Jockey Club. Foto: Reprodução/Facebook
Terceira edição do festival mescla música, conversas e oportunidade para produtores

Organizado pela label Mareh Music, de Guga Roselli, o Marisco Festival traz uma programação bastante diversa para este ano, em São Paulo. A terceira edição do evento foi dividida em quatro datas: um show especial que rolou nessa última quarta [30], com banda em tributo ao lendário maestro brasileiro Lincoln Olivetti; dois dias da chamada “Talks”, que traz painéis, conversas e até juri para avaliar produtores brasileiros [dias 06 e 07]; e o festival em si, no dia 09, que traz Ed Motta como principal atração, além de DJs e produtores como Nuts, Selvagem, Edu Corelli e Roger Weekes e Ashley Beedle [Inglaterra].

Um dos destaques da Talks é uma grande oportunidade para novos talentos nacionais que produzem sons que casam com a proposta da Mareh — isto é, música eletrônica groovada e tropical, mais voltada à disco music, disco house, sons baleáricos e brasilidades. A mesa “New kids on the block” vai trazer dez músicas de produtores brasileiros para serem tocadas e julgadas ao vivo por três DJs experientes: Caio Taborda [Gop Tun], Mari Rossi [We Sounds] e Benjamin Ferreira [Stay Free].

+ Um mergulho na rica discoteca de Chaves e Chapolin

As faixas serão selecionadas mediante seleção prévia do DJ Camilo Rocha, um dos curadores do evento. Para participar, basta enviar até as 18h do dia 05 sua faixa em 320 kbps para o camilorocha68@gmail.com e ficar na torcida. Os dez escolhidos serão convidados a participar do evento — segundo o Camilo, quem não estiver em Sampa poderá assistir posteriormente à sessão em vídeo.

Além da mesa, haverá ainda inúmeros outros painéis com grandes expoentes da cena nacional, como Tessuto, Claudia Assef, L_cio, Carrot Green e Sonia Abreu.

Expoente do groove nacional, Marcos Valle foi atração em 2017. Foto: Reprodução/Site oficial

Confira a programação completa da Talks e do Festival:

Marisco Talks: Conversas e escutas sobre música

Local: Cobertura do Excelsior Hotel — Av. Ipiranga 770, Centro

QUARTA – 6 de junho

A cidade e a música 17h – 18h

Pena Schmidt, consultor de produção musical, Fabiana Batistela, diretora do SIM São Paulo, e Paulo Tessuto (DJ e fundador da festa Capslock) falam sobre desafios e oportunidades nas relações entre as cidades e a música que é vivenciada nelas.

Futuro do pretérito 18h15 – 19h15

Os produtores musicais L_cio e Carrot Green falam sobre os passos da criação do edit/remix, da recriação ao licenciamento, a partir de suas experiências nessa área.

Os discos mais raros do Brasil pt. 1 19h30 – 20h30

Os DJs Nuts e Paulão tocam e comentam raridades nacionais das suas coleções enquanto conversam com o público sobre música brasileira, colecionismo e garimpagem de discos. Mediação de Renata Simões.

Dancing queens: as mulheres da disco brasileira 20h45 – 21h45

Duas mulheres icônicas da disco music brasileira, a DJ Sonia Abreu e Vivian Costa Manso (Harmony Cats) falam sobre suas experiência como artistas femininas na indústria musical e na noite dos anos 70. Mediação de Claudia Assef.

QUINTA – 7 de junho

Disquecidos 16h – 17h

Há quatro anos a Vice Brasil vem contando as histórias por trás de discos que não estouraram em seus lançamentos, mas que se tornaram referências musicais, fetiches de colecionadores e raridades no mercado de vinis. O repórter Peu Araújo fala sobre os bastidores desses papos.

New kids on the block 17h15 – 18h15

Diante do público e um júri, novos produtores exibem faixas para julgamento ao vivo de três DJs com tarimba de anos de pista: Caio Taborda, Mari Rossi e Benjamin Ferreira.

REGRAS:

1) Cada produtor pode enviar apenas uma música

2) A música tem de ser em arquivo MP3 320 kbps. Para a seleção final, que será executada no evento, pediremos uma versão em WAV.

3) Preferimos que o estilo musical esteja coerente com a proposta do Marisco Festival, que fica no meio do caminho entre disco music, house e música brasileira.

4) Só serão aceitas músicas enviadas até 5 de junho às 18h.

5) Envie música ou link para camilorocha68@gmail.com

6) Os produtores selecionados serão avisados individualmente e convidados a ir ao evento.

Qual é a cara desse som? 18h30 – 19h30

Por que é importante construir uma identidade musical? E como se faz e não se faz isso? Venha ouvir as experiências e opiniões de três artistas sobre o tema: os DJs Max Underson, da Coletividade Namíbia e Capslock, Luanda Baldijão e Mauricio Fleury, do Bixiga 70.

Os discos mais raros do Brasil pt. 2 19h45 – 20h45

Augusto Olivani, da Selvagem, e Tata Ogan falam sobre pérolas da música brasileira da sua coleção, tocando discos e conversando com a plateia sobre coleção, pesquisa e recantos obscuros da música do país. Mediação de Guilherme Menegon.

Entrevista no palco – Ashley Beedle 21h00 – 22h00

Protagonista da música e pista britânica desde a acid house, participante de projetos históricos da house music como X-Press 2 e Black Science Orchestra, Beedle vai falar sobre história e carreira com Camilo Rocha. Uma oportunidade única de conhecer de perto os saberes e experiências de um dos mais celebrados veteranos da cena eletrônica.

Marisco Festival: Sábado, 09 de junho

Local: ainda a ser anunciado

Atrações:

Ed Motta (Baile do FlashBack)

Lincoln Olivetti BAND

Ashley Beedle

DJ Nuts

Selvagem

Edu Corelli 

Roger Weekes

Benjamin Ferreira

Vitor Kurc

DJ Paulão

Tata Ogan

Marcelo Dionisio

+ Mais nomes a serem anunciados

Os ingressos estão disponíveis via Event Brite. Mais informações podem ser encontradas no site oficial.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

Grupo Laroc revela detalhes sobre novo clube underground

Flávio Lerner

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Laroc underground
Nova casa terá projeto arquitetônico semelhante ao Laroc. Foto: Divulgação
Nova casa ficará exatamente ao lado do Laroc Club, em Valinhos
* Atualizado em 28/05/2017, às 19h47

O Grupo Laroc anunciou recentemente que está abrindo uma nova casa noturna, totalmente voltada à música eletrônica underground. A partir daí, a Phouse entrou em contato com Mario Sergio de Albuquerque, sócio-diretor do Laroc Club, que, além de confirmar a inauguração do empreendimento para 2018, revelou à coluna mais detalhes sobre o novo espaço.

Quando e onde

Segundo Mario Sergio, já está definido: o clube abre entre outubro e novembro deste ano. A localização será literalmente ao lado do Laroc, no quilômetro 118 da Rodovia D. Pedro I, em Valinhos, SP. Logo, o complexo que já abriga o Laroc Club e a casa de shows Folk Valley ganhará um novo membro dentro de poucos meses.

“O novo club vem pra ser a terceira casa do grupo, dentro de um complexo que praticamente estamos criando de entretenimento na cidade de Valinhos. É exatamente ao lado do Laroc, numa área mais elevada, mais alta, com uma visão 360 das montanhas, bem mais verde, super bacana”, revela o business man. “É como se fosse uma segunda pista, mas não é. As conversas surgiram dessa maneira, mas decidimos que é outro clube, outro nome, outra identidade, outra história”, continua.

Por estar em fase final de desenvolvimento, o nome ainda não foi revelado.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma do pop.”

Por quê

Criado há dois anos e meio, o Laroc costuma dar muito espaço a artistas da cena house/techno underground, abrindo noites completamente voltadas a esse nicho. Essas noites, porém, não costumam encher a casa, que tem capacidade para até seis mil pessoas. Assim, Mario Sergio explica que em um ambiente menor, diminuindo o tamanho e o custo operacional, fica muito mais viável seguir trazendo essas atrações — e também mais interessante do que a ideia inicial de abrir uma segunda pista. Segundo ele, a casa terá capacidade para cerca de duas mil pessoas.

“A gente sabe que tem umas cinco datas no ano que aceitam uma segunda pista e que têm público suficiente pra acomodar mais do que as seis mil pessoas. Mas a gente também entende que abrir uma pista apenas cinco vezes no ano seria algo ocioso, então não seria tão interessante, já que a ideia é aumentar o volume de operações. O Laroc abre hoje em 18 datas no ano, vai passar a abrir 14 — uma por mês mais duas durante o Carnaval —, e o club novo vem pra abrir mais 12 datas. Com isso, os dois clubes passam a ter 26 datas, o que nos dá mais oito eventos no ano, e com maior pluralidade de atrações. Praticamente, de quatro finais de semana de um mês, o grupo abre em três: Laroc, club novo e Folk”, explica.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma de mais mainstream, mais comercial, mais pop. Esse é o principal motivo da abertura de um novo espaço: entender que a gente tem um público muito bom de techno/tech house, mas que o Laroc ainda é muito grande.”

Isso não significa, no entanto, que a sonoridade do Laroc será sempre a mesma. “Sempre bati na tecla de que o Laroc era um club multicultural que poderia atender qualquer tipo de evento, e isso continua existindo”, segue de Albuquerque. “Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

Laroc underground

Complexo de entretenimento em Valinhos tem Folk Valley, Laroc e espaço mais à direita para o novo clube. Foto: Divulgação

Identidade

Mario Sergio revela que o novo espaço traz a mesma assinatura visual das outras duas casas do complexo em Valinhos, mas adaptada para traduzir seu próprio conceito. “Todas as casas do grupo têm as mesmas características. Elas são conceituadas a partir da tenda, que é nosso artigo principal. Tanto Laroc quanto Folk têm a mesma característica arquitetônica, e o clube novo vem na mesma linha, inclusive de layout e acabamentos”, revela.

“O público é exigente em todas as vertentes, não é porque é underground ou mainstream, e a gente manterá esse nível de excelência, de qualidade, no clube novo. Vamos agregar bastante em produção, que é um diferencial da nossa parte, porque os clubes do underground são mais minimalistas, não têm tanto esse nível de exigência. Então este é mais um motivo pra trazermos esse conceito novo pro underground, com características fortes do nosso grupo.”

O sócio-diretor também explicou como se divide a construção do projeto gráfico: “A concepção do Laroc, os projetos, desenhos, foi feita por nós, os sócios. Somente a parte de stage design, light design e video content foi produzida por um escritório holandês, o TWOFIFTYK, que provavelmente estará conosco nesse projeto também, desenvolvendo a parte interna da tenda, de palco e tudo o mais. A gente deve ter um pouco mais de pegada cenográfica na parte externa, brincando com o ambiente, e deixar a casa com características diferentes — mais luz, menos led, menos papel picado, mas ao mesmo tempo com bastante efeito visual.”

“Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

O Laroc não corre riscos?

Em pouco tempo de existência, o Laroc vem sendo considerado por muitos — de artistas a frequentadores — como um dos melhores clubes do mundo. Perguntei ao Mario Sergio se, agora que o clube vai mais ou menos se dividir em dois, deixando a parte mais pop/comercial ao Laroc, ele não corre o risco de perder um pouco do seu charme e prestígio. O empresário foi acertivo:

“Não, muito pelo contrário. A gente ganha força como grupo agindo em bloco, a gente vê cases de sucesso pelo mundo como o próprio Hï Ibiza, que é um derivado do Ushuaïa — que é um pouco diferente, lá um é clube dia e o outro é noite… Nós manteremos o club novo também como sunset club, porque o ambiente segue tendo bastante a agregar, mantendo a história do pôr do sol como atrativo. Isso atrai mais fatores positivos e deixa o Laroc ainda mais exclusivo, porque diminui o número de aberturas: uma por mês dá pra ficar com saudade e querer ir de novo. Ao mesmo tempo, cria mais uma opção pra outra vertente musical, outro tipo de público, o que também será um diferencial nosso”.

A nova casa deve ter seu nome e mais detalhes revelados dentro dos próximos meses.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Notícia

DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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