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Warung Day Festival 2017: um dia inesquecível

Jonas Fachi

Publicado em

20/04/2017 - 10:52

Acesso, estrutura, organização, itens a serem melhorados e, claro, muita música: confira o review de Jonas Fachi deste Warung Day Festival.

A quarta edição do Warung Day Festival chegou e agora, alguns dias depois, parece que a sensação é de que ele poderia acontecer novamente na semana que vem. Como já havia mencionado em março, o Wday estava repetindo a fórmula de sucesso que o consagrou, com excelência em todos os aspectos que envolvem sua realização e o suporte de uma localização privilegiada, no coração de uma das cidades mais verdes e influentes do mundo. A Pedreira Paulo Leminski se tornou de fato um espelho do clube em Santa Catarina, ainda que com diferenças inquestionáveis. Porém, o que importava era transportar o clima de música em meio à natureza — e nesse ponto, ele foi irretocável.

Em minha primeira participação no Festival, tentei explorar todos os espaços e buscar primeiras impressões. Mesmo não tendo as edições anteriores como comparativo, procurei buscar referências como parâmetro.

Acesso e primeiras impressões: As doze horas de festa que tanto foram enfatizadas durante o processo de promoção do evento, infelizmente, foram para poucos. A grande maioria das pessoas — onde me incluo — chegou depois das 15h. Acessei o festival através do portão 3, destinado à imprensa, com enorme tranquilidade. Antes, estive no portão principal para conferir como estava o andamento da entrada. Solicitei informações sobre meu acesso e fui muito bem atendido. A passagem estava relativamente tranquila e, ao chegar na Pedreira, todo participante já era convidado a se dirigir à pista, que sem dúvidas é o coração do evento e estrategicamente a primeira coisa que se encontra no caminho. O Warung Stage se destacava por seu imponente soundsystem — mesmo fora da cobertura, era possível aproveitar e entender a mensagem do artista, sendo transmitida naquele momento pela DJ paulista Eli Iwasa.

Tendência musical: Está claro que o Warung Day busca personificar alguns artistas-chave do clube no festival, na busca de reviver momentos de magia do Templo em outro lugar especial, foi assim com a vinda de Dubfire, Sasha e agora com Hernan Cattaneo. A preservação da identidade é de extrema importância, porém, também é o propósito de grandes eventos proporcionar novas experiências ao público. Para isso é preciso variedade musical, e ela passa esssencialmente pela montagem dos horários. A ideia básica era sempre manter uma opção; enquanto se tinha uma sonoridade mais introspectiva no W Stage com Roman Flugel e outra mais rápida na pedreira com ANNA, por exemplo, o Garden apresentava no mesmo horário Leozinho e Conti jogando algo com balanço e dança. A pista do Garden demorou a encher, mas quando esteve completa foi uma importante válvula de escape com os DJs residentes do clube — afinal, tirando Hernan Cattaneo, quase todos os outros artistas tinham fortes inclinações ao techno, culminando até em um expoente dessa vertente: Chris Liebing, no encerramento da Pedreira.

Estrutura: A distribuição dos palcos se dava da melhor forma entre os 110 mil m² da Paulo Leminski. Considerando que se trata de um festival, onde normalmente precisa-se andar bastante entre os espaços, as três pistas do Wday eram próximas, cada uma tinha sua vida própria, e o mais importante, sem reverberação de sonoridades entre elas. O Warung Stage e a Pedreira Stage contaram com o impressionante sistema de som da marca francesa L-Acoustics, considerada a melhor para eventos de grande porte no mundo hoje. O Garden, com sua vista do lago, ganhou uma extensão neste ano para atender a expectativa de recorde de público. Ele tinha a vantagem de ser bem ao lado do banheiro e do caixa, porém era preciso se deslocar às outras pistas se desejasse algo do bar. Ao fundo ficava a Pedreira Stage, em uma área mais elevada, cercada pelo paredão de rochas da extinta usina de asfalto. Seu contraste com a vegetação e a vista do elevador por onde os artistas chegavam formava um clima diferente. Essa pista se destacou por sua estrutura metálica alta, dando a impressão de estarmos ainda ao ar livre. Ela fazia divisão com os camarotes e a área VIP do Warung Stage; as duas pistas formavam um L, e embaixo delas ficava, com uma importante discrição, a parte de camarins e o espaço de circulação dos artistas e do staff. Na parte central existia a área de descanso com outros serviços de parceiros do festival.

Parcerias: Estabelecer uma rede de parceiros dentro e fora do festival oferecendo produtos e serviços diferenciados, novamente, foi um dos grandes trunfos. Quando o pensamento não se fecha em si mesmo e se abrem conexões com outras empresas, a tendência é engrandecer a todos em uma relação ganha-ganha, principalmente para o público. Após o acesso principal existia um corredor com seis opções de food trucks; apesar de um pouco distante, era um espaço muito tranquilo. Existia algumas opções de bebida como o Whisky Johnnie Walker com o truck On The Road, o gim com estilo moderno Tanqueray, os drinks da Le Voleur de Vélo e um bar da Skol Beats junto da área central de descanso. Nesse mesmo local estava a loja de decoração de ambientes Bali Art, a loja Warung Store e o conceituado salão Torriton, que contou com um espaço para make e cabelo, e ainda uma parte de massagem assinada pelo Shishindo Signature Spas. Algumas parcerias externas de suporte foram o lounge montado no Park Shopping Barigüi, que teve festa preview com DJs residentes e um warmup oficial uma semana antes no Club Vibe. Pensando em auxiliar a ida das pessoas sem precisar usar cada um seu carro, foi oferecido translado da praça Oswaldo Cruz pela empresa Pedreira Bus. Os assinantes do Clube Gazeta do Povo puderam ter 50% de desconto na compra de até dois ingressos. O leque de opções girando em torno de um evento de doze horas foi louvável, porém vale ressaltar que todas essas parcerias merecem análise, pois algumas simplesmente não foram utilizadas pelos frequentadores.

Organização: Em colaboração com órgãos de fiscalização da cidade, a rua da Pedreira foi fechada, eliminando assim qualquer risco de acidente de trânsito. Existiam quatro portões fazendo um cinturão ao redor do local, cada um com sua finalidade específica e com seguranças a postos auxiliando em todo o processo. No lado de dentro, quem chegou um pouco mais cedo pôde tranquilamente comprar sua bebida praticamente sem filas. A organização dava a possibilidade de entrada desde o meio dia para todos poderem se ambientar e depois curtirem os artistas, mas parece que a grande maioria pensou da mesma forma — ir um pouco mais tarde para poder já estar próximo de assistir aos artistas internacionais. Isso teve um custo: o acúmulo de pessoas chegando a partir das 16h gerou incômodo. Considerando que muitas pessoas optaram pelo cartão de crédito ou débito na hora da compra, as filas no caixa inevitavelmente se acumularam; alguns amigos me relataram ter passado até quarenta minutos em espera. Para retirada, mesmo com todas as pistas cheias, era rápido tanto no Warung Stage como também na Pedreira. Os banheiros também foram renovados, contando com uma estrutura de contêineres, deixando para trás os inconvenientes banheiros químicos.

Problemas: Por volta das 16h a internet caiu, gerando transtornos. A chegada mais tarde de grande parcela do público somou para as filas dos caixas aumentarem. Outro problema que fugiu da previsão da organização foi a energia. Durante o live de Stephan Bodzin, infelizmente o som caiu por um ou dois minutos — foram momentos de tensão. Se considerarmos o tamanho de tudo, ter a estrutura 100% em sua funcionalidade é uma tarefa quase impossível, e frequentadores de festivais sabem disso. Por mais que se pense em tudo, sempre haverá algum imprevisto; a internet fugia do alcance da organização, e a energia é algo que merece um cuidado redobrado para 2018.

Artistas: Os primeiros nomes que assisti foram Albuquerque e Boghosian em backtoback — os savages estavam se revezando em uma linha um pouco forte pros meus ouvidos naquele horário. Na última meia hora, eles encontraram um ótimo ritmo cadenciado. Resolvemos ir para o Garden Stage perto das 17h para assistir a outro B2B: o primeiro residente do Warung, Leozinho, com um dos idealizadores de tudo, Gustavo Conti, pegaram uma pista tímida e em trinta minutos transformaram-na em um lugar vivo e animado, jogando um estilo que sempre foi reconhecível deles: house progressivo com muito ritmo.

Às 18h, finalmente pisei no Warung Stage para não mais sair. Após encontrar os amigos, nos dirigimos mais ao centro da enorme pista para apreciar a música do alemão Roman Flugel. Posso dizer que poucas vezes um artista me conquistou de maneira tão rápida. Em poucos minutos, estávamos todos envolvidos por seu techno levemente obscuro, cadenciado e mixado magistralmente. Roman mostrou que mesmo em uma pista de festival é possível fazer todos dançarem sem ter ritmo elevado, na contramão do que muitos DJs pregam; sua música ao entardecer foi perfeita.

Às 19h, entrou outro artista que estava debutando em minha lista: Victor Ruiz era uma curiosidade em um momento ideal para se sanar. Sua linha de techno com nuances bem progressivos nos últimos anos me agrada bastante. Seu set pode se resumir em BPM alto, intensidade e ótimas mixagens, porém após a primeira hora senti que sua música já estava totalmente previsível. Destacaria sua faixa “Nevermind” com remix de Oliver Huntemann como o momento mais interessante. Talvez a experiência lhe mostre que é possivel construir um set em festivais também — você não precisa ir direto ao fato. De qualquer forma, é muito bom ver mais um brasileiro produzindo a nível global.

Pelas 21h fomos conferir os foodtrucks e dar um tempo para o grande momento. Após experimentar uma das ótimas opções de comida, tive o privilégio de conhecer outro artista próximo ao backstage. Stephan Bodzin é uma lenda viva dos sintetizadores, e sua performace manipulando ondas sonoras analógicas ao vivo um show à parte; sua habilidade em colocar todos com as mãos para cima é impressionante. Minha ressalva seria a não deixar cair a todo o momento em breaks e build ups explosivos, e sim permitir à música correr por mais tempo, e assim a pista fluir.

Enfim, às 22h30 o maior responsável por me deslocar até Curitiba entra em cena, ovacionado por uma legião de fãs. Sua primeira atitude? Pedir para baixar as luzes do palco. Hernan Cattaneo inicia seu set com uma sonoridade meditativa de Udha & Maneesh, um chamado profundo para abandonarmos toda superficialidade e adentrarmos mentalmente no verdadeiro espírito do festival.

Durante todo o evento estive buscando momentos de introspecção total, e no fundo sabia que eles só viriam com ele. Em um clique, El Maestro fechou os olhos de toda uma multidão e pouco a pouco foi abrindo caminhos de obscuridade em um ritmo progressivo que só ele consegue aplicar. A meia hora seguinte foi dedicada a músicas dessa natureza, entre elas o remix do produtor paulista Luciano Scheffer para “Clearance” teve seu destaque. Na sequência até a primeira hora, Hernan tocou do jeito que mais gosta, sem necessitar de um BPM alto, apenas um conjunto de batidas lineares, balanço, mistério, muitos elementos soltos de bateria e percussão — tudo em meio ao sistema de iluminação mais incrível que já vi. Chegando na metade do set era hora de buscar inovação, e ela foi marcada por um clássico daqueles que ele costuma apresentar no final, mas que foi muito bem encaixado ali: Depeche Mode com remix de Patrice Baumel para “Where’s the Revolution?”.

“Onde está a revolução?” é uma indagação interessante que pode servir de reflexão em nosso país, e como toda pergunta precisa de resposta, Hernan responderia a si mesmo, mas somente no final. Após essa euforia, a volta traz ritmo inquebrável até começar a acelerar o jogo na segunda hora — uma sequência de “Push Too Hard” com remix de Guy Mantzur e a fantástica “Skywalker” de Guy J, até chegar em algo mais emotivo para dar um contraponto. Eu poderia destacar diversos momentos em seu maravilhoso set: como Hernan renasce para elementos emotivos de maneira sublime, estabelecendo uma relação de confiança, seja em um clube para quinhentos ou em um festival para cinco mil pessoas.

Porém, preciso me prender à estonteante abertura da parte final. “Flash Balls”, de Ruede Hagelstein, é uma daquelas escolhas da noite que fazem a pista despertar e soltar toda a energia que esteve sendo construída nas horas antecedentes. Uma música longa e desacelerante, que se perde no ínicio de um vocal sampleado que me fez colocar as mãos no rosto. Não poderia ser verdade: Charlie Chaplin proferindo o que é considerado por muitos o melhor discurso de todos os tempos em plena Pedreira Paulo Leminski, um palco lendário que agora estava recebendo a voz de uma das mentes mais brilhantes que a humanidade já viu. No filme O Grande Ditador, de 1940, Chaplin satiriza toda a insanidade da Segunda Guerra Mundial, e termina sua obra falando para um exército inteiro o porquê de as coisas serem como são. Sua voz vai ganhando energia em meio à pista, e todos parecem prestar atenção. Me vi dentro do filme, e exatamente como no final do seu discurso, todos se levantam em euforia para comtemplar a liberdade. Que momento! Uma mensagem que serviu perfeitamente pare responder à música de Depeche Mode, e que jamais será esquecida.

O fechamento vem com “Phases”, de Howling, um traço de contraste para colocar todos de volta ao chão e agradecer por tantas experiências em um dia que termina no meio da noite, mas que não poderia ser mais completo.

A mensagem do festival: Em uma era de invasão de consagrados festivais internacionais no Brasil, o Warung Day mostra mais uma vez sua força inovando em uma cidade que é uma das mais tradicionais e pioneiras no país na realização de eventos destinados ao gênero. Aguardamos por 2018!

* Fotos: Gustavo Remor

* Vídeos: Fernando Hauenstein, Alexandre Colleti, Michelle Schneider Luchtemberg

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Notícia

Marisco Festival tem programação diversa na próxima semana

Flávio Lerner

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Marisco Festival
Em 2017, o Marisco Festival rolou no Colégio do Jockey Club. Foto: Reprodução/Facebook
Terceira edição do festival mescla música, conversas e oportunidade para produtores

Organizado pela label Mareh Music, de Guga Roselli, o Marisco Festival traz uma programação bastante diversa para este ano, em São Paulo. A terceira edição do evento foi dividida em quatro datas: um show especial que rolou nessa última quarta [30], com banda em tributo ao lendário maestro brasileiro Lincoln Olivetti; dois dias da chamada “Talks”, que traz painéis, conversas e até juri para avaliar produtores brasileiros [dias 06 e 07]; e o festival em si, no dia 09, que traz Ed Motta como principal atração, além de DJs e produtores como Nuts, Selvagem, Edu Corelli e Roger Weekes e Ashley Beedle [Inglaterra].

Um dos destaques da Talks é uma grande oportunidade para novos talentos nacionais que produzem sons que casam com a proposta da Mareh — isto é, música eletrônica groovada e tropical, mais voltada à disco music, disco house, sons baleáricos e brasilidades. A mesa “New kids on the block” vai trazer dez músicas de produtores brasileiros para serem tocadas e julgadas ao vivo por três DJs experientes: Caio Taborda [Gop Tun], Mari Rossi [We Sounds] e Benjamin Ferreira [Stay Free].

+ Um mergulho na rica discoteca de Chaves e Chapolin

As faixas serão selecionadas mediante seleção prévia do DJ Camilo Rocha, um dos curadores do evento. Para participar, basta enviar até as 18h do dia 05 sua faixa em 320 kbps para o camilorocha68@gmail.com e ficar na torcida. Os dez escolhidos serão convidados a participar do evento — segundo o Camilo, quem não estiver em Sampa poderá assistir posteriormente à sessão em vídeo.

Além da mesa, haverá ainda inúmeros outros painéis com grandes expoentes da cena nacional, como Tessuto, Claudia Assef, L_cio, Carrot Green e Sonia Abreu.

Expoente do groove nacional, Marcos Valle foi atração em 2017. Foto: Reprodução/Site oficial

Confira a programação completa da Talks e do Festival:

Marisco Talks: Conversas e escutas sobre música

Local: Cobertura do Excelsior Hotel — Av. Ipiranga 770, Centro

QUARTA – 6 de junho

A cidade e a música 17h – 18h

Pena Schmidt, consultor de produção musical, Fabiana Batistela, diretora do SIM São Paulo, e Paulo Tessuto (DJ e fundador da festa Capslock) falam sobre desafios e oportunidades nas relações entre as cidades e a música que é vivenciada nelas.

Futuro do pretérito 18h15 – 19h15

Os produtores musicais L_cio e Carrot Green falam sobre os passos da criação do edit/remix, da recriação ao licenciamento, a partir de suas experiências nessa área.

Os discos mais raros do Brasil pt. 1 19h30 – 20h30

Os DJs Nuts e Paulão tocam e comentam raridades nacionais das suas coleções enquanto conversam com o público sobre música brasileira, colecionismo e garimpagem de discos. Mediação de Renata Simões.

Dancing queens: as mulheres da disco brasileira 20h45 – 21h45

Duas mulheres icônicas da disco music brasileira, a DJ Sonia Abreu e Vivian Costa Manso (Harmony Cats) falam sobre suas experiência como artistas femininas na indústria musical e na noite dos anos 70. Mediação de Claudia Assef.

QUINTA – 7 de junho

Disquecidos 16h – 17h

Há quatro anos a Vice Brasil vem contando as histórias por trás de discos que não estouraram em seus lançamentos, mas que se tornaram referências musicais, fetiches de colecionadores e raridades no mercado de vinis. O repórter Peu Araújo fala sobre os bastidores desses papos.

New kids on the block 17h15 – 18h15

Diante do público e um júri, novos produtores exibem faixas para julgamento ao vivo de três DJs com tarimba de anos de pista: Caio Taborda, Mari Rossi e Benjamin Ferreira.

REGRAS:

1) Cada produtor pode enviar apenas uma música

2) A música tem de ser em arquivo MP3 320 kbps. Para a seleção final, que será executada no evento, pediremos uma versão em WAV.

3) Preferimos que o estilo musical esteja coerente com a proposta do Marisco Festival, que fica no meio do caminho entre disco music, house e música brasileira.

4) Só serão aceitas músicas enviadas até 5 de junho às 18h.

5) Envie música ou link para camilorocha68@gmail.com

6) Os produtores selecionados serão avisados individualmente e convidados a ir ao evento.

Qual é a cara desse som? 18h30 – 19h30

Por que é importante construir uma identidade musical? E como se faz e não se faz isso? Venha ouvir as experiências e opiniões de três artistas sobre o tema: os DJs Max Underson, da Coletividade Namíbia e Capslock, Luanda Baldijão e Mauricio Fleury, do Bixiga 70.

Os discos mais raros do Brasil pt. 2 19h45 – 20h45

Augusto Olivani, da Selvagem, e Tata Ogan falam sobre pérolas da música brasileira da sua coleção, tocando discos e conversando com a plateia sobre coleção, pesquisa e recantos obscuros da música do país. Mediação de Guilherme Menegon.

Entrevista no palco – Ashley Beedle 21h00 – 22h00

Protagonista da música e pista britânica desde a acid house, participante de projetos históricos da house music como X-Press 2 e Black Science Orchestra, Beedle vai falar sobre história e carreira com Camilo Rocha. Uma oportunidade única de conhecer de perto os saberes e experiências de um dos mais celebrados veteranos da cena eletrônica.

Marisco Festival: Sábado, 09 de junho

Local: ainda a ser anunciado

Atrações:

Ed Motta (Baile do FlashBack)

Lincoln Olivetti BAND

Ashley Beedle

DJ Nuts

Selvagem

Edu Corelli 

Roger Weekes

Benjamin Ferreira

Vitor Kurc

DJ Paulão

Tata Ogan

Marcelo Dionisio

+ Mais nomes a serem anunciados

Os ingressos estão disponíveis via Event Brite. Mais informações podem ser encontradas no site oficial.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

Grupo Laroc revela detalhes sobre novo clube underground

Flávio Lerner

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Laroc underground
Nova casa terá projeto arquitetônico semelhante ao Laroc. Foto: Divulgação
Nova casa ficará exatamente ao lado do Laroc Club, em Valinhos
* Atualizado em 28/05/2017, às 19h47

O Grupo Laroc anunciou recentemente que está abrindo uma nova casa noturna, totalmente voltada à música eletrônica underground. A partir daí, a Phouse entrou em contato com Mario Sergio de Albuquerque, sócio-diretor do Laroc Club, que, além de confirmar a inauguração do empreendimento para 2018, revelou à coluna mais detalhes sobre o novo espaço.

Quando e onde

Segundo Mario Sergio, já está definido: o clube abre entre outubro e novembro deste ano. A localização será literalmente ao lado do Laroc, no quilômetro 118 da Rodovia D. Pedro I, em Valinhos, SP. Logo, o complexo que já abriga o Laroc Club e a casa de shows Folk Valley ganhará um novo membro dentro de poucos meses.

“O novo club vem pra ser a terceira casa do grupo, dentro de um complexo que praticamente estamos criando de entretenimento na cidade de Valinhos. É exatamente ao lado do Laroc, numa área mais elevada, mais alta, com uma visão 360 das montanhas, bem mais verde, super bacana”, revela o business man. “É como se fosse uma segunda pista, mas não é. As conversas surgiram dessa maneira, mas decidimos que é outro clube, outro nome, outra identidade, outra história”, continua.

Por estar em fase final de desenvolvimento, o nome ainda não foi revelado.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma do pop.”

Por quê

Criado há dois anos e meio, o Laroc costuma dar muito espaço a artistas da cena house/techno underground, abrindo noites completamente voltadas a esse nicho. Essas noites, porém, não costumam encher a casa, que tem capacidade para até seis mil pessoas. Assim, Mario Sergio explica que em um ambiente menor, diminuindo o tamanho e o custo operacional, fica muito mais viável seguir trazendo essas atrações — e também mais interessante do que a ideia inicial de abrir uma segunda pista. Segundo ele, a casa terá capacidade para cerca de duas mil pessoas.

“A gente sabe que tem umas cinco datas no ano que aceitam uma segunda pista e que têm público suficiente pra acomodar mais do que as seis mil pessoas. Mas a gente também entende que abrir uma pista apenas cinco vezes no ano seria algo ocioso, então não seria tão interessante, já que a ideia é aumentar o volume de operações. O Laroc abre hoje em 18 datas no ano, vai passar a abrir 14 — uma por mês mais duas durante o Carnaval —, e o club novo vem pra abrir mais 12 datas. Com isso, os dois clubes passam a ter 26 datas, o que nos dá mais oito eventos no ano, e com maior pluralidade de atrações. Praticamente, de quatro finais de semana de um mês, o grupo abre em três: Laroc, club novo e Folk”, explica.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma de mais mainstream, mais comercial, mais pop. Esse é o principal motivo da abertura de um novo espaço: entender que a gente tem um público muito bom de techno/tech house, mas que o Laroc ainda é muito grande.”

Isso não significa, no entanto, que a sonoridade do Laroc será sempre a mesma. “Sempre bati na tecla de que o Laroc era um club multicultural que poderia atender qualquer tipo de evento, e isso continua existindo”, segue de Albuquerque. “Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

Laroc underground

Complexo de entretenimento em Valinhos tem Folk Valley, Laroc e espaço mais à direita para o novo clube. Foto: Divulgação

Identidade

Mario Sergio revela que o novo espaço traz a mesma assinatura visual das outras duas casas do complexo em Valinhos, mas adaptada para traduzir seu próprio conceito. “Todas as casas do grupo têm as mesmas características. Elas são conceituadas a partir da tenda, que é nosso artigo principal. Tanto Laroc quanto Folk têm a mesma característica arquitetônica, e o clube novo vem na mesma linha, inclusive de layout e acabamentos”, revela.

“O público é exigente em todas as vertentes, não é porque é underground ou mainstream, e a gente manterá esse nível de excelência, de qualidade, no clube novo. Vamos agregar bastante em produção, que é um diferencial da nossa parte, porque os clubes do underground são mais minimalistas, não têm tanto esse nível de exigência. Então este é mais um motivo pra trazermos esse conceito novo pro underground, com características fortes do nosso grupo.”

O sócio-diretor também explicou como se divide a construção do projeto gráfico: “A concepção do Laroc, os projetos, desenhos, foi feita por nós, os sócios. Somente a parte de stage design, light design e video content foi produzida por um escritório holandês, o TWOFIFTYK, que provavelmente estará conosco nesse projeto também, desenvolvendo a parte interna da tenda, de palco e tudo o mais. A gente deve ter um pouco mais de pegada cenográfica na parte externa, brincando com o ambiente, e deixar a casa com características diferentes — mais luz, menos led, menos papel picado, mas ao mesmo tempo com bastante efeito visual.”

“Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

O Laroc não corre riscos?

Em pouco tempo de existência, o Laroc vem sendo considerado por muitos — de artistas a frequentadores — como um dos melhores clubes do mundo. Perguntei ao Mario Sergio se, agora que o clube vai mais ou menos se dividir em dois, deixando a parte mais pop/comercial ao Laroc, ele não corre o risco de perder um pouco do seu charme e prestígio. O empresário foi acertivo:

“Não, muito pelo contrário. A gente ganha força como grupo agindo em bloco, a gente vê cases de sucesso pelo mundo como o próprio Hï Ibiza, que é um derivado do Ushuaïa — que é um pouco diferente, lá um é clube dia e o outro é noite… Nós manteremos o club novo também como sunset club, porque o ambiente segue tendo bastante a agregar, mantendo a história do pôr do sol como atrativo. Isso atrai mais fatores positivos e deixa o Laroc ainda mais exclusivo, porque diminui o número de aberturas: uma por mês dá pra ficar com saudade e querer ir de novo. Ao mesmo tempo, cria mais uma opção pra outra vertente musical, outro tipo de público, o que também será um diferencial nosso”.

A nova casa deve ter seu nome e mais detalhes revelados dentro dos próximos meses.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Notícia

DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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