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Entrevista

Eli Iwasa e Du Serena falam sobre o próximo Warung Tour Campinas

Phouse Staff

Publicado em

28/09/2017 - 16:09

* Por Camila Giamelaro

O Warung é um dos clubs mais aclamados do mundo. O Inside, o Sound System, o Garden, o atendimento primoroso, o lineup conciso… Todos os detalhes são pensados com carinho e são fundamentais para proporcionar uma experiência maravilhosa para o público. Quem já foi sabe como é.

Infelizmente não é todo mundo que consegue ir até a Praia Brava pra poder sentir de perto o poder do Templo, mas pra isso existe o Warung Tour, projeto itinerante que leva toda a essência do beach club para algumas cidades do Brasil.

Em São Paulo, o Warung Tour é realizado nas cidades de Ilhabela, Maresias, Guarujá, Campos do Jordão, São Paulo e Campinas. Nesta última, a próxima edição acontece no dia 07, na Fazenda Atibaia (mesmo local que abrigou a festa em 2016), e traz nomes internacionais super relevantes: Stephan Bodzin e Marc Houle, se apresentando em formato live, e Kolombo, um dos artistas mais queridos pelos brasileiros na atualidade, e que estava devendo uma passagem por Campinas há algum tempo. Eli Iwasa, Dashdot, Boghosian, Fran Bortolossi, Gustavo Condé e Eric Olliver completam o time.

Du Serena e a própria Eli Iwasa são dois dos quatro nomes à frente da realização do evento. Juntos, eles planejaram, realizaram e ousaram. Assim, batemos um papo com a dupla pra descobrir o que o público pode esperar do Warung Tour Campinas 2017.

Eli Iwasa

Vocês atuam como DJs há muitos anos, e acredito que tiveram que se adaptar ao mercado e a tendências musicais nesse percurso. Como foi encarar esse processo?

Eli Iwasa: O processo é natural. Com o club e com a carreira de DJ, sinto a necessidade de me renovar o tempo todo, em contato com novas sonoridades, produtores, estilos. Com tanto tempo de noite, é fundamental se reciclar e se manter aberto a novidades para continuar inspirado, com gás, porque acomodação é fatal.

Du Serena: Pra mim não foi uma questão de adaptação, mas da eterna busca por novidade. Sempre toquei o que eu gostava e o que me fazia bem. Naturalmente, depois de um tempo cada artista sai em busca de novas sonoridades, tendências e eventualmente estilos. Às vezes o estilo que te agrada naquele período não acompanha sua fome por coisa nova.

Apesar do momento político-econômico delicado pelo qual nosso país passa, vocês conseguem entregar eventos de muita qualidade, como foi o caso da Destino e Warung Tour São Paulo. Qual o segredo para se manter o padrão de qualidade sem que isso afete o público final?

EI: Essa busca pela qualidade faz parte do DNA e da visão de todos sócios, então existe um esforço muito grande para esse padrão ser reproduzido em todos eventos. Soluções criativas, boas negociações e o espírito de parceria — a maioria dos nossos fornecedores trabalham conosco há muito tempo — têm sido fundamentais para os resultados finais serem positivos em todos sentidos.

DS: Primeiro ponto fundamental é ser apaixonado pelo que faz, então não medimos esforços para entregar o melhor sempre. O segundo fator fundamental é o nosso grupo, que é formado por experientes empreendedores do mercado de entretenimento, que se completam. Quando juntamos a expertise de todos, a receita mágica acontece.

Quais são as vantagens e desvantagens de se produzir um evento como o Warung Tour Campinas a quatro mãos?

EI: Eu só vejo vantagens em nosso caso. A sinergia entre os grupos é excelente, um complementa o outro, e o mais importante é que compartilhamos a mesma visão e paixão pelo o que fazemos.

DS: Não vejo desvantagens. É um grande prazer trabalhar com todos. Quando todo mundo soma e o grupo trabalha em sintonia, a sociedade fica saudável. Todos remam para a mesma direção com o mesmo gol.

O que teremos de diferente na edição de 2017 que não vimos ano passado?

EI: O que mais se destaca logo de cara é o lineup grandioso: sempre foi um sonho nosso trazer Stephan Bodzin para Campinas, ainda mais com o live. E desta vez, ele vem ao lado de Kolombo e Marc Houle, outros dois artistas que têm uma base muito leal de fãs na região.

Du Serena

Vocês acham que hoje existe uma demanda maior pelo formato live nos eventos de música eletrônica? É um atrativo a mais?

EI: Estamos falando de dois artistas que figuram entre os mais importantes dentro desse formato. O live é algo muito peculiar, que exige conhecimento técnico, assim como a experiência em criar a dinâmica certa para agradar não somente quem conhece as tracks dos artistas. Para os fãs, o live é prato cheio — nada mais emocionante que ouvir as músicas favoritas de Bodzin e Houle. Para quem ainda não é tão familiarizado com o trabalho deles, é a oportunidade de conferir dois dos mais talentosos produtores da história do techno, mostrando o que fazem de melhor.

DS: Eu acho que sempre houve demanda para live. O primeiro live que tocou para mim foi o Astrix, em 2002. O próprio Bodzin tocou seu live na Tribe em 2007, assim como muito outros. Só que agora ele aprimorou muito sua performance ao vivo, está ainda mais técnico, mais atualizado, mais divertido de se assistir. Para ser mais atrativo de verdade precisa ser um live de verdade, como Bodzin, Booka Shade, Plastikman, entre tantos outros fazem — onde os caras de fato estão ali tocando em cima da base já criada.

Dentro dos artistas selecionados, podemos conferir bastante diversificação de estilos, dentro da house music e do techno. Qual foi o critério de seleção para se chegar nesse resultado?

EI: Desta vez pensamos em trazer artistas para quem gosta de ambos os estilos — afinal de contas, todos nós gostamos de música de qualidade de uma maneira bem abrangente. Acho também que faz parte do espírito do Warung trazer artistas relevantes dentro da house music tanto quanto do techno, e o lineup reflete isso.

DS: O critério é sempre coerência musical dentro do universo sonoro do Warung. House, techno, tech house, deep house, tudo se encaixa. Todos os artistas e estilos escolhidos sempre terão ligação ou história com o club.

Qual a expectativa para o Warung Tour Campinas 2017?

DS: Minha expectativa é muito grande. Campinas foi uma das festas mais legais da tour de 2016 e vamos trabalhar para entregar um evento ainda melhor neste ano.

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Entrevista

Em meio à turnê brasileira, Kolombo fala sobre sua relação com o país

Fã do Brasil, belga ainda passa por Warung Tour, Rio e El Fortin

Alan Medeiros

Publicado há

Kolombo
Foto: Reprodução

Olivier Grégoire é a mente por trás do projeto Kolombo. Mesclando batidas de house, disco e hip hop, este importante DJ belga conquistou os clubbers brasileiros logo em sua primeira passagem. A identificação com o nosso país foi tamanha que hoje o Brasil pode ser considerado a segunda casa de Olivier, dono de turnês recorrentes no país.

Os motivos que levam Kolombo ao patamar de um superstar da dance music por aqui são fáceis de serem compreendidos. Seu som é alegre, vibrante e projetado para o dance floor — tem tudo a ver com as pistas brasileiras. Além disso, ele segue se distanciando daquele perfil sério e carrancudo que muitos artistas gringos possuem; Grégoire é carismático e transmite uma energia boa quando está em ação. A cereja do bolo é a consistência que se mantém através dos anos, tanto em seu trabalho solo, quanto no que é desenvolvido frente à LouLou Records.

Neste fim de semana, Kolombo encerra mais uma turnê brazuca. Desta vez terão sido seis datas entre os dias 17 e 25 de agosto — com direito a uma gig na Argentina no meio disso tudo. Depois de tocar em Cuiabá (MT), Itapetininga (SP), São Paulo e Córdoba, o produtor segue para a Warung Tour Gramado (RS) nesta sexta, e encerra com duas gigs no sábado: uma no Bunker Festival, no Rio de Janeiro, e a outra na festa de 13 anos do El Fortin, em Porto Belo–SC. No embalo da turnê, encontramos o artista para um breve bate-papo:

Olivier, quando você pensa em Brasil, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? De alguma maneira, sua relação com as pistas do país mudou a forma como você se conecta com a música?

O Brasil é muito especial para mim. A primeira coisa que vem na minha cabeça é a energia incrível do público. É bom porque me sinto confortável para testar tudo. As pessoas têm a mente aberta e o público é enérgico.

Você é um cara que possui um som muito verdadeiro. São claras as referências musicais que formam seu perfil sonoro: uma mistura de house, disco e hip hop. Ter um estilo próprio é uma das prioridades do seu trabalho?

Com certeza! Como você disse, eu tenho esse background forte que me fez construir minha identidade na música. Nunca pensei em prioridade, é apenas algo que vem naturalmente.

Neste ano novamente você volta à posição de headliner no aniversário do El Fortin. O que o público pode esperar de você nessa noite?

Bom, estou trabalhando em muita música nova, então como eu disse antes, a galera brasileira é o público perfeito para ver como as coisas novas funcionam. Toquei no ano passado no El Fortin e foi impressionante. Estou ansioso para essa.

Uma pergunta um tanto quanto especial: quais são suas atuais faixas preferidas para a pista?

Tenho tocado uma das minhas últimas produções, que não foi lançada ainda — funcionou muito bem na pista. Também faixas de Bontan e Claude VonStroke… Esse estilo de dub underground.

Pra encerrar: o que o Brasil tem de mais especial? Pão de queijo [risos]?

Não. Picanha para sempre [risos]!

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Notícia

“O festival vai ficar muito mais interativo”; Erick Dias fala sobre a #XXX22

A um mês do festival, o diretor da No Limits fala sobre as importantes mudanças para este ano

Nayara Storquio

Publicado há

#XXX22
Foto: Gui Urban/Divulgação
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

Faltando exatamente um mês para a XXXPERIENCE, começamos a passar por aquela sensação de expectativa. Depois de 21 anos de história e tantas edições memoráveis, não tem como não ficar curioso nessa época do ano. Com um lineup de mais de 50 atrações e uma configuração totalmente inédita, o festival resolveu investir bem mais na cenografia e na estrutura neste ano, além de priorizar os DJs brasileiros.

Assim, aproveitamos a ocasião para entrevistar mais uma vez Erick Dias, do grupo No Limits (responsável pela realização do evento), para matar um pouco da curiosidade e trazer informações exclusivas de tudo que vai rolar no Parque Maeda, em Itu, no dia 22 de setembro. Se liga!

A edição de 2018 traz a continuação da “Nonsense Journey” sob o tema “Revolution 2.2”. O que podemos esperar da cenografia e da identidade visual?

O tema é muito amplo, e com isso abre muitas possibilidades. Usamos o nome “Revolution” para apresentar um novo formato da XXX. O festival vai ficar muito mais interativo e conseguiremos explorar melhor o Maeda. Várias partes muito bonitas não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço colocando algo que chame a atenção do público. Com isso poderemos oferecer uma experiência muito melhor.

O que exatamente significa uma segunda edição da “Nonsense Journey”; por que não um tema inédito?

Todo o time de criativos envolvidos adorou trabalhar com um tema “sem sentido”, que é muito amplo e tem tudo a ver com a XXX. A resposta do público no ano passado também foi muito positiva, tanto durante a campanha quanto com a entrega no dia do evento. Podemos fazer várias abordagens dentro desse mesmo tema. Por isso, optamos por continuar, mas o que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.

“O que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.”

Pela primeira vez na história, o festival vai contar com cinco palcos. Como está organizado esse novo mapa? O terreno ocupado será maior? Há itens cenográficos estratégicos para não prejudicar a acústica do evento?

Na verdade eu gostaria de ter mais palcos ainda, tipo mais um para o hardstyle. Colocar palcos menores, como a #Pistinha, mas com capricho, com um layout bacana, interessante. Porém, nem sempre é possível, pois a parte financeira pega no final. Quem sabe num futuro a gente não possa ter mais palcos?

O formato em círculo vai tornar o festival mais agradável. Eu acho que as pessoas vão querer desbravar mais o espaço e não ficar apenas plantadas no palco central. A ideia é criar uma atmosfera muito mais interessante e convidativa. Inclusive cada palco terá um portal, além da escultura central e seus adereços. Estamos fazendo um mapa 3D animado para mostrar como está sendo concebido esse novo formato. Com isso, as pessoas poderão notar que o uso do espaço se dará de forma muito melhor que nos anos anteriores, mesmo trabalhando com a mesma área. Sobre o som, contratamos um engenheiro de som para uma avaliação antes de tomar essa decisão, a fim de garantir que um som não atrapalhe o outro dentro de cada pista.

Com essa nova estrutura o festival parece ter ficado maior. Qual a estimativa de público?

O festival sempre acaba ficando maior em termos de estrutura, acabamento e cenografia, porém o público vem mantendo a média de 25 mil pessoas nas edições especiais de aniversário.

“Várias partes muito bonitas [do Maeda] não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço.”

Com o anúncio do line up completo, podemos notar um foco no brazilian bass e em techno, tech house e psytrance, e praticamente não há artistas de EDM/big room desta vez. Quais os principais motivos para essas escolhas? A questão econômica influenciou nesse line?

Nós optamos em não colocar os grandes nomes de EDM, pois esse estilo caiu muito no Brasil e o custo benefício não faz sentido no momento atual. Investimos muito em tech house, techno, psy, house e nos brasileiros que continuam num ótimo momento. Porém, as coisas mudam e a XXX sempre vai estar atenta à parte musical e suas mudanças, tentando fazer o melhor para o público.

Neste ano, o festival realizou suas edições itinerantes em Porto Alegre e Brasília. Pensam em continuar fazendo edições onde obtiveram boa aceitação?

Na verdade esse formato de turnê já acontece desde 1999. Inclusive há alguns anos tínhamos cerca de dez edições por ano. Porém, com a profissionalização dos eventos, a burocracia, tivemos que repensar e mudar um pouco as coisas, diminuindo para três ou quatro XXX por ano. No ano que vem, devemos ter pelo menos três edições: Itu, Curitiba e Belo Horizonte.

Com as reincidências dos problemas de segurança nos festivais, quais serão as medidas adotadas para garantir mais conforto e segurança ao público?

Nós já tomamos várias providências no ano passado que deram muito certo, mas agora iremos ampliar e melhorar algumas coisas. Essa é uma questão muito importante para a XXX e estamos em cima com um profissional gabaritado para ajudar o festival a dar segurança suficiente para que o público se preocupe apenas em se divertir.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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Entrevista

“Music Mate” da ONNi, Bernardo Ziembik fala sobre as novidades do app

Alan Medeiros

Publicado há

ONNi
Foto: Divulgação
Aplicativo apresenta solução para as tão temidas filas em clubs e festivais
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se você possui uma marca e quer alcançar caminhos nunca antes alcançados, precisa projetar um conjunto de iniciativas fora do padrão. O aplicativo ONNi, com base em Porto Alegre, tem buscado a renovação de todo um cenário desde o seu começo, propondo o fim das filas com todo processo de compra de ingresso e consumo pelo mobile. Mas não para por aí…

Desde o seu lançamento, em 2016, muitas evoluções já foram propostas, não somente ligadas à parte técnica do app, mas também no seu time. Uma das principais mudanças é a chegada dos “music mates”. A ideia é simples: profissionais de exposição nacional que vivem intensamente a cena artística são convidados a representar as ideias da ONNi em seus respectivos nichos e contextos. Para o mercado da música eletrônica, o escolhido foi o curitibano Bernardo Ziembik.

DJ e produtor, com larga experiência também na produção de eventos, Bernardo apresenta-se como a escolha certa para os objetivos do aplicativo nesse momento. Além de ter um ótimo know-how frente ao cenário, também é um entusiasta das inovações propostas pela empresa. A nosso convite, Bernardo falou um pouco mais sobre os planos da marca para 2018.

Como exatamente foi seu primeiro contato com a ONNi? Você, como público, já testou o aplicativo?

Conheci o aplicativo através de uma conferência que produzi com o Alataj, em Porto Alegre, em 2016. Eles foram super nossos parceiros e apoiadores, viabilizando um coquetel para todo o público presente. Como usuário já utilizei o app lá no RS. Primeiro em uma Levels, festa incrível de Porto Alegre, depois no DOMA, clube super cool na região central da capital. Nas duas ocasiões a experiência foi ótima, me trouxe um conforto gigante e uma economia de tempo em filas.

Music Mate me parece um conceito inovador e que diz muito sobre a jornada da ONNi até aqui. Conta pra gente: como essa parceria está funcionando?

A ONNi nasceu imersa na cena eletrônica. Com o passar do tempo, após validar o produto e a proposta, entendeu que precisava ampliar seu leque de festas para outros gêneros. A estratégia da marca para se relacionar com diferentes cenas foi criar o ”cargo” de Music Mate. Basicamente, é uma representação da ONNi em cada nicho: pop, rock, sertanejo… Depois de muitas conversas, estabelecemos uma parceria estratégica em que eu representaria a marca no segmento eletrônico. Como é um trabalho ligado a muito relacionamento, definimos que o termo “music mate” se encaixa perfeitamente, pois realmente a ideia é que todo esse contato com público, promoters e produtores que eu venho tendo seja focado em desenvolver a plataforma e trazer maior solução para quem a usa.

Qual a principal dificuldade que você tem tido no que diz respeito à negociação com os donos de clubs e festas?

Em Santa Catarina, nas primeiras reuniões, esbarramos na seguinte questão: internet. Como muitos dos clubes ficam em regiões afastadas da metrópole, o acesso à internet é bem precário. Sendo assim, o uso do aplicativo fica comprometido. De forma generalista, acredito que as pessoas têm certa dificuldade em entender que somos um sistema complementar, uma conforto e uma nova experiência para o consumidor. Além disso, tratamos de uma mudança de comportamento do consumo, questão que apenas com a constância de uso poderá ser alterada — mas estamos tendo uma receptividade bem bacana em algumas regiões, como em Joinville e Curitiba.

Existe a preocupação da ONNi em trabalhar com clientes que tenham um alinhamento de posicionamento com a marca?

Acreditamos muito na potencialização e no trabalho em conjunto com nossos clientes. Então, procuramos produtores e clubes que querem realmente trazer algo novo para o seu público e entendam que para aumentar seu faturamento e ter boa performance pelo aplicativo é necessário apresentar da forma correta. Esses fatos fazem com que exista uma segmentação dos clientes potenciais. Sem contar que nossa comunicação é bem jovem, moderna, nosso aplicativo trabalha com cartão de crédito… Isso faz com que os próprios usuários já tenham um perfil específico.

Quão importante têm sido seus conhecimentos adquiridos na carreira artística para desenvolver esse trabalho?

Graças aos meus dez anos de carreira, que estão sendo completados em 2018, pude ter contato com muita gente envolvida na produção de um evento. Então, mesmo que o aplicativo não seja utilizado de cara por essas pessoas, estou podendo coletar uma centena de feedbacks que estão sendo extremamente importantes para as atualizações do aplicativo. Exemplo: muito em breve trabalharemos também em versão web, pois essa demanda é grande no mercado de Santa Catarina e Paraná. Aqui também existe a necessidade de pagamento fora do cartão de crédito, então, com essa plataforma, poderemos vender tanto o ingresso quanto o consumo de bar via boleto. Verificamos também a necessidade de alguns clientes em ter uma plataforma que atenda melhor os clientes de mesas e camarotes. Estamos trabalhando nisso também!

Quais são seus principais objetivos com a ONNi para 2018?

Neste ano o objetivo principal é nos estabelecer como uma inovação no mercado da música no Brasil. Acabamos de lançar o novo aplicativo, que é nativo para iOS e Android. Está muito mais intuitivo, rápido e prático. A versão web para compra de ingressos e consumo é também uma super atualização para nós. A partir disso, nossa plataforma faz muito sentido para vários produtores. Agora também estamos começando a escalar nossas vendas, conseguindo atingir um número maior de produtores, criando várias comunidades nas regiões que atingimos e, assim, facilitando a mudança de comportamento proporcionada pelo aplicativo.

Das vantagens que a plataforma oferece, qual é a mais interessante na sua visão?

Para o produtor: uma nova forma de interação com o seu público e um aumento gradual do seu faturamento. Para o cliente: inovação para acabar com as filas, agilizar sua forma de compra e acesso aos eventos que façam sentido as suas preferências.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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